No Silencio da Noite Sinto sua falta
As luzes acendem,
o coração acelera.
O silêncio vira espera,
o palco vira verdade.
Quando a voz encontra o público,
o sonho deixa de ser ideia
e passa a existir.
Meu amor anda em silêncio,
tem bigodes,
olhos que entendem.
Eles dormem no meu colo
como se soubessem
que meu coração é casa.
Ser gateira
é amar quem escolhe ficar.
Anos atrás, encarei a morte.
Mas não foi ela quem decidiu.
Ouvi no silêncio do espiritual: “Ainda não é o tempo.
Antes, a justiça precisa passar, a verdade precisa aparecer,
e o que foi feito na sombra será cobrado na luz.”
Hoje eu sigo entendendo:
não permaneço por acaso,
permaneço por missão.
Enquanto Deus não fecha o ciclo,
ninguém me leva.
Há um silêncio sagrado no ato de repartir o pão, um mistério que só se completa quando duas mãos se tocam sem o ruído do mundo, no entanto quando a lente se atravessa entre o doador e o faminto, a caridade corre o risco de virar teatro.
Eu construí meu castelo com as pedras que atiraram em mim,
fiz do silêncio meu elo,
para um novo e forte motim.
Não serei mais o mesmo que antes
eu juro que não serei,
sou agora as minhas variantes
Em tudo que me tornei.
Me reinventei, sim, me refiz
Com a luz que em mim encontrei,
Enfim, me achei, fui feliz,
E para sempre serei.
Devemos lembrar, mesmo quando tudo parece escuro, que o silêncio de Deus não é ausência, é trabalho invisível. Nos piores dias, quando as forças faltam e as perguntas sobram, o propósito não deixa de existir — ele só não é imediato, nem confortável.
Deus não desperdiça dor. O que hoje parece castigo, amanhã pode se revelar como direção. Muitas vezes, o propósito não está no que acontece, mas no que nasce dentro de nós a partir disso: fé mais madura, coração mais sensível, coragem onde antes havia medo.
Confiar nos piores dias é um ato de entrega. É escolher acreditar que, mesmo sem entender o caminho, Ele já enxerga o destino. E que cada lágrima, cada espera e cada queda fazem parte de uma história maior, escrita com cuidado, mesmo quando não conseguimos ler as linhas.
Inconcebíveis
Inconcebíveis palavras são ditas
No silêncio do pensamento
Exulta, ó sensível coração!
Tua essência é como uma árvore frutífera e sedenta
Que alimenta e sacia os pobres famintos;
Vem a mim, ó doce e apetecível vinho,
Deixa o teu líquido verter pelos córregos
O teu veneno imortal;
Deem-me numa taça as borbulhas
Deste intenso vermelho sanguíneo
Manchando minha consciência
No cume da minha eterna felicidade.
Esconde no recôndito de teu coração
O jardim que tanto cuidaste
Para a farta produção dos nobres parreirais.
Quando compreendermos o grito do silêncio, compreenderemos todo o resto.
Rita Padoin
Do livro "Entrelinhas"
Lamento por Orelha
Na areia da praia ficou o silêncio,
onde antes corria teu riso canino.
Orelha, amigo de olhar sincero,
te tiraram a vida num ato tão vil, tão mesquinho.
Não foi a natureza, nem o tempo,
foi a mão cruel que não soube amar.
Covardia não vence lealdade,
nem apaga o bem que soubeste deixar.
Teu latido ainda ecoa no vento,
teu afeto mora em quem soube te ver.
Descansa em paz, pequeno guerreiro,
há uma justiça maior a te acolher.
Quem ama jamais esquece,
quem sente, jamais se cala.
Orelha vive na memória
e no clamor de toda alma que não se conforma.
Não dê importância as falas e atitudes ameaçadoras seus adversários, temas o silêncio do seu inimigo, este, sim, representa perigo em potencial real.
Sou estrela antiga, ecoando luzes que já se foram, meu coração queimando em silêncio. Cada fagulha é memória de mundos que jamais verei, cada brilho, um suspiro perdido. No vazio do cosmos, aguardo o instante em que tudo se desfaz, me transformando em poeira estelar, um murmúrio esquecido no infinito.
Plantei raízes no silêncio ansiando pelo sol da esperança, mas mãos alheias cobriram a terra, impedindo-me de florescer.Meu caule se ergueu trêmulo, buscando o céu em vão, pois a sombra de terceiros pesava mais que minha vontade. E assim sigo, metade semente, metade lembrança do que poderia ser; um destino podado antes do tempo, um sonho que ainda respira sob a terra.
Quando morremos no sonho, o despertar nos resgata, pois o mistério da morte é um silêncio que nem mesmo a imaginação ousa sustentar.
Assim como a terra árida se estende em silêncio, implorando pelo alívio de algumas gotas de água, também eu me prostro diante da memória das antigas promessas que um dia me foram feitas. Elas ainda cintilam dentro de mim, frágeis e leves como plumas, como dentes de leão que o vento leva para sempre, belas como enganos. E, no entanto, é delas que me alimento, como quem bebe a própria sede, como quem encontra no vazio a única forma de sustento.
Em silêncio, imploro. Almejo o que nunca será meu. Talvez o que mais rejeito seja o que tenho de sobra, esse excesso de pensamentos, vagando como sombras num silêncio gritante, me prendendo às noites que não sabem dormir.
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