Nao sou seu Quase Amigo e
Quão pequeno é o pensamento do homem que diz: "Enfrentarei o diabo sem Deus, pois sou forte"; quão má é essa mente que se crê independente de Deus.
Sou mistério e desejo em forma de caos.
Feita de excessos, de fogo e de fuga.
Amo no limite, como quem queima e se consome,
e parto no auge, antes que a calma me alcance.
Deixo rastros — perfume, lembrança, vertigem.
Sou o encanto que inquieta, a ausência que arde.
Não nasci pra o morno, nem pra o quase.
Sou intensidade disfarçada de calma…
Faz uma loucura por mim.
Decifra-me, me lê nas entrelinhas,
descobre o que me acende,
decora meus silêncios e meus gestos,
e depois — me surpreende.
Não quero promessas, quero arrepio.
Não quero certezas, quero desejo.
Sou o mistério que te desafia,
a calmaria antes do incêndio.
Se tiver coragem… me desvenda.
Sou mistério e desejo em forma de caos.
Feita de excessos, de fogo e de fuga.
Amo no limite, como quem queima e se consome,
e parto no auge, antes que a calma me alcance.
Deixo rastros — perfume, lembrança, vertigem.
Sou o encanto que inquieta, a ausência que arde.
Não nasci pra o morno, nem pra o quase.
Sou intensidade disfarçada de calma…
e se quiser me alcançar,
faz uma loucura por mim.
Sou mistério e adrenalina.
Uma mistura imperfeita, feita pra te enlouquecer.
Eu amo no extremo — intensamente, loucamente — e parto no auge,
antes que o encanto se torne costume.
Sou a lembrança boa que arde, o caos que deixa saudade.
Vivo nos ápices, não aceito metades, nem o morno disfarçado de paz.
Se quiser me ter... faz uma loucura por mim.
Sou mistério e desejo.
Uma mistura perigosa, feita pra te tirar do eixo.
Eu amo com fogo, com pressa, com loucura —
e quando o auge chega, eu me despeço.
Deixo perfume, lembrança e saudade.
Sou a vertigem que te faz querer mais,
o veneno doce que vicia.
Não sei ser morna, não nasci pra metades.
Se quiser me ter… arrisca. Faz uma loucura por mim.
Incêndio em mim
Sou as cinzas de muitos problemas,
sou o resto de um fogo que já ardeu,
as dores antigas, as feridas pequenas,
são lembranças do que um dia fui — e morreu.
Mas então você veio,
como labareda em meio ao frio,
me tocou, e eu, que já era cinza,
voltei a sentir o arrepio.
Você é o fogo que vem me incendiar,
me consumir e me refazer,
entre chamas eu aprendi a amar,
e nas brasas encontrei meu renascer.
Cada palavra tua é faísca,
cada toque, um raio que queima,
você transforma o que era ruína,
em abrigo, amor e poema.
De você vem o calor que me invade,
a luz que rasga minha escuridão,
você me destrói com suavidade,
mas reconstrói meu coração.
Sou cinza, sou vento, sou dor,
mas contigo sou fogo, sou chama, sou cor,
se for pra queimar, que seja ao teu lado,
pois o amor, em ti, é meu pecado sagrado.
E se um dia o fogo apagar,
que reste ao menos tua lembrança,
pois mesmo em cinzas, eu vou te amar,
como quem queima, mas nunca cansa.
Carrego em mim vozes que nunca ouvi,
mas que me guiam como raízes invisíveis.
Sou continuação de quem sonhou antes de mim.
Sou filho das ciências humanas,
onde nada é exato,
e toda medida escorre pelas frestas
como areia entre os dedos da razão.
O mundo se debate em engrenagens quebradas,
ajustes precisos que rangem
num relógio sem ponteiros.
A sociedade, rio inquieto,
segue para o mar de juízos incertos,
carregando pedras e flores,
certo e errado dissolvidos na correnteza.
Em vão raciocino,
e meus pensamentos são espelhos trincados
onde me reconheço em pedaços.
A dúvida me abraça como sombra fiel,
e descubro, tarde demais,
que mudar o mundo exige mais que palavras:
é preciso derramar o próprio sangue,
com a coragem de quem se oferece ao abismo
sem segurança ou receio.
Sou, então, um pequeno colecionador de incertezas,
um viajante que guarda tempestades e sonhos em frascos de cinzas.
E, ainda assim, caminho
porque sei que a beleza do humano
é nunca se encaixar por inteiro,
mas viver sempre na poesia do inacabado.
Para mim, a vida se resume a ser quem eu sou, sem máscaras. Meu corpo é minha casa e meu tempo, a minha alma; a minha carne e o meu espírito são um só. É essa integridade que me guia em tudo que faço e em como me relaciono com o mundo.
Eu não sou de me esconder. Se você tem algo a me dizer, olhe nos meus olhos e fale. Podemos debater e discordar, pois ninguém é tão pequeno que não possa ensinar, nem tão grande que não possa aprender. Minha honestidade é inegociável, e meu caráter se revela na coragem de ser quem eu sou. Não participo de "telefone sem fio"; a verdade, por mais que doa, é sempre dita frente a frente.
Essa postura me fez lutar contra julgamentos que colocaram em dúvida minha credibilidade. Nunca imaginei que eu, alguém tão cheia de vida, forte e destemida, um dia me encontraria em uma depressão avassaladora e perturbadora. Fui diagnosticada por alguns como perturbada, louca, desequilibrada... até que meu corpo cedeu, com movimentos involuntários e nervos atrofiados. Meus braços e pernas se distorciam, e meu andar se tornou completamente desestruturado. Eu via tudo e todos ao meu redor, ouvia tudo que diziam, mas me sentia como um espírito vagando, um mero pensamento preso a um corpo. A sensação era de que eu existia, mas não vivia.
No momento em que eu esperava ser condenada, o amor de alguém falou mais alto. Aquele que eu via como meu possível juiz e carrasco, por não saber demonstrar amor ou se posicionar em situações difíceis, se tornou meu salvador, protetor, defensor e advogado. Essa experiência deixou sequelas, e a depressão silenciosa ainda me ronda. É aquela que você não vê, não sente, mas que já está agindo dentro de você. Nela, meu corpo está intacto, mas eu ando sem rumo, como se ouvisse sem escutar, e enxergasse sem ver.
A minha personalidade forte, minha dicção na velocidade da luz e o dom de pensar em voz alta, mesmo com um sorriso no rosto quando o mundo desaba, nem sempre me favoreceram. Diziam que eu não aguentava a pressão ou não sabia aceitar críticas, e que minha necessidade de falar era para aparecer, já que, apesar da minha inteligência e raciocínio, não alcancei o futuro brilhante que acreditavam que eu teria.
No entanto, eu descobri que as pessoas distorcem inteligência com riqueza e poder. Fiz minhas escolhas, e se segui em frente foi por minha decisão. Não mudaria nada em minha jornada, mas aprenderia a observar mais atentamente as atitudes das pessoas, a fim de não acreditar que tudo que reluz é ouro.
O caráter e a essência não são algo que o tempo ou as circunstâncias podem alterar. Essa consistência entre quem eu fui, quem eu sou e quem serei é o que define minha autenticidade. Eu não posso mudar minha personalidade. Eu sou eu eternamente até eu morrer. A minha maior força é a lealdade que tenho comigo mesma, pois meus altos e baixos nunca vão medir o meu valor. A verdade é um caminho árduo, mas é o alicerce para uma vida genuína, e a prova de que a minha maior lealdade é para com a minha própria verdade.
DJAAP
Prefiro a paz à razão
Sou parte dos loucos,
daqueles que escolhem a paz
em vez da razão,
que não disputam versões,
nem se perdem em provas
para convencer o mundo.
Deixo que falem,
deixo que inventem,
deixo que julguem.
O silêncio que guardo
é mais valioso que qualquer vitória.
A paz é cara,
custou noites sem sono,
custou feridas que não se mostram.
Mas, uma vez conquistada,
eu não troco por nada.
Não quero ter razão,
não preciso vencer.
Quero apenas um coração quieto,
uma mente leve,
um canto de serenidade
para descansar em mim.
Egoísta
Eu sou uma pessoa egoísta.
Egoísta por querer sua atenção só pra mim.
Egoísta por desejar que você dedique
Todos os seus dias em favor de mim.
Egoísta por não me amar mais do que amo a ti.
Egoístapara mim e para ti,
Porque o que mais amo é te fazer sorrir.
Por querer teu corpo trêmulo
Entrelaçado ao meu.
Por querer tua respiração
Ofegante ao sentir toques meus.
Sou Egoístamesmo e que se dane.
Eu te quero aqui, neste instante.
Te quero pra sempre,
Sempre ao meu lado,
Porque amo me perder em teus abraços.
Egoísta, Egoístaeu sou.
Faz mal sonhar e ter ganância
Pelo teu amor?
E assim sou feliz nessa minha maneira egoísta de amar,
pois em te me inspiro a fazer poesias que me levam a delirar.
Por - Stela Nayra
𓂃༅•Loucura•༅𓂃
༺༻
Sei lá
Que sou
Tudo já fui
Sem nada ser
Fui saudade
Um dia
Sou verdede
Numa poesia
Pela vida sou
Apaixonadamente
Doida por a viver
Louca por a amar
Sei lá
Assim me sinto bem
Tudo sem graça seria
Se não fosse a loucura
A loucura
De a vida viver
Sem esta tudo morreria
E eu também
༺༻
Tc.28052025/080
MONÓLOGO
“Eu Sou Tereza, Eu Sou Quilombo
Por Eli Odara Theodoro
(Para o Julho das Pretas)
:
Axé…
Axé, minhas irmãs!
Eu cheguei.
Julho chegou.
E com ele, eu me levanto.
Não sozinha — nunca sozinha.
Me levanto com Tereza.
Sim, Tereza de Benguela…
Mulher preta, mulher quilombola, mulher rainha.
Liderança. Inteligência. Força política e amor pelo povo.
No século XVIII, quando mataram seu companheiro,
ela não fugiu.
Ela ficou.
Assumiu o Quilombo do Quariterê.
Criou um governo, um parlamento, uma resistência com nome de liberdade.
Ela sabia…
Que resistir era também amar.
Que ser preta, mulher e viva
já era um ato revolucionário.
E eu…
Sou continuidade de Tereza.
Sou Eli Odara Theodoro .
Mulher preta. Quilombola.
Mãe. Viúva. Educadora.
Filha da terra e dos tambores.
Minha pele carrega o barro da luta,
minha voz carrega as palavras que tentaram calar.
Como diz Beatriz Nascimento:
“O quilombo é um lugar de liberdade possível.”
E eu sou esse lugar.
Meus passos são quilombo.
Minha fala é quilombo.
Minha sala de aula, meu terreiro, meus textos, minha lida — tudo é território de reexistência.
Sueli Carneiro grita comigo contra o apagamento.
Lélia Gonzalez me lembra que o mundo é racista e tenta nos empurrar pra margem.
Mas nós somos centro!
Centro da cura, do cuidado, da criação.
Conceição Evaristo sussurra aqui dentro:
“Escrevivência…”
E é isso que faço.
Eu escrevo com o corpo.
Escrevo com as dores e alegrias que a vida preta me deu.
IBGE diz: somos 28 milhões de mulheres negras no Brasil.
Mas isso é só número.
Nós somos mais!
Somos as que levantam antes do sol.
As que dançam pra Oxum e marcham contra o racismo.
Somos as que cuidam dos filhos dos outros enquanto sonham com futuro pros seus.
Djamila Ribeiro me lembra:
“Nosso lugar de fala não é favor.”
É luta.
É direito.
Nilma Lino Gomes grita comigo:
Educação quilombola é território de sabedoria viva!
Não tem sala de aula mais forte que o chão de nossas comunidades quilombolas.
E como diz bell hooks:
Amar também é ato político.
Eu escolho amar quem sou.
Escolho amar os meus.
Escolho amar as mulheres que vieram antes,
e aquelas que ainda virão.
Hoje…
Eu não só homenageio Tereza.
Eu a convoco.
Tereza está em mim.
Tereza está em nós.
Porque, como diz Conceição Evaristo:
“Nossos passos vêm de longe.”
E eu completo:
Vêm de longe…
E seguem firmes.
De cabeça erguida.
Pés fincados na terra.
E o coração batendo no ritmo da ancestralidade.
Axé, Tereza!
Axé, Mulheres Negras!
Axé, Julho das Pretas!
Desde que você entrou na minha vida, cada momento se tornou especial. Sou grato por ter você ao meu lado. 💖✨
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