Nosso Amor como o Canto dos Passaros
É engraçado como a vida é: filhos têm vergonha da mãe, mas se abrem para pessoas que nem conhecem. Filhas têm vergonha de seus pais, de ficarem nuas na frente deles ou de falar sobre a vida sexual, mas se deitam com homens que nunca viram e/ou nem sabem se eles as amarão e serão pessoas boas em suas vidas. Pastores pregam a palavra, mas muitos não as praticam. Padres falando em Deus, mas as igrejas parecem valer mais que a palavra do Senhor. Esposas querendo casamentos felizes, mas fazendo tudo ao contrário do que é de fato o casamento. Maridos querendo esposas que edificam seus lares, porém não criam a base para que suas esposas possam edificar o lar. É fácil viver, difícil é aceitar e fazer o necessário para ter uma vida plena.
Receba, confie e agradeça!
Tenho muito mais do que preciso e muito mais do que mereço.
Seria eu a errada de te amar como mulher ama homem?
Eu te amo mesmo que as vezes não perceba e te odeio em meu secreto; mas desta vil couraça meus olhos partem para algo mais claro e que pareça justo.
Te escrevo linhas que não entenderia. Sobre essa abrasadora paixão porém antiquíssima e madura, te deixei meu coração, que deveria fazer? Perder aquilo que amo por um mero instinto — que se bem analisado, não é certo ser descrito como tão pacato e indiferente — de certeza, parece-me verdade, mas quando é que foi que esta se tornou tão incerta e inflexível — critico à mim mesma por pensar assim. Divido então, amor e razão. Razão essa qual não me é sólida, que força-me a olhar tudo que não pedi para ver, como te deixar ir com um embolo de mil linhas no estômago, os olhos lacrimejando, os passos como em uma melodia dramática trançando e o peito ardendo em pranto.
Gato Malhado
Veja como passa,
o gato malhado dentre as malhas da sala,
com suas manhas ariscas
e suas patas geladas.
Café preto brilhante
que esquenta um instante,
com o chão preto da sala.
Quando a noite se cansa e a rua se cala;
o sereno vazio, traz um vento tão frio...
que esfria o café,
que respinga na malha,
que esfria o chão preto,
onde gato malhado
sai com as patas geladas.
A beleza, como dizia São Paulo, está em nossa percepção de saber que somos fracos e frágeis. De ter tudo, e não se apegar a nada, de chegar no mais alto nível de inspiração e dizer: “miserável homem que sou que me tornei”.
Como sempre, os instintos primordiais de copulação vêm à tona quando todas circunstâncias são desfavoráveis e favoráveis.
Um retrato da natureza humana, capturando a eterna luta entre a razão e o desejo, a prudência e a paixão.
Como posso negar, que tudo o que escrevo é pensando em você?
Basta olhar em meus olhos para ver o amor que não para de crescer
Qualquer um pode perceber o meu querer
Basta me ver abraçá-lo para sentir a minha vontade de ali permanecer.
Entre mensagens que chegam ligeiras,
sinto o dia ficar mais leve,
como se cada palavra sua
fosse um sorriso que se escreve.
Não sei se você percebe,
mas gosto de como o tempo passa
quando ficamos só conversando,
sem pressa, sem hora, sem graça que se esgaste.
É simples, mas é bonito:
um “oi” que vira risada,
um assunto que não termina,
uma vontade sempre renovada.
Talvez seja só começo,
ou apenas uma sintonia...
mas é bom descobrir no silêncio
o quanto sua mensagem me guia.
