Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Destruição, não!
Não impeça que os pássaros voem
na direção que quiserem,
não interrompa seu canto,
não destrua seus ninhos
que se escondem pelos ares;
não faça muralhas no manto
onde os rios desfilam
na direção dos mares,
eles são os primeiros habitantes
do Planeta;
plante árvores, economize água,
acenda a luz,
não se esqueça de apagá-la,
a vida é linda,
a Terra está clamando ainda,
à procura de
quem possa
amá-la.
Domingo
Numa bela manhã de domingo, pela janela do meu quarto escuto os pássaros na mangueira fazendo barulho, dando vida ao belo dia que hoje se encontra. Paro e penso e me lembro de quando era criança, das brincadeiras, dos amigos, dos vizinhos, de todo barulho que fazia a criançada reunida.
Domingo, dia de reunir a família, fazer o churrasco, preparar a mesa onde todos irão rir ou chorar, se abraçar ou dançar.
Lembro-me do bom domingo com meus avós, ainda pequena segurava em suas mãos e gostava do cheiro que seus corpos exalavam.
Saudades do domingo, saudades da família, saudades da minha família.
O tempo passa mais não apaga as lembranças de um bom e velho domingo.
FAÇA VALER PENA....
Muitas vezes as portas das gaiolas estão abertas,mas para que os pássaros alcancem voos para a felicidade é preciso determinação para se lançarem fora delas,...não se prendam em gaiolas se prendam em corações que estejam dispostos a se lançarem em voos com vocês......
BOM DIA MEUS BONS AMIGOS!!!
Vamos continuar sorrindo
Lá fora os pássaros estão gorgeando
As flores estão florindo
E o sol está brilhando...
mel - ((*_*))
Que Deus nos permita aprender com os pássaros a humildade e o respeito pela natureza. Eles descem do alto, catando no chão os ramos secos e inúteis para fazer os seus ninhos.
O Menino e o Jardineiro
O menino corria pelo quintal contemplando os pássaros, as borboletas, as flores do jardim e um pequeno lago com peixes dourados, em frente da sua casa tinha muitas árvores, pé de frutas silvestres o qual os passarinhos, abelhas e o menino desfrutavam, sua mãe costumava pagar alguém para capinar o quintal e o jardim o qual o menino adorava plantar cravos, margaridas, palmas e onze horas, ficava ansioso esperando dar onze horas para ver a flor abrir, no fundo do quintal também tinha cana de açúcar, um pé de ameixas e girassóis, o qual ficava se perguntando o porquê do girassol estar sempre olhando para o sol, aquilo tudo era sua floresta o qual brincava de índio e outras vezes de filmes de faroeste o qual costumava assistir, a mãe do menino contrata um homem baixinho, meio corcunda pelo peso da vida, com os olhos azulados pelo desgaste do tempo, a mãe ficou sabendo que se tratava de uma pessoa muito pobre, mas que fazia questão de trabalhar para se sustentar e assim o fez, o homem começou ao amanhecer, o menino estava na escola o qual adorava desenhar escutar as histórias do bairro em que vivem, seus professores eram todos moradores do bairro, assim que o menino chegou a casa, sua mãe preparou um prato de comida e uma jarra com água fresca pediu que o levasse para o jardineiro, ele aproveitou e sentou se no chão perto daquele homem com o rosto tão enrugado as mãos tremula, ele pegou o prato de comida, tirou o chapéu preto desbotado ou talvez fosse cinza, agradeceu e começou a comer, o menino então pergunta qual era o seu nome, ele com uma voz roca e pausando diz Picidone, o menino achou estranho e disse que nunca tinha conhecido ninguém com este nome e perguntou o porquê da sua mãe dar este nome, o jardineiro então com uma lagrima nos olhos respondeu que não sabia o porquê deste nome, o menino viu as lagrimas em seus olhos azulados pelo tempo, mas nada falou o menino então pergunta por que ele era corcunda e andava com aquela bengala feita de um galho de árvore, o menino na sua inocência não entendia que as pessoas envelhecem para ele as pessoas nasciam como ele (Criança) ou como o senhor Picidone, antes que ele respondesse, a mãe chama o menino e diz para ele deixar o jardineiro almoçar sossegado, o menino pergunta a mãe se ele mora perto, se era o homem corcunda do filme, ele é rico ou pobre, o menino não entendia o porque tinha pobres e ricos, na escola a Professora explicava que no mundo existiam pessoas ricas e pessoas pobres, o menino indagou a Professora porque não pegava o dinheiro de todo mundo e depois dividia igual para todos, assim ninguém seria pobre, esta indagação lhe custou um bilhete no caderno pedindo para sua mãe ir até a escola falar com a Professora (estava em plena Ditadura e a Professora queria saber onde o menino tirou aquela ideia), o menino então retornou para o quintal onde o senhor Picidone trabalhava, mostrou algumas plantas e flores que ele teria que tomar cuidado para não cortar, ficou mais um pouco por ali mexendo nas minhocas que saiam da terra misturada nos matos, o sol começa a se recolher o menino leva o senhor Picidone até o portão e diz até amanhã, ao entrar em casa começa a fazer perguntas a sua mãe e ela com toda paciência explica que o senhor Picidone era muito pobre, um homem da roça muito sofrido e que precisava trabalhar para poder comer e ter um lugar para dormir, o menino não entendia o porque, o porque ele era pobre, o porque ele era corcunda, o porque ele andava com uma bengala, o porque ele tinha a pele escura, o menino fora criado respeitando todas as pessoas, raças, religiões sem se importar com a cor da pele e se era rico ou pobre e assim ele foi dormir cheio de duvidas e inconformado porque a vida era assim tão desigual, no dia seguinte na escola ele contou para os amiguinhos sobre o jardineiro Picidone, que ele era igual o homem do filme (corcunda de notre dame), o menino era muito atento, se preocupava com as injustiças da vida, assim que chegou em casa correu para o fundo do quintal para ver o jardineiro, novamente ao se sentar para almoçar o menino começa a perguntar e o senhor Picidone lhe conta que nasceu na Bahia e seus pais eram escravos em uma fazenda, ele nasceu na lei do Ventre Livre, mas teve que esperar completar dezoito anos para vir trabalhar com seu tio que já estava aqui trabalhando na fazenda, ele dizia que tudo ali era uma grande fazenda que com o passar dos anos foi transformada em chácaras e depois em lotes e que ali as margens do córrego onde o menino morava era uma plantação de algodão feita por arrendatários, uma família de japoneses que plantou bambus nas margens esquerda do córrego, onde o menino costumava brincar se pendurando nos bambus e envergando o até a outra margem do córrego, contou lhe também que todas as ruas eram de terra e só existia uma trilha de carroças, sobre a primeira construção de dois andares ( a casa do português Sr. Antônio), a construção da linha do trem, a construção da principal Avenida que cortou o bairro no meio, a primeira igreja e assim muitas coisas que serviram para o menino tanto na escola como em sua vida, e assim foi por uma semana as conversas com o jardineiro, mas não só um jardineiro, o Senhor Picidone, um homem que não sabia ler e escrever, más que tinha uma grande sabedoria e que dera grande contribuição na formação do menino e daquele dia em diante passou a ver com frequência aquele homem franzino, curvado pelo tempo, olhos azulados pelo desgaste da vida com seu terninho e chapéu desbotados e sua bengala feita de um galho de árvore, foi doloroso pro menino quando o Senhor Picidone aos cento e três anos de idade partiu deste mundo, então o menino chorou, mas nunca esqueceu as histórias daquele jardineiro com o nome de Picidone...
(Ricardo Cardoso)
Se reserva aos pássaros o direito de voar, se reserva ao músico o direito de sonhar e ao escritor o direito de beber.
Não amarre sentimentos
Sentimentos são pássaros soltos no ar,
em contato com o mundo aberto, livre e sem fim
Vem e pousam onde encontram seu porto seguro,
carinho e aconchego.
No seu ninho, por mais humilde que seja
sempre é o melhor do mundo.
Cabe exatamente o coração, que suas asas alcançam e aconchegam.
Não reclamam nem ambicionam,
sabem exatamente o que lhes necessitam para fazer a felicidade fruir.
A natureza é pródiga e providente em oferecer
o que lhes fazem crescer, amar e multiplicar
na medida e tempo certo.
No ar, no mar em todo lugar
sentimentos como pássaros voam, a procura de seu lugar
ao sol, versejando a lição de sentimentos soltos no ar.
Sempre haverá um alguém para outro alguém,
amor para outro amor,
sentimentos para os sentimentos que a alma necessitar
para construir seu ninho e morada de amor.
Acredite sempre!
Quando chega à noite
Os pássaros se escondem
Com medo da noite
Ou exaustos de voar
De dia
Enchem o peito
Se transformando em vitrolas com asas
Com seu doce canto
Nos fazendo valsar
o vazio me encarou
enquanto a música tocava
enquanto os pássaros brincavam
enquanto você me olhava
o vazio me encarou
enquanto suas palavras ecoavam
enquanto meu peito vibrava
enquanto nosso amor desmanchava
o vazio me encarou
enquanto os pássaros se distanciavam
enquanto a música parava
enquanto a porta fechava
o vazio me encarou
quando você me deixou.
o vazio me encarou
e eu encarei o vazio - a única testemunha do dia em que eu fiquei sozinho.
TENTARAM CONTER OS POETAS...
Tentaram conter os poetas,
quando quiseram
engaiolar os pássaros
e domesticar as feras,
que nasceram para ser livres...
Tentaram conter os poetas,
quando tencionaram
avassalar os ímpetos das marés
e os ventos da montanha,
que não podem ser agrilhoados...
Tentaram conter os poetas...
Tanto fizeram...
Mas tudo foi em vão!...
A Poesia não se prende
às amarras da razão!
22/11/2014
© Pedro Abreu Simões
in MAR REVERSO (Ecos da Terra, do Mar e da Vida), Lisboa: CALÇADA DAS LETRAS, 2015. ISBN 978-989835262-0
Mesmo que haja chuva ou sol...
Mesmo que os pássaros estejam cantando ou não..
Mesmo que esteja frio ou calor...
Não importa... as misericórdias de Deus e Sua bondade se derramam sobre mim e sobre você neste dia....
Deus não muda....
Ele é o mesmo ontem , hoje e sempre!
............... Amém...
........................ Débora Aggio
As Flores são belas, são belas tem razão.
Os pássaros são lindos e voam livres pelo céu.
As árvores dão frutos limpos de impostos!
A brisa é suave.
A chuva vem pra purificar a terra!
O céu azul reflete os oceanos!
e ainda tem gente que não valoriza!
Dignos e sábios são os pássaros. Apesar de sofrerem por maldade alheia, de terem seus ninhos desfeitos, seus amores perdidos ou sua asa ferida, sempre recolhem forças e louvam a Deus logo de manhãzinha. Todo homem deveria ser passarinho por dentro.
"Você não precisa ler a bíblia; as canções dos pássaros, a fragrância das flores, o som da água corrente, vão lhe dar todos os evangelhos de que você precisa.
E eles vão estar vivos. Eles não vão ser palavras mortas impressas em um livro. Eles vão estar vivos, tão vivos quanto você.
E, se o seu coração começar a dançar com a vida que o cerca,
qual é a necessidade de ser um cristão, qual é a necessidade de ser um muçulmano?
Esses são para pessoas que estão dormindo, e nunca saborearam nada da vida. Esses são brinquedos dados a crianças para brincar,
para mantê-las entretidas, para que permaneçam ocupadas.
Suas religiões não são para pessoas maduras; elas são infantis."
Da minha janela vejo:
Pássaros pretos que pontilham o céu
Escuridão bordada aos voos no inflito azul
São eles também caminhos de tentar percorrer
Desencontros, que como na vida, acabam de longe fazendo sentido
São também encontros de jornada
Como os que temos no mundo telhado pelo universo
Olho para dentro da minha janela e percebo
Sou também o que me circunda
Somos inclusive o que paira sobre as nossas cabeças
Sou a soma das vidas a minha volta
Do vento que beija a cortina e desacomoda o linho branco
Da mata verde que sobrevive ao barulho da cidade
O mendigo que outro dia dormia numa esquina escurecida também me é
Pela falta de luz, pela falta de vida
Sou aquele casal que faz amor e deixa os ruídos atravessarem o silêncio da solidão de outrem
Sou a menina que sai da escola com uma saia azul a cobrir suas pernas
Metade mulher, metade inocência
Sou os que foram e inclusive os que virão
A vontade de voar sem cair
De chorar sem doer
De apenas continuar a escrever
Sou um pecado que perdoa
Uma tristeza que sorri
A fila do banco pode ser uma soma
As idades podem ser uma só
Contar o tempo para quê?
Se de tanto contar acabamos esquecendo de sentir
Fecho os olhos e ouço
A melodia transversa que o mundo canta
Buzinas, vento, portas que batem, palavras que encontram, meu celular que toca, minhas lágrimas que escorrem
O silêncio é tão cheio de outros silêncios
Dizer é tão cheio de calar
Volto a observar o céu
Há um ritmo sereno no topo da vida que corre
Ser como voar é minha vontade na vida
Hei de alinhavar o amor como os que planam
Nesses caminhos de se perder
O sonho que tenho cabe dentro dos dedos
Tem a forma de uma mulher quando seus olhos enxergam além
Ser tua, ser minha, ser ela
É disso que estou falando.
