Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Tragam ela de volta.
Hoje ela amanheceu assim, com um vazio enorme, aquele vazio como se estivesse flutuando, apenas vagando por Ai, como se não estivesse nela mesma.
Sei que é estranho isso, mas é exatamente assim que ela se sente.
Até seu coração parece bater lento, como ela queria sentir-Se cheia, transbordante como sempre foi. Esse vazio parece aumentar a cada hora, a cada dia, a cada instante. A tristeza vai invadindo tanto seu coração que até seus olhos deixaram de brilhar, seu sorriso faz tempo que se perdeu.
Onde está aquela alegria de viver e o amor que estava presente em cada detalhe ? Tragam de volta por favor, tragam a vontade de viver que ela perde a cada dia, tragam ela de volta antes que ela esqueça quem ela era antes de você.
Dois corações e a máquina do tempo
Caminhava no final da tarde como de costume quando avistei um casal de velhinhos, eles varriam juntos a calçada que estava tomada por grama recém cortada. Cena maravilhosa, o sol, o céu e aquele casal - que deve estar junto a um tempão - varrendo a grama, fazendo um mesmo montinho.
Lembrei dos meus avós que estão completando cinquenta anos de casados. Pensei em como os relacionamentos tem mudado, sobre a independência das mulheres e as consequências que mergulham nós, homens, ainda mais na “síndrome de Peter Pan”.
Quando afinal definiram-se os prazos de validade? Porque ficou tão difícil o “felizes para sempre”? Teria a evolução não acompanhado os corações? Bem, poderíamos argumentar centenas de motivos, partir de vários pontos de saída, para ao final, cruzar a mesma chegada: o ser humano segue intolerante.
Sabem o mais interessante na história do casal que varria a calçada? Quando me aproximei deles ouvi o velinho disparar a seguinte frase: "mah dio cristo cabeçuda non me vare o meu que o vento leva."
Para se compor a essência da união é necessária a aceitação, mais do que a de outro, a própria. Quando nos vemos seres falíveis, compartilhamos os medos e aceitamos que a perfeição de uma relação está justamente na imperfeição humana, é quando descobrimos o milagre que fez de nós, seres tão egoístas, capazes de amar.
A busca pela satisfação por vezes traz a solidão. A ânsia de encontrar-se alguém acaba por ser o prelúdio do fim. No oceano das possibilidades, das tecnologias que tornam o de ontem velho demais para o hoje, nascem as novas gerações, cada vez mais consumistas até mesmo em quanto as relações.
Caminhava eu num final de tarde quando avistei dois velinhos que juntos varriam a calçada: seria isso o amor? Um montinho de grama feito por duas pessoas? Não; acredito que o amor daqueles dois estava justamente no xingamento que sucedeu a cena, estava na certeza de que mesmo se os ventos não fossem favoráveis e desfizessem aquele montinho, ainda assim eles poderiam refazê-lo.
A paixão é o que você somente admira, já o amor, é o tanto que você aprende a reconsiderar.
Bart vou lhe contar como são as mulheres… as mulheres são como uma geladeira, elas tem 2metros de altura e fazem gelo
Mas não sou dona da verdade absoluta, posso e devo estar errada. Só queria que você olhasse como eu vejo as coisas, não que você tenha que concordar comigo.
Quanto a ti, já reparastes como o mundo parece feito de pontas e arestas? Já chamei tua atenção para a escassez de contornos mansos nas coisas? Tudo é duro e fere. Observo, observas como ele se move sem choques por entre os gumes. Te parece dócil, assim sinuoso, evitando toques que possam machucá-lo? Pois a mim parece falso, conheço bem suas tramas e sei de todas as vezes que concedeu para que o de fora não o ferisse. Olha, ouve, repara: essas sinuosidades são de cobra, não de ave.
Certas palavras soam como facas afiadas sendo cravadas na alma, cabe a você transformar uma tentativa de homicídio em um suicídio, ou não.
Sabemos que necessitamos da experiência dos idosos, mas esperamos que ela venha como nós gostaríamos. Na verdade, ela vem como precisamos... o importante é ter sensibilidade para perceber.
Banho de água gelada.
Abrir os olhos e ver que o sol já não ilumina a janela como outra vez, que as rosas não são mais tão galantes, que os tornozelos já não me amparam mais. Ver que as pimentas já não são mais tão picantes, nem mais tão vermelhas, que aquilo que fazia diferença parece estar me deixando para trás. Perceber que o ciúme é o inimigo dos mortais e que não vale à pena doar-se tanto por quaisquer amores.
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade
Nota: Trecho da poesia "Soneto do Amor Total", de Vinicius de Moraes.
"Quando penso em ficar triste eu me lembro como sou afortunada. Então entendo que ser infeliz me faria ingrata. São tantas bênçãos que chegam diariamente à minha vida que não me permito afastar a felicidade de mim. A verdade é que não tenho nem como agradecer tudo o que já recebi de bom, que reclamar chega a ser um desaforo. Dos grandes!"
Eu vou seguir...
Vou como o rio, que não para por um obstáculo qualquer...
Vou como o dia, que, mesmo com sol ou chuva, transcorre em seu tempo...
Vou como a flecha, que, após ser lançada, não retorna para o ponto de partida...
Vou como uma estrela cadente, que, ao se desprender no espaço, segue sua rota sem que nada interrompa sua jornada...
Vou como alguém que não tem tempo a perder, pois a vida nos reserva muitas surpresas, e compreendendo o que nos entristece, abrimos espaço para viver o que pode nos alegrar!
Vou dessa forma! Constante! Confiante!
Acreditando sempre que no final de alguma coisa, sempre marca o início de outra!
E assim eu vou! Certo de que amanhã tudo pode mudar, ou não!
Mas seja qual for a direção a seguir, seguirei!
Pois parado não vou ficar! E eu posso fazer acontecer!
Pois tenho todas as ferramentas necessárias e sei como usá-las.
Ninguém é de ninguém! Essa história de achar que o outro te pertence como uma propriedade ou algo que você compra em uma vitrine é a maior burrice que pode existir. Não se constrói um relacionamento saudável dessa maneira... Viver essa mentira só vai te fazer sofrer e perder um precioso tempo, que por experiência própria te fará muita falta depois. Fora a mágoa, o ressentimento e o ranço que podem ficar como consequências. O amor jamais será amor se cultivado dentro de uma jaula . Ele não cabe em uma bolsa, frasco ou pote de margarina: o que ele precisa é respirar liberdade. "Coração aprisionado não canta, não canta amor!"
Voltar atrás não é feio nem humilhante, mas sim um ato grandioso, como cantou Raul Seixas: "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo."
Assim como casas são feitas de pedras, a ciência é feita de fatos. Mas uma pilha de pedras não é uma casa e uma coleção de fatos não é, necessariamente, ciência
