Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Vivemos em uma sociedade que chama o pecado de virtude e a virtude de intolerância, exatamente como Isaías denunciou: ‘Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal’ (Isaías 5:20).
A tragédia do Éden é o escândalo da igreja moderna. Como Eva, a noiva de Cristo trocou a autoridade inabalável das Escrituras Sagradas pelo engano do próprio coração. Não queremos um Deus que nos governe, mas um 'deus' que justifique nossas emoções.
Na soteriologia Armínio-Wesleyana, o Novo Nascimento ou regeneração define-se como a mudança interior e instantânea executada pelo Espírito Santo. Mediante o arrependimento e a fé, essa obra divina anula o domínio do pecado original e infunde na alma a vitalidade de uma nova vida santa e amorosa.
Assim como o decreto divino confinou a serpente ao pó da Terra, as hostes espirituais da maldade encontram seu campo de força [ou: sua dinâmica de atuação] na poeira da vaidade e das realizações humanas. A cultura e a psique — tanto individual quanto coletiva — não são neutras; assim como as regiões espirituais, elas também constituem uma geografia e um ecossistema onde esses principados e potestades operam.
Toda comunhão à mesa exerce profundo impacto espiritual: ou ela confirma a sua identidade como filho de Deus, ou atua como um laço para comprometer o desenvolvimento do seu chamado.
Olhem para o estado da igreja atual. Como podemos discernir o falso se não nos importamos em conhecer o verdadeiro? Se não há paixão pelas Escrituras, se não há temor ao estudar a teologia ortodoxa, e se desconhecemos o testemunho dos pais da igreja primitiva, nosso julgamento está corrompido. A nossa ignorância doutrinária é o solo fértil onde os falsos mestres prosperam sem serem contestados.
Deus se apresentou como 'EU SOU', não como 'Eu sou o que você deseja'. O Criador do universo não se curva aos nossos caprichos; nós é que devemos nos curvar aos Seus propósitos. Renda-se Àquele que é, e não ao que você quer que Ele seja.
Deus se autodefiniu na sarça ardente como "EU SOU O QUE SOU". Qualquer tentativa de transformá-Lo em "o que eu quero que Ele seja" não é cristianismo, é paganismo puro.
A vida, em sua essência, é um suspiro diário da graça. Abrir os olhos a cada manhã é como sentir o Criador sussurrar bem perto de você: 'Respire fundo. Recomece. Minha misericórdia se renovou para restaurar a tua história, e Eu estou contigo em cada linha.'
O inferno é a recusa voluntária em reconhecer Cristo como Senhor, um erro que a eternidade torna impossível de corrigir.
Multidões dizem conhecer a Cristo, mas vivem como ateus práticos. Se você tomar as rédeas da sua própria vida e fizer escolhas sem dobrar os joelhos e consultar a Deus, o seu cristianismo é apenas uma mentira religiosa.
A mídia não visa a informar os fatos; funciona como uma máquina de engenharia social voltada à demolição da inteligência e à doutrinação das massas para impor a agenda do establishment global e do poder corporativo.
Dias de riso e noites de choro passarão, mas o Eterno permanece como chão absoluto sob os nossos pés.
A mídia tradicional consolidou-se como um mecanismo de manipulação que fomenta, diariamente, um clima de tensão. Ao incitar os espectadores, esses canais invertem a narrativa com maestria, imputando o papel de vilões a pessoas inocentes.
O Evangelho é o poder de Deus para a salvação. Um cristão que vive exatamente como um descrente é uma contradição viva e um escândalo à fé.
Qualquer um que pregue a 'soberania' como se fosse o único atributo de Deus, retratando o mundo como fatalmente irreconciliável em seu pecado, é um falso mestre desfigurando o Evangelho.
Assim como um marido honrado rejeita a aliança com quem despreza sua esposa, Cristo, o Esposo Celeste, não acolhe em Sua comunhão quem nutre aversão por Sua Noiva, que é a Igreja.
Quem adota conceitos como a dupla predestinação, a eleição incondicional, a vontade secreta, o chamado eficaz e o monergismo rígido se desviou da ortodoxia bíblica e perdeu a essência do Evangelho da Graça, do sentido e valor da vida, e do amor de Deus.
