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Nem sei quem sou

Cerca de 176670 frases e pensamentos: Nem sei quem sou

0168 " 'Dedico-lhe muita consideração e sei que você foi abandonada na infância. Mesmo assim não vou deixar de comê-la.' Foram minhas últimas palavras para aquela lagosta linda. Ato contínuo, comi-la!"

0171 "Sim, Eu sei que você está 'sem tempo'. Sei há quase 86 anos!"

0173 "Não sei 'com quantos paus se faz uma canoa'. Acredito que vai depender de quantos homens estejam por lá (para fazer a tal canoa). Ou existe outro cálculo?”

0193 "Sei muito bem lidar até com as pessoas que me cansam. Não se convenceram? Façam o teste!"

0236 "Ainda não sei e não me explicaram... Mesmo com salário alto, o sujeito rouba, rouba, rouba. Por que rouba, rouba, rouba o sujeito que já tem salário alto?"

0245 "Ela perguntou... Então, eu disse: 'Sei e sei muito bem que a foto no seu perfil é de muitos anos passados ou decorridos, Hum!"

0274 "Já não sei o que pior, para Mim. Se uma partida de vôlei ou Alguém falando dia e noite sobre Deus, sem ter Carteirinha de Deus e sem eu ter pedido 'Ensinamentos'. Para Mim, é sim, bem assim!"

0284 "Não sei a razão, mas algumas pessoas comportam-se tal qual alguns cientistas. Num dia, dizem que o café faz bem. No outro, que o café faz mal. Decidam-se!"

0344 "Não sei amanhã, mas hoje (até hoje) continuo vendo a Biblia como Grande Coletânea de Justificativas. Justificativas para qualquer coisa, qualquer situação, pareçam coisas certas, óbvias e verossímeis... Ou nem tanto!"

0400 "Sei bem o que é Ingratidão. Ingratidão é não terem ainda criado Bandeira, Hino e Medalha para me homenagear. Estátua não quero, pois Estátuas são banheiros de pássaros!"

0416 "Sei que tenho muito o que aprender. A questão é que não encontro ninguém bom de verdade para me ensinar!"

0482 "Também 'sei que vou me amar / Por toda a minha vida... Vou me amar...' Disse eu para Mim mesmo! (Com base nos versos de Vinícius de Moraes, na composição com Tom Jobim)."

0499 "Não minta nem desconverse... Eu sei que você também lambe a tampa do iogurte!"

O516 "Sei desde os tempos em que Humanos andavam pra frente: o que basicamente difere ricos de pobres é a OPÇÃO e o NÃO. Ricos só sentem calor, frio ou fome por opção. Pobres, não!"

0541 "Sei exatamente como definir 'Sensação Térmica'. Então, deixem de lero lero (ou de papagaiada, quando for caso) e digam-me apenas a temperatura. Isso eu não tenho como medir, sem aparelhos!"

1870 "Minhas panturrilhas? Não tenho vergonha delas, tanto que não as escondo. Mas sei de pessoas que escondem o verdadeiro caráter. Isso, sim, envergonha!"

0567 "Já não sei o que é pior... Se o público não saber separar personagens dos atores ou se atores não conseguirem se desgarrar de personagens!"

Dúvidas do viver
(Ensaio de Prosa Poética em golpes secos)
Agilson Cerqueira


Não sei.
E não importa.
Penso.
E não sai do lugar.
Produção,
Nome bonito pro vazio.
Sinto.
Não explica.
Razão falha.
Sentimento também.
Sem saída.
Cético —
De quê?
Prático —
Pra quê?
Nada sustenta.
Nem povo,
Nem Intelectual.
Ciente inconsciente.
Nem isso.
Não ser —
Sem drama.
Querer ser —
Erro.
O ser não falta.
Nunca houve.
Inquietude corrói.
Insatisfação gasta.
Nada constrói.
Tudo desgasta.
Resta —
Nem resto.
Nem nada.

Entre aquilo que vejo, ouço, tateio, provo e respiro e o real, há uma distância que não sei medir; mas o desconhecido logo me revela a pequenez do que sei.

⁠⁠Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.


Sei que o mundo seguirá em frente — como sempre seguiu — indiferente à ausência da minha voz.


Não porque ela não tenha existido, mas porque os ruídos do mundo, muito raramente, o deixam perceber silêncios que não gritam por atenção.


Ocupado demais com os próprios ecos, ele não notará a falta de uma voz tão insignificante que nunca quis ser multidão.


E está tudo bem.


Porque quando eu me calar, talvez não seja por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.


Há momentos em que falar já não acrescenta, explicar cansa e gritar não cura…


Então o silêncio deixa de ser fuga e passa a ser escolha.


Nem toda ausência precisa virar ruído.


E nem todo silêncio é pedido de aplauso.


Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.


Saudade não exige devolução, não pede palco e nem reclama resposta.


Ela apenas existe — como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.


Ainda assim, se alguém sentí-la, que não lamente.


Que se contente com ela.


E que guarde essa voz como quem guarda um copo d’água no deserto: não para exibir, mas para lembrá-la.


Porque há vozes que não foram feitas para ecoar em multidões, e sim para alcançar um coração de cada vez.


O silêncio, quando escolhido, não é derrota nem esquecimento.


É o berço do descanso da alma…


O lugar onde a palavra aprende a ter peso justamente por não ser dita.


É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando as palavras já não alcançam.


E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.


Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem, intactos, exatamente no espaço onde o silêncio começa.