Nosso Amor como o Canto dos Passaros

Cerca de 398032 frases e pensamentos: Nosso Amor como o Canto dos Passaros

Me diz, o que eu faço com o tempo que dediquei a você e com as cartas que escrevi e você nunca chegou a ler ?

Deus todo poderoso, magnifico e onipotente.
Fez universo, os planetas, o sol, a luz.
Fez a Terra, onde tem rios, cascatas, matas, flores, frutas e animais.
Mais parou e pensou : Ainda falta alguma coisa!
Então ele fez : Lara, Fernanda, Giovanna, Guilherme, Amanda e Vinicius
Minha Familia


Obrigado meu Deus!

Você aprende que não vale a pena sofrer, e que a felicidade é apenas uma opção...só é feliz quem opta por ser... Que beijo na boca não compra amor, e que amor não compra o resto do mundo...e nem precisa, porque o resto do mundo é resto, quando se fala de amor... Você aprende que mentira é uma coisa feia e que dói muito mais que a verdade... Aprende que seus pais são seu melhor refúgio, e que você só os procura quando quer achar alguma saída... Aprende que tem que ter paciência para que alguém se interesse por você, verdadeiramente!!! Aprende que não é preciso correr atrás de ninguém, porque o que tem de ser, sempre acontece!!! As coisas nascem naturalmente, e acontecem diferentemente, mas da melhor maneira!!! A vida é sua dona, mas é você quem dá as ordens...Raciocine!!!

" Quero enfeitar de sonhos teus
olhos e derramar mel nos
teus lábios, quando tuas
mãos e tua alma
tocarem minha pele
coberta de desejo..."

Quero de você toda tua intensidade mergulhada na minha toda Vontade de te devorar inteiro e intensamente.

Á FLOR DA PELE...

Vivo com a emoção a flor da pele...
Porque te sinto cada segundo dentro de mim.

"Errar é humano,
mas quando a borracha se gasta
mais do que o lápis,
você está positivamente exagerando."

SONHO UMA REALIDADE

"Eu sonhava...
eu imaginava...
eu queria...
eu pressentia...
eu esperava...
eu não conhecia...
EU NÃO SABIA O QUE ERA AMAR...
eu não sabia o que significava o amor...
e parecia apenas sonho...
procurei...
esperei...
sorri...
chorei...
vivi...
morri...
e agora ...
ressuscitei!
agora vivo!
agora sinto!
agora sonho uma realidade...
não quero acordar desse sonho...
porque sonhar faz parte de mim...
faz parte de você...
somos almas afins".

Eu seria mais feliz se pudesse ter o domínio de todas
as adversidades.
E dominasse todas as situações de uma forma
elegante e crente.
Mas sou apenas uma simples mulher...
Intuitiva maternal solidária companheira e feliz.
Mas sou apenas uma simples mulher...
Apaixonada envolvente carinhosa teimosa e manhosa.
Com sonhos extravagantes de motivos que talvez não saiba se
realmente acontece se é bom ou não.
Mas sou uma simples mulher...
E sabem com todas as luzes de glamour jamais
deixarei de ser o que sou.
São conquistas de alternativas que me dão suporte
e me completam.
Termino esse poema com uma frase que não é minha.
"Não tenho tudo que amo mas amo tudo que tenho."

TODA SUA

"Sou assim ...
apenas...
assim...
TODA SUA!"

“Se a tristeza não se toca,
saia você dessa toca,
antes que, ela encha a tua cabeça
de minhoca.”

Quero.

Em minhas mãos quero
Guardar o calor do teu corpo.

Em cada pedacinho da minha boca
Quero guardar o gosto quente dos seus beijos.

Da sua respiração ofegante quero guardar
O momento exato do teu prazer.

E de cada palavra que foi dita
Quero fazer versos que falem de nós.

E quando tudo isso acabar
Quero descansar do meu cansaço
Em teu leito perfumado pelo cheiro do nosso amor
E me deixar vencer pelo sono da paz
Misturado à satisfação até que a paixão
Desperte-nos outra vez.

"Gosto deste gosto
de alegrias maduras
que a vida
tem..."

"Ele pegou-lhe a mão - dedos entre dedos - e disse:
_Qdo você sorri,
um pedacinho de céu
clareia em mim!
E ela sorriu...
E na alma
o céu inteiro se abriu..."

presisamos urgentemente nos conectar uns com os outros, adquirir o senso de interdependência e de responsabilidade individual para com o sucesso de todos. A vitória é coletiva, mas a responsabilidade é indvidual.

Nunca deixe uma simples amizade passar, ela pode não ser tão simples deixar saudade e nunca mais voltar!

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Augusto dos Anjos

Nota: Trecho de "Versos Íntimos": Link

Eu estava lá, em tudo o que precisou.
Eu estava lá, nos momentos em que você chorou.
Eu estava lá, nas dificuldades que você enfrentou.
Eu estava lá, quando você quase perdeu tudo.
Eu estava lá, quando você precisou de proteção.
Eu estava lá, quando precisou que alguém mentisse por você.
Eu estava lá, quando você se sentia perdido.
Eu estava lá, nos momentos de alegria também.
Você se lembra disso?
Lembra-se mesmo?
Então por que parece que não tem mais importância?
Será que teve importancia só pra mim?
E mesmo que você um dia esqueça, eu posso garantir pra você. Eu sempre estarei lá.

Pior do que saber que perdeu alguém, é sentir que perdeu alguém. Porque o saber pode não acontecer, mas o sentir é inevitável.

Viagem de um vencido

Noite. Cruzes na estrada. Aves com frio...
E, enquanto eu tropeçava sobre os paus,
A efígie apocalíptica do Caos
Dançava no meu cérebro sombrio!

O Céu estava horrivelmente preto
E as árvores magríssimas lembravam
Pontos de admiração que se admiravam
De ver passar ali meu esqueleto!

Sozinho, uivando hoffmânnicos dizeres,
Aprazia-me assim, na escuridão,
Mergulhar minha exótica visão
Na intimidade noumenal dos seres.

Eu procurava, com uma vela acesa,
O feto original, de onde decorrem
Todas essas moléculas que morrem
Nas transubstanciações da Natureza.

Mas o que meus sentidos apreendiam
Dentro da treva lúgubre, era só
O ocaso sistemático de pó,
Em que as formas humanas se sumiam!

Reboava, num ruidoso burburinho
Bruto, análogo ao peã de márcios brados,
A rebeldia dos meus pés danados
Nas pedras resignadas do caminho.

Sentia estar pisando com a planta ávida
Um povo de radículas em embriões
Prestes a rebentar, como vulcões,
Do ventre equatorial da terra grávida!

Dentro de mim, como num chão profundo,
Choravam, com soluços quase humanos,
Convulsionando Céus, almas e oceanos
As formas microscópicas do mundo!

Era a larva agarrada a absconsas landes,
Era o abjeto vibrião rudimentar
Na impotência angustiosa de falar,
No desespero de não serem grandes!

Vinha-me à boca, assim, na ânsia dos párias,
Como o protesto de uma raça invicta,
O brado emocionante de vindicta
Das sensibilidades solitárias!

A longanimidade e o vilipêndio,
A abstinência e a luxúria, o bem e o mal
Ardiam no meu Orco cerebral,
Numa crepitação própria de incêndio!

Em contraposição à paz funérea,
Doía profundamente no meu crânio
Esse funcionamento simultâneo
De todos os conflitos da matéria!

Eu, perdido no Cosmos, me tornara
A assembléia belígera malsã,
Onde Ormuzd guerreava com Arimã,
Na discórdia perpétua do sansara!

Já me fazia medo aquela viagem
A carregar pelas ladeiras tétricas,
Na óssea armação das vértebras simétricas
A angústia da biológica engrenagem!

No Céu, de onde se vê o Homem de rastros,
Brilhava, vingadora, a esclarecer
As manchas subjetivas do meu ser
A espionagem fatídica dos astros!

Sentinelas de espíritos e estradas,
Noite alta, com a sidérica lanterna,
Eles entravam todos na caverna
Das consciências humanas mais fechadas!

Ao castigo daquela rutilância,
Maior que o olhar que perseguiu Caim,
Cumpria-se afinal dentro de mim
O próprio sofrimento da Substância!

Como quem traz ao dorso muitas cartas
Eu sofria, ao colher simples gardênia,
A multiplicidade heterogênea
De sensações diversamente amargas.

Mas das árvores, frias como lousas,
Fluía, horrenda e monótona, uma voz
Tão grande, tão profunda, tão feroz
Que parecia vir da alma das cousas:

"Se todos os fenômenos complexos,
Desde a consciência à antítese dos sexos
Vêm de um dínamo fluídico de gás,
Se hoje, obscuro, amanhã píncaros galgas,
A humildade botânica das algas
De que grandeza não será capaz?!

Quem sabe, enquanto Deus, Jeová ou Siva
Oculta à tua força cognitiva
Fenomenalidades que hão de vir,
Se a contração que hoje produz o choro
Não há de ser no século vindouro
Um simples movimento para rir?!

Que espécies outras, do Equador aos pólos,
Na prisão milenária dos subsolos,
Rasgando avidamente o húmus malsão,
Não trabalham, com a febre mais bravia,
Para erguer, na ânsia cósmica, a Energia
À última etapa da objetivação?!

É inútil, pois, que, a espiar enigmas, entres
Na química genésica dos ventres,
Porque em todas as cousas, afinal,
Crânio, ovário, montanha, árvore, iceberg,
Tragicamente, diante do Homem, se ergue
a esfinge do Mistério Universal!

A própria força em que teu Ser se expande,
Para esconder-se nessa esfinge grande,
Deu-te (oh! Mistério que se não traduz!)
Neste astro ruim de tênebras e abrolhos
A efeméride orgânica dos olhos
E o simulacro atordoador da Lua!

Por isto, oh! filho dos terráqueos limos,
Nós, arvoredos desterrados, rimos
Das vãs diatribes com que aturdes o ar...
Rimos, isto é, choramos, porque, em suma,
Rir da desgraça que de ti ressuma
É quase a mesma coisa que chorar!"

Às vibrações daquele horrível carme
Meu dispêndio nervoso era tamanho
Que eu sentia no corpo um vácuo estranho
Como uma boca sôfrega a esvaziar-me!

Na avançada epiléptica dos medos
Cria ouvir, a escalar Céus e apogeus,
A voz cavernosíssima de Deus
Reproduzida pelos arvoredos!

Agora, astro decrépito, em destroços,
Eu, desgraçadamente magro, a erguer-me,
Tinha necessidade de esconder-me
Longe da espécie humana, com os meus ossos!

Restava apenas na minha alma bruta
Onde frutificara outrora o Amor
Uma volicional fome interior
De renúncia budística absoluta!

Porque, naquela noite de ânsia e inferno,
Eu fora, alheio ao mundanário ruído,
A maior expressão do homem vencido
Diante da sombra do Mistério Eterno!

Augusto dos Anjos
ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.