Nos Conhecemos a Tao pouco Tempo

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"...⁠A natureza é a memória atemporal do mundo.
Um mundo sem a preservação da memória da terra, da água, do sol, do vento, se esquecerá da alma dos humanos..."
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para crianças Crescidas

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⁠Da casa
Morei numa casa,
Feita de cal, madeira e planta.
Tinha facho de velas,
E raios numa porta debruçados.
Minha mãe nos ensinava,
A fazer um pão chamado sonho.
Por vezes tínhamos que fermentar com mais vigor.
Mas por fervor ou insistência, crescia.
Nessa casa se contavam estórias.
Como a luz que ficou presa na sombra,
Até que o vento a libertasse.
Ou da lagoa que desaguava no mar,
Porque ele por ela estava encantado.
Tinha uma que ninguém entendia.
Revelar-se-ia mais tarde na travessia.
Era de uma voz que somente se ouvia,
No agudo silenciar, tomado na profundeza.
A casa inda lá continua.
Minha mãe ajuntou-se noutro tempo.
Só agora, enxertado de silenciamentos, aquela voz ecoa.
Abre-se na boca do menino que se avizinhou da saudade.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas

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⁠"...Amanheço-me, de tua pele.
Anoiteço-me de tua boca.
Desperto-me, se me deixas o tempo.
E porque rasgamos o silêncio,
tua palavra ventre, me nasce..."
Carlos Daniel Dojja
In Fragmento Poema Amanhecimento.

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⁠"...Da primeira vez que te vislumbrei,
lembro-me de uma idade sem tempo,
foi quando deixaste teus olhos,
semeados na raiz de um beijo...
Carlos Daniel Dojja
Fragmento Poema das Idades

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⁠Na Ardência do Tempo
Vejo-me desobrigado.
Apenas me amolda o sentir.
E tudo que aspiro, tentou-me.
Se em mim existe, me valeu sorver.
Se por dentro ressoa, convivo.
Dessa margem se nutriu meu persistir.
Rebrotei de mim sempre que me despi.
Deixei partir, o que não ousou vicejar.
O resto fui eu que em urdidura guardei.
Invadi-me de começos. Posterguei todo fim.
Depois na ardência do tempo, almejei vir a ser.
Foi a sombra que me ensinou a tecitura da luz.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Versar

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⁠Tua Chegada

Quando enternecida te encontro,
Vejo-a inteira na luz perpassada.
Acolho teu corpo de grão amadurecido,
Estendido sobre minha procura.

O tempo fez com que ressurgisses,
Recoberta com o brio reconstituído do sentir.
Desdobrei teus passos sobre minha espera.
E a memória acendeu-se em tua vinda.

Assim, misturei-me em tua sina.
Gravei na face, o raio anunciado em tua chegada.
Clamei, na profundeza do existir,
Para que teu tempo, no meu, fosse infindo.

Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Versar

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Travessia

Julgaram-me acautelado de tantas buscas,
quando lancei-me a rebrotar das ausências.
Verguei como planta entre o ácido e o cume.
Fui-me ser anverso a deslumbrar inquietudes.

Nas sombras filtrei lume ao coração amainado.
E não me fui ser senão, outros caminhos vários,
A deslindar fragmentos que se entrecruzavam.
Egresso, fiz-me espera, para tantas vezes recontar-me.

Vaguei extensos sentimentos. Instaurei enternecimento.
Enxerguei um olhar. Cumpliciei ornamentos.
Modelei incertezas. Encontrei na travessia um amar.
Agora conspiro. Juntei-me ao tempo para atiçar infinidades.

Carlos Daniel Dojja

Inserida por carlosdanieldojja

⁠"... O tempo guarda, a memória descrita no coração..."

Inserida por carlosdanieldojja

⁠"...Rebrotei de mim sempre que me despi.

Deixei partir, o que não ousou vicejar.

O resto fui eu que em urdidura guardei.

Invadi-me de começos. Posterguei todo fim.

Depois na ardência do tempo, almejei vir a ser.

Foi a sombra que me fez buscar a tecitura da luz.

Carlos Daniel Dojja
In Fragmento Poema Na Ardência do Tempo

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⁠De que tempo falo


Falo de um tempo sem data,


e dele me reinvento.


Do que hoje verso em mim já houve.


Foi o melhor que colhi e ainda planto,


o que amanhã é passado.


Assim semeio:


O que é ausência e o que reparto

Inserida por carlosdanieldojja

⁠“...Temos que aprender a ouvir,

O ainda desamanhecido na boca do dia,

E que se traduz no falar de cada voz,

A escorrer no tempo que nos habita.

Porque ao longo do percurso,

Não há silêncio que não desperte...”

Inserida por carlosdanieldojja

⁠"...Cada palavra que teço,
é para ouvir outras vozes,
anunciadas nas esperas,
em que me refaço nos pés do tempo..."

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Mãe

Mãe é mão estendida por entre o tempo.
Cantiga que ressoa no ir e vir do percurso.
Acalanto que fica na vivência erguida.
Braço estendido para além do sim e do não.


Embora se cresça em tamanho e fazeres,
Mãe é farta em entremear escolhas,
Deixando-nos o amar sem punição,
Que nos faz ser em cada acolhida.


Mãe é terra que em nós frutifica,
Tornando-nos sementes de superação.
É voz que fica na memória sentida,
Tramada de ternura no balbuciar da vida.


Mãe é ventre que embala o que nasce.
Que do pão se reparte mesmo que falte,
Como fermento de amor que sempre fica.
Mãe é palavra maior, que se entrelaça no coração.

Inserida por carlosdanieldojja

...⁠Há entre mim e o tempo, uma refazença.
Uma compreensão de que quimera serei,
Um tão só colhedor de caminhos...

Inserida por carlosdanieldojja

⁠"...Nas sombras filtrei lume ao coração amainado.

E não me fui ser senão, outros caminhos vários,

A deslindar fragmentos que se entrecruzavam.

Egresso, fiz-me espera, para tantas vezes recontar-me.

Vaguei extensos sentimentos. Instaurei enternecimento.

Enxerguei um olhar. Cumpliciei ornamentos.

Modelei incertezas. Encontrei na travessia um amar.

Agora conspiro. Juntei-me ao tempo para atiçar infinidades..."

In Extrato Poema Travessia

Inserida por carlosdanieldojja

⁠"... A vida é como foz de tempo rio que se refaz.

Nascedouro de água que por terra se esvai,

Entremeando-se de raízes e de sais servidos.

A vida para ser colhida precisa estar sorvida,

Dessa necessidade do encantar-se..."

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Em incerto mar fui onda,
antes de me ventar de existir.
Tempo haverá que amanhecerei raiz.

Inserida por carlosdanieldojja

⁠"...Trago em mim um desoculto apreço de desejar-te,

Mesmo quando me falta teu lábio tecido na palavra.

Insisto em desapressar o tempo e a esculpir tua memória..."

Inserida por carlosdanieldojja

"... ⁠Sou péssimo em recomendar metades.

Apraz-me pretender atingir a inteireza.

Elevar-me a completude do sentir e bem dizer de sua amplidão.

Almejo postular sua infinitude, como tecelão do tempo que não esta à beira

da impermanência do fazer-se..."


In Fragmento Texto: Do Contamento do Sentir

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Sonhar é fecundar sementeiras no ventre do tempo

Inserida por carlosdanieldojja