No Silencio da Noite Sinto sua falta
Teu silêncio me sangra
(Eliza yaman)
O que me fere não são tuas palavras,
mas o silêncio que deixas no lugar.
É como se arrancasses minhas lavras,
e me deixasses só com o verbo amar.
Fico a colher o eco do que foste,
como quem junta espinhos sem saber.
Teu silêncio é punhal que ainda me encoste,
e me sangra sem nunca me vencer.
Quando voltaste
(Eliza Yaman)
Voltaste como quem jamais partira,
com o silêncio de quem sempre ficou.
Teu olhar não pediu, não fez mentira,
mas me tocou no ponto onde doeu.
E eu, que era pedra, fui terra fértil,
e tu, que eras sombra, viraste luz.
Nosso amor renasceu sem ser inútil,
como o milagre que ninguém traduz.
Não é mais aterrorizante o grito dos que são do mau, do que o silêncio daqueles que em maior número, nada fazem contra suas tirania.
A saudade me visita quando você me deixa para depois...
E eu me perco em meio ao silêncio da espera,
como quem caminha sem norte,
buscando no vento um sinal de você.
É nesse vazio suspenso que descubro
o quanto sua presença me é respiro,
e o quanto me falta quando não está.
Pensador do UOL
No silêncio que a tela guarda,
uma palavra ousa nascer,
pequena chama que arde,
na mente pronta a escrever.
Pensar é abrir clareiras,
num mundo turvo, sem chão,
é fazer das ideias bandeiras,
na luta serena da razão.
Entre versos, dúvidas, ecos,
o pensamento se faz farol,
guiando os olhos perplexos,
do leitor que busca o sol.
Não há pressa, nem vaidade,
apenas o sopro essencial:
refletir é semear verdades
no campo vasto e digital.
Te deixei partir, mesmo amando em silêncio,
pois teu futuro pedia outros braços.
Engoli o orgulho, rompi meus laços,
pra que encontrasses no mundo o que mereces.
Fiquei com a dor, com o vazio no peito,
mas te libertei mesmo sendo a pior coisa a ser feito. -Pax Animae
Ecos do deserto
No silêncio que engole a madrugada,
Sento-me ante o vazio das palavras,
Cada letra, um eco de minha nada,
Cada verso, uma sombra que não se lavra.
O vento atravessa minha mente seca,
Rasga lembranças, assombra memórias,
E cada rima que em vão se mece,
É um espectro a percorrer meus labirintos sombrios.
A pena treme, temendo a reprovação,
Do poeta que habita meu próprio peito;
Seus olhos de carvão queimam a criação,
Transformam sonho em pó, e esperança em leito.
Oh, tormento de moldar o intangível,
De buscar a luz no deserto da mente!
A inspiração foge, cruel e incrível,
E a dor do não-criado é eternamente presente.
Assim navego, entre dor e vazio,
Escravo do eco de minhas próprias exigências;
Cada linha que nasce é um desafio frio,
Cada verso, um lamento de minhas inconsistências.
E se um dia a poesia me libertar,
Que seja na aridez que aprendi a sofrer;
Pois só quem se perde no próprio olhar
Sabe a dor de escrever e jamais se ver.
"Falar de suicídio é falar de vida.
De escutar o silêncio que grita,
de abraçar a dor que se esconde.
Não é fraqueza pedir ajuda,
é coragem dizer: preciso de você.
Sempre haverá um amanhã para quem acredita que merece ficar."
— Isa Colli
Às vezes, o silêncio é mais forte do que qualquer palavra.
Eu sei do que vi, do que senti, do que vivi... e, ainda assim, escolho calar. Não por falta de coragem, mas por excesso de dignidade.
Enquanto você dorme em paz acreditando que sua imagem está intacta, lembre-se: sou eu quem guarda, no peito, um oceano de verdades que poderiam afundar o seu nome.
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