Nosso Amor So Aumenta
Cada sopro da vida carrega um instante que se despede. Momentos que voam leves como sementes ao vento, frágeis, mas cheios de significados. O que parece partir, na verdade, semeia. Porque a vida, mesmo quando vai, deixa raízes em algum lugar.
Mateus 25:31-46 ensina que, no fim dos tempos, Jesus separará as pessoas como ovelhas e bodes, recompensando os que praticaram atos de bondade e misericórdia, e condenando os que os ignoraram.
● Antes, o enfrentamento de ambas, morte e vida, não permitem fugas. É uma armadilha que supera as leis humanas, importando-se com a vaidade de levar o envelhecimento num ofício de percepções latentes nos esquecimentos dos túmulos. A importância dos vivos para os que morrem, é o fragmento do silêncio em pó. Sob a terra ou no sopro do fogo, nada foge, pouco é o abandono e intensa saudade. Distantes, o mármore gélido e o abraço, a chama e o vento, as rosas sobre o artifício da união, todo amor uma ambição de perseguir a vida.
Entre as notas da saudade, surge outra música que ressoa como um lamento, uma canção que lamenta a distância e celebra a espera do reencontro.
Entre o verso nostálgico e a melodia saudosa, percebo que a saudade é uma canção eterna, uma composição que nunca deixará de tocar em meu coração.
A madrugada se torna o palco da saudade, onde o vazio da noite destaca a sua falta, transformando as horas escuras em um espetáculo nostálgico.
Como uma eterna canção, sua presença se entrelaça em cada verso, fazendo de você a melodia que ecoa na trilha sonora do meu coração.
"Pensamento que enseja, pensamento que liberta, quão vida livre se faz morada ali, reluzente pensar que cria, que tudo faz, que tudo modifica; modifica o sonhar e tão logo o realizar."
