Nosso Amor como o Canto dos Passaros
A usurpação da ciência como prerrogativa para validação de tudo que existe, é uma espécie de lobotomia moderna!
“A má interpretação textual é, como resta inequívoco, a pior miséria que tende a perdurar na vida de alguém.”
Ainda estou apaixonado, e digo isso porque
Eu sei como parece, entre você e eu,
Não tem sido fácil, querido
Lembra quando você me ensinou sobre o destino
Disse que tudo valia a pena esperar
Como aquela noite no banco de trás do táxi
Quando seus dedos andaram na minha mão
No dia seguinte, nada no meu celular
Mas ainda consigo sentir seu cheiro nas minhas roupas
Sempre esperando que as coisas mudem
Mas nós voltamos direto para os seus joguinhos
Quando penso em mim mesma como uma teórica da resistência, não é porque penso na resistência como o fim ou a meta da luta política, mas sim como seu começo, sua possibilidade.
Como aprendemos umas das outras? Como faremos isso sem nos causar dano, mas com a coragem de retomar a tessitura do cotidiano que pode revelar profundas traições? Como nos entrecruzarmos sem assumir o controle?
Ainda que meu coração seja envolto pela escuridão, como um dia o Peregrino da Alvorada foi introduzido nas trevas da Ilha Negra, e assim como este, eu escute o som dos meus piores pesadelos, sei que Tu, Senhor, me guiará pelo caminho de partida deste lugar tenebroso, e vou ser levado pela Sua luz fascinante para onde o domínio das trevas não encontra poder para reinar. Serei conduzido para o Seu banquete, para os mais ricos pratos e iguarias existentes, como os tripulantes do Peregrino foram levados para a Mesa de Aslam, e assim poderam saciar sua fome e sede.
Como toda juventude, a minha geração se diz revolucionária. A revolucionária que será a mais nova conservadora.
Se ajude primeiro e, depois, ajude quem puder, como puder. Colocar seu conhecimento e esforço a serviço da comunidade: isso é construir um legado.
POEMA
E AGORA O QUE ME TENS A DIZER?
Não sei como entendem
as imagens
mas a mim o verbo não tolera
o silêncio
Dói-me a cabeça
por me embriagar
na tinta desta ilusão
que o ultrapassa lamaçal
dos nossos musseques,
Talvez agora entendam
o novelo que se espreita
mais além
aonde turba a miséria
e jazem cutabas de pau-a-pique.
Que tenhamos a vergonha
de discursar o progresso
enquanto tudo parece avesso!
E agora, o que me tens a dizer?
Ngunza Domingos Alberto
Há pessoas que são como baratas: mordem e depois assopram. Baratas sobrevivem a bomba atômica, se adaptam a inseticidas, baraticidas, aos vírus. Mas, até às asquerosas baratas envelhecem. Baratas geralmente, no seu último suspiro caem de costas, olham para os céus. Baratas não têm enterros, nem caixões, são jogadas o lixo, ao exílio dos esquecidos.
Pra mim, você era como o mar, o mar mais profundo, que eu queria tanto nadar, mas era tão raso, que eu não conseguia mergulhar, mas mesmo assim, eu não conseguia respirar.
