Nem sempre
Sempre
Não prometo amar-te para sempre.
Sempre é pouco tempo.
Quero amar-te para lá do sempre.
Vou amar-te todos os dias e noites
sem a ajuda do sempre.
Irei beijar-te constantemente
até ultrapassar todo o sempre.
Não serei sempre o mesmo,
porque sempre que amanheço: amo-te
e sempre que te amo anoitece apenas no mar.
A minha existência, para ti, estará sempre aberta. A minha ausência, para ti, estará sempre fechada.
Nós seremos sempre o resultado do que a vida fez connosco e do que fizemos com a vida, e também, o resultado do que fizemos com o Amor e o que o Amor fez connosco. Depois amadurecemos e caímos da árvore.
Na sempre controversa percepção sobre a brevidade
da vida, o mais pertinente questionamento a ser feito
não será: porque partimos...
E sim, para que viemos!
Somos ainda
meros consumidores de efeitos
sempre carregados
de evidências boas ou más...
Embora pouco ou nada debruçando
sobre suas causas e razões
que - sobretudo pouco digeridas - nos
escancaram, incomodam, amiúdam.
Assim como, em tempos
de melhor compreensão e certezas,
nos conduzem a melhores escolhas
e princípios!
No sempre dispendioso
mas compensador caminhar destinado a cada espírito,
não haverá um mais aplicado
mestre ou eminente juiz
que não seja ele
mesmo!
A falta de liberdade
nem sempre é resultado
de fatores externos, opressores;
mas efeito da nossa falta
de limites;dessa incapacidade
em controlar nossos próprios instintos!
Devemos sempre reverenciar
o homem, elucidou Jesus, o Cristo:
mais justos, cordiais, melhor percebermos
esse Serque nos encarna,como
expressãomáxima da Criação;
sua extraordinária cognição,
a notória capacidade em adaptar-se
às circunstâncias...
Embora, não poucas vezes,
ele se perca, acometido
por suas próprias
escolhas!
O chamado
'bem viver'é um processo,
não um estado gratuito do ser!
Sempre uma direção, um compromisso,
nunca um destino previamente definido...
Sobretudo um ganho,uma conquista,
suscitada porum único e vital ingrediente:
a boa vontade!
... no sempre compensador,
embora dispendioso caminhar
consagrado a cada espírito,
não existirá um
mais aplicado mestre
ou eminente juiz,
que não seja ele
mesmo!
Memórias
são nossas digitais no tempo!
Sempre únicas, reveladoras, intransferíveis!
Bem como todos os afetos
e sensibilidade que origina;
nos propicia!
Saber
argumentar sempre será
o mais adequado dos protestos
e questionamentos, ora expostos
a esse agitado cotidiano em que vivemos!
E o autoconhecimento sensatamente
buscado, a via elementar para
que adquira espessuras
e subsista!
