Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Às vezes erramos.
Às vezes erramos, e como somos covardes; e não queremos assumir o nosso erro. Quando somos punidos, então procuramos colocar sobre alguém a culpa da nossa sentença.
Isso me faz ver o quanto somos covardes a ponto de não ser capaz de assumir que erramos e o nosso erro nos puniu. Aí, em vez disso, nos fechamos dentro de nós e botamos a culpa do nosso erro em alguém que apenas fez justiça, nos fazendo pagar pelo crime que cometemos contra alguém.
Os humanos em relação ao nosso planeta comportam-se como aliens: agem como se não fizessem parte do mesmo e pertencessem a outro planeta.
Quando o nosso coração encontra a verdadeira Paz, nossos olhos vêem os desafios como oportunidade para trabalhar nossa fé.
Da forma como precisamos apara a grama de nosso quintal, também é uma necessidade estarmos com o nosso jardim interior aparado
Somos como um pássaro engaiolado em nosso próprio corpo, onde cantamos pela liberdade de nosso espírito e quando isso acontecer, estaremos emitindo cânticos de louvor a Deus por mais uma jornada cumprida
Tem um tipo de silêncio que abraça. Ele chega devagar, como quem senta ao nosso lado sem pedir licença, mas também sem invadir. É aquele silêncio confortável, de quem não precisa preencher tudo com palavras porque a presença já basta. Esse silêncio é casa. É descanso. É paz.
Mas existe um outro. E esse… esse não avisa quando muda de forma.
De repente, o que antes era aconchego vira ausência. O que era pausa vira distância. E a gente começa a perceber que o silêncio já não acolhe, ele pesa. Ele cria um espaço estranho entre duas pessoas que antes se encontravam até no olhar. Agora não. Agora o olhar passa, escorrega, evita. E ninguém fala nada. E esse nada vai crescendo, como mato em terreno abandonado.
A verdade, meio dura, meio inevitável, é que o amor não respira bem dentro desse silêncio constante. Amor precisa de ar. E o ar dele é a conversa, mesmo quando ela é imperfeita, atravessada, meio sem jeito. Porque falar é se mostrar. E se mostrar é manter a ponte de pé.
Quando o silêncio vira regra, a gente começa a imaginar coisas. A mente, que já não é muito confiável, vira roteirista de tragédia. Um atraso vira desinteresse. Um cansaço vira frieza. Um dia ruim vira falta de amor. E ninguém confirma nada, porque ninguém fala nada. E assim, o que poderia ser resolvido com uma frase simples, vira um abismo inteiro.
Eu penso que amar também é ter coragem de quebrar o silêncio. Mesmo com a voz trêmula. Mesmo sem saber exatamente quais palavras usar. Porque o risco de falar errado ainda é menor do que o risco de não falar nada.
O silêncio, quando prolongado, não protege o amor. Ele desgasta. Ele cria versões diferentes da mesma história dentro de cada cabeça. E quando a gente vê, já não está brigando com a pessoa, está brigando com a ideia que criou dela.
E talvez o amor não acabe de uma vez. Ele vai ficando baixo, como uma música esquecida tocando no fundo, até que ninguém mais escuta.
No fim, não é sobre nunca ficar em silêncio. É sobre não morar nele.
Porque amor que é vivo mesmo… faz barulho. Nem que seja um sussurro dizendo “ei, eu ainda tô aqui”.
Agora me conta, você também já sentiu esse tipo de silêncio que afasta aos poucos? E se quiser mergulhar em mais reflexões assim, passa no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. Eu te espero lá.
O sono é apenas a morte sendo tímida e, ao dormirmos, nosso inconsciente está desprevenido. Como é bela a decepção que nos liberta dos apegos.
É como se fosse um escombro sobre meus ombros sinto pesado, porque as ruínas do nosso passado nos pesam mais que o presente.
A adoração é, em essência, o nosso mais profundo ato de resistência, funcionando como um antídoto eficaz contra a paralisia do desespero e o segredo que nos permite enxergar a glória inconfundível de Deus mesmo quando estamos em meio ao deserto mais árido da alma. Minha identidade não é definida pelo que os meus olhos veem, as circunstâncias limitantes, nem pelo que o meu coração sente na dor, mas sim pela convicção de ser um adorador formado e moldado por Deus. Quem ousará, então, calar a voz de um coração que se rende e encontra a alegria inabalável no Senhor, independentemente das circunstâncias que o cercam? Eu escolho, por um ato de fé e vontade, transformar a minha dor em louvor e o meu lamento em gratidão, pois compreendo que este é o caminho mais curto e poderoso para mover as mãos de Deus em meu favor e para testemunhar o impossível se tornar real em minha vida.
A oração não deveria ser nosso plano de emergência desesperado, mas a maneira como vivemos no mundo. É o ato de respirar com um propósito que nos conecta ao ritmo de Deus, desfazendo a ilusão de que controlamos a vida. Ao nos ajoelharmos, não pedimos que Deus se curve, mas permitimos que nós, enfim, cheguemos perto Dele.
Engraçado como nosso maior medo se realiza.
Mesmo estando consciente de que esse seria o fim.
Sabendo que era o melhor.
Como a razão diferente da emoção.
Porque, tudo que eu sinto é saudades de ti.
Quando aprendemos como Jesus nos ama, deixamos de aceitar migalhas e passamos a reconhecer o nosso valor.
"Enquanto o mundo luta por trilhões de dólares, a Cidade Santa usa o nosso maior tesouro como pavimento: lá, o ouro é apenas o asfalto que conduz ao Rei."
"O que depende inteiramente de nós são nossos valores, nosso esforço e a maneira como reagimos aos acontecimentos — inclusive aos nossos próprios sentimentos. Por outro lado, não temos controle sobre as atitudes alheias, o acaso, a sorte ou as crises econômicas e leis naturais. Naquilo que o nosso controle é parcial — seja ele alto, médio ou pequeno — cabe a nós dar o melhor de si. Onde nos cabe agir, devemos fazer a nossa parte com excelência; é essa dedicação que nos permite manter a consciência tranquila e o espírito em paz."
O Nosso Verão
O sol caía como ouro derretido sobre nossas peles,
E a brisa trazia cheiro de mar e de mangueira,
Risos escorriam pelos becos da cidade antiga,
Enquanto a música do verão tocava em cada esquina.
O vento embalava histórias que ninguém contava,
Veleiros de papel flutuavam nos rios da lembrança,
E nossas mãos, cúmplices, desenhavam no ar
Mapas secretos de cidades, de amores, de esperanças.
As cores do entardecer tingiam nossas sombras,
Laranjas, violetas e vermelhos de promessa,
Enquanto o cheiro de café e pão quente da rua
Misturava-se ao perfume dos nossos sonhos.
Mesmo quando o inverno tentou apagar a memória,
O calor voltou em lembranças de ruas e risos,
Guardando o nosso verão em versos e saudade,
Como quem transforma o tempo em poesia viva.
Os óleos das plantas misturam-se ao nosso querer,
Como se o mundo conspirasse só pra nos ver.
Meu coração pulsa no ritmo da chuva e do teu perfume,
E tudo se transforma em paixão que consome
Necessitamos tanto da meditação como necessitamos da nossa própria respiração. É como se, ao nosso lado, uma cortina separasse os pontos negativos dos positivos e, nessa hora, nada mais existisse.
