Nem Cicatrizes Deixam
Não se preocupe com cicatrizes, um dia elas serão apenas marcas e lembranças de um tempo que já passou.
Essa mulher é um verdadeiro mistério envolto em cicatrizes e resiliência. Seu coração é como um quebra-cabeça indecifrável, com cada peça contando uma história de decepção e superação. Ela transforma cada golpe em aprendizado, emergindo sempre mais forte e determinada.
Sua alma é um jardim em constante florescimento, onde todas as emoções possíveis encontram abrigo. Do amor à tristeza, da alegria à dor, ela abraça cada sentimento com coragem e verdade. Mesmo quando parece perder-se nas trevas, seus olhos brilham com uma chama inextinguível de esperança.
Ela é uma filha especial para o Criador, pois traz consigo a essência da criação. Sua força e resiliência são uma prova viva de que mesmo diante das dificuldades, ela encontra uma forma de renascer. Sua capacidade de transformar suas experiências em lições valiosas é inspiradora.
Essa mulher não se contenta em apenas existir, ela se permite florescer através da dor, encontrando um propósito maior em cada obstáculo que enfrenta. Sua coragem e determinação são como as raízes que a mantêm firme mesmo diante das tempestades.
Quando olhamos para essa mulher, percebemos que ser indecifrável não é algo a ser temido, mas sim admirado. Ela é a personificação da resiliência e da capacidade de transformar cicatrizes em força. Sua jornada é um exemplo de superação e um lembrete de que dentro de cada um de nós existe uma luz capaz de iluminar até mesmo as áreas mais sombrias de nossa existência.
- Edna Andrade
Cicatrizes em Verso
Na sombra do quarto, o silêncio gritou,
Teu beijo traía o que o olhar negou.
Mentiras dançavam na ponta da língua,
Enquanto meu peito, em pedaços, se extinguia.
Promessas lançadas ao vento, ao acaso,
Toque que feriu mais que o próprio descaso.
Fui chão partido, fui lágrima fria,
Fui noite sem lua, perdida em agonia.
Mas da dor se ergueu minha voz em sussurro,
Juntei cada caco, fugi do escuro.
Descobri na queda a força esquecida,
A luz escondida no fundo da vida.
Renasci da decepção mais profunda,
Feita de aço, de alma fecunda.
Me refiz sem pressa, com calma e razão,
Deixando o passado virar solidão.
E então, sem aviso, um novo calor,
Um toque sincero, um novo amor.
Sem promessas vazias, só verdade nua,
Um brilho nos olhos que a alma flutua.
Paixão que não fere, mas cura e acolhe,
Que beija as feridas, que afaga e recolhe.
Amor que não prende, mas faz florescer,
Que nasce do recomeço, do saber viver.
E hoje eu caminho, firme e serena,
Com o coração leve, sem mais algema.
Pois sei que a dor me ensinou a lição:
Só ama de verdade quem ama com o coração.
As Decepções são venenos e feridas abertas que nos trazem doenças na alma e traumáticas cicatrizes.
Meu querido
Suas cicatrizes
Eram a parte
Mais bela da tua vida
Pois me mostrava
Quão forte era seu ser
E quão intensa era sua alma
Minha alma
É feita de feridas.
Cicatrizes abertas
Pelos amores
Que ardiam demais.
Fui perdendo,
Aos poucos,
A fé no toque,
Na pele,
No amor carnal.
Sobrou o silêncio
Das promessas quebradas
E um corpo
Que se defende
De sentir.
O que é beleza pra você?
Ter um rosto limpo.
Ter um corpo magro e sem cicatrizes.
Ou é ter um olhar límpido
que até a alma é visível.
A beleza verdadeira não está na estética do corpo , mas sim o quê esse corpo produz ao olhos de quem as enxergam.
Enfim a beleza verdadeira é a essência interna de dentro do corpo físico!
JOVENS, procure não deixar CICATRIZES durante a sua juventude, para o resto da vida. Elas serão um empecilho ao seu crescimento e motivo para arrependimento. Não há como utilizar a borracha para apaga--las"
Título: A Dança das Cicatrizes e da Lua
Na cidade de pedra onde os relógios governavam os passos, Amara tecia planos meticulosos como um ourives. Ela moldava dias em agendas de ferro, acreditando que a perfeição era uma escada para alcançar o céu de suas ambições. Até que um inverno, o fio de suas certezas se rompeu: o projeto que a consumira por anos desmoronou como castelo de areia sob um temporal. A rejeição veio em forma de carta seca, e Amara, ferida, fugiu para a floresta onde os lobos uivavam histórias antigas.
Parte 1: A Árvore que Guardava Segredos
Na primeira noite, sob um céu cortado por galhos retorcidos, Amara encontrou uma árvore cujo tronco era um mapa de cicatrizes. Cada sulco contava uma história, rachaduras de raios, marcas de machados, queimaduras de fogos passados. "Como você ainda está de pé?", sussurrou, tocando a casca áspera. Uma voz ecoou, rouca como vento entre folhas mortas: "As feridas não são fracassos, filha. São raízes visíveis." Era a Senhora do Carvalho, anciã cujos olhos brilhavam como musgo sob luar. "Venha. A floresta tem perguntas para suas respostas."
Parte 2: O Rio que Não se Domestica
A anciã a levou a um rio turbulento. "Faça-o parar", desafiou. Amara ergueu barreiras com pedras, tentando canalizar a correnteza. Quanto mais lutava, mais a água arrancava seus muros, inundando-lhe os pés. "Você quer controlar o que só sabe fluir", riu a Senhora, enquanto mergulhava nas águas escuras. "A frustração é um remédio amargo: mostra onde você insiste em nadar contra a maré." Amara, exausta, deixou-se levar pela corrente. Pela primeira vez, entendeu o sabor do descontrole era salgado, como lágrimas, mas trazia sementes de algo que poderia germinar.
Parte 3: A Alcateia que Dançava na Lua Cheia
Na terceira noite, lobos cercaram Amara. Ela esperava um ataque, mas em vez de dentes, viram convites: um lobo mancando exibia orgulhoso uma pata deformada; uma fêmea velha, sem um olho, liderava a caçada. "Nós caímos, caçamos, falhamos. E ainda assim dançamos", rosnou a líder, enquanto o grupo girava sob a lua. Amara juntou-se à dança, tropeçando, rindo de seus próprios tropeços. A alcateia não a julgou sua vulnerabilidade era um canto ancestral, não uma fraqueza.
Parte 4: O Fogo que Comeu as Máscaras
Na cabana da Senhora do Carvalho, Amara queimou os papéis de seus planos falidos. Cada chama consumia uma expectativa rígida. "A lua", contou a anciã, "já foi inteira, mas um dia se partiu em mil fragmentos. Em vez de se esconder, ela aprendeu a brilhar com suas próprias sombras." Amara olhou para as próprias mãos marcadas por quedas, mas ainda capazes de acender fogueiras. Entendeu: suas cicatrizes não eram fracassos, eram testemunhas de que sobrevivera aos próprios incêndios.
Epílogo: A Volta para a Cidade que Aprendeu a Respirar
Amara retornou à cidade, mas agora carregava a floresta em seu passo. Quando projetos desmoronavam, ela ouvia o rio rir em seu peito. Quando errava, imaginava os lobos uivando: "Dança, irmã!". E nas noites de lua cheia, ela subia ao telhado e mostrava suas cicatrizes ao céu não como troféus, mas como promessas. A cidade, aos poucos, começou a sussurrar histórias sobre uma mulher que ensinava os relógios a bater mais devagar, e as crianças a colecionarem pedras imperfeitas como joias.
Nota da Senhora do Carvalho:
"Nenhum fruto nasce sem que a flor se despedace. Nenhuma loba lidera sem antes ter perdido uma caçada. E nenhum ser quebra sem deixar rachaduras por onde a luz entra para que, um dia, possa também sair."
"A má língua deixa cicatrizes invisíveis; é preciso mais força para curá-las do que para impedi-las."
A prendi com a vida que o tempo apaga as feridas, porém deixa cicatrizes. Que o amor não se define só de palavra bonitinhas e de dizer da boca para fora eu te amo sem ao menos realmente sentir este sentimento. Aprendi que amar não é uma obrigação, e sim uma sobrevivência.
Todo vencedor tem cicatrizes, Seja no corpo ou na alma, mas a maior cicatriz em um vencedor está em um coração sarado que agora conhece a Jesus.
