Nosso Amor como o Canto dos Passaros
O amor não pode esfalfar.
Ele tem que ser estimulante,
gratificante e duradouro.
Amor que cansa, pesa e esgota,
não é amor, é fardo.
Amor de verdade é descanso,
é fôlego,
é vontade de ficar.
*- Saul Beleza*
Não tenho um amor,
eu tenho uma companhia.
Talvez se fosse amor,
não seria assim.
Estou amando a tua companhia,
e o amor?
Ah, o amor me acompanha
ao teu lado.
(Saul Beleza)
Eu tenho amor,
tenho carinho,
tenho ternura,
tenho romantismo e paixão.
Tenho tudo isso guardado,
sobrando no peito,
transbordando nas mãos.
Só não tenho
pra quem doar.
Saul Beleza
Que sejamos maiores, melhores e sempre dispostos a recomeçar. Maiores na fé, melhores no amor e sempre com o coração aberto para fazer o bem. Porque crescer de verdade é se aproximar cada vez mais de Deus.
Me poupe um pouco de amor, Fidelis—
O jeito que um mendigo poupa uma moeda
da mão de um santo,
ou a chuva poupa um telhado
enquanto afogava a vila.
Me dê o que ainda tem
Depois de alimentar os lobos,
depois que seu coração pagou seus impostos
para todo estranho
que chamava aquilo de lar.
Eu não peço a lua.
Isso já me decepcionou o suficiente—
sempre pendurado acima das ruínas
como uma testemunha bonita demais
para testemunhar.
Me dê um copo do seu silêncio.
Aprendi a beber de coisas vazias.
Beijei a beira da ausência
até meus lábios esquecerem
o que calor deveria significar.
Me poupe um pouco de amor, Fidelis—
Nem tudo.
Só o que resta
Quando a casa está silenciosa,
e a última porta se fecha.
Quando a paixão silencia, o amor se recolhe, a saudade dói e a esperança parece distante, resta a resiliência: essa teimosia do coração em continuar acreditando que o amor ainda pode renascer.
O amor pelos filhos nasce antes mesmo de compreendermos sua dimensão e cresce a cada sorriso, cada abraço, cada conquista e até mesmo diante de cada preocupação.
Amar é respeitar a vontade do outro! Se ele quer estar com outra pessoa que assim seja e siga, amor é ver e querer que o outro esteja e siga feliz, simples assim. Amor é liberdade sem falsidade e mentiras.
Triunfo é a junção da coragem e da ação imbuída de vontade e amor desde a execução até sua concretização.
A grandeza de um homem não está e nunca estará na dureza do seu coração. O amor que não entrega é porque falta é este nunca existirá.
Não existe outro caminho... ou você anda com amor e pelo amor ou na rigidez na insensatez do coração.
Há um amor
Há um amor dentro de mim
Dentro de mim há um amor
Ele grita querendo sair
Eu o alimento para não morrer
As cortinas do tempo abriram-se
E o palco da vida se iluminou
Transformando o espaço
Em um grande cenário mágico.
Fechei os olhos para te imaginar
E trazer-te para junto de mim;
Vieste, trouxeste teu sorriso maroto.
Meu coração dedicou-te todo meu sentimento.
A bruma da manhã divide seu aroma,
A cortina se fecha guarnecendo a cena
Deste amor que guardei
Esperando-te chegar.
Proporcionei conforto, dei meu colo, carinho, amor. Dei um lar para as horas vagas. Desliguei-me do mundo. Construí castelos de areia para agradar. Meus anos foram materializados para doação. Deixei meu mundo e vivi o mundo da matéria. Hoje, procuro resgatar o imaterial.
Que a nossa semana seja inteira. Inteira de amor, de dedicação, de respeito ao próximo, de energias positivas, de sonhos e de tantas outras virtudes. Que o inteiro nos preencha intensamente.
Perdidos estão o vento, o tempo e a vida. Perdidos de amor, de cor, de intensidade. Segure nas asas do tempo, pegue uma carona com a vida e corra na direção do vento para alcançar os sonhos idealizados.
Se preciso de amor? Lógico! O amor está enraizado em mim. Ele vive em aqui dentro e eu sobrevivo dele.
Carta sem endereço
Escrevi em linhas abertas o meu sentimento. Mostrei em palavras o amor que sinto. Escolhi um papel delicado, adornado com borboletas – símbolo de despertar, de alma e de espírito. Minhas mãos tremiam enquanto eu derramava sobre a folha todo meu afeto, meu carinho, minhas intenções.
A carta ficou pronta.
O problema é o endereço.
Não sei onde ele mora.
Talvez more nas lacunas escondidas do tempo, em algum canto perdido entre o momento e espera. Talvez viva dentro do meu peito, oculto nas entrelinhas do que ainda não foi dito.
Dobrei o papel com cuidado, coloquei-o em um envelope e guardei. Quem sabe, um dia, ele entre em contato – e eu possa entregar pessoalmente. Cartas assim, sem data, podem esperar em uma gaveta. E, se não chegar ao destinatário, ao menos aliviam o peso da alma que ama silenciosamente.
Rita Padoin
Escritora
