Nosso Amor como o Canto dos Passaros
De repente, do nada, eu me senti assim como se estupefato. Sim, não que houvesse alguma coisa ou alguém diante do que eu pudesse me sentir em raro espanto. A ocorrência da felina já tinha passado.
Ah, como é boa e deliciosa, ajuda quase sempre, te agradeço, solidão, você me ensinou o que poucos têm: amor-próprio.
Sou feliz do meu jeito
e me amo como sou,
Com minhas qualidades e meus defeitos.
Não nasci para agradar
mas para ser feliz e amar.
Maybe one Day
Antes eu tinha esperança, de que um dia fosse regressar a mim
Sentia como se não tivesse acabado e tal....
Às vezes não sei o que fazer, com o vazio que você deixou em minha vida...
Mas, hoje não tenho mais esperanças em relação a você, não espero mais nada de ti
Nada mesmo, não posso mais fazer isso comigo mesma
Eu fui tão tola, te esperando, te amando, te Querendo
Quando você já não se importava mais, será que algum dia se importou, prefiro acreditar que sim, que você deixou de ser aquele que eu conheci e amei... É mais fácil assim...
Da mesma maneira que está se tornando fácil, não procurar saber de você, deixá-lo no seu cantinho...
É claro que tem dias, que tenho uma Puta vontade de saber de você, mas pra quê?
Pra sofrer mais ainda, não dá não né. Sei que continua com aquela que me trocou....
Não desejo vingança contra vocês, desejo que paguem pelas suas escolhas, só isso, Justiça....
- 26 de Junho de 2018
Pergunto-me como te vais sentir
quando descobrires
que fui eu que escrevi isto em vez de ti,
que fui eu que me levantei cedo
para me sentar na cozinha
e mencionar com uma caneta
as janelas ensopadas pela chuva,
o papel de parede com heras,
o peixe-dourado circulando no aquário.
Vá lá, dá a volta,
morde o lábio e arranca a página,
mas, escuta - era só uma questão de tempo
até que um de nós casualmente
reparasse nas velas apagadas
no relógio murmurando na parede.
Para além disso, nada ocorreu nessa manhã –
uma canção na rádio,
um carro assobiando na estrada lá fora –
e eu simplesmente pensando
no saleiro e no pimenteiro
colocados lado a lado num mantel individual.
Perguntei-me se se haviam feito amigos
depois de todos estes anos
ou se ainda eram estranhos um para o outro
como tu e eu
que conseguimos ser conhecidos e desconhecidos
um para o outro ao mesmo tempo –
eu a esta mesa com uma fruteira de pêras,
tu encostado algures na entrada de uma casa
junto a umas hortênsias azuis lendo isto.
INTRODUÇÃO À POESIA
Peço a eles que peguem um poema
e o segurem à luz
como um negativo colorido
ou que aproximem o ouvido contra sua colméia.
Digo jogue um rato dentro do poema
e observe-o procurar a saída,
ou caminhe na sala do poema
tocando as paredes à procura do interruptor.
Quero que eles esquiem
sobre as águas do poema
acenando para o nome do autor à margem.
Mas tudo o que querem
é amarrar o poema a uma cadeira
e torturá-lo até obter uma confissão.
Eles começam a bater nele com a mangueira
para descobrir o que ele realmente significa.
O TEMPO E AS BORBOLETAS
A distância te leva de mim
O tempo da distância tem asas
Mas não como as borboletas
Que retornam após dormir em seus casulos:
Outras borboletas, irreconhecíveis!
A distância nunca será apenas um adormecer
nos casulos, é sonhar com outras asas
onde possam pousar juntas.
UM POEMA COMO MEDALHA
Era um menino pobre, pequenino.
Não sei se teve pipa de papel azul,
Nem barquinho na enxurrada.
Não sei se viu papai-noel na chaminé,
Ou se alguém lhe contou estórias encantadas.
Era um menino...
Que cresceu e cresceu...
Contou-me estórias e se vestiu de papai-noel
por tanto tempo na minha memória.
As estórias que ele me contou, eu não sei quem lhe ensinou.
Esse menino tão pequenino!
Cresceu e cresceu...
Hoje, herói de tantas batalhas!
Porém, sem medalhas.
Quem deseja ganhar dinheiro com música precisa encara-la como um negócio, caso contrário, é um hobby.
A noite é complexa, ainda mais quando se passa ela acordado, é impressionante como algumas horas sozinho pensando fazem com que os seres humanos nutram e alimentem demônios que durante o dia passam fome em suas cabeças.
