Natalia
O sonho comanda a vida...é bem verdade, desço à vastidão dos sentidos e aí me procuro...desbravo um pouco do que sobrou e encontro muito de ti...
E sem palavras envolva-me;
Guie-me pelo brilho dos teus olhos;
Beije-me pelo desejo dos teus lábios;
Abraça-me pelo calor dos teus braços;
Mostra-me a tua verdade,
E me conquiste pelo que tu és.
Eu amo teu ar misterioso , teu jeito menino que brinca com tudo , seu rosto , sua barba mal feita , pele macia e quente . Amo encostar meu pé no seu e senti-lo aquecido . Sentir suas mãos bagunçando ainda mais meus cabelos , seus dedos acariciando minha boca e pele , nossas pernas a entrelaçar naquela cama , enquanto somente o silêncio sobrou e sentir tua respiração no meu ouvido . Suas mãos passeiam por todo meu corpo , como uma proteção . Você é meu travesseiro e cobertor , é tudo o que preciso para passar noites frias e quentes , dias ensolarados e chuvosos , é só eu e você .
Se eu implorado ou chorado
Isso mudaria essa noite sombria?
Isso me traria alguma luz?
Quando eu penso nisso tudo,
Eu percebo que eu nunca estive lá,
Ou me importei com você
E quando eu minto para mim mesma,
Eu vejo o seu rosto e ouço a sua voz
E meu coração fica confiante!
Em meio dos lírios estás,
dentro do meu coração
não sairás.
Amor que se reflete no olhar.
Vontade que chega
par ficar
e felizmente te encontrar.
As situações mais difíceis aparecem para aqueles que são suficientemente fortes para suportá-las...Hoje tenho certeza disso...
Eu vou demorar, eu sei que vou, minha alma saiu daqui e se sentou em algum bar pra beber e fumar enquanto meu corpo vive por ai desorientado, despreparado, minha mente gira e sofre as conseqüências dessas bebedeiras. Sinto meus pulmões.. arfando sufocados, um desespero, um cigarro. Não demora e eu levanto, agora é como se o tic tac do relógio fosse a ponta de uma faca colidindo com tudo em minha mente, sento na cama sentindo uma dor de uma tal maneira que levo as mãos a cabeça, sinto alguma coisa errada e vejo minhas mãos sujas de sangue e sabe o que eu penso? Ainda estou vivo, ainda.
Não ouse brincar com a minha mente, já notei tudo isso e não me atrai, nem distrai percebo no ato, e causa medo, gera desapego.
frágeis são as borboletas, dançando no ocaso, no adeus à tarde...
também minha memória é luz em fuga, quando nas alturas surge a primeira estrela da noite...
às vezes surge o desanimo no obscurecer dos anos,
fica o voo indeciso, a vida um desconcerto
mas há sempre um oásis
no meio do deserto
para a alegria do passeante solitário
Sou como a folha que se desprende da árvore no outono,
Livre, leve e solta, levada pelo vento que se encarrega do meu destino.
Não seco durante o inverno. Em mim há muita paixão pela vida.
Possuo uma chama inapagável. Mesmo no espaço, eu seguiria acesa e constante.
Floresceria na próxima estação, abrindo os braços para as novas experiências e deixando meus pés trilharem caminhos nunca antes traçados.
Quando o verão chegasse, eu estaria sentada em uma prancha, apenas esperando a próxima onda chegar e me levar para longe novamente.
Pois eu sou do mundo... E pelo mundo é o meu lugar.
