Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Pandemia
Estamos vivendo como passarinhos
com asas a sangrar
trancados em seus ninhos.
Sem ter como voar
isolados e sozinhos.
Até achar a cura
na loucura desta pandemia
a chorar em dor e agonia.
Pássaros presos
na insegurança dos dias
fazendo das dores,alegrias.
As armas silenciaram-se como sinônimo de paz e os antigos combatentes, batem as nossas portas clamando por ajuda, para travarem a guerra da desconsideração a que são alvos pelas novas gerações.
Os mártires da Nação, devem ser lembrados por todos, como faróis que nos guiaram para a descolonização.
Todo o povo que se prese, deve reconhecer os seus guerrilheiros, como os zeladores da paz, da estabilidade e da segurança da Nação.
Vergarmos-nos perante a memória dos mártires desta terra que hoje conhecemos, como descolonizada e independente, configura um dever patriótico de todos os angolanos.
INCONSEQUENTES DA PANDEMIA
Demorou demais, mas como tudo que tem começo haverá de ter fim, não poderia ser diferente com este fatídico ano, em agonia. Não é minha intenção, neste momento, exprimir aqui o resultado de alguma reflexão aprofundada sobre este assunto, mas apenas e tão somente prestar meus agradecimentos e, sobretudo, os meus protestos. Um alívio também é sentido por este sinal de fim de uma era ruim. E entendam bem, “fim de uma era ruim” e não desta situação, que, apesar dos anúncios da proximidade da vacina, esteja solucionado. Mesmo porque nem sabemos seu resultado final, e a longo prazo. Quero aqui prestar meus mais profundos agradecimentos àqueles profissionais competentes desta área, que ainda não passaram de salvadores para vítimas, vestindo sua pele humana, e colocando a vida de outros desconhecidos acima das suas, incondicionalmente. Agradecer igualmente também aos nossos irmãos comuns do dia a dia, respeitadores de todos à sua volta, aplicando os devidos cuidados divulgados, pela sua própria vida e a vida dos outros. Mas, principalmente para dirigir minha total indignação e revolta mesmo, aos outros, uma segunda espécie de gente, que de forma simplesmente absurda, não fazem uso destes cuidados, deixando a entender claramente e rudemente que, se nem para eles acham necessário tantos cuidados, porque facilitariam para os outros? Confesso aqui, que foi esta segunda espécie de “gente” que me levou a este mini texto, depois de várias situações constrangedoras. Se estivermos vivendo sob o ataque de um vírus e suas consequências ainda desconhecidas, até para os maiores especialistas do mundo, que não sabem nem até onde isto poderá chegar, pois só contam com especulações a respeito, como podem existir tantos insensatos e inconsequentes prontos a complicarem mais tal situação critica? Coloco aqui, com tristeza, nestes irresponsáveis, dos carnavais, das praias lotadas, das compras no Braz, e outras aglomerações possíveis, todo o agravamento desta catástrofe, onde milhares, mesmo tomando todo o cuidado possível, pagaram com a vida.
(teorilang)
AINDA SOMOS HUMANOS?
Como podemos ser tão iguais, mesma espécie na natureza,
mesma raça humana, mesmo planeta e tão diferentes?
Somos até “parecidos” com os da mesma cor, religião, posição social, porém, apesar da ciência provar, somos diferentes. Somos “parecidos” com aqueles que dividem o nosso mesmo espaço, mesmo pais, mesma família, mesmo lar, porém bem diferentes, no íntimo, até de um próprio irmão gêmeo. Sempre existirão as raridades que se identificam, adaptam-se, habituam-se, acostumam-se, ajustam-se e até se atraem, porém a tal igualdade nunca será plena. Quando mais acreditamos estar sendo simpáticos e até demonstrando algum sinal de cultura a ser valorizado, na realidade estamos sendo alvo de motivos de críticas, inveja, e até expostos ao ridículo. Quanto mais nos esforçamos para agradar, ou discernir, isto jamais será entendido a todos como uma unanimidade. È a partir deste preceito que acabo por entender, que tal situação, além de muito mais complexa do que poderíamos imaginar, ainda é perigosa, pois nos faz chegar a uma certeza. Se tudo neste mundo deixar de ser aquilo que teríamos que aceitar como possível, plausível, viável e até lógico, os antônimos serão reforçados e também passarão a ter posição de destaques, como o mais certo a se pensar e realizar. Ou seja, se tudo pode-se mudar e passar a ser possível, até nossas diferenças mais básicas, aí nada mais será impossível.
Neste dilema até onde poderiam evoluir estas características nas pessoas em seus relacionamentos, já, conturbados? Parece que realmente perdemos nossa identidade, baseada no antigo conjunto humanitário, transformando-nos em um mini universo particular, onde cada um de nós evoluirá apenas para seus próprios valores adquiridos, e suas conclusões.
(teorilang)
Deixe sua alma brilhar como o sol do meio dia, para que você possa iluminar o dia de pessoas de almas nubladas.
tudo bem
Assim como eu não
Quero me diminuir
Para caber aqui
Você também
Não é obrigada a ficar....
Paradigma do valor do professor.
Antigamente o valor era da retenção do saber e hoje seria como usar o conhecimento para transformar. Reter não é transmitir.
Ambos somos água contaminada, mas as bolhas de Theo vêm à superfície como um derramamento de óleo. As minhas são invisíveis. Arsênico escondido à vista de todos.
Viva o hoje como se não houvesse amanhã porque o futuro é incerto mas o momento presente é seu para aproveitar do jeito que quiser!
É importante contruir um futuro próspero, mas também é fundamental viver como se não houvesse amanhã. Parece uma contradição, mas talvez seja nesse equilíbrio difícil que se encontre a verdadeira felicidade.
Seja como uma águia
Se renove a cada dia,
Não se misture com quem não lhe convém
Você já viu uma águia misturada com outras espécies?
De nada adianta você se considerar um cristão cheio de carisma, se como ser humano você se quer possui caráter !
A vida é como aquele garotinho que ganhou o presente de seus sonhos; mas seu pai o confisca, como forma de puni-lo.
As vezes fico pensando...
Como será o meu futuro? Meu futuro será nos anos 2030.
Sou o futuro dos que me precederam, dos que nasceram em 1900...
Sou de 68, e agora é a minha vez...
Nascemos e moremos, e omundo... em constante transformação; porém nada é novo.
É apenas uma transformação do que foi, e que voltará a ser...
Apenas nós passamos; como as árvores passam da janela de um automóvel em movimento... elas ficam para trás, enquanto o carro segue para o futuro.
