Nossa Amizade Nao Acabou
Que o Espírito Natalino que hoje nos une, permaneça em nós, em todos os outros dias da nossa Vida, para podermos e sabermos celebrá-la, sempre Espalhando Amor e Semeando Esperança.
Como são chatos os que confundem nossa solitude com solidão, e a interrompem sem a menor intenção de nos dar Inteira Companhia.
Sempre que as certezas se atreverem a flertar com a nossa Liberdade de Pensar, que a dúvida nos abrace! Amém!
Porque é no abraço da dúvida que o pensamento, livre, leve e solto, respira — livre do jugo das respostas prontas, longe do conforto das verdades fabricadas.
A dúvida não é inimiga da fé nem do saber; é o ventilador da consciência, o sopro que impede que o pensamento apodreça no mofo das convicções.
As certezas constroem muros, a dúvida, pontes.
A certeza se alimenta da repetição, a dúvida, da curiosidade.
A convicção grita, a dúvida escuta.
E se o mundo parece girar ao som das certezas, é apenas porque poucos ainda têm coragem de dançar ao ritmo incerto da dúvida.
Que nós nunca nos acostumemos com o conforto das respostas — e que a nossa liberdade de pensar por conta própria seja sempre maior do que a vontade de estar certo!
Amém — mas com o coração movimentado e aquecido pela dúvida.
Se até o Barulho das nossas Lágrimas chega aos Céus, imagina o Barulho da nossa Oração!
Façamos Barulho!?!
Pois, se até o barulho ensurdecedor das nossas lágrimas atravessa a distância entre o chão que pisamos e os Céus que almejamos, é porque Deus não mede som — Ele reconhece verdade.
Lágrima não grita, mas confessa.
Escorre onde a alma já não consegue se explicar.
Agora, imagina a oração…
Não a decorada, a apressada, nem a que tenta impressionar.
Mas aquela que nasce do mesmo lugar das lágrimas: do cansaço, da esperança teimosa, da fé que manca, mas não desiste de caminhar.
A oração faz barulho ainda mais estrondoso porque movimenta o invisível.
Ela não precisa de voz alta, precisa de entrega.
Às vezes sussurra, às vezes geme, às vezes só respira — e mesmo assim estremece os Céus, porque carrega dentro dela o nome de quem confia.
Façamos barulho, sim.
Com joelhos dobrados, corações rasgados e com silêncios agridoces cheios de fé.
Façamos barulho não para sermos ouvidos pelos homens, mas para lembrarmos a nós mesmos que nunca fomos ignorados por Deus.
Se a lágrima já incomoda, a oração transforma.
E onde ela chega, nada permanece exatamente como antes.
Pois, os que choram serão consolados, os que oram — ouvidos.
Façamos Barulho!?!
Tem dias que a gente precisa esperar nossa alma reencontrar o corpo.
Há dias em que seguimos funcionando por inércia, enquanto algo essencial em nós ficou para trás.
O corpo cumpre agendas, responde a estímulos, atravessa compromissos; a alma, porém, ainda caminha devagar, tentando compreender o peso do que sentiu, do que perdeu ou do que ainda não conseguiu dizer.
Nesses dias, é preciso muita paciência.
Não como quem desiste, mas como quem respeita o próprio tic-tac interno.
Esperar a alma encontrar o corpo é aceitar que nem toda ausência é fraqueza e que nem todo silêncio é vazio — às vezes é só recomposição.
Quando enfim se reencontram, não há alarde.
O passo volta a fazer sentido, o olhar se assenta no presente, e o respirar deixa de ser apenas um reflexo.
Até lá, caminhar mais lento também é uma forma de cuidado.
Porque viver não é apenas estar de pé; é estar inteiro.
Há dias em que o corpo deita e a alma dorme de joelhos.
E se a Enxurrada de Tragédias estiver substituindo as outras por puro capricho em testar a nossa Humanidade?
Talvez uma das dores mais difíceis de suportar no nosso tempo não seja apenas a sucessão de tragédias, mas a velocidade com que uma atropela a outra, como se o sofrimento tivesse entrado numa lógica perversa de reposição imediatista.
Mal nos comovemos verdadeiramente com uma ferida, e outra já se abre diante dos nossos olhos, exigindo atenção, indignação, lágrimas e até nos cobrando posicionamento.
Não porque a dor anterior tenha cicatrizado, mas porque o mundo parece ter se acostumado a empilhar ruínas sem nos dar tempo de recolher os cacos.
E então surge uma inquietação amarga: e se essa enxurrada não estiver apenas acontecendo diante de nós, mas também revelando algo dentro de nós?
Porque cada nova tragédia não testa só a resistência de quem sofre diretamente, mas também a sensibilidade de quem assiste.
Testa nossa capacidade de não transformar o horror em rotina, de não banalizar o luto, de não trocar a compaixão pela pressa e nem a memória pelo próximo escândalo.
Há algo profundamente desumano no modo como o excesso pode nos anestesiar.
Quando tudo vira urgência, corre-se o risco de nada mais tocar com profundidade.
A alma, cansada, começa a se defender como pode: seleciona dores, relativiza outras, acostuma-se ao absurdo, faz do espanto um gesto breve e do esquecimento uma necessidade funcional.
Mas é justamente aí que mora o perigo.
Porque a Humanidade não se perde apenas quando alguém pratica o mal — ela também se enfraquece quando os demais já não conseguem sentir o peso dele.
Talvez o maior teste não esteja na tragédia em si, mas no que ela encontra em nós quando chega.
Se encontra indiferença, estamos falhando.
Se encontra seletividade, estamos adoecendo.
Se encontra apenas espetáculo, opinião apressada ou conveniência emocional, talvez já estejamos permitindo que a dor alheia seja consumida como paisagem.
Ser Humano, nesses tempos, talvez seja resistir à tentação de tratar cada tragédia como conteúdo passageiro.
É se recusar a permitir que a repetição da barbárie reduza nossa capacidade de sentir, de pensar e de cuidar.
É entender que não honramos nenhuma dor apenas reagindo a ela por alguns instantes, mas preservando nela o seu peso, sua gravidade e sua dignidade.
No fim, talvez a pergunta mais incômoda não seja se as tragédias estão testando a nossa Humanidade.
Talvez seja: quantas delas ainda serão necessárias até percebermos que a prova nunca esteve no acontecimento, mas na forma como escolhemos permanecer Humanos depois dele?
O
Machismo Invisível:
As Sutilezas que Enfraquecem
a
Nossa Luta.
Para fortalecermos Honestamente a Luta contra a Violência de Gênero, primeiramente precisamos quase todos nos desconstruirmos…
A começar pelo hábito de “feminilizar” a pessoa do machista que fingimos combater.
Há uma contradição muito silenciosa nisso.
Quando associamos o comportamento machista a algo “feminino” como forma de ofensa, não estamos combatendo o machismo — estamos apenas reafirmando, disfarçadamente, a mesma lógica que sustenta o problema.
É como tentar apagar um incêndio jogando sobre ele o combustível que fingimos rejeitar.
Essa distorção revela o quanto o machismo não está apenas nos atos mais explícitos, mas também nos detalhes da linguagem, nas piadas, nas expressões automáticas, nos vícios culturais que repetimos sem perceber.
Combatê-lo exige mais do que apontar o outro — exige coragem para revisitar a si mesmo.
Porque é sempre mais confortável enxergar o machismo como algo externo, encarnado em figuras caricatas, distantes de nós.
O difícil é admitir que ele também se manifesta em pequenas permissões, em risos coniventes, em palavras mal escolhidas que carregam séculos de desvalorização, demonização e desumanização do Feminino.
Desconstruir-se, nesse contexto, não é um gesto de fraqueza — é um ato de responsabilidade.
É reconhecer que a luta contra a Violência de Gênero não se sustenta apenas em Discursos Inflamados ou indignações pontuais, mas na coerência entre o que se defende e o que se pratica, inclusive no invisível.
Enquanto o Feminino continuar sendo usado como sinônimo de inferioridade, fragilidade ou motivo de ridicularização, o machismo seguirá confortável, até mesmo entre aqueles que juram combatê-lo.
E talvez o verdadeiro avanço comece quando entendermos que não basta lutar contra o agressor — é preciso também desarmar, dentro de nós, as ideias medonhas que o legitimam.
Às vezes,
é bom nos permitir temer os que temem desbravar a nossa Casca de Proteção.
Porque há algo muito inquietante em quem recua diante da simples suspeição da profundidade alheia.
Não pelo medo em si — afinal, temer é humano — mas pela escolha de permanecer na superfície, onde nada exige entrega, onde tudo é seguro demais para ser verdadeiro.
Quem teme atravessar a casca do outro, muitas vezes também evita confrontar a própria.
Nossa proteção não nasce por acaso…
Ela é feita de silêncios acumulados, de experiências que nos ensinaram a medir palavras, de afetos que não vieram quando deveriam.
Não é apenas defesa: é memória estruturada.
E desbravá-la exige muito mais do que curiosidade — exige coragem, cuidado e, sobretudo, disposição para lidar com o que pode não ser tão simples.
Por isso, há um certo risco em quem não ousa ir além.
Não porque sejam perigosos em essência, mas porque podem tentar transformar o outro em algo raso, reduzido, confortável demais para caber na própria limitação.
E ser reduzido é, de certa forma, uma violência muito sutil: é ter sua complexidade ignorada em nome da conveniência.
Temer essas pessoas, então, não é fraqueza.
É um instinto que nos lembra do valor daquilo que guardamos.
É reconhecer que nem todos estão prontos para acessar o que há de mais sensível — e que isso não diminui o que somos, apenas revela onde não devemos insistir.
No fim, permitir-se esse temor é também um gesto de respeito consigo mesmo.
Porque nem toda presença merece travessia, e nem todo olhar está preparado para enxergar além da superfície.
E tudo bem.
Há profundidades que não foram feitas para qualquer um alcançar.
O amor é algo muito pessoal, mas todo mundo sente vontade de mostrar para os outros. É a nossa forma de vencer a solidão. Assim como os torcedores comemoram os títulos com buzinaço, fogos e cantoria, a gente também quer anunciar nossa conquista, dividir a felicidade de ter alguém que faz nosso coração bater mais forte. Por isso, mesmo não gostando de badalação, fico triste por quem ama escondido, ama em silêncio, ama às escondidas. Mesmo que isso tenha sua graça, a pessoa perde o prazer de ter um amor que pode ser compartilhado.
A grande esperança que temos é que, quando nos entregamos a Jesus e confiamos que Ele conduz nossa história, descobrimos que até mesmo nas dores mais profundas o Senhor nos ensina e nos transforma. Cada experiência vivida com Cristo molda nossa caminhada e nos prepara para a eternidade ao Seu lado.
Todo esse tempo sozinho eu pude
aprender que, as decepções fazem parte da nossa vida trazendo amadurecimento e aprendizado. Aprendi também que a vida continua, e eu quero ser feliz a cada
oportunidade que ela me oferecer.
(livro-Escolhida para me Amar)
— Carregamos para sempre os nossos traumas, Dudu.
— Eles só permanecem em nossa vida, quando não os superamos. Enquanto não se curar daquilo que te machucou, a ferida continuará sangrando dentro de você.
Miguel ficou pensativo quanto ao que acabara de ouvir. Estava preso aos fantasmas do passado que tanto o atormentavam. Enquanto não se libertasse de toda aquela dor, iria passar o resto da vida preso no vazio da sua alma, e nunca seria completamente feliz.
(livro - Escolhida para me Amar/romance-ficção)
Que as coisas mais simples toquem a nossa alma e despertem em nós a alegria
e a gratidão do existir!
Simone Cruvinel
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