Nascimento de uma Criança
"Tô pensando: - Uma parte do povo brasileiro pensa, que Democracia é brincadeira de criança mimada!"
Haredita Angel
12.05.16
O luto da “Vida” — 200 dias
Quando nasce uma criança especial, nasce um sentimento. Nasce a culpa, a revolta, nasce um luto. Aquela criança não é a que imaginaram, não é o que sempre sonharam. Mas nenhuma criança é exatamente aquilo que imaginamos ou sonhamos.
E, enquanto se sonha com uma criança que não existe, há uma ali, querendo abraços, querendo um olhar de amor, sorrindo sozinha...
Enquanto cresce, espera ser apreciada pelo que é, e não pelo que deveria ter sido.
Ainda não lhe deram a chance de aparecer, de mostrar para que veio.
E sua cabeça de “pai”, racional demais, não sabe o que pensar. E, baixinho, com medo de ser ouvida, pergunta:
— Para que nasceu? Por que ainda vive?
Enquanto isso, seu coração, acelerado como sempre, já ultrapassou o tempo e sofre calado, por medo de um dia vê-la partir ou de partir primeiro.
Quando alguém deixa ou se vai, não está abandonando aquele bebê, e sim a si mesmo. Está antecipando a própria dor, diminuindo o amor, protegendo-se de algo que acredita ser inevitável.
Mas quem sou eu para falar?
Não tenho filhos assim.
A vida, porém, me deu essa oportunidade.
Por impulsividade, troquei de escola e me tornei professora de dois adolescentes com deficiências múltiplas.
Para mim, era normal.
Eu simplesmente havia mudado de escola e tinha uma variedade de alunos.
Até começarem os comentários.
Comentários de lá, de todos os lugares... Gente dizendo que eu deveria desistir. Outros sofrendo por mim, lamentando a minha “falta de sorte”.
Eu não entendia.
Por que desistir?
Por que aquela seria uma escolha ruim?
Até que, cinco dias depois — no feriado prolongado de Carnaval —, aconteceu.
Era sábado.
De repente, senti o cheirinho de perfume de bebê de um deles.
Não quis acreditar.
Talvez fosse apenas uma lembrança.
Talvez fosse imaginação.
Mas aquele cheiro deixou uma lacuna em algum lugar aqui dentro.
Na terça-feira, senti falta do outro.
Talvez eu ainda estivesse em negação.
Talvez alguma coisa dentro de mim já soubesse, enquanto eu ainda tentava entender.
Era algo que gritava.
Algo intenso demais para passar despercebido.
E, então, pronto.
Não podia mais negar.
Eu estava apaixonada por eles.
E, naquele instante, tudo mudou.
Eu iria cuidar.
Iria protegê-los como pudesse.
Faria o meu melhor.
Quis devolver.
Mas, para esse tipo de coisa, não existe devolução.
Então, tive que usá-los.
Usei os outros 195 dias para brincar, cuidar, ensinar...
200 dias tinham sido muito.
Para que tanto?
Hoje eu sei.
Não precisei de 200 dias para amá-los.
Precisei de apenas cinco para descobrir que já os amava.
Realmente, 200 dias foram, exageradamente, bastante para alguém que não os teria; para alguém que estava apenas de passagem por suas vidas e que passaria o resto da vida sufocando a saudade.
Talvez os 200 dias não tenham sido dados para que eu aprendesse a amá-los.
Talvez tenham sido dados para que eu descobrisse que, depois de amar, não existe devolução.
Hoje me encontrei pensando na minha versão criança: como aquela menina estaria orgulhosa da mulher que me tornei e dos méritos conquistados. Pois um ser pequeno acreditou em si mesmo, buscou os horizontes da vida e buscou o conhecimento, tendo a dedicação como base e sem esquecer as suas raízes.
Saber que a flecha 🏹 e o arco precisam de foco, disciplina e impulso me fez forte. Caí várias vezes, tirei as pedras do caminho e as carreguei comigo; a cada dia acordo mais sorridente, pois as pedras já estão tomando forma
Não adianta!
Fazer uma reportagem.
Para conscientização.
A criança não assiste.
Na banca, não vende jornais.
Resumindo:!
A quem deveria chegar.
Tudo igual continuará!
Onde se precisa muito.
Nem meia palavra vale...
⊹ ࣪ ˖☾𖤓00:00⤷ˊ˗⊹ ࣪ ˖
A noite não é mais criança.
É uma centenária.
Juntando história por séculos sem
Fim...
▶︎ •၊၊||၊|။||||။၊|• 0:15
A melhor parte de mim nasceu do que eu observei quando era criança, depois me encheram de palavras e eu me transformei num robô.
Quando eu era criança, eu degustava a água, agora vou engolindo para matar a sede. Comer sem prestar a atenção no alimento é não se alimentar. Viver sem sentir o gosto da vida, não é viver.
O homem é uma criança num corpo de adulto e a mulher é um adulto num corpo de criança. Os homens se divertem, as mulheres não têm senso de humor.
TESTEMUNO VIVO👉🏻Van Escher
Sou um refúgio que virou gente.
Criança feliz que virou voz na comunicação desde os 11 anos de idade.
Mãe aos 18 que escolheu a vida quando me mandaram escolher a morte.
Mulher que aguentou 16 anos de tempestades e saiu só com a roupa do corpo, mas com as três filhas no colo.
Sobrevivente da COVID em 2019 quando tudo fechou.
Sou uma vencedora da depressão que veio depois com várias tentativas frustradas de se suicidar.
Motorista que pegou a direção da própria vida, mesmo depois de 5 acidentes tentando me parar.
Isso não é currículo.
É milagre em série.
Eu não desisti porque nasci para ser testemunha viva.
E a minha vida virou refúgio pra quem achou que eu não ia conseguir.
Pra você que tá no meio da tempestade: dá pra sair do outro lado sim tenha fé!
Deus não desiste da gente. 🙏🏻
Ass: Van Escher
*O PAPEL DE CADA UM*
Provérbios 22:6: "Ensina a criança no caminho em que deve andar..."
Ensina quem? Os pais.
Mas hoje o que eu vejo é pai terceirizando a criação.
Manda pra escola e fala "se vira".
Aí o filho chega sem limite, sem "bom dia", sem noção.
Dá trabalho, desrespeita, desafia.
E o professor que aguente.
Professor não é pai.
Não pariu, não criou.
Professor é mestre.
Tá ali pra repartir saber, não pra corrigir falta de base.
Se a criança não respeita os pais dentro de casa, não vai respeitar o professor na sala.
A conta é simples.
Cada um no seu quadrado: pai educa, escola ensina.
_Van Escher
Meu avô veio do céu
pra me lembrar:
"Eu já sabia quando você era criança,
loirinha do cabelinho cacheado,
que você era diferente."
Em meio a lágrimas,
em meio a risos,
o céu aplaudindo de pé.
Agora eu sei.
Eu gostei de ser quem sou.
Van Escher
A Simplicidade que a Alma Esquece
Ouvindo a pureza de uma criança de sete anos dizer que a sua maior alegria é simplesmente brincar na rua, o nosso coração é convidado a uma profunda reflexão. Qual tem sido a nossa alegria comparada à simplicidade de uma criança? Ao longo do caminho, fomos soterrados por cobranças, metas e preocupações, esquecendo-nos de que a felicidade não exige grandes cenários. O amadurecimento espiritual não deveria nos roubar a capacidade de sorrir com o que é simples. Que a gente possa resgatar essa pureza infantil e reaprender que a vida se torna infinitamente mais leve quando encontramos satisfação nos pequenos passos e na beleza do agora.
Candura angelical
Ah, como é bom ser criança
Mesmo a fazer travessura
Guarda no peito a esperança
E no coração a ternura
Tal qual um anjo de candura
Vem de seu jeito doce
mistura linda , perfeita
de meiguice, docilidade
de muita luz iluminada
sobressaindo a bondade
com gestos angelicais perfeitos
deixando acentuada
sua angelical candura
Permeada de muita doçura
edite lima / maio de 2019
A criança não é um papel em branco, pois vem dotada de emoções, estímulos, genialidades, amor, expertises, artimanhas, ações, energias etc...
Porém, na cultura e na educação, metaforicamente falando, ela vem como um "papel em branco", sendo necessário programar a consciência universal para poder viver e conviver, é sobre isso.
Se for criada com ou sem boa cultura, terá certeza que a vida é isso.
Como se a cultura diária escrevesse seu conhecimento e logo a educação na própria formação humana.
Quando o homem tirar da criança a inocência, da fruta seu sabor e da carne sua dor, a essência da vinda se findou.
AVÓ, MÃE, TIA E MADRINHA
Quando Deus envia ao mundo
uma criança em seu nascer,
cerca-a logo de mulheres
que lhe ensinam a viver.
Cada gesto de carinho
faz a alma florescer.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A avó borda a experiência
com ternura e devoção;
conta causos, faz lembranças,
cultiva a tradição.
Seu colo é porto seguro,
seu conselho é direção.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A mãe é fonte de amor,
é coragem e proteção;
ensina os primeiros passos,
a verdade e o perdão.
No silêncio de um abraço
fala mais que uma oração.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A tia chega sorrindo
feito um raio de alegria;
é parceira das brincadeiras,
da conversa e da folia.
Mas também sabe aconselhar
com firmeza e cortesia.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A madrinha faz promessa
diante de Deus e do altar;
recebe um filho do coração
para amar, guiar e cuidar.
Na bonança ou na tormenta,
nunca deixa de amparar.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Cada uma tem seu jeito,
cada qual sua missão;
uma afaga, outra corrige,
todas dão a mesma mão.
Na união desses cuidados
cresce forte o coração.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
O café feito com afeto,
o remédio e a oração,
o vestido bem cuidado,
o pão quente e o feijão;
tudo ensina à criança
o valor da gratidão.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A bênção dada à noitinha,
o sinal da Santa Cruz,
a palavra de esperança,
a confiança em Jesus.
São sementes de uma vida
iluminada pela luz.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Quando a lágrima aparece,
logo chega uma das quatro;
uma enxuga o rosto triste,
outra acalma o desacato.
E o amor transforma a dor
num bonito reencontro.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Quem cresce cercado assim
leva o bem por onde for;
faz da bondade um costume,
da humildade o seu valor.
Aprendeu desde pequeno
a linguagem do amor.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Que Deus guarde essas mulheres
como estrelas a brilhar;
são alicerces da família,
são razão para sonhar.
Onde existe esse carinho,
Deus escolhe ali morar.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
AVÔ, PAI, TIO E PADRINHO
Quando Deus manda uma criança
para este mundo chegar,
não lhe entrega só um berço,
nem somente um simples lar;
dá pessoas de confiança
para ensinar e amparar.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
O avô planta a memória
com paciência e tradição;
conta histórias do passado,
fortalece o coração.
É raiz que nunca morre,
é exemplo e direção.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
O pai ensina o caminho
do trabalho e do dever;
mostra que a honra é riqueza
que ninguém pode vender.
Seu abraço é fortaleza
para o filho florescer.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
O tio chega sorridente,
companheiro da alegria;
é parceiro das aventuras,
da pescaria e da folia.
Sem deixar de dar conselho,
faz da infância poesia.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
O padrinho faz promessa
diante do altar sagrado;
assume um compromisso
de seguir sempre ao seu lado.
Quando a vida traz espinhos,
é apoio abençoado.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
Cada um tem sua missão,
cada qual seu próprio jeito;
um corrige com firmeza,
outro abraça com respeito.
Todos deixam na criança
um amor que bate no peito.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
A bênção de cada um
vale mais que ouro e prata;
é riqueza que acompanha
desde a infância mais ingrata.
Quem recebe esse carinho
nunca vive vida exata.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
Se o menino cai na estrada,
logo encontra uma das mãos;
uma levanta o seu corpo,
outra aquece o coração.
Assim cresce homem de bem,
cheio de fé e gratidão.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
A criança bem cuidada
faz do mundo um bom lugar;
leva adiante os exemplos
que aprendeu no seu caminhar.
E um dia será também
quem vai ensinar e amar.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
Que Deus guarde essas figuras
como joias do destino;
são colunas da família,
são faróis do nosso hino.
Onde vivem esses homens,
floresce o amor divino.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
"A criança que brinca como adulto, perde a criança. O Adulto que não brinca como criança, perde ela também."
ENCANTO DE CRIANÇA
Criança é feito encanto,
É estrela a cintilar,
É um mundo de descobertas
Que começa a despertar;
É semente pequenina
Que aprende a vida a amar.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Primeiro vem o nascimento,
Com seu choro e seu olhar,
Depois vem o colo amigo,
Onde aprende a descansar;
E, entre braços e carinhos,
Começa a se aventurar.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Depois começa a engatinhar,
Logo aprende a caminhar,
Dá tropeços, cai no chão,
Mas insiste em levantar;
Cada passo pequenino
É uma forma de sonhar.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Vem a fase das perguntas,
Do brinquedo e da invenção,
Do desenho colorido,
Da primeira imaginação;
A criança faz do mundo
Um brinquedo de emoção.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Depois chega a adolescência,
Com conflitos e mudanças,
Novos sonhos, novos medos,
Despedidas e esperanças;
Vai deixando a meninice,
Mas conserva as lembranças.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
E o menino vira homem,
A menina vira mulher,
Cada qual seguindo a estrada
Do destino que escolher;
Mas quem guarda a sua infância
Nunca deixa de viver.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Pois existe uma criança
Que o tempo não faz morrer;
Ela mora nos bons homens,
Nos que sabem compreender,
Nos que têm mãos para o abraço
E um coração para acolher.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Homem bom brinca com filhos,
Sabe rir e sabe amar;
Não tem vergonha da infância
Que insiste em lhe acompanhar.
Quem conserva a alma criança
Nunca deixa de sonhar.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Ser adulto não é nunca
Ter vontade de brincar;
É saber que a vida é séria,
Mas também sabe encantar.
É guardar dentro do peito
Um menino a caminhar.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Crescer não significa
A infância abandonar;
É levar dentro da alma
Tudo aquilo que ensinar:
Que o amor, quando é verdadeiro,
Tem o dom de transformar.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
E se o tempo envelhecer
O rosto, o corpo e a mão,
Que jamais envelheça
A ternura do coração;
Pois criança que permanece
É eterna inspiração.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Que venham com seus brinquedos,
Com seus sonhos e alegria;
Que venham com seus sorrisos,
Sua doce fantasia;
Pois onde existe criança,
Renova-se a poesia.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
E quando a vida passar
E a velhice enfim chegar,
Que eu ainda tenha dentro
Uma criança a me ensinar:
Que nascer é começar,
E viver é se encantar.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
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