Nosso Amor como o Canto dos Passaros
É sempre surpreendente como tantos cristãos reformados calvinistas vivem encastelados em sua própria bolha, convictos de que são os únicos guardiões da verdade e árbitros da teologia. Capazes de rejeitar até o que é genuinamente bom, simplesmente por não ter nascido em sua panelinha. Isso tem nome: hipocrisia.
Sinto que sou o eco de um mundo que se foi antes que eu pudesse despedir. Caminho no agora como sombra deslocada — não fantasma, pois ainda sinto; não exilado, pois nunca tive de onde partir. Apenas um peregrino que chegou, devagar e com clareza dolorosa, no século errado.
O Brasil vive um estado de caos. A classe política e os servidores públicos atuam como monarcas autocráticos, legislando conforme suas convicções ideológicas e ignorando sistematicamente a realidade das pessoas comuns.
Creia em Jesus como Senhor e Salvador da sua vida. Arrependa-se dos seus pecados e volte-se para Ele. Os dias são maus; escolha a luz e viva segundo a verdade.
É uma piada de extremo mau gosto que, em um país onde carecemos de coisas tão básicas como saúde, segurança e dignidade, políticos gastem milhões em campanhas justamente para encobrir todas essas carências.
O governo opera como uma máfia, roubando descaradamente por meio dos impostos e sustentando sua estrutura de corrupção em todos os níveis às custas de quem efetivamente produz algo.
Há pessoas que chegam como brisa suave,
acalmam o coração e fazem a vida florescer.
São presenças que não pesam, não cobram,
apenas acolhem, iluminam e fazem bem.
Na décima despedida, não chorei mais como na primeira. A dor não diminuiu. Eu é que aprendi a carregá-la.
Há que se ponderar que ninguém é Odiado nem Amado por todos, como se tenta sustentar a Opinião Pública.
A opinião pública, quase sempre, é vendida como se fosse uma entidade sólida, homogênea, unânime — uma espécie de tribunal invisível que já teria chegado ao seu veredito final sobre pessoas, ideias e acontecimentos.
Mas basta um olhar menos apressado para perceber que essa suposta unanimidade costuma ser muito mais barulhenta do que verdadeira.
O que se chama de “todos” raramente é todos; na maior parte das vezes, é apenas o recorte mais estridente de uma parcela que conseguiu transformar sua voz em aparência de consenso.
Nenhum ser humano é simples o bastante para ser amado por todos, nem desprezível o bastante para ser odiado por todos.
A própria complexidade das relações humanas desautoriza esse tipo absurdo de sentença absoluta.
Quem hoje é exaltado por muitos, inevitavelmente será incompreendido, criticado ou rejeitado por outros.
E quem hoje é alvo de repulsa coletiva, ainda assim encontrará, em algum canto, quem enxergue nuances, contradições, contextos ou mesmo humanidade onde a multidão só quis despejar rótulos.
O problema é que a opinião pública contemporânea não se contenta com a discordância; ela tem fome de totalidade.
Ela não quer dizer que alguém é controverso, quer decretar que alguém é unanimemente admirável ou integralmente detestável.
Porque os extremos são mais fáceis de consumir.
Eles dispensam reflexão, economizam complexidade e oferecem ao público a ilusão confortável de pertencer ao lado certo da história sem o incômodo de pensar demais.
Só que a realidade não se curva tão facilmente à teatralidade dos julgamentos coletivos.
As pessoas carregam Grandezas e Misérias ao mesmo tempo.
Podem ser sinceramente admiradas por algumas virtudes e legitimamente criticadas por falhas graves.
Podem despertar amor em certos corações e repulsa em outros, sem que isso constitua contradição alguma.
Contraditório, na verdade, é imaginar que a experiência humana possa ser reduzida a uma votação emocional universal.
Talvez uma das maiores fraudes do nosso tempo seja justamente essa fabricação de unanimidades artificiais.
Não para revelar o que as pessoas de fato pensam, mas para constranger quem pensa diferente.
Quando se repete que “todos amam” ou “todos odeiam”, o que se tenta impor não é uma constatação, mas uma pressão.
É a tentativa de transformar percepção em obediência, sentimento em manada, juízo em reflexo condicionado.
Pensar com honestidade exige romper esse feitiço medonho.
Exige entender que a aclamação coletiva pode ser só euforia passageira, assim como a rejeição coletiva pode ser apenas a febre moral de um tempo doente por certezas fáceis.
Exige, sobretudo, maturidade para reconhecer que a humanidade não cabe nessas molduras brutais de amor ou ódio absoluto.
No fundo, talvez o que mais distorce a opinião pública não seja a existência de divergências, mas o esforço constante para apagá-las em nome de narrativas convenientes.
E é justamente aí que mora o perigo: quando a pluralidade real dos afetos humanos é sacrificada para sustentar a ficção de que todos sentem o mesmo.
Porque sempre que tentam nos convencer de que alguém é amado ou odiado por todos, talvez estejam menos descrevendo o mundo e mais tentando domesticá-lo.
É assustador como a Polarização política no Brasil e no mundo, acirrou a disputa pelo pódio da imbecilização entre a TV e a Internet.
Não é fácil entender como um mundo tão abarrotado de santos consegue fabricar tantos problemas.
Talvez porque santos demais, quando empilhados, deixam de ser testemunho e passam a ser ornamentos e julgamentos
Um mundo abarrotado de “santos” costuma falar mais alto sobre virtude do que praticá-la.
Há muita canonização apressada do próprio ego e pouca disposição para carregar até a própria cruz, quiçá a do outro.
Quando a santidade vira rótulo, ela já não transforma — apenas separa, acusa e justifica.
Os problemas não nascem da falta de discursos corretos, mas da hipocrisia, da ausência de mãos estendidas, de escuta sincera e de misericórdia silenciosa.
Afinal, se todos fossem realmente santos como acreditam, talvez o mundo fosse menos barulhento… e muito mais habitável.
Assusta-me muito menos o pecador assumido do que o santo fabricado.
Enquanto muitos vivem como se a vida de primeiro mundo fosse um drama, muitos brasileiros tropeçam no drama e fazem comédia.
Como são chatos os que confundem nossa solitude com solidão, e a interrompem sem a menor intenção de nos dar Inteira Companhia.
Em honra aos Mestres, o Maior de Minas dá aula — de futebol, de resiliência e de como não se deixar abater pelos Menores que acreditam que a grandeza se sustenta no grito.
Quem
tolere o mal
como se toda finalidade
justificasse os meios empregados;
contribui no alastramento
de sua aura doentia,
devastadora!
... o significante
da vida, como sabemos,
tem sido desavergonhadamente
hostilizado - quando não, mediocremente
censurado pelo insignificante dessa
mesma vida - por essa razão,
que ao menos saibas
escolher!
... em questões
análogas a cada espírito,
não há como terceirizar soluções - elas,
na verdade, permanecerão à espera de nós,
seus legítimosdonos - sejano intuito de corrigi-las ou mesmosubstanciá-las
com novos haveres e
competências!
... um homem,
por vezes, é taxado como
um louco, em virtude daquilo
que acredita e busca - outras vezes,
aclamado como um verdadeiro
sábio,em virtude daquilo que
acreditando, buscando,
conquistou!
