Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Vaivém,
em voz de silêncio,
dou boas-vindas ao amanhecer
entreguei tudo ao tempo,
como convém,
em oferta de gratidão.
"Eu queria, como tu, não saber que
os outros não valem nada
pra os poder admirar como tu!
Eu queria que a vida fosse tão divinal
como tu a supões, como tu a vives!
Eu invejo-te, ó pedaço de cortiça
a boiar a tona d'água, à merce dos ventos,
sem nunca saber que fundo que é o Mar!"
Às vezes me pego pensando em tudo que já passei na vida como a traição, a perseguição, a difamação, o abandono, a ingratidão e outras...
Nada disso mudou meu coração, pois continuo vivendo sem desejar mal a ninguém, nem mesmo àqueles que me fizeram o mal, direta ou indiretamente.
E isso me traz paz.
A vida é como uma jóia delicada. Em contraste com o diamante bruto que resiste a praticamente tudo e mantém sua beleza, ela pode ser bela, mas de uma grande fragilidade. Sabendo refinar essa jóia em seu decorrer, sua existência já valeu à pena.
Mãe, como pôde me amar?
"era um planejamento
ou quem sabe um acaso
um profundo sentimento
ou um fruto de um caso
um sinal apareceu
uma semente se formou
raiz que ali cresceu
uma bolsa que cuidou
dia dia se passou
no silêncio apareceu
semente se plantou
a plantinha floresceu
o anônimo acabou
a notícia se meteu
pois a língua divulgou
e alegria apareceu
um choro aconteceu
quando ele me puxou
mas você não sabia
como eu era ou seria
e eu não compreendia
porque de mim já gostou
só vi que me abraçou
e aquilo esquentou
senti forte calor
pelo olhar que dispensou
mas não me conhecia
como pôde dar amor ?
da sujeira me limpou
e o pranto acabou
feliz se tornou
de filho me chamou
uma lágrima derramou
de mim sempre cuidou
nenhum dia reclamou
e pra sempre me amou
por isso Deus te abençoou
mãe,
com palavras te agradeço
pois presentes não tem preço
mas um beijo eu te dou
em cada canto eu te vejo
cada vez que vou ao espelho
pois sou fruto de seu amor"
Não estou solteira, não estou avulsa, tão pouco sozinha! Estou como devo estar, amando quem eu desejo amar! Se ele me ama tal qual meu amor, isso não me importa, porque o amor quando é amor pode até adormecer, mas o tempo em sua infinitude jamais o fará esquecer. Estando ou não ao lado, o amor é o silêncio, ou o reencontro inesperado, pequenos ou grandes gestos. O que se faz amor é permanecer presente, mesmo na ausência. O prazer de simplesmente pensar no ser amado.
Tratar os outros como você gosta de ser tratado é necessário e evita alguns problemas. Não esperar reciprocidade é maduro e evita muitas decepções.
Deite-se na grama de vez em quando. Brinque com as crianças. Brinque como uma. Não leve a vida tão a sério. Ela já é difícil então facilite. Agradeça mais e você terá sempre mais a agradecer.
Criando um “Mantra de Alinhamento” diário
Um mantra de alinhamento funciona como um ponto de ancoragem sonora que mantém a mente sintonizada na frequência desejada ao longo do dia, reforçando a intenção de manifestar seus desejos com clareza e confiança. Para criar um mantra eficaz, comece por definir, em uma frase curta, o estado vibracional que você deseja cultivar – por exemplo, “Eu sou merecedor de abundância ilimitada” ou “Minha energia flui em perfeita harmonia com o universo”. Essa frase deve ser formulada no tempo presente, utilizando palavras que despertem emoções positivas e que ressoem profundamente com o seu coração. Ao repetir o mantra, faça-o em voz alta ou em silêncio, sincronizando a respiração com cada ciclo de palavras, permitindo que a vibração sonora penetre em cada célula do corpo. A prática diária pode ser inserida nos momentos de transição, como ao despertar, antes de iniciar o trabalho ou ao se preparar para dormir, criando um ritual que sinaliza ao seu campo energético que você está alinhado com sua intenção. Ao longo do tempo, o mantra se torna um gatilho neural que ativa automaticamente a frequência desejada, reduzindo a influência de pensamentos dispersos e emoções negativas. Quando, por exemplo, você se depara com um imprevisto no trânsito, a simples lembrança do mantra pode trazer rapidamente a sensação de calma e foco, permitindo que a energia flua sem interrupções. Assim, o mantra de alinhamento diário se transforma em um companheiro constante, guiando sua vibração para o nível necessário à manifestação dos seus desejos.
Adoro a forma como a Natureza acaricia os meus sentidos. Atinge-se um elevado estado de paz: a Vida e os lugares reencarnam em mim.
É no confronto com a dificuldade que sou convocado à serenidade e o estoicismo se revela como prática.
Acolha cada momento como uma oportunidade de aprendizado, viva com gratidão e deixe a vida ser mais leve. Assim, as bênçãos chegarão e você desfrutará de uma existência plena e significativa.
- Edna de Andrade
Culturas de empresa são como culturas de nações. Tentar mudar é inútil. Tenta, em vez disso, trabalhar com aquilo que você tem neste momento.
O Silêncio como Morada do Ser
Oh, o silêncio…
Não apenas a ausência de sons,
mas a presença plena do que é essencial.
Quando tudo ao redor se cala,
o ser humano reencontra a si mesmo —
e compreende que a quietude
não é um vazio, mas uma forma mais alta de existência.
No silêncio, a consciência se expande.
Ali descobrimos que a paz não é algo a ser alcançado,
mas algo que sempre esteve disponível,
embora oculto sob o peso do barulho e da pressa.
O silêncio nos devolve o centro,
recoloca cada pensamento em seu devido lugar
e revela a profundidade que o cotidiano tenta encobrir.
O tempo, nesse espaço silencioso,
mostra-se não como inimigo,
mas como mestre da revelação.
Ele nos ensina que só existe um instante real: o agora.
E é somente nele que podemos agir, compreender e transformar.
É por meio do tempo
que a sabedoria se desdobra lentamente,
quase imperceptível,
como uma chama que cresce sem alarde.
Essa sabedoria — a mais elevada das virtudes humanas —
não se adquire por excesso de palavras,
mas pela escuta atenta do próprio ser.
E, quando finalmente silenciamos,
percebemos que há em nós
algo que não é afetado pelo tumulto do mundo:
uma centelha do divino,
uma presença íntima e eterna
que só se revela a quem tem coragem de ouvir o próprio silêncio.
