No Silencio da Noite Sinto sua falta
SUMIR, uma palavra de designa falta, desnecessária!!
SUMIR, uma ausência no absoluto espaço perdido,
SUMIR, um profundo silêncio que cala a o nada,
SUMIR, um pensamento sem vida que a memória apaga,
SUMIR, os segundos são loucas jornadas,
SUMIR, os fatos são fotos passadas,
SUMIR, cada passo é atraso no relogio da vida!
Então vem, me diz que sente falta.
Vem, diz que me quer.
Vem, diz que me ama, e nunca irá me deixar.
Vem, me dê todo seu amor.
Não me deixe.
Ah, amor, me perdoe, o medo me cega, a desilusão me corrói, e a insegurança já é minha companheira há tempos.
Então vem, diz que não é só mais uma ilusão, e que quer ser dona do meu coração.
O mal do século não é a depressão, é a total falta de compaixão pelo próximo
O mal do século não é a depressão. A depressão é a consequência, não a raiz; ela é o fruto da total falta de compaixão pelo próximo. Seja o próximo um amigo, animal, desconhecido, um familiar. Cada dia mais sentimos a falta de emoção, a dificuldade em se emocionar, de enxergar o outro. Percebemos isso até mesmo nas crianças. As pessoas não se emocionam mais tão facilmente. É mais fácil ignorar. Não sobra tempo. E a compaixão vem dos sentimentos. É a forma mais expressiva do amor.
Compaixão não é razão, é emoção, são tripas e vísceras que se contorcem por dentro.
A compaixão vem do coração, do bem-querer. Não existe na compaixão uma rua de mão dupla. É doação.
Sentir compaixão não é sentir pena. Sentir compaixão não é ser politicamente correto. Sentir compaixão não é a gorjeta do garçom ou a esmola do mendigo. Sentir compaixão não é a caridade do dia.
A falta da compaixão traz julgamento, indiferença, depressão, vazio, maledicência, tragédia.
Sim, somos criaturas imperfeitas: erramos, julgamos, ofendemos, magoamos, matamos, mentimos, omitimos, traímos, somos desleais. Falamos muito em Deus, o amor de Jesus por nós, pregamos, ditamos... mas só ficamos na teoria, não praticamos absolutamente nada.
Não podemos exigir do outro aquilo que não somos, que não praticamos nós mesmos.
Eu sei, é difícil se controlar, dominar as palavras, a língua, o impulso. Dominar à si mesmo é a mais dura das missões. Levei boa parte da minha vida para admitir isso e me olhar no espelho e me questionar: "Quem sou eu para julgar? Com que direito eu tinha de ter feito ou dito aquilo?".
Quem é você para julgar? Quem é você para impor seus valores e suas idéias?
Quem somos nós para determinarmos o que é certo ou errado para aquela pessoa? Quem sou eu ou quem é você para apedrejar alguém por seus atos, mesmo sendo esses atos desleais? Quem somos nós, para ao menos, não tentarmos perdoar?
E quase sempre, temos aqueles mesmos defeitos que criticamos. E um dia, quem sabe, cometeremos os mesmos atos de quem apedrejamos. Senão nós, nossos filhos, netos...
Algumas pessoas se acham no direito de controlar nossos sentimentos, nossas vidas, nossos gestos. É mais conveniente ser bom moço, ser politicamente correto, aderir à massa, para sermos aceitos e respeitados. Usamos máscaras para podermos viver em harmonia e em sociedade. Tratamos o outro como mercadoria. Um vale mais do que o outro. Um importa mais do que outro. Eu ajudo um mais do que o outro. Pisamos e esmagamos no coração do outro. Levamos e trazemos informações. Ignoramos a tristeza do outro, dizemos que sua depressão é frescura, é preguiça, não nos importamos. Mas nos lamentamos diante de um caixão.
Se exercitássemos a compaixão, enxergaríamos a vida e veríamos o próximo com menos arrogância e mais afeto. Desceríamos de nosso castelo de cristal e não prejudicaríamos e nem sentiríamos o sádico prazer em fazer o mal, em prejudicar alguém. Nunca é tarde para recomeçarmos e estendermos nossas mãos. Oferecer nosso ombro. Algumas pessoas tomam as rédeas, outras, esperam. Tudo a seu tempo. Tudo se ajeita.
Mais do que se solidarizar com o próximo, a compaixão transforma você, te faz uma pessoa mais humana, menos egoísta, desprendida de materialismo, de soberba, te afasta da ostentação fútil, e o principal, enche de VIDA, de paz e esperança os dias de alguém.
A compaixão tem poder. E o maior poder que ela tem é o de salvar vidas....
Autora: Aurilene Damaceno
CREPÚSCULO NO CERRADO
Na tarde do cerrado, rubra o horizonte
Pulsa, nos arbustos de galhos tortuosos
O fim do dia. Em cheiros tão saborosos
No crepúsculo tropical, de poética fonte
Tudo, entre rútilos, vermelhes fragosos
Raspando a luz no seu total desmonte
Gerando sombras e enigmática ponte
No breu, vozeando coros lamentosos
A lua, se apresenta com seu alvo manto
Cercada no céu por um véu de casimira
Desenhando o anoitecer com ternura...
Dentre todas as criaturas, meu espanto
Por tão dadivoso encanto, que se expira
No fugaz beijo, inicia a noite, tão escura.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Parecia escura aquela noite, mas o meu coração era luz, uma luz de esperança, acordei rindo alto, cantando alto e decidir não chorar mais por aquele mesmo motivo. No decidir tudo começou, até as flores sorriam para mim, dancei no ritmo do vento e nos passos da dança fui me afastando de muitas coisas, quando me dei por conta percebi que fui ao lugar certo: fui para longe de tudo que já não acrescentava.
A dor fez morada em meu coração
Se é dor ou tristeza, sei não
Já passou da meia noite,
A luz se foi,
A dor não.
Que seja serena a nossa noite,que estejam em paz nossos corações,que sejam lindos os nossos sonhos e que sejamos abençoados pelo infinito amor de Deus.
Linda noite a todos !
Senhor, abençoe nossa noite, que em nosso repouso possamos aquietar nossas preocupações e no silêncio de nossas almas possamos ouvir todas as respostas que precisamos.
Há dias em que o amanhecer traz consigo a penumbra de uma noite escura e a realidade que persegue o coração....
#Espelho...
Espelho meu...
Diga-me a mais pura verdade...
Por vezes à noite...
Vejo um rosto...
Que me olha de forma suspeita...
Meio a contra gosto...
Será que minha alma...
Reflete minha imaginação ?
Esta ou aquela...
Pouco me importa...
Se tudo for ilusão...
Por fora as pessoas me vêem como querem...
Uns com olhos bons...
Outros não...
Conforme coração...
Sou alma imortal...
Espírito livre...
De longas eras advenho...
Do tempo um viajante...
Nesse espaço de agora...
Somente um errante...
Espelho...
Espelho meu...
Pergunto a ti agora...
Se tudo vai bem...
No correr das horas...
Não é por vaidade...
Pesa o tempo...
Pesa idade...
Vivendo nas coisas além de mim mesmo...
Descobrindo erros e qualidades...
A cada dia nascendo à vida...
Não minta espelho...
Conte-me sua verdade...
Por que persiste?
Por que repete?
Do jeito que é...
Esse silêncio torturante...
Nada me fala...
Pouco me mostra...
Não me revela...
O saber...
Mostra meus olhos cansados...
De um menino que sustenta esse homem...
Um dia...
Muito além...
Esquecido...abandonado....
Espelho...
Espelho meu...
O que terei agora?
Dissipando minha claridade...
Arrancando minhas possibilidades...
O que foi compreendido não existe mais...
Ah...
Como sou fulgaz...
Espelho...
Espelho meu...
Desdenhei a realidade
Mostrou em mil imagens...
O que minha alma grita...
Diante de sua cruel verdade...
Sandro Paschoal Nogueira
A noite é um mistério...quando a estrela cadente passa na escuridão do céu,a gente faz o nosso pedido mais importante e ele é realizado através da nossa fé.
Peço uma noite abençoada para todos.
Ivânia D.Farias
NOITE AFORA (soneto)
Como a secura no cerrado, sombria
A saudade, arde no peito desolado
Que dói, corrói, num olhar maculado
De agonia, e sentimento em romaria
Tão horrenda é a ausência de alegria
A luz do dia, neste silêncio privado
Ecoa em brado, no coração fechado
Causando ilusão enganosa e fantasia
Assim, entre as tristuras, essa poesia
De canção queixosa, chora e tão cheia
De espera, na insônia pela noite afora
Palpita melancolia, repleta de ousadia
Na lembrança que devasta, incendeia
Equivocando o sono, perdido na hora
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20/02/2020, 04’52” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Sim, essas noites de cinzas, as mesmas noites com rosas
as que havia passado, as que se passaram, e as que passou
as mesmas noites de medo, as noites de desejos
e as noites com fim
Quando me perpetuo, minha grandeza passa
passa meu orgulho, orgulho?
já dissera que eu mesmo não aceito
que eu mesmo não te peço e eu mesmo não assumo
disseram para mim, que eu mesmo me queixo
morto meu desejo, morto?
Quando a noite passa
mais noite que ela possa ser
mais noite que eu fui
O amanhecer, o amanhecer das flores
que elas mesmas não me desfruta
ser inanimado, algum que não sinto, sinto?
sinto a clareza, o belo, e sua beleza
mas não sinto seu coração, coração?
a um ser inanimado, que não é apaixonado
ameaçado a destruição
para que, disseram que elas não morriam
disse que não tinha coração
algum ruim?, que não vejo?,
oh pena destruição
Aquelas mesmas flores
as que não tinha ódio, nem rancor
para que isto? não fizera nada
o ódio, o rancor, que tem? quem tem?
as flores? ou você?
Amanheceu...
O Sol, mais um dia nasceu entre nuvens brancas, douradas e prateadas que pintavam o céu azul.
Sobre quem é do bem ou não, ele espalha o seu "Bom dia!"
A mulher passou e não o notou.
O homem passou e murmurou.
A criança sorriu e agradeceu!
A tarde...
O tempo fechou! O céu foi encoberto por algo espesso, como se fosse uma única densa nuvem. Parecia até que ele chorava, uma fina e gélida garoa.
A mulher passou e se encolheu.
O homem passou e se escondeu.
A criança sorriu e orou...
O dia se vai...
Um intermitente vento varreu o horizonte, levou a chuva, dilapidou as nuvens e abriu um límpido céu azul para que ele, mais uma vez, pudesse raiar na sua despedida e nos desejar uma "Boa noite!"
Num só dia, tantas variações, tantas sensações...
Em nossas vidas, também pode acontecer dessa maneira...
Há dias em que a esperança acorda conosco, apesar das nuvens da nossa existência.
Mas, de repente, tudo parece perdido e pensamos que só nos resta chorar e nos esconder.
É nesses momentos que precisamos buscar enxergar os acontecimentos, como uma criança que sabe que não foi abandonada por seu pai. Ela sorri. Ela ora. Ela crê. Ela espera.
Nosso Pai é Senhor sobre os ventos e sobre as tempestades.
É ele quem dissipa as nuvens e as trevas.
É ele quem enche o nosso coração de paz e nos deseja um "Bom dia!".
É nele que encontramos descanso para um restaurador sono e, assim, parece que sua voz sussurra com um suave "Boa noite, meu filho!'!
O GATO PRETO
Alma negra que percorre a noite
No telhado briga, ama, e mia. Frígida!
Ao brilho da lua, num acoite
Uma paulada fria tira uma vida
Das sete que se tinha na alma
Renasce frio como uma hidra
Dum cemitério cheio de camas,
Descansa nos olhos amarelos a irá
De um bichano astuto e misterioso
Que ao voltar da morte cansativa
Devora os olhos do ser monstruoso
Que lhe tirou uma vida progressiva.
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