No Silencio da Noite Sinto sua falta
PALADAR DAS LÁGRIMAS
Provei o silêncio que escorria entre minhas falhas,
Um gosto antigo, ácido — quase memória primordial.
Cada lágrima carregava um nome que eu esqueci,
E ainda assim… elas sabiam exatamente quem eu era.
No reflexo fraturado da noite,
Bebi o que restou de mim —
E descobri que o amargo também é um tipo de luz.
Há um estudo secreto no modo como caímos:
O chão não é punição — é um espelho invertido.
Os erros, mestres sem rosto, me ensinaram a mastigar a dor
Como quem degusta a origem do próprio destino.
E quanto mais ruía, mais eu percebia…
Que ruínas têm um idioma que só o coração partido entende.
Deixei os joelhos encontrarem o pó da terra.
Deixei meu peito rachar sem piedade.
E no paladar das lágrimas, sorvi
Um perfume de verdade crua —
O gosto do que somos antes de fingirmos força.
A tempestade me tomou pela voz,
Mas devolveu-me um canto que nunca ousei cantar.
Aprendi que a chama mais pura
Nasce do que a água não conseguiu apagar.
Que o pranto, quando sincero,
É o batismo que escolhe o seu próprio sacerdote.
Ali, no fundo da dor que me molda,
Compreendi que cada renúncia era um portal,
E cada portal — um retorno ao meu nome original.
No fim, não chorei mais pelo que perdi,
Mas pelo que precisei destruir para enfim me ver.
E quando a última lágrima tocou a minha língua,
O universo inteiro tremeu em silêncio.
Não era despedida — era nascimento.
Porque somente quem conhece o sal da própria alma
É capaz de criar mundos onde antes só havia sombra.
Às vezes, a vida nos coloca diante de pausas inesperadas — momentos em que o corpo pede silêncio e a rotina deixa de caber nos nossos planos. Adoecer pode assustar, mas também pode revelar algo profundo: o tempo, mesmo quando parece curto, ainda é um espaço fértil.
Em vez do medo, podemos escolher a criação. Em vez da pressa, o propósito.
Há algo de poderoso em transformar fragilidade em legado — em perceber que, enquanto houver um minuto, há também a chance de deixar marcas que ecoam.
Criar algo inesquecível não significa grandeza aos olhos do mundo, mas verdade aos olhos da alma.
Significa dar sentido ao que se vive, mesmo quando a vida parece nos apertar.
Porque, no fim, não é o tempo que define quem somos, mas o que fazemos com ele.
Quando eu sentar no meu cantinho... buscando silêncio chorando baixinho... não se preocupe... foi quando decidi que as lágrimas podiam lavar minha alma e limpar meu caminho...
FUI
Eu sempre saio de fininho
em silêncio
fecho a porta e
vou embora .
Vou
Saio fora
de tudo que
me cansa
me fere
me incomoda
me apavora.
Saio e não volto mais .
Pego Ar !
Os tapas e as decepções me ensinaram
na marra a ser assim
A ir assim ... por mim
e sem me despedir .
E assim vou
Vou na sutileza ... sempre sorrindo
e já com olhos fitos em
novos horizontes.
Não me aprisiono mais a nada!
Aprendi:
Amor não se implora e nem deve
se submeter a sobras .
É preciso se auto valorizar .
É preciso se auto amar
E eu me amo.
Quem quiser que me dê por falta .
Tarde !
Já estou voando e florindo
por outros caminhos.
Viver bem consigo é dominar a arte do silêncio interior. Quem encontra paz na própria companhia dissolveu a sombra do tédio.
Nessa harmonia íntima, o tempo deixa de pesar. E o mundo interno torna-se um lugar de repouso e descoberta.
Não guardo rancor.
Rancor é carregar quem me machucou dentro de mim.
Eu prefiro algo mais silencioso: a lembrança do que aprendi.
Hoje, eu reconheço as máscaras antes do sorriso.
E já não acreditei mais em lágrima fácil.
Ele insistiu até onde dava. O silêncio dela ensinou o resto.
— F.Fidelis - Psicanalista, Filósofo entusiasta e observador das relações humanas
Desfiz-me de tudo para me encontrar nas margens da angústia só a solidão esculpindo, no meu silêncio, o vazio das memórias de mim.
O amor, tantas vezes retalhado, distorcido e incompreendido, foi descartado em silêncio.
Ainda assim, encontrou quem o aborrecia, mas também quem cuidou, pois o amor é apenas amor.
Ele não cria expectativas,
quando não há espaço, encontra seu próprio caminho e segue.
Sem confronto, o amor se revela —
onde você está, está também o amor.
Faça tudo em silêncio sem comentários, Deus conhece teus números e pensamentos ele não conta a outros é você e Deus.
Há momentos em que o silêncio é necessário, pois nem sempre falar traz edificação; muitas vezes, é no calar que se conhece e se entende o valor de falar quando você pode ser ouvido.
Deste teu afeto inteiro que o universo sofreu contigo, recebeste silêncio por uma dívida que não é tua. O pranto ficou como a tua testemunha de uma entrega não correspondida.
Pensando em você, pergunto ao silêncio e invento planos com alguém que ainda não conheço, pensando em você a distância não assombra quando posso estar contigo em pensamentos, a tu és feiticeira que me enfeitiçou por eu te olhar.
Depois da curva, o equilíbrio, a paciência e o silêncio recuaram no espaço vazio. Depois da curva, não há muito o que fazer — até o tempo mudou de rota.
Pendurado no vazio, não há nada para oferecer.
No silêncio, há uma voz que entoa o nome sem palavras —
apenas a respiração fala: o som de Deus.
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