Não quero Alguém que Tenha outro Alguém
O julgamento alheio é apenas o reflexo da incapacidade do outro de lidar com a sua própria imperfeição.
O perdão que me salvo não passa pelo outro, passa por mim. Perdoar não limpa a história do outro, limpa a minha cama. Durmo mais leve e tenho sonhos menos invadidos. E quem perdoa por si mesmo descobre que a liberdade é doméstica. É um hábito que se cultiva, silencioso e cotidiano.
A paciência com o outro começa com paciência consigo. Se não me permito errar, não permito o outro também. Já vi relações quebradas por perfeccionismos alheios. Cultivo tolerância primeiro em mim para depois oferecê-la. É um treino que exige humildade e repetição.
Entregar o coração não é perder o controle, é oferecer o mapa das fragilidades para que o outro cuide. A dificuldade de amar reside em quebrar o pacto com a autossuficiência e permitir que a vulnerabilidade seja a ponte, e não o abismo, entre duas almas.
A fé é ponte que atravesso mesmo quando não vejo o outro lado, eu caminho por instinto, por confiança, e sempre encontro chão.
A liberdade é um espectro selvagem que só se materializa na fronteira do outro, sua autonomia visceral encontra o limite exato onde começa o território sagrado do respeito alheio.
O perdão não é um presente ao outro, é um ato de autodeterminação. É a martelada final que arrebenta as correntes do rancor, soltando o pesoque você, iludido, escolheu carregar.
Amar é, por vezes, aceitar o outro como inverno. Sabemos que virá friagem, talvez geada, talvez neve. Mas também há a claridade cortante dos dias limpos. Aceitar é vestir-se de fibra para enfrentar o frio. E ainda assim, entregar-se ao calor raro é risco necessário.
Viver é aprender a ser espaço para o outro. Nem sempre conhecido, às vezes inesperado. O gesto de acolher é ponte que salva do isolamento. Há uma ética simples em abrir uma cadeira. E essa gentileza transforma os cômodos do mundo.
A raiva é punir a si mesmo pelo erro de outro. O perdão não é um presente para o outro, é a chave que liberta você da prisão do passado.
Não se compare. O seu percurso é único e a sua linha de chegada também será, o caminho do outro é apenas distração no seu mapa.
O perdão é a chave que solta o prisioneiro: você, o outro é apenas o carcereiro da sua própria mágoa.
Viver é caminhar sob o constante reflexo do outro. Seja em casa, no trabalho ou na multidão, somos alvo de olhares diversos: alguns carregam bondade, outros curiosidade; uns buscam o interesse, outros apenas observam.
Mas, ainda que o mundo nos vigie, nossa esperança habita no que está por vir.Siga com foco e coragem, pois o seu valor não é ditado por quem te vê, mas por Quem te guia. Deus!
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
A gente nunca vai saber, de verdade, o que o outro está pensando.
Porque pensamento é território íntimo, é silêncio que só mora dentro de quem sente.
A gente também nunca vai saber exatamente o que o outro está sentindo.
Sentimento não se mede, não se compara.
O que dói em mim pode não doer em você — e o que te quebra, talvez o outro nem perceba.
Por isso, dizer que alguém está bem é fácil.
Difícil é enxergar além do sorriso, além da frase pronta, além do “tá tudo bem”.
Só quando a gente tenta se colocar no lugar do outro, com empatia e respeito, é que começa a entender um pouco do peso que ele carrega.
Vivemos cercados de abraços vazios.
Pessoas que encostam o corpo, mas não entregam presença.
Que abraçam sem sentir, escutam sem ouvir, ficam sem realmente estar.
E tem uma coisa que eu aprendi:
pena não é amor, não é cuidado, não é apreço.
Pena machuca. Apreço acolhe.
Pessoas vêm, pessoas vão.
Algumas se perdem no caminho.
Outras, infelizmente, já não estão mais entre nós.
Mas existem aquelas que o tempo não apaga, a ausência não arranca, e a morte não as leva.
Essas ficam.
Ficam na memória, no coração, e em tudo aquilo que nos ensinou a sentir diferente.
"Façamos a diferença na vida do outro, revelando suas potencialidades. Não sejamos mais um a lançar pedras."
Fechar a carteira emocional
Não é o outro que me deve,
sou eu que insisto em pagar parcelas
de um contrato nunca assinado.
Chamo de amor,
mas é vício de apostar no cavalo errado,
mesmo sabendo que não vai cruzar a linha de chegada.
Um dia, o estalo:
o banco não é deles,
a moeda sempre foi minha.
Fecho a carteira.
Corto o crédito.
O débito evapora.
E descubro, enfim,
que liberdade não é conquistar amores distantes,
é escolher e não financiar ilusões.
