Nem sempre
Sempre que houver divisionismo
o poeta pelo fato de existir,
alguns com ele irão se incomodar,
sem mesmo por eles procurar.
Ele é quem tem a ousadia de fechar
a porta quando alguém fizer
a cortesia para a guerra entrar,
e muita inspiração para encorajar.
Ciente que a poesia é feita de pausa,
para a cada novo momento respirar,
o poeta quando cala a poesia vira mar.
Com ou sem licença poética,
não receia por nada a palavra partilhar:
como as sementes dos ipês a se espalhar.
Deus acima de tudo, de todos os lados
e em todas as nossas direções,
Ao recordar sempre o Rukun Negara,
ao respeitar a Constituição
e na lealdade ao Rei e à Nação,
Não há melhor caminho
a ser percorrido pelo coração
para preservar e construir
os sonhos com total retidão.
Enraizados na terra,
sabemos quem somos,
da onde todos viemos,
no final sempre ficamos,
e não nos impressionamos
com quem usa da ideia
de estar acima de nós.
Uns são aquilo o quê
deixaram para trás,
São sempre eles que
provocam apagamento
para ter como aliado
o nosso esquecimento.
O quê se comunica
nem sempre na vida
é tão profundo assim
ou é um Cajá-mirim
cheio de frutos doces.
Não se aceita a opção
que na foz é arriscada,
porque do dia para a noite
nunca cria ou se faz nada.
Por isso é importante
lembrar o quê se passou,
e o quê se conquistou.
O sussurro que cruza e roça
a fantasia na madrugada alta
que jamais pode ser recusada;
Sempre que vir acompanhada
escorregadia com a mão-boba,
e uma boa proposta indecente.
Para que as auras entrelaçadas
a meia-luz cumpram afinadas,
brindando solenes e íntimas
o supremo, o indecoroso,
e o pio desejo incontrolável...;
por amor, concessão e eflúvio.
Para de delíquio em delíquio,
sem nenhuma ambiguidade,
sem dedos com a latência,
cumprir fielmente o pacto
com a tentação da boa colheita,
para obter o melhor sabor
de Jenipapo, sem pudor,
Sem tabu e sem nenhum véu,
tornar tudo em nós livre e permitido;
pela via plena da insinuação
conquistar e celebrar o afrodisíaco.
A Uruvalheira outubrina
em florescimento onde
a ventania faz cantiga
e a paz sempre convida
Anuncia a melífera
pretensão toda risonha
de não ser efêmera
de ser completa e sedutora
Tentadora e toda feita poesia
mais que o pão de cada dia
queiram uns e outros não
garantir a total satisfação
com o fiel compromisso
de trazer calor para o coração
Sempre que me calei
é porque fui calada,
e da mesma maneira
quando decidi partir
de alguma forma
é porque fui partida,
Não largo ninguém
no meio do caminho
ou até mesmo sozinho
a não ser que algo
tenha acontecido
ou tenha dado motivo
para não ir seguindo.
Depois do inverno
que me foi oferecido
ou quando não há
mais nenhuma opção
para permanecer,
Sempre elejo partir
para seguir inteira
e ao mesmo tempo
aparentemente presente,
Em nome daquilo
que não quero perder,
e por crer que tenho
ainda muito prá viver.
A minha natureza
íntima e enraizada
- nunca por nada -
deixou de ser cultivada;
Porque o meu espírito
é de Capinuríba nativa;
e renascerá ainda mais indomado,
todas às vezes que for quebrado,
e até pelo bico de um pássaro.
Sempre que não houver escuta, haverá ruído. Não é debate se uma das partes semeia desonestidade intelectual começa. O conveniente quando houver desonestidade intelectual é sempre colocar um ponto final para não a ver distorção e conflito.
Sempre que o lírio-da-caatinga
florescer pleno e altivo:
branco, vermelho ou rosa,
acenará a primícia amorosa.
Assim haverá de ser o sinal
do Movimento Armorial,
em ressurgimento mesmo
que seja no pensamento.
Depois virá o verbo e o passo,
para o mútuo encantamento,
para o absoluto espalhamento.
E dessa vez será maior porque
será razão e coração em união
do Norte ao Sul pelo pertencimento.
Quem implode a ponte do diálogo comigo, eu sempre perdoo e quero distância. Manter por perto a vida já me provou que não vale o desgaste seja no mundo real ou no mundo virtual. As pessoas são incorrigíveis.
Criar as suas próprias asas
sempre que tentarem impôr
certezas por onde você for.
Permitir que o Açaí-do-Pará
continue a florir e a frutificar,
para que a vida ao redor
com o seu ciclo continuar.
Ter o peito voltado para o céu,
os pés como raízes fincadas,
a vontade de seguir em frente
e o pacto de coragem existencial
neste nosso continente ancestral.
Vestir-se de liberdade e beleza,
colocar somente as cartas
que nos pertencem na mesa,
para que a vida não se perca,
o amor dure e a gente continue,
e a real história se escreva.
Sempre que houverem
pássaros e a Lua
em qualquer fase no céu
do Médio Vale do Itajaí,
e eu possa apreciar aqui
do meu jardim em Rodeio,
haverá muita coisa entre
nós ao redor acontecendo,
para nós o melhor
estou a cada dia prevendo.
As badaladas dos sinos
da Igreja Matriz São Francisco
se misturam ao barulho
dos tratores e dos carros
que estão indo rumo
à Festa do Colono e do Motorista
no meio desta paisagem
criada por Deus, o maior artista.
Agora, espero que você venha,
se divirta e encontre de verdade
com o que há de melhor e poesia,
para que os teu passos regressem
quando buscares o que inspira,
a festa e a beleza para a sua vida
com toda a alegria e muita magia.
Caiçuma bem feita
na beirinha do rio
adoça a palavra,
sempre distrai a ideia
e a atitude destrava,
Funciona tão bem
quanto reza brava.
Os olhos e o coração
florescem, tal qual
tajy no Rio Paraguai,
sob o céu austral,
Sempre que percebo
os teus bonitos sinais,
porque a diferença
para mim tu sabes que faz.
Revoada de papagaios
neste rio que nasceu
filho dos payaguás;
Mergulho acompanhado
do amor em prelúdio,
não quero adiar mais,
porque aprecio tudo
o que sempre me trazes
em todas as tuas fases.
Nas tuas mãos quero
ser a fera macia e domada,
a harpa etérea e afinada
que ecoa a melodia cristalina
com fascinação, a magia
e a potente inspiração
que nos una a América do Sul
em sagração a cada estação.
Tudo o que pedires e me deres,
seja em silêncio ou não,
em entrega e sedução
com prazer farei muito mais
para não deixar nada faltar,
e ser o teu abrigo e fonte de paz.
O tempo propício chegou
de um mostrar o quanto um
pelo outro sempre esperou;
e nada nos dessacralizou.
Por adoração e magnetismo
viramos o magnífico vício
de escrevermos o destino:
o calendário não ultrapassou.
Não há um só dia que não
tenhamos vivido: porque
pelas estações nós sentimos.
E sentindo: ipês seguimos.
Com o ritmo das estações
pelos caminhos floridos.
O baile que vale a pena
sempre será onde por
nada a gente se contenha.
O nosso baile é maya,
ao ritmo de Son Chapín,
onde a alma fica leve e serena.
Nas tuas mãos sou
a tua marimba favorita;
no silêncio, a curva
do Rio Motagua que só
você navega e a alma decifra.
A minha existência
povoa toda a sua fantasia.
Com as flores mais lindas
da Árvore de Ochote,
serei muito mais do que sorte.
Tu haverá de ser o meu norte,
que os passos envolvem
neste amor sublime que fascina.
Por ninguém foi percebido
sempre que ocorre um terremoto;
e, em algum lugar foi sentido,
é porque o coração da América Austral
foi profundamente partido:
Por quem despreza a terra,
a ancestralidade e o destino.
[De ser o próximo não há
nesta terra que esteja impedido.]
Sempre é melhor ter alguma
direção do que nenhuma,
mesmo que peça tempo.
Assim sempre tem sido na vida,
e quando o assunto é sentimento.
A tempestade quando toca
na Palma-real jamais
diminui a beleza da memória.
O Rio Cauto canta
para não apagar a história
de Cuba, a minha e a tua.
Pátria ou morte até a última
consequência, assim ensinou
José Martí a resiliência.
No toque de Son cubano,
somos a famosa resistência.
Seguindo no ritmo que deu
origem à Salsa e a outros ritmos,
enquanto quem roeu a corda
nem nunca houve,
vamos criando à consciência,
porque quem quer viver
em liberdade precisa de paciência.
Por mais que haja bons cafés para torrar, acredite, os idiotas sempre vão preferir torrar a sua paciência.
