Nosso Amor como o Canto dos Passaros
O segundo selo ao ser aberto fez com que o segundo ser vivente revelasse o seu potencial de fala, que até então, haviam expressado tal voz. Contudo ao serem abertos os selos, eles falaram de maneira sequenciada a João.
Deus não aceitou que os hebreus saíssem do Egito sem serem ressarcidos pelos seus anos de trabalho escravos, houve uma intervenção direita no coração dos egípcios e eles deram suas riquezas nas mãos dos hebreus sem que eles obrigassem. Deus estava no controle de tudo, para que eles fossem abençoados com ouro, prata, e pedras preciosas e demais coisas relacionadas às riquezas.
Lembrando que, acima do cavaleiro do cavalo preto está o único que tem um nome que É sobre todos os nomes.
Sempre que se menciona sobre os selos do Apocalipse há um impacto em nossa mente, pois a primeira sensação que temos é de coisas catastróficas, e avassaladoras.
Sem razão...
Vivendo numa ártica solidão,
Gélidos pensamentos,
Que a lugar algum direcionam,
Lugar algum que não esteja você,
Traçando atalhos, cada um tem seu nome,
Cada passo, tua direção, a razão á muito me deixou,
O coração grita mais alto que sábios e teorias,
Dita todas as regras e passou a acreditar no sentido seguir,
Não faz, sabe ou quer definir o certo do errado,
Quer somente seguir um sentimento, o de min'alma,
O que lhe dá prazer, esperança e vontade de viver,
E para isso, contar as horas de aflição,
Esperar no tempo como um iceberg no frio da solidão,
Sonhar no passar das horas, que seja o amor maior que o tempo,
Suportando presença constante da distância que os separa,
Iludindo a saudade com as imagens que não pode tocar,
Monólogo coração, sempre um só pedido...você,
Portas fechadas ao mundo,
Bastou para dar sentido a vida,
Sentir que verdadeiramente que não quer a razão das coisas,
Quer o sentimento delas, o sabor de vivê-las,
Coração assim, sentido sem razão,
Pulsa na saudade, nas lágrimas da solidão,
Sangra o amor mais puro e verdadeiro que possa sentir,
Vive na liberdade de escolher amar,
ainda que na dor,
Neste coração que habita um corpo,
Onde min'alma reconhece a tua.
E quando meu beijo beijar o teu,
Meu abraço molhar seus ombros,
Que meu olhar seja sem palavras, Quando lágrimas molharem meu rosto,
Será dentro deste teimoso e sábio coração,
Que direi,
Te amo sem razão.
José Henrique
Longe...
Pensando... tanto estar longe
Muito distante de onde estou,
Mais perto de onde desejo estar,
A cada pensar mais longe de mim estou,
Fosse eu um desses que voam,
Os que sabem voar, os que não pensam,
Não carregam sonhos como pesos,
Sem desejos acorrentados aos pés,
Tendo dito e pelo não dito ou qualquer paradigma,
No eu, leve peso, como pedra sobre a relva livre,
A cada acordar o mesmo pedido,
A cada adormecer o mesmo fechar de olhos,
A mesma visão de um quadrado vazio de cores pálidas,
Domindo a domingo é só um dia após outro,
Dias que se perdem no tempo dessa eloqüente inèrcia,
Que seja um dia o dia do dia de se encontar,
Este barco, sem vela e motor, sem o vento ou a maré,
Entregue ao belo sol e a formosa lua,
Areia de um deserto que se move em si mesmo,
Um oasis sem visitas, na miragem do esquecido,
Rosa jogada ao chão, esquecida a cada chuva, mais um córrego,
Este que é o tempo, marca com suas garras intolerantes,
Então seguir adiante, no escuro incerto de ações sem sentido,
Sendo assim, estando sempre em mim e para mim,
Tocando sentimentos com as luvas da paixão,
De um coração impenetrável, Envolvido no vinho do amor,
Amor que não se move, amor que não se tem,
Deita e dorme com a saudade,
Abraçado a esperança, aquecido no desejo,
Muito distante de onde estou
Longe...sem onde.
José Henrique
Pedaços.
Tenho pedaços em mim
Que não se conformam em juntar-se
Sigo em pedaços sem mim
Quanto aos que deixo perdidos
O velho e incansável tempo
Cuida de reciclar
.
Sinto-me levado pelos amanheceres desta vida
Onde o anoitecer não me traz o confortável sono
Minhas pálpebras se recusam a abrir as janelas de min'alma
Um náufrago de meu atlântico leito,
Sem a certeza de que haverá um chão para pisar
Pedaços de mim vão ficando pelos caminhos
Ainda falsamente consigo sorrir
Meu caminhar é leve
Árduo de um completo vazio
De um coração amante.
Mas ainda lembro, lembro sim
Do sorriso que á muito perdi
Está na distância de meu olhar
No impossível de minhas mãos
Nas águas de meus olhos
No silêncio de minha dor.
Não serei pedra sem mover,
Água de um lago
Mas um rio de fortes águas
Renovando meus dias
E de novo encontrar
Pedaços...
Que faltam em mim.
José Henrique
Sentindo frio.
Tenho o frio de meu inverno a suportar,
Quando em teu abraço, nega-me a vida estar,
Quando em teu viver quero habitar,
Ventos sopram dentro de mim,
Onde no imenso vazio não vejo fim,
É da falta de ti, de onde ainda não parti,
Deixei-me aos pés do sabor de teus beijos,
E quanto mais livre para amar-te,
Mais me prendo aos anseios de min'alma,
A esperança cai como folhas de outono,
E o amor guardado é em meu peito abandono,
Estou no tempo, nas rosas, nas palavras,
No perfume e na dor de quem me quer,
E na solidão de não estar,
Em beijos em jardins a procurar-te,
Recebendo rosas sem nenhuma poder plantar,
É no verão de teu calor e no olhar de teu sol,
Onde haverá vida para viver,
Haverá teu abraço a me aquecer,
Salientando a provocar o teu querer,
Precisando do abraço, não de um, mas o teu,
O teu que tem as quatro estações,
O teu que me faz sorrir e a felicidade derramar,
E neste desejo que não conhece o fim,
A esperança flerta com a saudade,
Tendo o frio do meu inverno,
Amor, sem o verão do teu calor,
No desejado abraço,
Onde tudo em ti está.
José Henrique
Rebeldia.
Tenho seguido meu destino,
Porquê...tem de ter linhas tão tortas,
Mal consigo me equilibrar nelas,
Sempre caminhando com minhas humildes sandálias,
Um caminho de poças que a lama chega a meu rosto,
E quando há rosas não sinto o perfume,
E do amor, só desejo, saudade e esperança,
Criado de muitos corpos sedentos de prazer,
Onde a dor é apenas o que me pagas ,
Vivo sepultando as dores que a mim trazem,
Seguindo ilusões das ilusões que os sonhos trazem,
Então...Seja breve ao magoar,
Do contrário abra as cortinas,
Deixe-me dantes ver onde vou pisar,
cair é constante,
Tenho visto um mundo onde há verdade no amor,
E quando me abres os olhos, são pedaços que não se pertencem,
Cinzas de cinzas já vividas, não há alma e coração,
Partes perdidas no tempo, que a mim não dizem nada,
Embassadas com o amor que somente em mim plantas-tes
Traga-me o amor... o verdadeiro, não me sacio com sonhos,
Tenho de eternamente amar e amar...a que amor?
Sou um mortal que por mim o tempo deixa marcas,
Isenta-me das rosas sem perfume,
Entrega-me aos espinhos daquela com perfume,
Posta-me diante dos olhos e que a mim façam chorar,
Acorda-me deste sonho de ver um sol, que só me trás uma única sombra,
E na intolerância de minhas palavras aceite a minha dor,
Não quero caminhar por linhas tortas,
Eu não as escrevo assim, eu não as sinto assim,
Se não assim, embriaga-me do não sentir,
Afasta-me da poesia de meus desejos,
Liberte-me dos desejos de falar de ti,
Usarei de rebeldia em minhas palavras,
Quero a rosa com perfume,
Quero a alma de min'alma,
A vida de minha vida,
A minha carne podes tu ferir,
Mas poupe o meu coração,
Perdoe-me por amar sem amor,
Perdido a revelia...
José Henrique
Onde quero...
Ainda aqui, ai ou por ai,
Sabe-se lá meu momento,onde está,
Ainda passeando sobre a terra que piso,
Arrastando desejos e sonhos em um vazio ditador,
Vago e ilusório é o chão que piso,
De promessas e conteúdo sem assinaturas,
A procura já me desistiu, desatamos de nós,
Deixou-me assim sem uma única nota musical,
Entre as canções não há mais nenhuma dança,
Um enorme não sei de tudo ou de nada,
Criando universos de opções, numerando estrelas,
Procurando sábios em loucos,
Plageando meu sorriso para os espelhos que me cercam,
Meus olhos estão distantes do qe vejo,
E não vejo o que quero ver,
Meus lábios não sabem o que dizem de mim,
Discordo de minhas palavras quando as ouço,
Silêncio eu entendo bem, é um diálogo mais sincero,
Apaixonado e verdadeiro é o sentimento,
Minto a mim mesmo e na verdade me calo,
Ouça-me por dentro, leia-me em seu coração,
O que amo está em mim, no eu guardado em ti,
Em um enorme não sei de tudo que sem ti é nada,
Não vejo o que quero ver,
Mas posso tocar no que sinto,
Quando caem minhas lágrimas,
Ainda que por aqui ou por ai ao sabe-se lá onde,
Estou sempre contigo,
Onde quero...
José Henrique
Azaléia⚘**
Gosto desta azaléia, minha mãe me deu a nove anos, mais ou menos, ela se foi em outubro do ano passado e ficou a azaléia e a cada nova flor um sorriso sentido...ficamos em alguma coisa...na memória, lembranças e nos corações de quem sempre nos amou...desta forma...somos eternos...
Sou o Zé ⚘ Simples Assim ⚘
José Henrique
Casaco azul.
Ainda sem palavras ,
E que meus pés toquem os teus,
Não vejo ainda suas pegadas,
Vem de longe o teu sabor,
O teu olhar está no meu... ao céu,
Fico aqui a me olhar o tempo todo,
E me vendo sem ti, o nada é muito,
É tão pesado que ao deitar não durmo,
Pensar que o amor é um prazer,
E que o prazer é te amar,
Se faz em dor por tua ausência,
Um leva e traz de sentimentos.
Vou vestir-me da ilusão de sair por ai,
Descer as escadas com um casaco azul,
Um tênis qualquer ou o de sempre,
Sentar de frente ao mar,
Soletrar teu nome na areia,
Caminhar um pouco,
De maos dadas com o tempo,
Beijar o vento que por ti passou,
Olhar o sol que teve teu olhar primeiro,
Assim te sinto, assim te vivo,
Passar por rostos que me dizem olá,
Ficar assim por todo dia, junto a todos,
E com todos pensando em ti, amando a ti,
Ir a todo lugar e em todo lugar te levar,
Estar em tudo e em tudo você está,
Olhar as horas e já é noite,
Olhar a lua que você olhou,
Te levar por toda noite, tentar você,
Soltar-me de tuas mãos, se estivesse nelas,
Desligar a dor que me liga a você,
Caminhar sozinho, sem um coração marcado,
Não há lembranças, apenas sonhos,
Não tenho nada, é o desejo a me iludir,
É a paixão que me abraça dia e noite,
O amor sem um corpo a me adotar,
Com os açoites de tua voz,
Entregou-me a ti sem sentido,
E deixou-me no sentido de te amar,
Nem uma rosa posso eu te dar,
Que meus pés toquem os teus,
Mas ainda não vejo suas pegadas,
E me vendo sem ti, ainda é nada,
O amor que dói,
Dentro de um casaco azul...
José Henrique
Em ti...
Quando fiquei aqui te vendo partir,
Senti calado a perda de muito de mim,
Não sabia que tudo que tinha estava em ti,
Meu olhar, meu sorriso, pétalas de uma vida,
Eras a minha rosa e o perfume se foi com tua ida,
Ainda tenho a marca do amor que arde em minha vida,
Deverias levar o amor que sinto,
A dor ficou a meu lado, numa taça de vinho tinto,
De um sabor suave que desce dilacerando...não minto,
O que ficou tudo tocas-te, tudo tem tuas mãos,
Uma herança que ainda sinto como um livro nas mãos,
Em meu corpo o arrepio de teu prazer,
Percorre noites em insônia tentando te refazer,
Desenho-te em poesias,
Se levasse o que ainda tenho, pois é somente teu,
E meu pedido de perdão, leve-o de mim,
Ando a viver sem mim, leve de mim o que é de ti,
Afronto-me com tanto amor,
Afogo-me nas noites deste mar de tua ausência,
Tira-me o desejo que ainda é somente teu,
Deixa-me viver sem ti, sem o féu nos meus lábios,
Não posso eu sorrir, sem te sentir no fechar de olhos,
Sem que eu fale, tuas frases me faço ouvir,
Estes longos dias pintam meu triste céu,
Da causa de tua perda, do amor sou réu,
Venha me absolver de tua decretada pena,
Desejo ser um eu sem ti, devo seguir,
Solte as amarras, as correntes do teu eu,
Deixe-me partir sem ti,
Tire-o de mim, já que não mais estou em ti,
Libertar-me das lembranças,
Do teu olhar, teu sorriso,teu perfume,
Teu sabor, teu colo, tuas lágrimas,
Do gesto teu de amor, que persiste continuar em mim,
Venha abrir as portas da vida que em mim se fechou,
Deixe as chaves ao sair,
Não me tranque em ti,
Permita-me sem ti...
Poder sorrir,
Poder viver...
No pouco que há em mim...
José Henrique
Olha pra mim...
Fica séria, sorrir não,
Você sorriu, olha pra mim sorri,
Fica séria e olha pra mim,
Tenta não sorrir,
Se sorrir de novo, eu te beijo,
Sorriu, um beijo,
Sorriu, mais um beijo,
Sorriu de novo, outro beijo,
Tenta amor, sério, vai, sério,
Aí você sorri, outro beijo,
Então tá, vamos mudar,
Sorri pra mim,
Séria não amor, sorrindo,
Não amor agora é séria, não é pra sorrir,
Se ficar séria de novo ganha um beijo,
Séria, um beijo,
Séria de novo , mais um beijo,
Amor é sério, sorri pra mim,
Séria de novo,
Tudo bem vai, me beija,
Mais um beijo, outro,
Mais um, outro,
Me beija sempre amor,
Você quer mesmo é beijar,
Então me beija,
Eu te dou um sorriso,
Amo teu sorriso.
É sério!!!
José Henrique
Sempre⚘
Nas aventuras de encontrar-me
Ainda levo na bagagem
Sementes de uma alegria perdida
Onde neste ou em qualquer mundo
Um simples e de vocabulário humilde
De um codinome poeta
Possa tão simplesmente viver
Na maravilhosa cultura do amor.
.
.
José Henrique
Amando-te em mim...
Cá estou, a mais uma vez desvendar-me,
A sonhar-te em desejos que são somente meus,
De um amor que dentro de mim se afoga,
Sou eu de um cálice tão intenso que me embriago,
Das noites em que a solidão é uma diva,
Desejar-te amar como um anjo ou demônio,
Longe de alcançar o toque de suas mãos,
Do olhar triste que nasce em meu rosto junto ao sol,
Cá estou a olhar-te como desejo ver,
Já a desenhei tantas vezes que quase toquei,
Do vestido em flores ao simplesmente nú,
Teus olhos de variadas cores pintei,
Cá estou a dar-te virtudes que nem mesmo sei ,
Esculpindo sua forma e acariciando um corpo de sonhos,
Escrever-te com a tinta do meu mais puro sentimento,
Da verdade que é a dor de minha saudade,
Dando a ti cada espaço de meu corpo,
Sendo eu feito de ti, pois não mais me sinto,
Vivo-te dia a dia em um silêncio de mãos vazias,
Cá estou eu... sentindo-te,
Pois quem és tu, que me fazes ser teu sem ti?
Onde estáis, tendo-me sem mim?
Levanta-me, abraça-me, quero dar-te rosas em mãos,
Uma pista para passos em tua direção,
Cá estou a sonhar-te, a mais uma vez desvendar-te,
És tu das minhas formas, das virtutes que dou-te,
Dos sentimentos te escrevo,
Do desejo te desenho, te dou formas,
Do amor que sem ti, por ti tenho,
Cá estou sem ti,
Cá estou sem mim,
Assim seja...
José Henrique
Encontrar-te-...
Sonhando sempre, sonhando
Assim um viajante de mim
Onde conheço pouco demais
Na aventura de encontrar-me
Desbravando-me no tempo
Um tempo de certo não meu
Entre pessoas de muitas tribos
Linguas e pensamentos diversos
Sigo como um autoimovel sem direção
Combustiveis de uma vida sem sentido
Onde páginas bíblicas desfolham-se
Versículos a cada dia mais atuais
Muitos Césares em jardins de pedra
Vivo eu no teu sentido,
Dores escondidas na psicologia dos nadas
Culturas plantadas, sementes que morrem
Em corações de terra infértil
Apenas canteiros de moedas
Dantes morreria de amor por amor
Sensivelmente morremos nem ele.
Nas aventuras de encontrar-me
Ainda levo na bagagem
Sementes de uma alegria perdida
Onde neste ou em qualquer mundo
Que um simples e de vocabulário humilde
De um codinome poeta
Possa tão simplesmente viver
Olhar em teus doces olhos
Plantar um jardim de rosas
Perfumado em esperança
Na maravilhosa cultura do amor
Escrevo à ti.
.
.
.
.
José Henrique
Observando!
Apreciando o momento de um olhar
Sentado em um lugar qualquer
Percebo o curso... vidas que passam
Alguns cansados ombros do fim do dia
Outros que iniciam em busca do mesmo cansaço
A vida segue sem que se importem ou saibam onde chegar
Apenas levados a sobreviver
Cabelos brancos ou ainda negros
E neste vai e vem dos integrantes da vida real
Estão muitos sonhos apenas guardados
De segunda a segunda
Dias na busca dos trinta dias de cada mês
O desejo maior sempre trocado por trocados
E a vida segue determinada e no comando
Não se importando a função
Alguém sempre estará pronto a exerce-la
Dia ou noite chuva e sol
De certo alguém sempre estará ali para ser a função, o destino...
Onde nem sempre a vida lhe dará a opção,
Do "ser ou não ser".
José Henrique
Em tua lua...
Vontade de ir ate o fim do céu
Tocar o sol com as mãos
Sentir o teu calor e pra ele me transferir
Sentar em uma estrela qualquer só pra me sentir
Sentir que estou assim sem uma gaveta pessoal de tudo
Tudo que se possa imaginar
Do que posso suportar, acreditar
Erros e acertos misturados sem definicao
Um livro sem começo. meio e sim
Onde sim e apenas um suave relaxar
E então deitar sobre o solo lunar, no lado escuro
Talvez me faça perguntas e encontre respostas
Talvez apenas as guarde e me permita ao silêncio
Mas é de um canto qualquer deste mundo
Que então eu possa me ver sorrir,
Talvez daqui eu enfim a veja
Assim de cima, como a visão de um Deus.
Sem a dúvida do meu olhar
Sem o medo de mais uma tempestade,
Quem sabe eu possa ficar aqui,
Ficar onde quero estar pelo tempo necessário
Com um olhar de cima
E ver o amor de um ângulo único
Com um olhar definitivo
No simples olhar.
Talvez ficar e ficar e ficar
Para sempre em minha lua
Que e a tua d'onde estou
A mesma lua
Que nossos olhos tocam juntos
Estou aqui em nossa lua
É onde estou agora
Acredite...
Olhe...
Me verás...
José Henrique
Rosa de meu eu.
Um sim para aceitar
Aceitar para viver
Sofrer para mais ainda amar
Entender não é possivel
Ainda distante sensível
Toque de algo imperdível
Fotografias permanentes
Em sons e vídeos mentais
Sempre em meu sempre
No que se continua vivendo
Parte de um grande espaço
Tamanho é o abraço sentido
Aqui estou ainda lá
No procurar de mim,
Ainda não em meu eu,
Solto ao vento o perfume
Um leve sabor do colo mais doce
Saudoso o olhar que não mais se tem
Guardado seguro
No coracão da lembrança
As mais doces recordações
De uma História de vida
Que sem ti continuo a viver
Sendo tu uma rosa em minha vida
Vermelha como os lábios da paixão
Encantada sob o luar do amor
Em mim a flecha de um cupido
O feitiço em te olhar foi para sempre
Onde de ti não saí
mais,
De mim não mais sairás.
José Henrique
