Nosso Amor como o Canto dos Passaros

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Tem coisas que a gente vê
que é impossível desver.

E quando eu vi…
eu senti.

É isso.

Ana Caroline Marinato

Mulheres maravilhosas.
Sobre a Palestra - A Arte de Ser: Criatividade e os mundos que inventamos.
Socorro Acioli
Carla Madeira
Bárbara Paz
Cris Naumovs

“As rosas não falam” Poema

Se as rosas falassem contaria ao mundo a beleza dos sentimentos...

Elas espalhariam lindas palavras de amor...

Palavras doces, alegres, eternas...

Palavras de lindos momentos.

Levada suavemente, nos corações de quem se ama.

Tudo seria mais belo e suave como o aroma das rosas.

Rosas de todas as cores.

Mas as rosas não falam...

Simplesmente testemunha o amor e guardam para si.

As lindas palavras de amor que não foram ditas...

Mas que foram sentidas, num momento tão lindo da vida.

Muitas vezes não demostramos esse amor...

Ocultamos os mais lindos sentimentos...

Não deixando transparecer que amamos...

Deixamos escapar esse momento sagrado...

Momento tão lindo que jamais será esquecido.

Momentos de um grande amor...

Acompanhado das lindas noites, repleta de cores e flores de uma canção de amor.

Ficamos em silêncio quando deveríamos gritar para todo mundo ouvir...

As rosas vermelhas exalam um suave perfume...

Que embebedá a alma trazendo a sensação de, estar dançando...

Ar livre ao som das canções das flores.

Olhamos e vimos o amor passar...

Sem nada falar.

Guardo na lembrança a voz, de um sussurro doce e suave...

De quem disse lindas palavras.

Com lágrimas nos olhar, implora o amor.

Amor que deixamos ir embora no silencio triste da noite.

Mas que, sentimos saudades dos doces momentos não vividos.

“Caminho das rosas”Poema

Todas as rosas são chamadas rosa...

As rosas falam a linguagem do amor.

Exalam os perfumes das flores...

Canta a vida, a alegria, à dor.

Falam dos sonhos, embalam o amor...

Soluçam baixinho e bebem gotículas do orvalho da noite.

Desabrocham-se felizes com os raios do sol.

E se curvam tristonhas debruçam em seus galhos...

Solta os espinhos que ferem doidos.

Com que elas enfeitam a realidade da vida.

Mostram-lhes cores vibrantes...

Aos apaixonados transmite carinho.

Aos braços da amada, suspiros baixinhos.

Das mães a alegria e lagrima no olhar...

Dos amigos o aroma marcante...

Parecem escutar com carinhos.

Dos que vagueiam nos silencio da alma...

Trás esperança ao coração sofredor.

As rotas por onde transpassam...

Não deixa ninguém sozinho.

Sorriem ao nascer do dia...

Dançam, acenam e dizem bom dia.

Depois de exalarem perfumes suave...

Na calada da noite se silenciam.

Falantes, transmitem mensagens de amor...

Na amizade conquista o calor.

E aos noivos trazem felicidade...

Tornando se em boquê de flor.

O buquê é o sonho que se tornou verdade.

Fazendo os noivos chorar.

Alegra as moças que espera um...

Um buquê poder abraçar.

As rosas de todas as cores...

Vibram incentivando o amor.

Olhando para a lua vi seus olhos brilhar...

Vi sua alma suspirando no desejo de amar.

Senti as gosta do orvalho no meu corpo a saltitar.

Senti o sabor de seus beijos mesmo sem te beijar.

enfeitados com rosas vermelhas, no doce prazer de amar.

Eu gosto de construir.

Na vida, tudo é construção.

Gosto de propósito também.

Construir relacionamentos,
com propósito.

Construir projetos,
com propósito.

Construir a mim mesma,
com propósito.

A vida tem propósito.

Mas o que é propósito, afinal?

Propósito é cuidar quando ninguém está olhando.
É seguir, mesmo sem ter certeza de nada.
É continuar vivendo.

Propósito é o que te move.
Propósito é o que te cura.

Propósito é a decisão silenciosa
de construir algo bom no mundo.

Ana Caroline Marinato

Com todo respeito, alguém já parou para olhar para uma pessoa enquanto ela falava e pensou:

“Meu Deus… será que essa mulher tem noção do quanto ela é linda?”

E não falo apenas de uma beleza de fora.
Falo de uma beleza que vem de dentro também.

Daquelas que tocam de um jeito diferente.
Daquelas que você percebe mesmo quando não está olhando diretamente.

Uma beleza que se revela no jeito de existir, de falar, de sentir.

Aquela que não se vê só com os olhos —
mas que, de alguma forma, a gente reconhece.

Ana Caroline Marinato

Eu vejo.

Vejo com meus olhos que desvendam a alma,
com aquele olhar que eu quase posso tocar.

Vejo um olhar,
vejo admiração,
vejo tristeza,
vejo satisfação.

Vejo o sol.

As ruguinhas no nariz quando sorri,
o sorriso,
os olhos que se puxam.

Cada pintinha que eu decorei
como constelações.

E eu desenhei —
fiz você em minha memória.

E é só aqui
que você pode ficar.

Ana.

O que me atravessa?

Atravessa-me a vida neste instante,
o sentir tão cru,
tão profundo,
sem nenhum molde…

Atravessam-me imagens:
dias que se foram,
dias que chegam,
dias que ainda se vão…

Atravessam-me histórias reais,
livros vivos,
prontos para serem decifrados…

Atravessa-me o amor,
o desconhecido,
a conexão,
um olhar…

Atravessa-me o caos,
o incerto —
e então, a calmaria.

Atravessa-me o intenso,
o orgulho,
o medo
e a plenitude…

Atravessa-me a vida no todo:
o que pertence,
e o que vai passar…

Atravessa-me o pensamento,
com ardor,
com cura
e com despertar…

Atravessa-me o interior,
o silêncio —
onde muito se é dito.

Atravessa-me o inteiro,
o existir,
o acolher…

Atravessa-me o peito,
com uma dor
que já não sei se dói…

Atravessa-me como nunca atravessou —
e me transformou.

E hoje sei:

Tudo que me atravessou
me libertou.
Me fez viver.

Atravessa-me a alma.
Atravessa-me tudo.
Atravessa-me sempre…

Na infinitude desse atravessar:
no tempo,
na vida
e no agora.

Tem dias que o meu corpo fala…

Seu corpo já falou com você?
Acho que ele fala todos os dias, na verdade…

Tem momentos em que é como se ele se desprendesse da consciência e seguisse um caminho só dele.
Mas, no fundo, ele não está distante — está tão presente que sou eu que não consigo perceber o exato momento em que ele precisa de algo.

Ele fala.

Fala nos fios que se soltam, como se nunca tivessem nascido ali.

Fala no nó que se aperta no peito, clamando, em angústia, por algo já vivido.

Fala nos lábios que se racham, quando não recebem o elemento essencial da vida.

Fala nas gotas que rolam das janelas da alma e vão direto ao chão.

Fala no suspiro que escapa, quando o pensamento se perde ao longe.

Fala nas marcas que emergem de dentro para fora.

Fala na consciência, quando ela simplesmente desliga…

O quanto fala um corpo cansado.
Um corpo que percorre tanto, todos os dias.

Um corpo que precisa de acolhimento…
Um corpo que merece vida.

Um bom dia pra gente se perceber 🌼

Não tem nada mais reconfortante, sereno e tranquilo
do que se perceber em meio ao caos …

A paz de se pertencer,
o calor quentinho de estar aqui.

Confortavelmente inteira,
com olhos de vida.


Ana Caroline Marinato

E, no final, você é muito para uns e pouco para outros…
Mas, para você, você é o suficiente.

A vida, para só viver, é doce, é bela — longe de qualquer expectativa que a atravessa.

O que sabem sobre ti não é nem o mínimo da grandeza de tudo o que você é.

Tantas coisas a descobrir, tantas vidas para desvendar…

E ainda tem gente classificando, encaixotando, colocando o extraordinário em pequenos espaços “seguros”.

Enquanto isso, o verdadeiro vai passando numa velocidade intrínseca, onde tudo precisa ser palpável, categorizado e atenuado para caber.

Imagina que sensível e enternecedor seria se as pessoas se deixassem ser tocadas…

Se se permitissem viver em um mundo com olhar de amor.

Enquanto isso, oportunidades vão passando, o incomum vai sendo conformado, o magnífico ficando no passado.

Onde o olhar não pode se demorar, onde o coração não se permite acolher…

Se olhassem com olhos de vida…

Tantas coisas perceberiam…

Notariam até que os espaços “seguros” impedem os olhos de ver.

E, na visão do que não se tem, o extraordinário se perde.

11/03/2026

Ando pensando muito.
Sentindo muito.

Sendo muito para tão pouco…

Dando tanto, recebendo em doses homeopáticas…

A intensidade é tanta que já não comporta mais.

Espaços vazios tão cheios de nada,
que não absorvem o todo.

Sentindo tanto, pensando em nada,
e, ainda assim, assimilando tudo…

Entendendo tudo…
Entendendo sempre.

Como seria bom só relaxar…
Só ser.
Só sentir.

Só viver.

Como seria bom não encaixar,
mas, ao mesmo tempo, caber em tudo, o todo e pertencer.

Sem se moldar, sem atenuar,
só ser…

Sem ser muito, sem ser pouco, sem ser nada,
só sendo.

— Ana Caroline Marinato

03/05/2026

Não é um espaço vazio.
Não tem paredes ou limitações.
Ele expande, ele tem vida…

É semelhante às profundezas do mar.

Aquele que me deu nome,
o que me acolheu,
que deu sentido a quem sou.

Onde eu nado livremente,
como se já conhecesse cada esconderijo daquele oceano.

Eu sou a extensão.
Eu vivo ali.
Também é o meu lar…

Os meus mergulhos não me afogam.
Eles me dão consciência de quem eu sou.

E, quando retorno, é o sol que me recebe,
com a sua força e clareza.

E essa é só uma pequena parte
da beleza do pertencer.


Ana Caroline Marinato

Recentemente, ouvi um episódio do Pequeno Expediente, de Flávia Gaeta.
O episódio era “O que é ser mulher?”.
A Flávia ficou impactada pela pergunta do seu Analista e não conseguiu responder a essa pergunta tão profunda com simples palavras...
Buscou em Clarice, Mary Shelley e Elis Regina as melhores definições, tentou colocar em palavras algo tão genuíno e, no final, ficou sem uma resposta concreta.
Eu entendi o que quis dizer, Flávia.
Afinal, como algo tão espetacular pode ser definido assim?
Ser mulher não tem uma única definição.
Não abrange apenas o que os olhos podem ver ou as mãos tocar.
Ser mulher é se reconhecer em cada uma.
É uma essência, uma força que eu vejo em você e reconheço em mim,
que reconhecemos em todas as mulheres que vieram antes e em todas que perpetuarão esse legado.
Somos a união e a integração de dois sexos, mas ser mulher está além disso.
Não é posicionamento, é sabedoria ancestral, que, para muitos, é considerada uma maldição, mas, para quem consegue ver, é uma dádiva.
Não é sobre religião ou espiritualidade.
É sobre o que antecede e o que perpetua.
É um Rio Fluido que interage no tempo.
Não importa o século, pois também não é linear.
O futuro influencia o passado, e vice-versa... no legado que é construído, explicado e entregue como um presente.
Retornando à essência, ser mulher também é entrega, como mencionou.
É se expor sem medo.
Sei que a resposta não te satisfaz, eu senti em você.
E eu te acolho como parte de mim, como a grandeza e a profundidade que eu vejo em você.
Não é para ser explicado em palavras.
É para ser vivido na essência.
Mas, se você se visse com os meus olhos,
a resposta pediria licença
para saltar ao vento
e existir no mundo.
Bailando com as palavras,
que sempre escorrem dos seus dedos,
nascidas do seu interior...

02/05/2026

Eu amo o quentinho do café em minhas mãos, quando abraço o copo com os meus dedos.

Amo ver pessoas passarem, com seus sonhos, suas histórias e pensamentos.

Perceber que existem muitos mundos nesse mundo e que cada um tem o seu particular.

Quando eu era pequena, pedia pra Deus para pensar sobre o pensamento e a visão de outras pessoas.
Hoje, entendo que Deus nunca me permitiu viver isso do jeito que eu queria. Afinal, como seria dar uma espiadinha em algo tão particular?

Como uma criança pode ter esse tipo de pensamento?

Bom, até hoje não descobri…

Recentemente, decidi não questionar tantas coisas sobre mim. O nível de cobrança tem diminuído um pouco e, com isso, tenho me permitido viver…

E isso tem me feito um bem danado, porque eu tenho percebido coisas sobre mim que antes eu não sabia.
Esse momento também tem me permitido abraçar a Ana que eu já conhecia. E não só a Ana…

A Carol também, aquela que tinha pensamentos peculiares e deveras questionadores para uma criança de 8 anos.

Tem sido interessante esse processo de integração e descobertas.

Ana Caroline Marinato

Entre flores, nuvens, estrada e silêncio… eu.

Uma pequena parte do todo.

Ele sorriu pra mim.
Ele sempre sorri…

E o meu coração sempre aquece.

Como pode criar coisas tão perfeitas e magníficas,
capazes de tocar tão fundo?

Eu só tenho a agradecer
por poder contemplar o seu íntimo.

Agradecer por sempre ter a oportunidade
de caminhar na presença do sol.

Agradecer por perceber
e me encantar com cada cor
que surge nesse longo caminho.

Por cada nuvem,
em seu formato único,
que mais me lembra um pensamento.

Por um azul tão infinito
que me traz paz.

Eu vejo e sinto,
porque também faço parte disso.

Você também.

Você também tem olhos de vida…

Se permita.

Ana Caroline Marinato

Sabe o que mais me intriga?
A complexidade e a magnitude do céu.

Ele me abre um vazio no interior.

Não um vazio de ausência,
onde o vácuo é absoluto.

Mas um vasto lugar,
onde a imensidão cabe perfeitamente.

Ele me convida a perceber o infinito de possibilidades
e, ao mesmo tempo,
o quão pequena eu sou diante de tudo.

Se eu pudesse trazer para essas palavras
o mais lindo céu que já vi…

E se pudessem tocá-lo
como eu o toquei…

Observei camadas
e deixei que cada ponto de luz me atravessasse.

E hoje percebo
que uma parte dele reside em mim.

Afinal,
existem coisas impossíveis desver.

E é por isso que eu sempre me lembro:

as estrelas são possíveis
para quem tem o céu no coração.

Ana Caroline Marinato

Sabe? Hoje eu estava pensando…

Às vezes nos protegemos tanto,
que deixamos de viver algo magnífico.

Por medo.
Por tudo o que já nos aconteceu.
Por todas as construções que já iniciamos.
Por todo o amor que depositamos naquilo que é “nosso”.

E eu estou aqui,
tão exposta a tudo,
com sede do que é feito para mim.

Do que encaixa
e, ao mesmo tempo, liberta.

Vivendo todos os dias.
Descobrindo o tempo,
o que me tranquiliza,
o que me toca
e o que me encanta.

Vivendo amor em todos os detalhes.

A vida está pronta para viver.

Ana Caroline Marinato
16/05

Sabe aquela delicadeza que você percebe em alguém?
Uma que você não quer invadir,
não quer possuir,
mas que desperta uma vontade enorme de abraçar?

Aquela que você observa sutilmente,
camada por camada,
e entende que existe um universo ali…

Um universo seguro e particular.
Ele é sagrado.

Guardado em mistério,
em um refúgio,
um fractal,
onde faz morada,
onde se abriga
e contempla o mundo em toda a sua complexidade.

Em uma ávida busca
pelo real,
pelo todo,
pelo entendimento.

Mesmo em sua concha,
ela sente.
Ela vive aquilo.

Em pensamentos,
belos pensamentos
que enxergam o todo…

Que sabem mais do que aparentam.

Mergulhados em curiosidade
por aquilo que é vivo
e toca o coração.

Um dia,
só um dia,
eu queria que ela soubesse
que, em algum lugar,
a presença não invade.

Que existe cuidado ao tocar o mistério
e que é seguro poder respirar…

Só um dia… 🌷🖤✨

Ana Caroline Marinato

Mulheres…
Mulheres que moldam gerações, que despertam sensações.
Que não pedem permissão para existir…

Que são o que são:
mães, artistas, esposas, poetas,
escritoras, cantoras, psicólogas, filósofas…
Mulheres.

Belas mulheres em toda a sua essência.

Mulheres presentes em toda a sua intensidade.

Como admiro essas mulheres…
Que tocam a alma, que se permitem.

Que transbordam o universo dentro de si.

Que são livres, mesmo em meio às suas limitações…

Ana Caroline Marinato

São tantas caixas reviradas,
momentos,
um passado.


Uma construção de história.
A minha história.


Que não terminou.
Eu continuo aqui.


E, mais uma vez, eu recomeço,
vestida com minha coragem,
mas cercada de medos.


Eu existo.
Tudo passa.
E eu sinto…


O segredo é sentir.
Só sentindo
que transformo.


E eu tô aqui,
vivendo sem esquecer
de tudo que foi.


Faz parte da minha construção.
Ela estava forte o suficiente
para suportar.


Eu sigo aqui,
esperando ansiosamente
por mais um capítulo
da minha história.


Só que agora é diferente.


Hoje eu escrevo em linhas.


Em algum momento, eu…


Eu conquistei esse direito.
Ninguém me negou isso.
Eu só não estava desperta
o bastante para perceber.


Eu achei que era assim.


Um dia conversei com a vida,
e ela me contou
a sua história…


E foi aí que eu percebi.


Não tinha nada que me prendia,
além do espaço que
eu mesma criei.


Um espaço seguro,
tão seguro quanto
o próprio gato de Schrödinger,
que se permitia coexistir…


Um dia o espaço colapsou,
e eu transbordei.


Transbordei feito um rio
represado em emoções.


E hoje percebo
o quão grandioso é ser rio
e poder transbordar.


Eu sou natureza viva.
Eu posso fluir.


E, quando a gente descobre isso,
o ritmo ajusta o fluxo
e a água escoa livremente
no tempo…


E, assim como o rio,
a vida segue em fluidez constante.


As circunstâncias nunca se repetem,
e hoje agradeço…
Pela inevitável transformação,
que pede silêncio para florescer.


25/05/2026
Ana Caroline Marinato