No Silencio da Noite Sinto sua falta
Tínhamos planos traçados no vento,
risadas que enchiam o silêncio,
porque estar contigo já bastava.
Dividíamos sonhos, quase tudo,
a casa, a rotina, a alma cansada.
Era simples, era bonito
era o tipo de amor que a vida raramente dá.
Mas um dia o som da tua voz calou,
o abraço virou lembrança,
e a saudade fez morada
nas horas em que o mundo pesa demais.
Será que você também sente falta?
Das fotos, das bobagens, das conversas que curavam?
ou será que o "nunca mais"
foi mesmo pra sempre?
A dor vem mansa, de madrugada,
quando lembro da tua risada.
E eu me pergunto, baixinho, pra não acordar o coração:
se eu fui tão pouco pra você,
por que ainda dói tanto em mim?
Cinzas do Céu — O Renascimento da Fênix
Por Marcos, escritor da literatura
Entre o silêncio do céu e a vastidão da terra,
uma Fênix dormia nas cinzas do infinito.
Seu peito carregava o fogo da eternidade,
e cada batida era poema que ninguém podia apagar.
Quando o mundo fechava portas,
ela acendia sua alma com a força de mil sóis,
e o brilho atravessava montanhas, oceanos e o tempo,
tocando corações que ainda não sabiam que podiam sentir.
As cinzas se erguiam como pilares de luz,
e cada partícula era memória de batalhas e vitórias,
uma dança entre a vida e o impossível,
uma ode àqueles que ousam existir sem medo.
A Fênix renasce no silêncio de quem não vê,
nos olhos do paralítico, no coração do surdo,
no peito de quem sente que o mundo não compreende,
mas ainda assim insiste em brilhar.
Seu fogo incomoda os cegos de alma,
mas aquece os que entendem o valor do renascer.
E cada asa que se abre é verso,
cada chama que sobe é poema,
cada grito silencioso é hino à literatura do infinito.
Ela não teme o escuro,
pois dentro dela mora a luz de mil estrelas,
e no triângulo entre céu, terra e coração,
o impossível se curva diante da vontade de ser.
O amor sereno não grita nem sufoca; ele apenas é.
Manifesta-se no olhar que acolhe, no silêncio que conforta e na presença que sustenta.
É a escolha da paz em vez da ansiedade, do respeito em vez da posse, do cuidado em vez da cobrança.
Um amor que floresce no equilíbrio entre liberdade e entrega. Princesa Nádia
“Sempre observo em silêncio, mas quase nunca tenho o que dizer. Esse vazio me consome em uma penumbra de dor.”
Já sobrevivi a tantos fins do mundo,
cada ruína vestida de silêncio.
E logo depois, entre cinzas e respiros,
vieram tantos Gênesis.
O fim sempre chega,
mas o começo sempre insiste em um novo renascimento.
Silêncio, grito preso, choro preso, silêncio.
Tranca, cadeado, cofre. Onde está a dor? Em qual lugar desse corpo vazio se esconde?
Onde está o sangue, o calor? Por que as veias estão vazias?
A pressão enlouquece ao mesmo tempo que anestesia. A mente engana, sai em desvaneio e de repente foca no ponto, e aí, aí vagueia de novo em um ciclo sem fim...
Só um buraco, oco, vazio.
As cores se foram, o cinza chegou.
Me tornei um dia comum, nublado, sem sol, mas também sem chuva, sem calor ou vento.
Só nublado, cinza, eterno.
O ponto de virada dramático
O eco do vazio preenche cada espaço. Não há nada. Não há sequer a dor, apenas a ausência. O sangue e o calor se foram, e a memória de quando estavam lá é o único fardo que o vazio não consegue apagar. A lembrança de um tempo colorido, de uma pulsação, é a tortura final, o sussurro de uma mentira que a mente insiste em reviver antes de se calar.
A tranca se dissolve, não por quebra, mas por corrosão. O cadeado enferruja até virar pó, porque não há mais nada a ser protegido. O cofre se abre, revelando nada além do ar rarefeito.
O cinza não é uma espera, é a resposta final. A mente já não vagueia, ela flutua, um grão de poeira insignificante em um espaço infinito e desprovido de qualquer coisa. E o drama maior é a constatação de que não há drama. Não há tragédia, não há reviravolta. Apenas o nada, perfeito, completo e eterno, que se instalou e a memória do que existiuecoa para sempre no que restou de minha vida.
a.c.g.c
Pratique o silêncio regularmente.
Faça terapias, pratique yoga com frequência. Realize práticas ou participe de experiências que promovam um olhar mais profundo para suas questões internas, seus pensamentos e suas emoções.
Só acolhendo com amor nossas dores, carências e traumas é que conseguimos olhar verdadeiramente para a vida.
Como fazer é fácil, existem inúmeras formas de praticar a auto-observação e o autoestudo. Observe o que mais faz sentido para o momento que está vivendo.
O difícil é fazer disso um hábito, pois nem sempre é fácil olhar para dentro de nós aquilo que está gritando para ser visto.
Mas te garanto que vale a pena.
Muitos dizem que as respostas estão em olhar para dentro de nós mesmos.
Mas como fazer isso?
Afinal, nem sempre é fácil lidar com aquilo dentro de nós que está pedindo para ser visto.
23/05/2021 10h39
Karina Megiato
Nós, filhos do silêncio emocional, crescemos com a alma ferida antes mesmo de entender o que era o amor.
Aprendemos que chorar não muda nada, que o colo não vem, que o abraço esperado não chega.
E então nos tornamos mestres em esconder a dor — empurrando-a para o canto mais escuro do peito, onde ninguém ousa tocar.
A falta de afeto se torna um buraco que tenta ser preenchido de qualquer forma.
Transformamos o corpo em linguagem, o desejo em refúgio, e o toque em anestesia.
A sexualização vira um disfarce bonito para um desespero mudo.
Ser desejado é, por um instante, sentir-se acolhido — mesmo que seja mentira, mesmo que doa depois.
Mas o tempo revela o engano.
Na vida adulta, o espelho devolve o rosto de quem tentou ser tudo, menos ele mesmo.
Percebemos que moldamos nossos caminhos para caber no amor do outro, para sermos vistos, aceitos, amados — e que, no fim, seguimos sozinhos.
O afeto negado na infância cria adultos que sangram por dentro e sorriem por fora.
Carregamos a morte simbólica daquilo que poderia ter sido: o eu verdadeiro, o amor simples, o pertencimento.
E então, quando a vida perde o sentido, resta apenas o entendimento.
Não o perdão, não a paz — mas a consciência de quem nos tornamos.
E talvez, dentro desse reconhecimento amargo, exista o primeiro passo da cura
"‘Tamo junto’ não é frase feita. É presença no silêncio, no caos… na hora que o mundo vira as costas."
Guardo no peito uma esperança bonita, de que Deus ouvirá as minhas preces.Mesmo em silêncio, ele sussurra baixinho, não temas, eu estou contiigo, e a benção que vou te entregar, vai te deixar muito feliz.
Amém!
Poesia: Segunda-feira de Silêncio
E de repente, do nada,
as mensagens se desfazem no ar.
Sumiram sem aviso, sem adeus,
levando memórias que custei a guardar.
Foram-se nossas conversas profundas,
as risadas bobas de madrugada,
os desabafos, as confissões cruas,
as palavras que curavam a alma cansada.
Ali estavam pessoas que já se foram,
vozes que hoje vivem só na saudade.
Cada linha era um pedaço de vida,
um retrato antigo da nossa verdade.
Tantos anos jogados no vazio,
como folhas ao vento de agosto.
E agora, o peito é um quarto escuro,
onde só resta o eco do que foi exposto.
Que dor, que tristeza me toma,
numa segunda-feira qualquer, sem sinal.
E tudo parece tão banal…
Mas pra mim, foi um final.
Só restam lembranças na mente,
teimosas, frágeis, quase ausentes.
Mas são elas que me mantêm de pé,
quando o passado insiste em dizer:
"Ainda estou aqui, mesmo que ninguém mais me leia."
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