Não quero Alguém que Tenha outro Alguém
Outro dia eu entendi que não dá pra abrir o coração com qualquer pessoa quando se trata dos nossos sonhos. E não é por orgulho, é por cuidado mesmo. Tem gente que ouve sua vontade de crescer e enxerga isso como uma ameaça. Confunde desejo com arrogância. Você fala com brilho nos olhos e recebe ironia. Compartilha um plano e recebe crítica disfarçada de conselho. Às vezes, o que você fala acende no outro a frustração do que ele deixou de tentar. O incômodo não é você mirar alto, é ele ter parado no meio do caminho. Por isso, aprenda a proteger o que você constrói. Nem todo mundo deseja o seu mal, mas também nem todo mundo vai se alegrar com o seu bem. ..
Sempre haverá um que paga o Danoninho dos seus filhos e sempre haverá um outro que come o Danoninho dos seus filhos,
não é a vida que é cruel, é você que é burra.
Sentir amor pelo outro parece improvável, difícil mas é só limparmos o coração se permitir ser leve, só precisa que seu coração esteja bem sem dar chance a maldade de ocupar o espaço, vc escolhe abrir espaço pra sentimentos ruins e alimenta-los e se torna alguém infeliz mesmo sabendo que é responsável por suas escolhas e com isso descartando o segredo da sua felicidade. Antes de fazer mal a si mesmo dessa forma, dê amor cuidado e paz pro seu coração quando estiver bem será capaz de passar adiante com muito mais intensidade do que passava a maldade de tudo que a vida lhe causou.
Brilhe, lindamente, porque sempre haverá outro amor, outro emprego, outra cidade, outras pessoas, mas nunca outra vida.
Rafadancemix
Autoconhecimento e Empatia
"Domine a si mesmo, compreenda o outro, e veja a empatia transformar cada caminho que você percorre."
A proposta não nasce do nada. Quem propõe já viu no outro uma equivalência de desejos, de vontade, de reciprocidade, de intenção.
Quem propõe percebe que o outro está propenso a aceitar.
Logo, toda loucura, pecado, crime sempre será compartilhado essencialmente pelo desejo doloso; explícito ou não, sendo a inocência sua primeira vítima.
Consequentemente, ninguém poderá dizer que não sabia o que estava fazendo.
Não minta. Dê ao outro o direito de escolher se quer ficar ou não. Quando mentimos, revelamos nosso egoísmo, pois pensamos apenas no nosso próprio conforto. Permita que o outro tenha o direito da escolha.
“A gentileza no falar revela a nobreza no ser; quem trata o outro com respeito eleva a si mesmo.”
Grate a todes educadis."🌻
AMADA, EU SOU PRETA!
Ainda outro dia…
Uma pessoa me perguntou:
— Eli, onde ficam escondidos esses pretos e pretas tão bonitos (de ver, claro — mas eu não me vestiria assim, nem colocaria meu cabelo desse jeito!) que desfilam no Ilê Aiyê?
Não os vejo no nosso dia a dia!
Respondi:
— Estão aí, amada, no seu pré-conceito.
É nele que se escondem os pretos que você não vê.
Precisa rever seus conceitos, só então os verá.
Os pretos estão nas ruas da sua cidade natal,
que transpira ancestralidade africana,
mas você não reconhece.
Eles estão no reflexo do seu espelho,
porque se não conhece sua história,
não sabe quem é.
Estão na forma como você me olha
porque entre “amigos” o preconceito é disfarçado,
mas a verdade sempre escapa.
Os pretos estão nas crianças que brincam na rua,
(os “pivetes” do seu bairro periférico);
nos homens que chegam cansados do trabalho
(os “peões”, “marmiteiros”);
nas mulheres que fazem milagre no mercado
(a guerreira que compra o que dá, com o pouco que tem);
nas mães solo e seus filhos
(os “moleques” que o mundo já julga).
Estão nos jovens da periferia, mortos a todo instante
trabalhando ou não, sempre rotulados como marginais.
Nos moradores de rua, sem assistência, sem resistência.
Nos trabalhadores, explorados pelo capital.
Nos estudantes que enfrentam um sistema educacional desigual,
lutando pelo direito de aprender
e pela reparação que vem em forma de cotas.
Estão também nos empresários e nos esportistas
que abriram brechas nas muralhas do racismo,
que resistem e existem.
Somos todos nós, brasileiros e brasileiras
nascidos dessa diáspora afrodescendente.
Mas muitos ainda escolhem negar,
se escondendo atrás de conceitos limitados,
sem consciência da própria história,
sem saber quem são.
Hoje, essa pessoa me evita…
Mas eu sigo.
Pretamente.
Felizmente.
No meu caminho de preta.
Cravemos os dentes
na carne um do outro,
em busca do sangue
de um amor já morto.
A fatalidade do acaso
fez do instinto o desejo
e a sobrevivência do querer:
sangrar para existir.
Cravemos os dentes
na boca um do outro,
em busca da saliva
de um beijo roto.
Não me dou a outro lugar, nem amo a qualquer um; — minha relação com Campos Belos, é como a de um filho ligado à mãe, em carinho e amor. Assim é que somos.
Pare de fazer pouco caso
com a dificuldade do
outro em se socializar.
você não sabe dos seus
traumas,você não sabe
a batalha que o outro trava
consigo mesmo tentando
Manter as cicatrizes fechadas.
