Nosso Amor como o Canto dos Passaros
A dor alheia não pede vencedores, pede consciência. Quem usa o sofrimento como escada esqueceu que a empatia não eleva o ego, mas o espírito.
Se deuses um dia existiram, com o passar do tempo foram sendo esquecidos, dissipando-se como poeira ao vento. Cada pessoa que nasce carrega traços dessas antigas ciências: ora o deus da guerra, associado àqueles que buscam o conflito; ora o deus Apolo, inspiração para quem se dedica à medicina; ou ainda a influência de bruxarias nas pseudociências. Mas há também a deusa Afrodite, cuja essência de amor e beleza parece ter envolvido você por completo.
No mundo contemporâneo, é intrigante observar como discutimos incessantemente sobre diversidade, inclusão e justiça social. Essas temáticas têm sido constantemente debatidas em todas as esferas da sociedade, desde os meios acadêmicos até os espaços de convívio cotidiano. No entanto, é preocupante constatar que mesmo dentro dessa pauta da inclusão, há uma exclusão flagrante de certos grupos, como se a discussão seletiva fosse a regra.
Um exemplo gritante dessa omissão reside no tema do envelhecimento. Enquanto a sociedade moderna se desdobra em esforços para garantir a igualdade de oportunidades a todos os indivíduos, independente de raça, gênero ou orientação sexual, pouco se fala sobre as dificuldades enfrentadas pelos idosos. Parece que, à medida que envelhecemos, nos tornamos invisíveis, relegados a segundo plano, como se não fossemos mais parte integrante da sociedade. O processo natural do envelhecimento é um fenômeno temido e ignorado, quando deveria ser abraçado e compreendido em toda a sua complexidade.
Além disso, a questão dos deficientes é outra área negligenciada na busca pela inclusão. Embora a sociedade se orgulhe de sua evolução em relação à aceitação de pessoas com deficiência, é inegável que ainda existem enormes obstáculos a serem superados. O acesso físico a espaços públicos e privados, a inclusão educacional e a oportunidade de emprego ainda são desafios que muitos deficientes enfrentam diariamente. É preocupante como a sociedade muitas vezes os esquece, relegando-os a uma condição de invisibilidade social.
Essas exclusões dentro da pauta da inclusão nos levam a questionar a sinceridade das discussões em torno desses temas. Será que estamos genuinamente comprometidos com a construção de uma sociedade justa e inclusiva? Ou será que estamos apenas buscando respostas fáceis e soluções convenientes, negligenciando aqueles cujas vozes são abafadas?
Talvez seja hora de refletirmos sobre o verdadeiro significado da inclusão e da diversidade. Precisamos ampliar nossos horizontes e abordar todas as formas de exclusão, independentemente de idade, capacidade ou qualquer outra característica. Somente assim poderemos criar uma sociedade verdadeiramente inclusiva, onde todos os indivíduos sejam valorizados e respeitados.
É necessário quebrar os paradigmas e superar as limitações que nos impedem de enxergar a realidade de forma ampla. Devemos nos esforçar para incluir todas as vozes marginalizadas, independentemente de sua situação particular. Somente quando olharmos para além das aparências e das conveniências é que poderemos avançar em direção a uma sociedade que genuinamente abraça a diversidade e promove a justiça social.
Portanto, é chegada a hora de reconhecermos essas exclusões dentro da pauta da inclusão e trabalhar incansavelmente para corrigi-las. Somente quando todos os grupos marginalizados forem verdadeiramente considerados, teremos a chance de construir um futuro mais justo e igual
"Nesta era de vitimização, o orgulho masculino é carregar a inércia como troféu e se afogar em autocomiseração."
No silêncio das ruas, passos ecoam,
olhares que atravessam, como facas,
cada gesto, uma história não contada,
mas o rótulo pesa, sem compaixão.
Mentes tecem tramas de suposições,
corações se fecham em prisões de medo,
o que parece é um espelho quebrado,
refletindo sombras de quem não somos.
Palavras se tornam pedras, lançadas ao vento,
enquanto a alma anseia por compreensão,
não há um único caminho para a verdade,
cada vida é um labirinto, um mistério profundo.
Escute o que não se diz, sinta a essência,
abra os olhos para além do visível,
pois cada ser carrega um universo,
e a beleza mora na aceitação do diferente.
meus sonhos.
Soneto.
Nos sonhos que teço com fios de luz,
Caminhos se abrem, vastos como o céu,
Onde a esperança, qual estrela que seduz,
Brilha intensa, desenhando um véu.
Os anseios dançam, no vento a fluir,
Como folhas que abraçam o calor do sol,
E em cada suspiro, um mundo a existir,
Transcendendo as sombras, rompendo o farol.
Ah, mas não são só ecos do que virá,
São promessas tecidas em cada olhar,
Os passos firmes que o destino traz.
Na sinfonia suave da vida a soar,
Saber que, por fim, o coração se faz
Realidade, um sonho que nunca se apaz.
Deves ser belo como a brisa das manhãs de outono,
um sussurro suave que acaricia as folhas,
pintando o ar com a paleta dourada do fim,
mas sob essa doçura, esconde-se o veneno.
Como a cobra Naja, elegante em seu deslizar,
ou o Viúvo negro, com seu manto de sombras,
a beleza que seduz, um abismo a despertar,
onde o toque é um convite e o aviso, um silêncio.
Teus olhos me fascinam, como estrelas perdidas,
brilham em noites silenciosas,
cada olhar, um universo que se revela,
um mar profundo onde me perco e me encontro.
São janelas abertas para a alma,
onde dançam sombras de sonhos,
um convite sutil para adentrar,
na beleza crua que só o amor conhece.
Gratidão pelos corações 💗
Não sei quem tu és, mistério doce,
Teu carinho desliza como a brisa,
Em cada gesto, uma luz que me abraça,
Fico feliz, agradeço, a alma se enriquece.
Teus beijos são sussurros de amor,
Respeito entrelaçado em cada toque,
E nesse encanto, descubro o que importa,
Um laço invisível que o coração acolhe.
Na roda da vida, danço com a alma,
meus pés emaranhados, como um soldado em combate,
cada movimento, um eco de memórias,
capoeira, meu escudo, meu abrigo.
A ginga que embala o coração,
a capoeira me ensinou a lutar e a amar,
como se o tempo parasse, em cada golpe,
encontro a força que brota da terra.
No som do berimbau, a história ressoa,
cantos de resistência, de dor e alegria,
sangue e suor se misturam na areia,
com irmãos e irmãs, na eterna dança.
Entre os desafios, a beleza se revela,
o corpo fala a língua da liberdade,
amo a capoeira, que me ajudou como militar,
nela, aprendi a arte de viver e sonhar.
Viver — ah, viver! — é morrer em prestações diárias,
como um empréstimo mal feito ao universo.
Não há justiça no tempo.
Não há lógica nas intenções.
É uma punhalada embebida em perfume barato.
A inveja, a rejeição, e essa miríade de pequenas mortes sociais,
são os pregos do caixão onde nos deitamos acordados, sorrindo,
porque aprenderam-nos a chamar isso de vida.
É essa dor que não nos mata porque nos quer eternos.
Ah, se ao menos a consciência fosse um pouco mais burra,
ou o coração menos estúpido,
talvez o simples ato de respirar não doesse tanto.
Hoje pensei em você. E sorri.
(O sorriso veio antes que eu soubesse o que ele queria. Como um reflexo do joelho, mas do espírito).
A boca obedeceu antes de a alma pedir permissão.
O sorriso veio de um lugar anterior à boca:
nasceu nas costas, subiu pelos ombros,
como uma criança que sobe em árvore, roubando fruta verde.
E então, já sem jeito, se derramou nos lábios.
Um pássaro que caiu do ninho,
antes de aprender a voar.
(E agora o sorriso ficou preso nos dentes —
um resto de você que mastigo sem querer.)
Amo você como um espirro —
involuntário,
irreprimível,
rasgo brusco no tecido do dia,
me atravessa sem pedir,
me expulsa de mim.
Amo como o bocejo —
contagioso,
inevitável,
boca aberta pro mistério
que escapa das palavras.
Amo você assim:
sem querer, querendo,
sem saber, sabendo,
como se ama o ar —
que entra e sai
sem pedir licença,
e nem percebemos
até faltar.
Na vida, tudo depende da perspectiva. Você pode ver o dia como 24 horas limitadas ou como 86.400 segundos repletos de oportunidades. Cada instante, por menor que seja, é uma chance de evoluir. Pequenas conquistas se acumulam para formar grandes resultados, assim como cada segundo compõe um dia inteiro. O tempo é igual para todos, mas a forma como o encaramos pode transformar tudo. Não desperdice momentos com o que não o impulsiona—cada segundo bem aproveitado o aproxima da vida que você almeja.
Muitos de nós não nos preocupamos mais com essas perguntas, entretanto, questões como 'de onde viemos?' ou 'para onde vamos', que eram tradicionalmente questões filosóficas, hoje são recorrentes exclusivamente para a ciência. Os filósofos atuais não têm estudado de acordo com as descobertas mais recentes da física, e por isso, a filosofia está morta hoje.
O que te torna inesquecível
não é sua aparência,
mas a maneira como
sua presença toca
o coração dos outros.
