Noite
Uma noite...
Uma noite...
Uma noite pintada com tons de paixão,
Uma noite recheada de carinhos, olhares de fascinação, marcada pela dança que não deveria acabar,
Uma noite acompanhada pelo sereno, saboreada pelos desejos e sentida pelo calor humano,
Uma noite finalizada com muito amor, vista curiosamente pelas estrelas por entre as janelas e guardada nas melhores memorias de um coração feliz.
Noite do Vinho
Meu equilíbrio emocional se perdeu após os meus primeiros copos de vinho, vejo minha timidez indo embora e ao mesmo tempo começo uma longa conversa com a minha alma. Mais dois copos são tomados e a razão busca consertar o que está quebrado, mas a emoção impede que os pedaços se encaixem e se refaçam. Entre um gole e outro, tento recuperar a minha segurança e o controle da situação conflituosa a qual se encontra os meus sentimentos, pena que o momento é exaustivo, sinto a necessidade de recuperar o que ficou para trás, percebo o quanto sou dependente das minhas memorias e dos meus desejos que estão aprisionados a ela. Já são altas horas da noite, cansado de lutar contra mim mesmo, parei de me desapontar e fui dormir com o consolo do travesseiro e o abraço aquecido da minha coberta.
Beber, Dormir e Acalmar
A noite esta tão cansativa, pesada e calada, que consigo escutar o barulho das batidas aceleradas do meu coração. A cama, o sofá, as fotos na parede do quarto, o controle remoto que você gostava tanto de tomar conta, tudo a minha volta lembra você. Vou beber mais um pouco para fugir dessa dura realidade de não ter você aqui, parece que tudo perdeu a graça depois que você se foi. Os teus carinhos sem medida, os teus sorrisos sem fim, o teu olhar verdadeiro, tínhamos uma química, nossos passos se encontravam, era tão bom viver ao teu lado, pena que acabou. Eu queria tanto estar dentro dos teus abraços, eu queria tanto dormir colado no teu corpo de conchinha. Vou beber mais um pouco e tenho certeza que o sono irar me acalmar o meu coração e as minhas memorias por algumas horas.
Se cada noite vive em trevas cada dia vem com nova luz. Mas de dia não enxergo, é na escuridão que procuro meu reflexo.
Chá com os Poetas e a Moça Bonita
Quando ainda não vinha a noite,
Camões adentrou sobressaltado.
Tinha visto na Caravela,
O mar inteiro lamuriar-se.
Deixavam, pois, como aferira,
restos de tudo a enturvar as águas.
Logo em frente estava Quintana,
vindo de longe no vagão de um trem,
a confabular com uma andorinha,
que em frase pausada silabava:
- No ar há tanta fumaça,
que nem se pode mais voar sozinha.
Enquanto se aguardava o Mia
a descrever Um Rio Chamado Tempo,
perceberam Shakespeare acomodar-se,
frente ao sol que já não se via,
proclamando sem muito assombro:
- Falta humano no divino, mais virtude no humano.
O saber não deve destruir a vida,
feito punhal a ferir o coração dos homens.
Escutaram-se ruídos vários, ao ouvir-se o abrir de portas.
Era Pessoa com Ricardo junto com os demais heterônimos.
Todos apóstolos frente ao pão, resolveram recitar Drummond,
que bem se diga, já havia previamente antecipado:
- Saí cedo de Itabira, vou embora para Pasárgada.
Quem sabe acho Bandeira, coberto num trono de palavras.
Neste instante chegou Vinícius e sua elegante diplomacia.
Asseverou solenemente. Trouxe-lhes taças e o vinho.
Não lhes privei do chá inglês, mas devem considerar com atenção.
Melhor é sorver o sentir com um espumante entre as mãos.
Já não se sabia mais as horas. O ar estava em cantoria.
A moça junto à janela que as primeiras letras fazia,
das palavras guardava afeto para se doar em cada livro.
Foi dela a sugestão que cada um deixasse de si, apenas um verso transcrito.
Eu, mero assistente, por obra de atrevimento, também fiz provocação.
Por que não escrever os poemas em simples folhas de pipas.
Soltaríamos as Pandorgas em cada um dos cantos do mundo.
E poderiam as mesmas se irem a procurar um novo dia.
Prontamente Camões assinalou:
"...Da alma e de quanto tiver,
quero que me despojeis,
contanto que me deixeis,
os olhos para vos ver.."
Em seguida chegou-se Mia a sentenciar num repente:
"... Deixo a paciência dos rios,
mas não levo,
mapa nem bússola,
porque andei sempre,
sobre meus pés,
e doeu-me às vezes viver.
Hei de inventar,
um verso que vos faça justiça".
Quintana com seu sotaque ergueu-se com voz doce e macia, a reverberar clarividente:
" ... Porque o tempo é uma invenção da morte:
Não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia,
para nos dar a eternidade inteira..."
Vinicius após servir o vinho, pediu um aparte.
Moça com perfume de flor, por favor, escreva para mim:
"... A coisa mais bonita,
que há no mundo,
é viver cada segundo,
como se não fosse o fim..."
Alberto, ao lado de Pessoa, também se pronunciou:
"...Mesmo que o pão seja caro
e a liberdade pequena,
sei que a vida vale a pena,
quando a alma não é pequena.."
Já se adentrava a noite alta e as pandorgas versos partiam.
Foi quando fitei a moça que de olhos gris se vestia.
Então clamei a ela, antes que também se retirasse:
Agora que a lua cheia chegou,
como teus olhos em ternura,
borda-me entre o céu e a tua boca,
numa indelével tecitura.
A moça nada me disse, repousou na minha face.
Por ali ficamos embebidos de poetamento,
como se por um breve instante,
tivéssemos tocado o infinito.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas Para Crianças Crescidas
Naquela Noite
Naquela noite,
quando estavas adormecida,
acordastes a grafia,
escavada em minha voz.
Teu corpo acolhido no azul das vestes,
como se estendido sobre um mar de recolhimento.
Tua procura desnuda sobre a minha.
Teus pés e braços, serenados a espera.
Só teus olhos,
ancorados em tua face,
e em mim, faróis abertos,
a percorrer o infindo.
Carlos Daniel Dojja
Quando te fores
Se te fores,
Antes que a noite,
Celebre tua estada,
Não leve os teus olhos.
Deixa-os,
Abrindo-se em minha face,
Que tocou tua boca,
E peregrinou em tua ausência.
Não leve aquele entardecer,
Em que esculpi teu nome,
Quando o pássaro azul, na terra ressequida,
Erguia sua morada.
Não leves mais nada,
Tão só,
Minhas mãos,
Costuradas em teu afeto.
Carlos Daniel Dojja
" Apanhamos a noite entre as mãos,
E nela bordamos estrelas.
Num céu tecido,
Por nossos olhos alumbrados".
QUANDO TE SONHO
Quando me aposso da noite do sonho,
Os pés do mar correm em ondas,
E querem se aformosear em teus passos.
Tornam-se seixos encravados em tua espera.
Na terra os braços do vento te acariciam.
Matizam-se de cores para ornar teu ventre.
Tua boca me incita,
Ao não desver o querer imaginado.
Não desperto. Cubro-me de ousadia.
Continuo te inventando,
Antes que desenleie o dia da saudade,
Entre uma e outra possível eternidade.
Essa distância
Que insiste em limitar
Como pode
Não prender
Mas tão solto Incomodar
Essa chuva que vem daí
Caminhando pela estrada
Passeando pelo ar
De uma noite tão calada
Fazendo além do não ver
Escondendo o luar
Que eu já quero enxergar
Sua água escorrer
Chuva de corpos anuviados
Cada roupa é uma nuvem
Caem as gotas
Nas bocas
Nos gestos
Em fios que ligam
Duas certezas
O sofá
E a cama
Alagam
E o restante queima
Em curtos circuitos
Sem sono
Com longos calores
Do frio do outono
Na minha perspectiva, ela reúne na sua personalidade com muita maestria, a escuridão noturna que evidencia a luz das estrelas com a claridade do dia sobre as flores lindas da primavera.
À noite, ela é mais discreta, ainda que sua beleza seja notáve, profunda com uma forte veemência, uma ternura encantadora, mas se lá fora estiver iluminado pelo sol, é mais romântica, sonhadora, um florescer alcançado com amor.
Duas versões distintas e verdadeiras de uma mesma mulher de muitas emoções, ambas cativam, cada uma delas com uma maneira singular que inspira e faz sua presença abrilhantar à semelhança de um sol radiante e lindo luar.
Diria indubitavelmente que és uma audácia noturna, pois à noite ficas ainda mais confiante, sedutora, atingindo um grande destaque à semelhança da lua cheia com a sua imensa beleza atraindo olhares, causando paixão e veemência.
Com esta peculiaridade, consegues sem impedimento chamar atenção, bastando apenas o teu olhar focado, verdadeiro, de quem sabe o que quer, talvez o luar profundamente belo da mulher notável que és, o fulgor do teu atrevimento, do teu insaciável viver.
Enfatizo então, que não há razão para aceitares qualquer tipo de tratamento, seria até contraditório, sendo assim, audaciosa, terna, uma felina astuta de hábitos noturnos, liberta com detalhes primorosos e sentimentos tão profundos.
É inegável a sua tamanha beleza, uma arte viva, detalhada, simples e bastante atraente, que reflete sua bela natureza abundante, que aquece com suas peculiaridades apaixonantes que avivam intensamente, então, de fato, uma mulher muito instigante, que adentra a minha mente.
Abraçada pela noite, fica mais evidente o fulgor dos seus encantos e observando atenciosamente, chego ao ponto de pensar que, talvez, tenha a essencialidade de uma sereia, o que justificaria ser tão encantadora e fortemente conectada ao mar, onde fica à vontade como se fosse o seu lar.
Sua agitação também é atuante, logo, seus momentos de tranquilidade são raros, oscilações incessantes de ânimos que não a fazem perder sua graciosidade e ainda geram um ímpeto de viver incansável que nem as forças das ondas nas rochas numa persistência notável.
Parei um pouco para observar na última noite e fui satisfatoriamente atingido pela beleza da flora, um beijo de austeridade, onde o romantismo pode florescer numa cor vívida de forte notoriedade tanto quanto a de um lindo anoitecer.
Certamente, um daqueles agradáveis instantes que contrariando a temporalidade, são muito capazes de deixar marcas permanentes, seja na inspiração de uma bela arte ou num lugar saudável da mente.
Então, espero que a pressão da rotina não deixe-me sempre apressado pra que eu possa contemplar e consiga usufruir o máximo desta divina satisfação, pois, pra mim, é inegável que a pressa é inimiga da contemplação.
Acolhida gentilmente pela noite, teus atributos são realçados, um mais belo do que o outro, demonstrando ainda, um sentimento vero, acalorado, quiçá, uma referência ao fulgor fervoroso da tua essencialidade, em vista disso, uma presença veemente e amável recebendo o devido destaque.
Claro, querida, que tens o teu brilho próprio e, dificilmente, passarás despercebida, mas, aparentemente, quando a lua e as estrelas aparecem, ficas mais à vontade, um amor forte, reluzente de hábitos noturnos e encantos atraentes de notória vividade.
Usando esta compreensão, posso afirmar seguramente com muita satisfação que tens uma certa similaridade com o Luar, que também é resplandecente e apaixonante, então, provavelmente, tens um espírito lunar, simplesmente entusiasmante.
Maravilhado, enalteço prontamente uma arte vívida, divinamente, criada
com uma venustidade notável, delicadeza instigante, certamente, é uma mulher amável que deixa esta noite ainda mais fascinante, calorosa, que tornará cada instante memorável.
Nela, o amor se mostra em demasia, a alegria se propaga com a sua presença que nem um beijo intenso da fantasia, oriunda dos livros ou de um dia entusiasmante de verão, o calor de um apreço recíproco, uma sincera e cativante emoção.
Além desta sua essencialidade ser tão apaixonante, tem lindos cabelos que caem gentilmente sobre o seu ombro, uma pele reluzente e uma serenidade nos olhos, detalhes que simplesmente encantam por serem singulares e charmosos.
De um jeito distinto e inevitável, este teu olhar meigo, sincero e muito atencioso, consegue ser muito sedutor, causando um impacto agradável, caloroso, o mesmo de um amor abrasado pelo paixão e, assim, profusamente, renovador.
A noite se prolonga, o tempo passa despercebido, estando sob o efeito desta tua presença tão impactante que esquenta amavelmente o meu espírito, que tornará esta ocasião marcante ao ponto de na minha mente continuar existindo.
Mulher muito encantadora, de fato, por meio da tua essência vívida e da riqueza evidente dos teus traços, já que ambas são motivadoras a querer estar feliz ao teu lado e esquecer contigo do passar das horas.
Ofereço a ti nesta noite, esta simples rosa, não apenas pela beleza que ela tem, mas, principalmente, pelo que ela representa, então, quero que a receba, reflita e perceba a lição que nela está contida.
Um amor que floresceu, uma recompensa obtida após um cultivo persistente, amável, regada na medida certa, divinamente, zelada, pétala por pétala, revelando uma simplicidade rara na sua abençoada essência.
Não foi isenta de ter espinhos e nem por isso perdeu o brilho do seu florescer, permanece relevante, bela, delicada com uma presença imponente assim como tu és e ainda podes ser uma resiliente, florescendo lindamente com a tua fé.
Fitando a tua presença, vejo que estando envolvida pela escureza da noite, a tua bela natureza que é vívida e impetuosa resplandece do jeito que acontece com a lua que fica majestosa, resplandecendo num escuro celeste.
Atrevo-me ao afirmar que mediante a vontade do Senhor, há uma força e uma coragem na tua essência, uma divina demonstração de amor, mais evidente do que uma tatuagem sobre a pele, a clareza de um amável esplendor.
Respeitando esta minha afirmação, posso sinceramente dizer-te que, graças a Deus, és graciosa, atraente, forte e corajosa, uma existência resplandecente, uma benção muito notória, assim, se estás presente, o ânimo facilmente se renova.
Momento sublime de muita austeridade, quando a claridade do dia recebe a presença ilustre da lua, uma beleza da noite de tamanha notoriedade, assim, um evento simples e marcante que encanta muitos olhares.
É muito provável que ela venha para ter a honra de ver o Sol se apresentando num lindo espetáculo de cores quentes, exultantes e um esplendor amável através de um pôr-do-sol majestoso, emocionante, divinamente, inspirado.
Sem dúvida, uma rica oportunidade de se contemplar dois astros celestes, o encanto diurno e a sedução noturna,
mundos diferentes que fortemente se amam, um absurdo saudável, uma porção sensata de loucura que deixa o espírito renovado.
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