Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Mais que um fardo, completamente defeituoso, querer ser como sou, ou ser aceito por todos, querer quebrar estigmas que tem sido tão assombrosos, não querer mudar, e ser aceito por todos. Sou um fardo, coberto de olhares julgosos, observando as estrelas, querendo ir-de a seu encontro, esquecendo o passado, querendo viver um futuro na qual não estarei em meio a escombros, deixar de existir na terra, e virar poeira no cosmos, tem dias que me sinto bem, e dias que sinto ódio. Ódio, tristeza, desânimo e muita angustia, faz tempo que não vivo, tempos que não encontro uma luz. Tudo poderia ser diferente, com poucas palavras que tranco a mil chaves em minha mente, atos simples que me deixariam menos contentes, apenas para ver a felicidade dos meus entes, entes quase queridos, quem sabe se fossem mais, se meu futuro eu quem tivesse escolhido, ou talvez tomado minhas próprias decisões, seres de mente fechada, querendo decidir por mim, sinto minha mente sendo arrombada.
e onde estão minhas escolhas?
com argumentos não plausiveis, fazem me tomar decisões a força, sem pensar nas consequências, por causa de uma simples dependências, por deles é que eu dependo, mas mal sabem eles que por fora eu estou vivo e vivendo, mas por dentro estou morto e cada vez mais, morrendo.
Quem sou eu?
Eu sou muitas vezes conhecido como o louco destemido, um jovem poeta lunatico, romântico apaixonado por alguém que carrega seu coração, alguém culto que deseja atenção e ao mesmo tempo ama a solidão, alguém que não domina e não aceita ser dominado, que atreve até o mais atrevido, alguém que declara que ama quando ama. Eu sou tudo isso e muito mais que aquilo, tenho foco tenho garra, luto com personalidade. Não abaixo com qualquer barra, às vezes falo na lata na cara sem medo de algum tipo de derrocada, as vezes escuto ouço e em silêncio me mantenho. Sou alguém com coração puro e de boas intenções, eu sou mais você, pois considero todos melhores que eu. Sou alguém comum que vive entre vocês, alguém que ver e é visto, alguém que ensina as coisas que salva vidas, mas não sou um herói, nem se quer um vilão, sou mais um alguém que na verdade não é ninguém.
Alguém que já caiu e levantou, que manteve a guarda após a lição.
Alguém que sonha alto e que mantém o voo lá encima.
Sou aquele que não parou de querer quando o sinal vermelho apontou, sou mais um bravo guerreiro nesse mundo louco que tenta ofuscar o melhor de nós, eu sou apenas um "você" para todos vocês.
Saudades do amanhã...
...ela me faz ter saudade do que ainda não vivi ao lado dela.
É como se as folhas que irão cair já tivessem caído, é como se o vento que irá soprá-las já tivesse vindo, é como se tudo já estivesse em mim sem se quer ter estado lá fora.
Afague assim meus cabelos, enquanto me faz fechar os olhos e suspirar, mexa assim neles, enquanto sorrio um sorriso agradecido de ter você. Nada além de nós e o som da nossa música, nada além do que temos e o que planejamos.
Tudo isso tem cheiro de jasmim, tudo isso tem clima de primavera, tudo isso tem gosto de um belo Déjà vu.
Em poucos segundos esses muitos kilometros se tornam apenas algozes do que mais quero. Me perco na estranheza do existe entre nós, me acho na certeza do que quero viver, talvez, porque ela me faz sentir tanta saudade do que ainda nem vivi com ela...
❝Ao menos uma vez a cada trimestre chore, muito. Uma vez por mês dance, sozinho, como se o mundo fosse acabar! Todos os dias sorria, agradeça e nunca te esqueças que os Mestres, tal qual os Super-heróis, são pessoas comuns; porque de perto, bem de perto, todo mundo é normal.❞
Caciano Camilo Compostela, Monge Rosacruz. ©
Ser sentimental é uma lástima. Gostaria muito de ser como um Iceberg imponente e frio, mas chego a conclusão que até mesmo esses gigantes de gelo, derretem.
"Reencontros são como o destino inevitável, impossível de ser impedido, se esperamos reencontrar alguém um dia cedo ou tarde vai acontecer independente da situação"
Quem ensina se torna o espelho daquele que aprende. Para saber como você ensina preste atenção naquele que você mesmo ensinou.
Todos os pais estragam seus filhos. Isso não pode ser evitado. A juventude, como um vidro intocado, absorve as impressões de quem toca nela. Alguns pais sujam, outros racham, alguns estilhaçam infâncias em pequenos pedaços irregulares, impossíveis de reparar.
Desprenda-se dos vazios que absorvem como um parasita a energia vital do seu corpo e desprenda-se dos excessos que prendem com nó cego as escolhas livres da alma. Solte-se, libere-se, viva como um pássaro plainando de asas abertas sobre o mar.
As vezes eu penso como pode ser dificil você me dar uma chance, porém tem algo aqui dentro que não me deixa desistir.
Não importa o que um homem sofra, mas como ele se comporta no sofrimento. Ó homem, não está em tua mão sofrer ou não sofrer, mas se no sofrimento tua vontade se degrada ou se dignifica.
Os Nossos Eus
Esses eus de que somos feitos, sobrepostos como pratos empilhados nas mãos de um empregado de mesa, têm outros vínculos, outras simpatias, pequenas constituições e direitos próprios - chamem-lhes o que quiserem (e muitas destas coisas nem sequer têm nome) - de modo que um deles só comparece se chover, outro só numa sala de cortinados verdes, outro se Mrs. Jones não estiver presente, outro ainda se se lhe prometer um copo de vinho - e assim por diante; pois cada indivíduo poderá multiplicar, a partir da sua experiência pessoal, os diversos compromissos que os seus diversos eus estabelecerem consigo - e alguns são demasiado absurdos e ridículos para figurarem numa obra impressa.
Diz o meu nome
pronuncia-o
como se as sílabas te queimassem os lábios
sopra-o com a suavidade
de uma confidência
para que o escuro apeteça
para que se desatem os teus cabelos
para que aconteça
Porque eu cresço para ti
sou eu dentro de ti
que bebe a última gota
e te conduzo a um lugar
sem tempo nem contorno
Porque apenas para os teus olhos
sou gesto e cor
e dentro de ti
me recolho ferido
exausto dos combates
em que a mim próprio me venci
Porque a minha mão infatigável
procura o interior e o avesso
da aparência
porque o tempo em que vivo
morre de ser ontem
e é urgente inventar
outra maneira de navegar
outro rumo outro pulsar
para dar esperança aos portos
que aguardam pensativos
No húmido centro da noite
diz o meu nome
como se eu te fosse estranho
como se fosse intruso
para que eu mesmo me desconheça
e me sobressalte
quando suavemente
pronunciares o meu nome
Mia Couto, in 'Raiz de Orvalho'
