Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Em uma sociedade virtual, mediada por imagens e selfs de felicidade, seres humanos são como mercadorias descartáveis. Chateou? Joga-se fora!
Pensa como parte e não como todo – não há como pertencer se pensar como todo! Caso contrário, somente mutilando terceiros, poderá pertencer à algum propósito.
Imagine que o universo não se desenrola em sequência,
mas se desdobra como uma teia infinita,
onde cada ponto é inteiro,
onde cada instante contém todos os instantes.
Não existe aqui ou ali, antes ou depois
tudo pulsa simultaneamente,
como se o espaço fosse tecido de momentos
sobrepostos,
e o tempo fosse apenas a ilusão de observarmos
uma única linha.
Cada vida, cada pensamento, cada gesto
não está confinado a um corpo ou a uma época.
Eles existem em todos os lugares,
reverberam através de mundos que nunca se cruzaram,
tocam dimensões invisíveis
e ainda assim permanecem parte do mesmo ser.
Você não é apenas você.
Você é a centelha que percorre
cada partícula do cosmos,
o fio que conecta o que foi e o que será.
Enquanto pensa que está em um ponto,
você está em todos.
Enquanto sente que termina,
você é infinito.
Tudo o que existe está acontecendo agora,
não em ordem, mas em totalidade.
O nascimento e a morte não são opostos
são faces da mesma presença que se manifesta simultaneamente.
O universo inteiro é um instante eterno
se observando em mil perspectivas,
mil versões, mil vidas coexistindo.
A consciência não viaja, ela abrange.
O “eu” não se move, ele se espalha.
O que você vê como separação é apenas percepção,
uma limitação do olhar que escolhe focar
num ponto enquanto ignora os bilhões de outros pontos
que são você, também.
E nesse entendimento, a solidão desaparece.
Não há nada ausente, não há nada perdido.
O amor, a dor, a alegria e o medo
não são eventos isolados
são ecos simultâneos,
residindo em cada átomo do cosmos,
vivendo em todas as formas que já existiram
e em todas que ainda existirão.
Tudo é agora.
Tudo é você.
Tudo é inteiro,
em todos os lugares,
ao mesmo tempo
Hoje eu nasci para a esperança. Ela se revelou para mim como uma besta abismal, embrenhando-se entre as sombras da floresta. Eu estava em uma clareira confortável demais, segura demais, pequena demais, sufocante demais, embora luminosa. Ali, ao redor, escutava as folhas quebrando no chão. Eram passos vagantes, circundantes, tateando a luz do lugar. A fera pulou em mim, e eu caí monumentalmente como o império de uma era inteira. Morri naquela clareira do conhecido, o animal se me assemelhou, reconheci que eu era a própria fera, e renasci para algo maior que eu, algo ainda em mim mesmo. Esperancei-me. Fui, assim, explorar o breu da floresta, porque queria viver deliberadamente.
Todos temos o costume, quase como uma tradição automática, de chamar os coletores de lixo de lixeiros.
Mas a verdade incomoda: os verdadeiros lixeiros somos nós.
Eles não produzem o lixo.
Eles apenas carregam o que descartamos sem pensar.
São trabalhadores mal pagos, invisíveis aos olhos de uma sociedade que consome, suja e aponta o dedo.
O lixo nasce nas nossas escolhas, nos nossos excessos, na nossa indiferença.
Eles apenas recolhem o que produzimos — física e moralmente.
Não são lixeiros.
Nós somos.
Eles são funcionários que sustentam a limpeza de um mundo que insiste em sujar.
Tome vergonha na cara e respeita cada individuo como igual ou melhor que você, pois ele pode te surpreender e lhe ensina muitas coisas da vida.
A cada dia que passa, família vira parente, amigos viram lembranças e a vida segue como um nublado dia de outono.
Merecemos alguém que nos enxergue como algo importante demais para perder... Só me diga que você não gosta, que você não me quer...
Hoje eu entendo o que antes não entendia:
Como era possível não haver espaço pra nada, dentro de pessoas vazias.
Bom dia, poeta sonhador! Que a manha lhe traga inspiração e palavras doces como um café bem-feito, onde os fonemas murmurejam segredos ainda não escritos.
Há dias em que o coração farfalha como folhas ao vento, buscando abrigo na ternura do tempo e ressignificando os silêncios.
Bom dia, guardião dos sonhos! Que a manhã lhe traga inspiração como vento suave que desperta folhas e solfeja segredos aos corações atentos.
“A vida é como um eco poético: se não gosta do que ouves, perceba o que estás emitindo e ressignifique-se.”
©JoaoCarreiraPoeta.
“Hoje a felicidade voeja leve, como uma brisa repleta de luz, cantando sorrisos nas entrelinhas do dia.” ©JoaoCarreiraPoeta.
“Bom dia, viajante dos versos! Que as palavras hoje grugulejem em sua mente e te envolvam como brisa que acaricia fonemas.”
©JoaoCarreiraPoeta.
“A vida é como uma câmera: foque no essencial, capture o belo, desenvolva com os negativos e, se falhar, voeje em outra direção.”
©JoaoCarreiraPoeta.
“Que a luz do sol toque sua alma como um sussurro de esperança, e que cada instante seja uma poesia voejando no vento.” ©JoaoCarreiraPoeta.
Campinas, 29/11/2025.
