Nossa Amizade Nao Acabou
Não tem nada a ver com clichê,
não existe ninguém como você,
e não preciso sequer reiterar.
Tens a capacidade de capturar
o voo dos meus sentidos
que, como falcões-peregrinos,
te aceitam como o mais
distinto de todos os ninhos,
e não reagem mais
a outros novos destinos.
Seja no sobrevoo ou fincada
nas terras das três Américas,
levo o código de reconhecimento
inabalável, com o fogo eterno
no coração e no pensamento.
Tal qual a dança das alvoradas
na Baía de Babitonga,
reconheço sem conta
que existe gente que conversa
a vida toda e não alcança
o que uma única mensagem tua
é capaz de comigo fazer:
Tu tens potencial completo
para inteiramente me render,
e tu às minhas mãos pertencer.
Mesmo quando se afasta
por qualquer motivo em silêncio,
não me aflito porque dentro
o porvir está sendo construído.
Não sou militante. Não sou ativista. Não me declaro como tal porque não quero invadir o espaço de quem dedica integralmente a vida pelas causas da Humanidade. Respeito absoluto mesmo às vezes diante de uma ou outra discordância pontual.
Amor para o que der e vier, e um pacto diário de sedução mútua. Quem quer ser idolatrado não está preparado para ter um relacionamento.
Não quero ser submissa e não quero nenhum homem submisso, se ainda está escrito eu ter alguém, quero alguém com educação afetiva refinada.
Dinheiro não pode comprar esse luxo que vem da alma: gente afetivamente educada traz um império em si.
Vampiros malditos
deseducaram o vocábulo,
Para dominar e arrasar
o meu solo Pátrio,
Não vou esquecer, nem perdoar,
leve o tempo que levar.
Não preciso de permissão
para tomar conta da sua
consciência íntima toda.
Por ter a senha e a chave,
entro a qualquer hora,
com calma, porque moro
no coração e no pensamento,
certa de que já me esperava.
E não me desculparei nunca
por te desejar inteiro:
tornei-me o adorável tormento.
O mundo lá fora implora
por sua atenção.
Com tato de senhora
do que a sua mente quer,
mostro lado a lado
tudo o que você sempre
sonhou e nunca vivenciou;
porque, sem volta,
nos sagramos atlânticos.
No abandono luxurioso
a dois, em banho dourado
pelo preguiçoso sol de junho
cortando o guanandi,
sem perder o embalo
alucinatório com os rubis
íntimos totalmente pulsantes,
trocamos os lábios coralíneos
bailantes, vivos e famintos,
por plânctons místicos.
Somos a continuidade
do romantismo proibido.
Tudo ao seu redor te ensinou
a ser forte, não nego,
O que vi me fez enamorada,
aprecio e presto reverência
à cada nuance moldada
que há de me fazer abrigada.
Cada demonstração sua,
há de ser recompensada
com a minha vulnerabilidade,
O meu nome há de ser
trocado facilmente pelo seu
- e nos reconheceremos
totalmente liberdade,
nos queremos de verdade.
A potente sedução retomou
a ordem natural das polaridades,
Não nos rendemos ao comum,
somos o que somos:
amor, corpos e sonhos.
Transmutar-se para a cena
de cristais derretidos na caverna
rendidos à êxtase e aos delíquios
têm sido repassados na cabeça
como um roteiro de cinema,
desde a primeira vez que te vi
não consegui mais ser a mesma.
O está escrito o descanso jubiloso
na fortaleza do seu forte peito,
ser a tua fome e forma reino,
não nego que tem sido o meu desejo,
é algo que toda hora prevejo.
Em nós existe o encontro
do nossos hemisférios
além do inverno que se aproxima,
Como lianas, cipós e trepadeiras
em agarramento nos dosséis
das florestas da América do Sul,
com apetite de feras não há mais
nada na vida que nos renda, e preencha.
Não me interessa nunca
mais olhar para trás,
Desde que encontrei
com os meus olhos austrais
os teus olhos sensuais
mais supreendentes,
Outros caminhos
não conheço mais.
Reviver o que se foi,
é querer viver sem rumo.
Sem olhar para trás,
quero seguir em frente,
Agora tenho direção
e não quero conhecer
mais outros caminhos
porque qualquer
outro não me levarão
até o seu caminho.
Como chuva mansa,
o teu coração tomarei
de um jeito inusitado,
E quando você se der
conta estará capturado,
e nas tuas mãos te darei
o poder do meu coração
perdidamente apaixonado.
Não foi a primeira vez
que destruíram a fogueira
da Capela Santo Antônio,
O rodeense é resistência
e vai construir de novo.
Porque a festa junina
ninguém vai impedir,
Com muita alegria
a fogueira de Santo Antônio
a nossa gente irá construir,
a festa virá e vai prosseguir.
A nossa cidade de Rodeio
honra a ancestralidade,
e a bonita tradição,
Do Médio Vale do Itajaí
é o meu e o seu coração.
Não é a primeira vez que pedi
para você aprender a voltar
os teus olhos para o céu austral
de ponta a ponta no continente.
Eles querem que percamos
o interesse pela gente para sempre.
Com as mãos eu pego a conjunção
de Vênus, Júpiter e da aurora matutina.
Daqui a pouco vai ter jogo da Copa do Mundo,
enquanto a Bolívia marcha sozinha,
difamada, torturada e esquecida pela rua,
ultrapassando até memória bíblica,
mas vivendo o seu autêntico deserto.
Há um jogo imundo que ninguém
sairá ileso por covardia da tentativa
de fazer vista grossa,
Não perceberam que estamos
atravessando independente
da direção e da bandeira,
a fase mais perigosa da travessia
goste ou não, queira ou não queira.
Por causa da anomia alheia,
cheguei até a jurar que nunca mais
iria escrever poesia política,
Não por falta de empatia ou coisa parecida,
mas por cansaço de ver que o poder
vampiriza a última gota de sangue,
e por ser difícil buscar quem realmente
com a vida se envolve e de fato se alia.
Como calar sufoca, até represa transborda,
não retenho o que é de natureza reativa.
É Dia dos Namorados,
não me sinto solitária,
melhor só do que mal
acompanhada,
Não posso ser leviana
comigo mesma,
Não me permito viver
sem usar a cabeça.
Tenho atitude afrodisíaca de sobra,
não me levo por nenhuma onda,
não permito-me invadir, e nem ser invadida,
Não quero iludir, nem permito ser iludida:
sempre que faltar amor, coloco poesia.
A calma não tem a ver com fraqueza,
e sim, a paciência da espera por você
que a vida não me trouxe ainda;
Se não for espontaneamente,
não permaneço nenhum dia;
viver mais um Dia dos Namorados
à sua espera não me desanima.
Se é para fazer parte de ti, que seja
o amor lei, grei, festa e poema,
sob qualquer coisa que aconteça;
O peso que a maioria não aguenta,
sabendo dividir, vira academia,
assim se é um para o outro a alegria.
Sempre que entre nós silêncio houver,
que não haja o que temer, e sim tudo
o que o coração se inspire em acolher.
Não somos tentativa, e sim o próprio padrão,
para você ser meu homem, e eu sua mulher;
porque mesmo perto do inverno, nada esfria.
Sem permissão, a gente se pertence,
privilégio para o mútuo desfrute,
sem precisar jamais que a gente lute,
com convicção a gente se merece.
Onde quer que se encontre, floresce
com as variações das orquídeas cymbidium,
ignorando o que dizem ser o fim do mundo.
Não declamo poemas.
Escrevo sobre a Amazônia,
e é ela quem me declama.
Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Cerrado,
e é ele quem me declama.
Não declamo poemas.
Escrevo sobre Caatinga,
e é ela quem me declama.
Não declamo poemas.
Escrevo sobre a Mata Atlântica,
e é ela quem me declama.
Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Pantanal,
e é ele quem me declama.
Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Pampa,
e é ele quem me declama.
Não escrevo sobre o amor,
Escrevo sobre a tua existência
que é chama e me incendeia.
Não nego que penso com atrevimento,
de delíquios em delíquios mantenho
a chama acessa à tua espera que
sei que acontecerá no tempo certo.
O que você busca é o que mais desejo
com o coração, a alma e o pensamento
afetivamente educados para o cortejo
e a sã obediência às ordens do amor.
Além de junho de Jacatirão-açú em flor
em Santa Catarina com fortuna melífera,
deixo nas tuas mãos o que nos destina.
Porque a tua existência inteira fascina,
hipnotiza, escreve me molda com poesia,
e sei que em mim a tua busca se afina.
Não preciso de passaporte,
porque para você, anjo meu,
jamais serei estrangeira,
O amor é a bandeira,
e para ele não há receita.
Mas há um interminável
banquete sobre a mesa,
e não é apenas um poema.
Os bailes das auroras do mundo
encontram a vulnerabilidade
escolhida para não desperdiçar
nem por um segundo
quando o tempo de amar chegar.
Onde habitar na insensibilidade
e na ironia virou segunda pele
para adornar a rotina,
Escolhi habitar na rebeldia,
e nadar contra as correntes,
porque quero permanecer viva.
Os jogos ainda não estão definidos,
algo diz que seremos surpreendidos.
Embora conversamos mesmo
apenas pelos sinais percebidos;
como se fôssemos velhos conhecidos.
Neste junho com os camboatás floridos
refazendo o chão que está mostrando
a diferenciação trazendo benefícios melíferos,
por causa de você a anunciar o Ano Novo,
devagarinho, e que me tem no coração.
Não me tirem como feminista, não sou feminista e nem anti-feminista, apenas não sou feminista e tenho apreço pelo meu idioma sufocado pela contemporaneidade.
A palavra poetisa é substantivo feminino e a fantasia contemporânea suprimiu ela dos espaços femininos.
O complexo de inferioridade e a ignorância de algumas mulheres que escrevem poesia que ideologicamente pregam que usar a palavra poetisa nos coloca numa condição de inferiores, é prejudicial no mundo digital para muitas outras que também escrevem.
Conclusão prática: Os marcadores do Google sempre acabam me marcando como se eu fosse do gênero masculino. Eu considero isso apagamento digital do meu gênero.
Eu sou mulher que escreve poesia e tenho apreço pelo Português Brasileiro. Eu sou poetisa e ponto final.
Não te quero como dependente,
desejo-te como território livre,
tão livre que escolha ficar ou ir,
e que só possa morar o amor
até quando pensar em desistir.
Tal qual as petúnias-nativas
nas encostas serranas do sul a escalar,
e pelos campos de planalto
a me espalhar, pouco a pouco,
em ti tenho feito o meu lugar.
O solstício de inverno dança
hoje sobre o Hemisfério Celestial Sul,
Rendo-te a sagração inaugural,
por perceber a aproximação primal,
é inexplicável sentir pairar o inevitável.
Imparável diariamente tem sido
ler os olhos e os detalhes bonitos,
em todos tenho-me reconhecido,
e em vez de sentir inquietação:
sinto tudo muito mais tranquilo.
Amar a sua melhor versão e a pior,
e a sua versão que não conheço,
e, mesmo assim, querer continuar.
Porque em ti como eterna viajante,
não pretendo nenhum pouco parar,
mesmo nascendo diariamente.
A tua existência está a convidar,
por ela não tenho conseguido,
não me permito sossegar,
e nem pretendo jamais parar;
mesmo quando não for tempo
de itaúba em florescimento.
Não precisarei criar subterfúgios,
porque tua alma é feita de liberdade
de ave assim como a minha,
Dos ruídos do mundo elegemos
o que é o melhor porque fica;
sinto que o nosso dia se aproxima.
Viver para os cânones da poesia
não me causam empolgação,
simplesmente tocar o seu coração
é a minha bonita obstinação,
Sonho inspirar os amores eternos
que depois de nós dois virão.
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