Nao sou seu Quase Amigo e

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Façam o povo entreter-se
com algo que pareça absurdo,
caricatural,
quase ridículo.


Enquanto riem, discutem, brigam
e se perdem em futilidades,
algo mais acontece
sem ser percebido.


Acontece nas madrugadas,
quando o cansaço anestesia
e a vigilância dorme.


Acontece durante o período de férias,
quando a atenção está relaxada,
a crítica em recesso,
e a consciência em modo avião.


O espetáculo distrai,
o ruído confunde,
o absurdo ocupa a cena.


E, nos bastidores,
decidem, assinam, desmontam,
apagam direitos,
rasgam a Constituição,
pisam nas instituições,
reescrevem destinos
sem plateia,
sem aplausos,
sem resistência.


Porque governar
pela distração e confusão
é a arte mais eficiente
de quem teme
um povo desperto e sóbrio.
✍©️#MiriamDaCosta

Para quem já perdeu quase tudo, é insuportável a ideia ou a realidade de que perdeu novamente. Eu não sei perder pessoas. Eu não aguento mais perder pessoas! Ah Deus!

Constantemente o que muda tudo quase sempre chega disfarçado de detalhe insignificante.

⁠Vivemos momentos de teorias da conspiração ocorrendo quase que diariamente entre o judiciário e o legislativo brasileiro... Algumas delas são tão férteis quanto os solos encontrados no deserto do Saara!

Médico cura quase tudo
Sendo ele eficiente
Mas jamais irá curar
Cegueira de uma mente.

Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
26/01/2026

"Você, homem, tem direito de pedir quase tudo o que quiser, mas a mulher tem o direito de dizer 'sim' ou 'não' para cada pedido seu."

O problema, aqui no Brasil, é que quase toda a classe média, baixa e alta, salvo exceções, faz de conta que não é "povo", e que o seu telhado não é de vidro. Talvez por isso, pelo excesso de soberba, não esteja nem um pouco preocupada com a democracia.

Até hoje eu nunca soube descrever minha mãe, eu só sei que ainda a amo quase tanto quanto eu a odeio, ou vice-versa. Foi ela quem, direta ou indiretamente, me causou as piores tristezas que eu já tive até agora, mas, sem sombra de dúvida, as minhas melhores gargalhadas foram com ela. Caíamos na gargalhada por qualquer motivo, muitas gargalhadas, minhas e dela, e eu certamente sentirei falta disso.

Prá mim, é quase um malabarismo manter a lucidez

que é tão imprescindivel na vida...

☆Haredita Angel

-Pra mim, é quase um malabarismo
manter a lucidezque é tão imprescindivelna vida...
Haredita Angel
20.08,12

Pra mim, é quase um malabarismo
manter a lucidez
que é tão imprescindivel na vida...
-Haredita Angel
20.08,12

VAI IDADE
Eu já perdi quase tudo nessa vida, menos a fé!
Já me levaram quase tudo, menos a vida!
Quando chorei no deserto, ele se encheu e virou um mar, caí em um poço tão fundo que nem a luz no topo poderia enxergar...
Analisei a vida de uma forma tão racional, pois nem sentimentos eu tinha mais...
A minha pele não tinha frio, nem sentia calor, não sentia fome nem sede, não encontrava mais coragem e perdi todos os medos...
Estava tão só que até minhas palavras eram segredos, minhas pegadas estavam no ar, minhas mãos tocavam o céu, não estava preso, mas vivia pior do que um réu...
O passado parecia o presente e o presente era o mesmo futuro, nada mudava e eu erguia dentro de mim, gigantes muros.
E por mais que tudo fosse quadrado, não se via os lados, quando se rejeita algo, também somos rejeitados.... quem disse que a culpa é dos culpados?
Um coração batendo é melhor que um coração parado, e muitos batem no peito, mas não passam de pobres coitados, muitos se perdem, outros se acham, mas poucos são encontrados...
Onde está o que prometeu?
Se for prometido já não é mais seu, e tudo se perdeu, a limpeza é feita pelo que varreu, só tem fome quem ainda não comeu, a porta só se abre para aquele que bateu e a vida só termina para aquele que morreu... e não creu, e todo fim vem com um começo e após a morte não será mais o mesmo, por mais que olhe por onde ande pode ter tropeços...
Se não mereço tudo o que tenho, um dia pagará o preço, quanto mais eu sofro, mais eu cresço, um dia no poço, cego, hoje tudo eu vejo e não é mais negro, e passei assim por essa grande e longa viagem, não andei nem um passo, mas paguei pela passagem, parecia ser tudo lindo, parecia paisagem, mas eu descobri que passa, pois é tudo vaidade...
Esses são os pensamentos de uma divindade que para mim confiou com muita lealdade e simplicidade!

Hoje em dia a maioria quer ser amado para curar o ego ferido, mas quase ninguém quer amar.

"⁠Nesse mundo torto quase ninguém acaba ficando com a pessoa que mais amou na vida, apesar de todos fingirem que sim."

@precisavaescrever

A Urna Veio?

Há uma pergunta que se faz sempre que alguém morre. Tão simples, breve, quase automática: “A urna veio?”

À primeira vista, trata-se de uma questão de gestão de tempo: as pessoas precisam livrar-se logo da urna, pois ela pesa na consciência dos que ficam. No fundo, porém, é uma das perguntas mais metafísicas que a linguagem humana já forjou.

Quando alguém morre, algo inusitado sucede: o seu nome passa a ser insuficiente. Aquele que, há horas, era chamado pelo nome próprio — repleto de história, afectos, memórias e conflitos de legitimação — hoje é reduzido a um objeto. Ninguém ousa perguntar por ele ou por ela; pergunta-se pela urna. Pior ainda, pergunta-se se ela veio. O nome cede lugar à coisa.

A morte não sacrifica apenas a vida biológica; ela opera uma transmutação simbólica. O sujeito transforma-se em conteúdo da urna. A pessoa converte-se em recipiente prestes à decomposição. Aquilo que foi presença temida, respeitada, amada ou odiada torna-se restos mortais. A linguagem segue com fidelidade fria esse processo: deixa de nomear identidades de excitação e passa a rotular objetos de repulsa. São poucos os que se aproximam da urna, ainda mais quando ela contém restos mortais em avançado estado de decomposição. Até os perfumes teimam em desempenhar o seu papel com zelo.

Esse desvio de eixo gravitacional não é um acidente aristotélico. É a revelação do quanto nos é difícil lidar com a substância finita. Dizer “a urna veio” é mais consolador e aconchegante do que dizer o nome daquele que já se tornou autenticamente mudo. A urna veio — eis um termo técnico que nos protege do abismo existencial. É uma forma de anestesia simbólica. A sociedade precisa refinar a absurdidade da morte para continuar a funcionar; do contrário, ela se tornaria tão insuportável quanto a pedra de Sísifo.

Mas há algo de profundamente angustiante nisso. Durante toda a vida, lutamos para afirmar quem somos, para deixar marcas, para sermos reconhecidos como seres singulares. No fim, essa singularidade dissolve-se numa designação coletiva. A urna é sempre igual, apesar de conter restos mortais de seres irrepetíveis. A morte, nesse sentido, nivela desigualdades que nem a Declaração Universal dos Direitos Humanos consegue suprimir: ela é radicalmente igualadora.

A pergunta “A urna veio?” diz mais do que se imagina. Ela diz que o corpo (matéria) derrotou o nome (ideia); que a ciência da vida (biologia) venceu a ciência das vivências (biografia); que a história pessoal foi brutalmente encerrada e substituída por um banho colectivo. O ser humano deixa de ser projecto — como diria Heidegger — e passa a ser coisa disponível, transportável, administrável.

No entanto, algo permanece. Mesmo quando dizemos “urna”, sabemos que ali está alguém. Só que é um alguém que já não responde. Há quem responda por ele lá fora. A linguagem tenta coisificá-lo, mas a memória insiste em humanizá-lo. Em surdina, o nome continua a ecoar na mente dos seus. É assim que nasce o luto: no intervalo entre o objeto dito (urna) e a pessoa lembrada (nome).

Por isso a pergunta incomoda tanto, talvez. Porque ela expõe, sem disfarces, o absurdo da condição humana: não é apenas o corpo que apodrece; é também a forma como o mundo nos nomeia quando já não temos possibilidade de responder. E quando o nome se revela insuficiente, resta a urna.

A morte, afinal, não é apenas o fim da vida. Nem é o início da briga pelo espólio.
É o começo do momento em que o humano deixa de ser chamado e passa a ser levado.

⁠No café da manhã


O café da manhã de hoje foi decisivo para ressuscitar o nosso quase fim,

Com certezas e verdades a coragem vêm na mesma proporção de quando o sol nasce, ou seja, não é uma escolha entre o silêncio e o barulho, na realidade é como deve ser,

A questão entre ser vulnerável e insistir naquilo que faz arder a alma é uma velha confusão que mistura a resiliência com aquilo que nos faz marejar os olhos soluçando,

Não adianta manter distante o que está dentro do coração, o que vale é a crença de que você não receberá favores ou trocas enquanto estive se sentindo uma pessoa especial,

Tal qual em algumas espécies do reino animal buscamos pelo menos viver essa sombra da lealdade de um casal.

O sol invadiu a janela e iluminou minha xícara de café, é hora de agir.

Toque de Abrigo


Foi um gesto pequeno,
quase nada pra quem olha de fora.
Uma mão que encosta,
sem pressa,
sem pedido.
O corpo estranhou primeiro.
Como quem abre uma janela
depois de muito tempo fechada
e esqueceu como o ar entra.
Ela quase dormiu.
Eu quase lembrei
que o toque também pode ser descanso,
não só alerta,
não só defesa.
Não houve promessa,
nem história,
nem nome pra dar ao momento.
Só presença.
E nesse silêncio compartilhado,
meu corpo entendeu antes de mim:
nem todo contato fere,
nem todo afeto cobra.
Às vezes,
tocar alguém
é só isso.
Um intervalo de paz
no meio da resistência.

Mergulhei fundo no mar do amor,
Perdi o ar, quase me afoguei.
Lutei até a superfície
E lá estava você,
No raso,
Com medo de se molhar.

Nossos sonhos
Parecem ser tão distantes
E irreais.
Desejamos quase o impossível.
A vida bate
De todos os lados.
As dificuldades chegam
Fazendo fila à porta
Dos nossos lares.
É uma loucura
Que, diante de tudo isso,
Acreditamos justamente
Naquilo que parece impossível,
Contrariando tudo e todos,
Indo na contramão.
E nossa coragem e fé
Nos levam
A alcançar o inalcançável
E atingir o inatingível,
Fazendo do possível o impossível.

Sonhei com um amor sereno, quase cais,
encontrei ondas cruéis, altas demais.
Tentei ficar, tentei não me perder,
mas amar virou aprender a morrer.
Entre versos, naufrágios e solidão,
só o tempo me salva desse mar no coração.