Nosso Amor como o Canto dos Passaros
O epitáfio que desejamos não deve ser apenas uma representação de como os outros nos veem, mas também uma manifestação de quem realmente somos e de nossos valores mais profundos. É sobre viver em alinhamento com nossos princípios e crenças, sobre ser fiel a nós mesmos
“Sempre me perguntaram como eu descreveria você. Desde o começo eu tentei te decifrar. Tentei lê-la nas entrelinhas, porém era impossível. O máximo que talvez eu pude te conhecer e tentar te entender foi através dos seus livros. Eles sempre deixaram rastros da sua melancolia, sempre foram firmes em sentimentos tão profundos, até então desconhecidos para nós. Ler seus livros era como pular em um lago, mergulhar profundamente e não conseguir voltar à superfície.
Encarar seu olhar era a mesma coisa, só que o dobro. Você olhava a todos, penetrava de uma forma que via nossa alma, nossos anseios, nossas fragilidades e, por fim, nosso lado mais sombrio. Porém, o que me chamava atenção era que ao mesmo tempo que seus olhos viam tudo isso, era como se você não estivesse presente. A sua face estava abatida quando estava perto do fim. O seu corpo estava frio, como se estivesse abaixo de zero.
As pessoas me perguntam se você chorava e se demonstrava reações. Eu nunca respondi, mas se um dia fosse responder, seria da seguinte forma: Ela sempre foi a mesma, sempre quieta, fria, sem expressão em seu rosto e com o olhar que penetrava a sua alma. Ou seja, ela sempre foi a mesma desde o dia em que a encontrei em nosso quarto com uma corda no pescoço, pálida, sem expressão e com os olhos abertos te encarando, como se a culpa fosse de quem a visse.”
Na rua Garay, a criada me disse que tivesse a bondade de esperar. O menino estava, como sempre, no porão, revelando fotografias. Junto ao vaso sem flor, no piano inútil, sorria (mais intemporal que anacrônico) o grande retrato de Beatriz, em pesadas cores. Ninguém nos podia ver; num desespero de ternura, aproximei-me do retrato e disse-lhe:
– Beatriz, Beatriz Elena, Beatriz Elena Viterbo, Beatriz querida, Beatriz perdida para sempre, sou eu, sou Borges.
Carlos entrou pouco depois.
ESPERANÇA
Voar como as ondas no Céu
Flutuar como a terra no ar
Nos dias de Luar
Nas noites de sol
No Frio de dezembro
Na chuva de julho
Como poeta sem caneta
Presente sem embrulho
Meu pensamento meu planeta
Nos becos do prenda
Na confusão e na disbunda
Das crubicaças moribunda
Cá estou eu no beco sem fim
Fora de mim
No lote 13 esperando ...
O poeta do Bairro da Mapunda
16/09/2023
10:55
Quem dera um dia que os adultos resolvessem sua vida como uma criança, certamente seriam mais felizes. (Discussões sobre a vida)
Nem tudo que é escrito é sentido... assim como nem tudo que é sentido pode ser escrito, pois se pudesse certamente seria mais que censurado, seria caso de polícia...
A música como a alegria do encontro
Como o pretexto do momento
Como a utopia de suas esperanças
Como a busca pelo que lhe falta.
(A Música Em Você - Karin Raphaella Silveira.)
Viver é como produzir um texto... muitas vírgulas... muitos tempos verbais...flashbacks e flashforwards intensos e entrelaçados... um discurso por vezes muito convincente... e uma gramática nem sempre impecável... algumas exclamações... muitas interrogações... mas que infelizmente, e quase sempre, acabará em um ponto final.
Nunca ria das rugas alheias, pois elas não são marcas de velhice como se pensa... elas são marcas de um tempo intensamente vivido... de histórias presenciadas e emoções sentidas... de uma vida que se fez... ao longo de anos... de histórias que talvez você... pessoa preconceituosa nunca possa vir a ter...
Respeite os mais velhos, pois um dia você terá a felicidade de chegará lá...ou não!
A solidão não faz você se encontrar,como dizem por aí, mas a entender que você está ainda mais perdido...
Minhas palavras como a chuva tamborilam em sua mente... e evaporam docemente na ternura de sua alma!
Estrela Solitária
Cá estou eu
Como estrela solitária
entre nuvens e batel
navegando sozinha
pelos céus
içando minha velas
pelo ar
seguindo viagem a sonhar
cadê você... doce luar
para a minha vida alumiar
Karin Raphaella
"Escrevi no sangue de minhas veias as minhas ilusões, para que um dia eu pudesse lembrar como é ingênua a arte de amar!"
Nos versos que eu te dei
A minha vida como rosas exaltei
O perfume dos meus sentimentos
Tão raros te entreguei
Para quê?
Para quê?
Assim como o verão se finda e o outono se aproxima, o ciclo de vossas vidas também findará como as estações do ano.
Se o silêncio é usado como forma de se comunicar, use a estratégia para que o vosso seja tão silencioso quanto a voz do silêncio angariado.
