Noite
Essa noite eu tive um sonho
Onde eu via seu olhar vindo até a mim
Onde eu sentia o seu abraço tão forte e apertado
E ao acordar, com os olhos abertos te busco como nos meus sonhos
Mais não te encontro
Quero saber quem é você
Será que você só faz parte dos meus sonhos
Será que um dia você também ira fazer parte da minha vida
Quero sentir seu beijo
Quero poder sentir seu abraço
E saber que não estou mais só
Então me ajude a te encontrar
Me guie atravéz do seu olhar
Para que eu possa adormecer nos seus braços
E enfim poder olhar no fundo dos seus olhos
E te dizer o tão sonhado
Eu te amo
Nathalia Conde
Noite em Astana
Na noite chuvosa, clamo
Pela tua presença.
A saudade é imensa -
Maior que a própria distância.
Aqui, neste continente,
No extremo Oriente,
Enxergo o teu retrato
E a desejo, com ânsia,
Entre os fusos horários,
Que me infundem a lembrança;
Eu me afundo no choro,
E longe, você descansa.
"Não importa o que vc ja fez ou faz, o primeiro bom dia e o último boa noite não é destinado a você haverá sempre alguém que sem esforço levará tudo."
"Tudo bem que fales tu de ódio durante o dia, e sobre amor à noite. Na luz sempre foi difícil usar máscaras."
“Nos Olhos Dela, Van Gogh Cala”
Nos olhos dela, um céu que gira,
mais vivo que a Noite Estrelada,
onde cada estrela respira
uma paixão nunca pintada.
Van Gogh tentava com o pincel
traduzir o que o mundo sente,
mas ela — com um simples olhar fiel —
desenha o infinito em minha mente.
Nem girassol ousou brilhar
com tanta luz, tanta emoção,
como esse brilho a cintilar
no cosmos da sua visão.
Perdoa, mestre da cor e dor,
mas diante dela, tua arte silencia.
Pois há mais beleza em seu amor
do que em toda tua galeria.
Nesta noite sagrada e serena,
Independente das crianças que brincam,
Dos poetas que escrevem em silêncio,
Ou dos julgamentos que pairam no ar...
Que todos os Deuses, em sua infinita luz,
Abençoem cada alma com paz e esperança,guardem os sonhos que nascem no escuro,e tragam à Terra um novo despertar.
Pois pouco importa quem entende ou duvida, afé caminha onde o amor sabe morar.
E mesmo os corações que se perderam na brisa, podem nesta noite aprender a amar.
A Lição do Mestre
Era noite no sítio, e o fogo ardia silencioso no centro da roda. Eu e mais dois irmãos estávamos na sessão, mas algo em nós se agitava demais falas soltas, risos fora de hora, gestos além da medida. A cada rompante, nos virávamos ao mestre e pedíamos desculpas, com semblantes que buscavam redenção.
“Desculpa, mestre”,
repetíamos, uma, duas, três vezes...
Até que ele nos olhou com firmeza e serenidade, e nos ofereceu uma lembrança que lhe havia sido dada por seu próprio mestre,
“Pare de ficar pedindo desculpa e continuar com o mesmo comportamento. A desculpa está sendo usada de maneira invertida está servindo para permanecer no erro. Não se trata de pedir perdão com os lábios enquanto o corpo repete o hábito. Se errou, corrija o erro primeiro. Só depois, com consciência, peça perdão. Assim, o erro não se repete.”
Essas palavras caíram em mim como chuva fina num terreno seco.
Compreendi, aqui agora a onde estou, vem essa lembrança com tanta nitidez e estou interpretando que a verdadeira humildade não está em repetir desculpas, mas em cultivar a vigilância, transformar o ato e silenciar o ego que se esconde atrás da culpa.
Naquele instante, aprendi que o perdão verdadeiro começa com o gesto de mudança.
Bora?
A noite chegou facilmente e mais uma poesia começa a florescer pensando em você,
A chuva lá fora e o vento fresco entrando pela janela são um convite a boas lembranças de nós dois,
Acreditar que você vai lê as poesias é um jeito que encontrei de não me sentir sozinho,
O teu batom e a tua pulseira ainda estão aqui em cima da mesa como um lembrete de que em breve irei te devolver,
Primeiro veio o acidente de corpos e carnes quentes, depois veio o incidente da nossa separação e com o passar do tempo nos restou o absurdo do silêncio,
Resta-nos pensar que o nosso maior erro foi a nossa partida e imaginar um recomeço talvez não seja de todo mal,
Vou te contar um segredo, gosto de como você me olha nas chamadas de vídeo isso mexe comigo,
Eu confesso que não sirvo pra ficar triste ou na espera, vamos bater nossas cabeças na parede ou então podemos nos descontrolar ainda essa noite aqui em casa,
Bora?
SONÂMBULO
Vitória para ti sonâmbulo
Que perambula na tessitura da noite
E no relevo das notas, ruidosas noturnas
Deita teu corpo cansado e disperso
Enquanto o sono esconde o sonho mais belo
Dado ao guerreiro como troféu de ouro e sonífero
Pela odisseia noturna da todos os dias
No limbo e na relva do acordado desgosto
Onde o ruído do ventilador é ode ao calor
E também uma das sete pragas do Egito de tuas entranhas
E do fervor infernal de teus pensamentos
Tão agarrados a tua carne
Que parecem fios de linho do lençol que nunca o cobre
O corpo que nunca para
Por hora vago e flutuante
Sozinho e tenso
Imagina o sol já se pondo
E sem armas nas mãos, o olhar desfalece
A coluna estala, mais uma ruga aparece
O alarde das horas marcam tua pele frígida
Náufrago, que durmas de olhos abertos
Absorto na sede da indigesta vitória
Pois nas tuas olheiras mais um dia floresce
A guerra acaba
O sono cede
Amansa teu prumo
E vai trabalhar
SUMA NOTURNA
Repousa no vidro frontal
a noite enigmática
agora negra e vazia
apática e horizontal;
Inicia o sereno final
quando encontra um nó do mundo
que desata precoce e profundo
no carro, em sono, na vertical;
Antes sozinho no arcado metal
nó do homem, nó do destino
fundido e imerso
na teia do inverso irreal;
Claro ponto polido e dual
no abraço do banco que o segura
dorme a figura já combalida
e em vida flutua na noite fatal.
Cai a noite silenciosa. Quantos mistérios existem em seu silêncio? O sol se esconde e a noite escura nos convida à reflexão. O dia foi suportável, ainda que em alguns instantes lágrimas molharam meu rosto. A felicidade é frágil e dentro dela se escondem temores. Mas também é nela que se esconde a esperança. Já quase não me movo. Essa apatia vem carregada de densas culpas. Talvez o tempo esteja cobrando seu preço. Sou um ser frágil, enfrentando uma densa poeira, que machuca meu rosto. Nascer diferente com uma frágil esperança de futuro. Entretanto sigo minha sina. Choro quando não é possível conter no peito uma angústia ardilosa. E sorrio de esperança, porque apesar de tudo, a felicidade mora em mim. Queria saúde, queria amor, queria tantas coisas. E às vezes a solução é não querer. Espero um medicamento que me cure de mim. Eu não sou mais a mesma. Desconheço sorriso largos e como uma largarta vou rastejando nesse solo árido. Esperando que um dia enfim eu seja como uma borboleta, grande, colorida e leve. Espero o tempo que esse dia chegará. Até então, não vou descansar. Que venha a noite, escura e densa, meu peito suporta, forte como uma gaivota.
Teus lábios são o fogo que me incendeia,
Um toque, um sussurro, a noite inteira.
Teu corpo é o meu desejo, minha canção,
Em cada curva, encontro a minha paixão.
Teus olhos me hipnotizam, são pura sedução,
Cada olhar é um convite à nossa união.
No calor do teu abraço, perco a razão,
E no ritmo dos nossos corpos, dançamos em combinação.
Quero explorar cada canto do teu ser,
Desvendar segredos que só nós podemos conhecer.
Na penumbra da noite, deixemos a luz apagar,
E que o silêncio fale tudo que temos a contar.
Cinco meses de amor e desejo ardente,
A cada instante contigo, sinto-me mais presente.
Prometo te amar com toda a intensidade,
E fazer de cada momento uma deliciosa realidade.
Então vem, minha Sapekinha, vamos nos perder,
Na dança do amor que nos faz renascer.
A vida é breve e o desejo é voraz,
Que cada toque seja um grito de paz.
No ciclo da vida, novamente é noite e me proponho a escrever sobre a escuridão, interna e externa. É na noite escura que podemos ver as estrelas. E é na escuridão interna que percebemos que somos mais fortes do que pensamos. Da dor nascem flores. Nascem saídas e belezas. Apenas quem cruzou a dor pode apreciar as pequenas delicadezas. Selecionar o que vale a pena. Conviver com a dor, para supera-la. E ser luz celestial para aqueles que não sabem apreciar o belo no mundo. A dor me mostrou que sou mais forte do que eu pensava. A dor fez com que eu me amasse mais. Somos poeira cósmica, na imensidão do universo. Somos também estrelas que cintilam. Hoje o dia foi sereno, ocupado por pequenos afazeres. A alma esteve calma. Lembro-me do passado, quando eu tive mais energia. Agora amadureci e me aproximo da velhice. Duas etapas, a juventude que passou e a idade que se apresenta. Se eu pudesse voltar no tempo, eu cuidaria melhor dessa estrelinha que sou. Teria me amado mais e não teria permitido tanto desrespeito. Daria e receberia o amor que eu mereço. Teria autocompaixao. Aquela menina bonita, sincera e determinada. Mas o tempo não volta. Hoje consigo ver com mais clareza meus erros e acertos. Agora na maturidade meu coração é mais calmo. Minhas emoções estão mais estabilizadas. E percebo que minha estrela nunca se acabou. Estava apenas piscando alta e resplandecente. A estrela que sempre fui.
"A noite cai e eu fico com a cabeça a mil. Cada pensamento vira uma montanha e eu não sei por onde começar. A ansiedade não me deixa dormir, é como se eu estivesse preso em um loop sem fim. Mas, quando o sol começa a nascer, talvez eu encontre um jeito de respirar fundo e começar de novo."
Todas noites
Ouço a tua voz
A ecoar pelos ventos
A cada noite de lua cheia
Eu vejo o seu reflexo
Na ânsia de abraçar-te
A realidade me desperta
Da esplêndida miragem
Procuro-te...
Na imensidão azul,
Deste céu...
Vagueio de norte à sul...
Em uma noite qualquer, movida por uma curiosidade suave e um desejo sutil de conhecer alguém novo, abri o navegador e, num impulso quase ingênuo,
digitei no Google: “site de amizades" e em seguida apareceu um anúncio de "site de relacionamento cristão”. Pensei comigo: por que não? Vamos ver no que isso dá.
Sempre me perguntei o que leva alguém a se cadastrar em plataformas digitais, e, mesmo sem entender muito bem, permiti-me tentar.
E então, te encontrei.
Fiquei no site por apenas dois dias, mas bastou.
Foste o único com quem a conversa fluiu com leveza, como um rio que já conhecia o caminho. Havia naturalidade, havia sintonia.
Parecia que nossas almas se reencontravam depois de muito tempo.
Trocas de mensagens, áudios… e, mesmo eu, que sempre fugi de ligações telefônicas, perdi-me no tempo enquanto tua voz me alcançava do outro lado.
Foram mais de oito horas em um diálogo tão profundo, tão espontâneo, que fez do desconhecido uma presença íntima, quase familiar.
E, de repente, estavas em meus dias, em meus pensamentos, e ocupavas cada espaço com doçura e intensidade.
Como explicar o que não se mede? Será que sentias o mesmo?
Nos conhecemos em 12 de maio de 2025.
E doze dias depois, eu já estava irremediavelmente apaixonada.
Decidi conhecer, enfim, aquele que fazia os meus dias mais leves. Aquele que sorria comigo, mesmo à distância, e que tornara as horas mais doces.
No dia 24 de maio, saímos da tela e nos encontramos na realidade.
Foi o dia mais feliz da minha vida. Te olhar foi apenas a confirmação de tudo que eu já sentia. Foram momentos simples, mas tão intensos, que pareciam uma eternidade vivida em poucas horas.
Fazia tempo que eu não experimentava tamanha alegria.
Mas três dias depois... tudo terminou.
Te conheci por acaso ,ou pelo menos, assim acreditei.
Não sabia que esse acaso viria carregado de encanto e desilusão, entrelaçados no mesmo fio. Foi intenso, veloz, verdadeiro. Houve chama, houve alma.
Conhecer-te foi, sem dúvida, uma das mais inesperadas e belas surpresas que a vida me concedeu.
Teus beijos ultrapassaram a pele tocaram minha alma.
Teu toque, ainda que ausente agora, permanece em mim com a força de tudo que é eterno. Inesquecível. Como um eco que insiste em voltar quando tudo silencia.
Talvez tudo isso tenha existido apenas em mim.
Talvez já estivesses partindo, mesmo enquanto ainda estavas aqui.
Teu silêncio, tua ausência de entrega, tua recusa em tentar... fizeram do céu um abismo. E eu caí do êxtase à dor, em segundos.
Há dores que não se explicam. Apenas se vivem.
E essa, que pulsa em meu peito, rasga tudo o que há de mais bonito em mim.
Afastei-me por necessidade, não por vontade.
Mesmo querendo tua presença, precisei partir para me salvar.
Teu silêncio gritava alto demais, e tua falta de cuidado com meu coração foi uma ferida que sangrou em silêncio.
Sobrevivi, mas não sem marcas.
Não desejo jamais reviver essa dor.
Talvez pareça imaturo, mas fechei todas as portas que levavam até você.
Infelizmente, não há chave que tranque o coração, e o meu, ainda guarda teu nome com delicadeza e pesar.
Amar-te-ei, Emerson.
Mesmo no silêncio, mesmo na ausência, mesmo que esse amor exista apenas em mim.
Porque há sentimentos que, mesmo findos, continuam vivos nas entrelinhas da memória, nos espaços que ninguém mais preenche.
Noites de brinde
Está noite estou sendo operado por um insônia de quem já está roncando alto em outra cama,
no mínimo exagerei nas expectativas, também foram tantos dias bons, até os domingos de sol sentem saudades,
a minha vontade de largar o meu cérebro por ai é imensa, assim eu poderia ser chamado de a mula sem cabeça,
as vezes eu penso que o amor cabe nos instantes e depois vaga em vão esperando o próximo aperto até o balão estourar e continuar esse ciclo vicioso,
ter quem amar por perto eu descobri na marra que é um presente luxuoso e nos permite noites bem dormidas de brinde.
No calor da noite, a cama nos espera,
Teus olhos me provocam, a paixão é sincera.
Teu corpo é um convite, uma obra-prima a explorar,
E eu sou o artista que quer te desenhar.
Teus lábios são doces, um néctar a saborear,
Cada beijo roubado faz meu coração disparar.
Entre risos e gemidos, perdemos a razão,
Na dança do desejo, somos pura tentação.
Minhas mãos deslizam pela sua pele macia,
Cada toque é um fogo que arde em sintonia.
Nossos corpos se encontram em um ritmo frenético,
E a cada movimento, um prazer quase épico.
Cinco meses de amor e de ardor sem fim,
Você é minha chama, meu desejo mais íntimo.
Vamos nos perder nessa noite de paixão,
Porque ao seu lado, não há limites para a excitação.
parasitologia III
corpo
febril
toque
sutil
fado
senil
riso
infantil
a noite cresce
como micélio
nos cantos...
(fungos na alma)
infecção
vai além:
raízes
infestadas
de pústulas
negras
espalham-se
em dermes,
roupas
retratos
amores
vermes
e o que
por elas
passam
encontram:
pus
nos cantos
pretos
e lágrimas
no espelho
(rindo de nervoso)
toxina
exótica,
instinto
apático
oxida
a carne
rasga
a pele
delira
a mente
sempre desce —
e o tempo escorre
como seiva grossa.
(devagar enquanto apodrece)
pulmão afogado,
berros encharcados,
sonhos errados
em corpos fechados.
células morrendo,
estradas cedendo,
horas tremendo,
tempo moendo
e nada.
(só o ponto final,
como tampa de caixão)
