Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Me sinto às vezes como uma fábrica de idéias fervilhantes. Mas me falta coragem, fé às vezes, para acreditar que estas podem se concretizar. Isso porque, de bem perto, visualizo minha pequenez.
A mídia apresenta o relativismo radical como sendo a vontade da maioria dos indígenas e mostra os brancos como vilões que impõem mudanças não desejadas pela comunidade. Ela apresenta um discurso persuasivo e ingênuo sobre a preservação da cultura indígena e “pureza cultural”. Com isso, é consequentemente aceito e reproduzido pelos receptores menos pluralizados (a massa) pois acreditam sem reservas na veracidade dos fatos sem questionamento. Isto acontece porque o infanticídio é um assunto polêmico, portanto evitado nas tribos indígenas, onde a maioria dos membros das comunidades que sofrem a dor do infanticídio, se recusam a falar sobre o assunto pois isso pode render-lhes penalidades impostas pela própria cultura.
O jornalismo diário não atenta para as questões do infanticídio como assunto relevante porque além do distanciamento demográfico, é necessário que os próprios indígenas que sofreram perdas, se posicionem sobre o assunto mediante a sociedade. Até agora, as vozes que se levantaram para defender a causa como prática cultural aceitável geralmente não são indígenas e são reconhecidas como autoridades na sociedade branca. São eles: antropólogos, indigenistas e jornalistas dentre outros.
Ele foi curado.
Não mais dor, nem sofrimento,
não mais pranto, nem tristeza!
Como cristã acredito na vida que se inicia após a morte onde haverá alegria, vida e paz.
Meu jeito de anunciar que meu pai faleceu
04/04/14
Não faça do fracasso sua estrada. Trate-o como vale que é - simplesmente, um espaço entre uma montanha e outra.
Ela queria que fosse especial...
Mas foi normal, rotineiro e simples como ela... A diferença estava no significado agregado àquele momento de um feliz aniversário.
20012020
É frustrante ver como muitas pessoas se sensibilizam com o sofrimento dos animais causado por barulhos, mas desconsideram o sofrimento humano, como no caso da misofonia ou do autismo, onde a hipersensibilidade auditiva também pode ser devastadora, e por vezes, motivo para desistir da vida. Ambas as dores merecem ser tratados com empatia e compreensão, pois toda dor deve ser validada e acolhida!
25122024
"As máscaras ocultam o rosto, mas não a alma. No jogo da vida, como no baile, o que importa é o que escolhemos mostrar – e como escolhemos agir."
O passado, como você tão bem colocou, é um professor. Ele nos ensina, nos molda, mas não nos define.
A maçã, como o próprio ser humano, não depende dos seus semelhantes para receber da terra tudo o que precisa para viver.
Se formos pensar na vida como o tempo passando, hoje é o tempo onde velhos sabem tudo sobre si mesmos e novos sabem sobre tudo e mais ainda sobre tecnologia que os velhos ainda relutam em aprender a usar.
Novos, sempre pouco interessados no que outros possam saber, querer ou fazer.
Conclusão: a vida é pura sabedoria e para isso nascemos e crescemos aprendendo toda a que podemos, vivendo-a nós mesmos.
O que distingue as diferentes épocas econômicas não é o que se faz, mas como, com que meios de trabalho se faz.
A coragem em seu sentido escrito tem uma atribuição interessante. A origem da palavra tem como objeto o coração. Mas o que é coragem? Coragem é adrenalina, correria, é insegurança e emoção. Coragem é arriscar-se nas palavras, nos gestos, nas atitudes. Coragem é o primeiro passo. Coragem é tentar, mesmo que possa dar errado. Coragem é jogar o dado e surpreender-se. Coragem é ir além.
Talvez arriscar seja muito melhor do que passar o restante da vida imaginando como será que seria se eu tivesse arriscado!
O Vício
Tenho um vício,
como qualquer um tem.
Mas este é especial,
por ser diferente dos demais.
É um vício
que exige imaginação,
que pede dor,
sofrimento,
pensamento.
Pensar num futuro
sem ela.
Um vício que me rouba vida
como qualquer droga,
e que eu odeio
por não conseguir controlar.
É um vai-e-vem espacial:
quando volta,
a minha dopamina cresce.
Passo de daltónico a normal,
de velho
à flor da idade.
Quando parte para o espaço,
o mundo fica
a preto e branco.
Uma escuridão
que me tapa o cérebro,
onde as ideias claras
dão lugar
ao sombrio
e ao melancólico.
O mundo fecha-se
num monte de betão cinzento.
Escondo-me lá
até o foguetão regressar.
É um ciclo
que deixa de ser vício
e passa a ser vida,
rotina.
Este vício só acaba
se eu lhe falar,
se lhe disser
o quão aconchegante é o seu foguetão,
o quanto gostava
de passar lá dentro
tempo.
Mas falar disso é complicado.
Astronauta não sou,
e sem o ser
não se pode
ficar no espaço.
Ainda assim,
este simples agricultor
vai desafiar leis,
vai tentar entrar no foguetão
e lá ficar.
Para acabar
com o ciclo,
com este vício incontrolável,
como a apoptose
das minhas células.
Tenho de a desafiar
para terminar o meu sofrimento:
a dúvida,
a necessidade de saber
se aquele majestoso foguetão
me deixaria passar
o resto da eternidade
nele.
