Nosso Amor como o Canto dos Passaros
A vida se desdobra diante de mim como uma teia intrincada, cheia de incertezas, minhamente, um abismo profundo, é como um poço sem fundo de tristeza e desespero, onde a escuridão parece eterna, e a esperança é apenas um vislumbre distante. Caio nesse vórtice de melancolia, onde a tristeza é uma névoa que me envolve e obscurece qualquer vislão de alegria.Não sei mais o que fazer, nem consigo encontrar sentido nas coisas que me cercam. Cada dia se desenrola como um filme em preto e branco, monótono e desprovido de emoção. Sinto-me como um pássaro ferido, incapaz de voar, preso em um céu cinzento de desesperança. Cada amanhecer parece um lembrete doloroso de que o futuro é incerto, e a luz no fim do túnel é apenas uma ilusão distante. Eu me sinto como um pedaço de lixo, jogado à margem da vida, incapaz de encontrar meu lugar neste mundo. A cada respiração, a sensação de não merecimento se aprofunda, como uma ferida que nunca cicatriza.
Neste triste adieu, as sombras do vazio se entrelaçam, como folhas de outono caídas, sem destino certo. A solidão, um espectro voraz, dança ao redor, enquanto a ansiedade tece uma teia implacável, sufocando a alma. No silêncio da ausência, percebo que a solidão mata lentamente, como um veneno sutil que se insinua nos recantos da existência. Que os ventos da vida levem consigo os ecos desvanecidos de um coração que agora bate solitário, em meio a uma sinfonia de memórias dolorosas. Adeus, como uma nota melancólica, ressoa na partitura da despedida, onde a esperança se despede, deixando apenas a melodia triste da saudade.
Sinto-me como se meu coração não pulsasse mais, como se eu fosse uma máquina com limitações, constantemente à beira de me ferir. Parece que perdi a capacidade de sentir, enquanto toda a dor se acumula em meu ser, sufocando-me emocional e psicologicamente, apertando meus sentidos em um vórtice de angústia. Já não respiro como um ser humano, apenas sobrevivo com respirações superficiais, enquanto o mundo ao meu redor perde suas cores, mergulhado em um branco simulando o além e o negro das noites insones. Não suporto mais o odor da morte, nem a pressão e dor infligidas por outros. Por que devo sofrer tanto, odiar meu próprio corpo, não reconhecer a imagem refletida no espelho? Sinto que pouco de mim restou, que a amargura ameaça tomar conta, embora eu lute para não me deixar corromper. O medo de me tornar o monstro que construíram em mim, através de negligência, humilhação, perseguição, exploração, chicotes e palavras cruéis, é constante. Sou uma criança ferida, dilacerada dentro de um corpo adulto, uma adolescente depressiva perdida em seu quarto, com perspectivas frustradas em um corpo adulto. Não sei mais além da carga de dor que carrego, não sei o quem eu seria sem todo esse peso sobre mim.
Às vezes, sinto-me como um espectador de mim mesmo, flutuando além do meu corpo, assistindo ao espetáculo da existência. É como se eu dançasse ao som de uma melodia sem compositor, uma sinfonia mental onde cada nota é uma emoção que reverbera em minha alma. Meus ossos são feitos de ferro, suportando o peso das decepções e dos desencontros. Neste inverno, percebi que a monocromia dos dias cinzentos e das chuvas incessantes refletia a desolação da minha alma, despedaçada pela vida e pelos encontros com outras almas igualmente fragmentadas.
Nossas dúvidas sobre a vida são como rios sinuosos, serpenteando pelo terreno desconhecido de nossa mente. Embora muitas vezes pensemos que o mundo está imóvel, ele gira incessantemente, movendo-se ao dançar e não percebemos. Quando ergo meu olhar ao céu estrelado, sou levada a sonhar com as estrelas, com aquelas luzes que se movem como guardiãs de segredos na vastidão. A magnitude de uma alma é como a perfeição de um planeta, um refúgio para mortais imperfeitos. Cada grão de pó que deixamos ao nos decompor torna-se fragmento desse vasto universo. O mar, a terra e o ar nos possuem em suas essências…
Às vezes, as coisas parecem nos tocar como brisas, invisíveis e passageiras; mas há momentos em que, mesmo sem darmos permissão, elas invadem e se enraízam. Como o musgo que encontra a rocha e nela se fixa, assim é o que, em silêncio, se deixa afetar. Porque, no fundo, o segredo não está naquilo que desejamos ou não que nos atinja, mas no quanto de terreno fértil carregamos dentro de nós. A terra, por mais que queira, não escolhe as sementes que nela repousam. Só resta acolher, mesmo que o afeto e o efeito venham de onde não esperamos. As coisas nos afetam, talvez, porque estamos sempre com as portas entreabertas, porque, como espelhos d’água, não temos como evitar os reflexos que o mundo projeta em nós. No fim, a profundidade com que algo nos afeta revela mais sobre o espaço que guardamos em nosso íntimo do que sobre o peso desse algo em si. É a abertura do nosso coração e a receptividade de nossa alma que desenham o limite do que deixamos entrar.
Quando eu me perder no vasto céu e me transformar em estrela, feche teus olhos e me sinta como a brisa suave que acaricia tua pele. Quando a chuva descer, saiba que não são apenas gotas, mas minhas lágrimas se fazendo poesia, tocando teu ser com a serenidade de quem nunca se foi. Ao caminhar pela praia, pisar na fria e molhada areia do mar, beije uma rosa e lance-a às ondas, pois ela será meu reflexo, e tu, sem saber, estarás me trazendo de volta, mesmo que por um instante. Se uma borboleta vir à tua frente, feche os olhos e escuta, pois é o sussurro da minha alma. Quando o canto de um pássaro atravessar o silêncio, entenda que sou eu, vindo na forma etérea do vento para te tocar. E, se por acaso, meu perfume te envolver, e alastrar teu quarto, respira fundo, pois estarei em cada molécula, sorrindo na fragilidade do instante, pois neste mundo a felicidade nunca foi minha, mas a essência da minha ausência habita nas pequenas coisas que despertam o toque da alma. Estarei lá!
Encare a solidão
como um motivo para reflexão.
Um momento para cursar a sabedoria
e aproveite pra ser boa companhia
para si próprio!
*•*
Todos da humanidade,
Tanto o rico como o pobre,
Seguem num cortejo fúnebre,
Cientes que possuem um prazo de validade. 🤔
•^•
Eu considero o erro, como sendo um professor sarcástico, nos deixa errar para depois esfregar o nosso rosto no chão,
e depois dizer: aprendeu a lição!?
Indiferença,
uma tática muitas vezes usada
como couraça,
uma sutil blindagem,
que alguém usa como cara de paisagem,
apenas para ocultar um sentimento que não dá reciprocidade... E nem concorre pra felicidade!
Na minha humilde poesia
As vezes falo de mim,
Também de outros e dele.
Como assim!?
Aquele...
Ah sim, o amor o sentimento
Que nos qualifica
E nós edifica...
E quando observo minha vida
Perder a cabeça e a esperança,
Desabafando frases duras...
Eu fico com o coração na mão
E sem palavras...
E pra poupar o meu amor,
Eu acabo por engolir o poema!
Ninguém conseguiu alcançar
O meu coração,
Assim como você meu querido,
Vou sempre te amar
Com muita emoção!
Um coração fora do peito,
não pode viver ao léu...
E como viver num mausoléu,
uma tortura no espírito,
vivendo em escuridão
em noites de solidão...
Ela olhava e observava
os poemas que ele escrevia,
como lindo jardim cheio de flores.
E andava entre todas as suas palavras,
aspirando o perfume de cada uma delas,
como se fossem gardênias...
Quando termina a paixão
a lágrima desce como um avião,
alvejado por um inimigo,
vem deslizando pra morrer entre os lábios, num gosto amargo de desilusão!
😢🔥💜
As pessoas escrevem tantas coisas
que gostaria de dizer e fazer,
mas, tudo fica sem ação,
como águas paradas
adoecendo o coração,
pedem uma nova chance
mas, tudo fica fora de alcance...
😔💭🙏
