Nao Magoe uma Mulher
Ainda estou apaixonada por você
Já não sei se eu penso que só penso em você...
Depois de muitas tentativas e nenhuma resposta...
A dúvida e a incerteza tomaram conta de mim...
Mas não consigo dizer que vou te esquecer...
Pois em algum lugar, por mais insignificante que seja, do meu coração...
Há uma esperançazinha bem acesa...
E por mais que as palavras pronunciem o teu esquecimento...
O meu coração se concentra sempre atento...
Pois aquela esperança que se guarda no cantinho...
Feito uma criança sorrateira...
Me move com carinho e certeza...
Ainda seremos dois apaixonados...
Porém, não mais separados.
Nosso grande problema é o trafico de verdades não vividas. Tentamos comunicar o que nunca experimentamos em nossa vida.
Eu não tenho fé na perfeição humana. O homem é agora mais ativo, não mais feliz, ou mais esperto, do que era 6000 anos atrás.
A amizade consigo mesmo é muito importante, porque sem ela não se pode ser amigo de ninguém no mundo.
Liberdade e Alma
Acredito que a verdadeira liberdade não se encontra na ausência de regras, mas na capacidade de se entregar sem reservas. Não é a falta de amarras que me define, mas a escolha consciente de ser quem sou, de buscar o que realmente ressoa com minha essência.
Liberdade é poder estar em meu próprio espaço, sem pressa de me adaptar a expectativas alheias. Ela está na coragem de me mostrar por inteira, de me conectar de forma genuína, sem temer o que o outro possa pensar.
Ser livre é saber que posso me entregar sem perder minha essência, que posso amar, desejar e me conectar sem me perder. A verdadeira liberdade está na entrega do que sou, no poder de ser sem restrições, onde alma e corpo se alinham sem medo do que virá.
Pessoas falando mal de você, não esquenta, isto é normal. Até os Cães sempre latem para pessoas que não conhecem.
Eu não estou certa de que este é o mundo em que eu pertenço. Eu não tenho certeza de que eu quero acordar.
(Mia)
Se você duvida de você mesmo, não vai encantar sua equipe nem o mercado. Isso não é necessariamente vaidade. É, antes de tudo, confiança.
"As pessoas me acham metidas por eu não sorrir para elas,
por eu ignorar coisas toscas que elas falam, mesmo assim, a opinião delas
não vai mudar nada na minha vida, porém quem me conhece de verdade
sabe que eu sou legal e sabe principalmente pelo o que eu passo."
Inacessível
Como explicar ao mundo que me tornei inacessível?
Que não foi escolha, nem arrogância — foi autodefesa.
Foi o único jeito que encontrei de sobreviver às feridas que me causaram, de não me perder de vez tentando ser tudo para todos.
Como explicar que, quando finalmente deixo alguém se aproximar, essa pessoa se torna única, mesmo sem saber?
Ou que, às vezes, ela até é a única, mas não consegue corresponder?
E como dizer isso sem parecer ingratidão, sem que sofra o peso do mal-entendido de quem nunca sentiu o que é se esgotar por dentro?
As cobranças externas já são duras, mas nenhuma é mais cruel que a minha própria.
A autocobrança me corrói essa necessidade de perfeição, de acertar e estar sempre presente, de ser sempre o amparo, mesmo quando sou eu quem mais precisa de colo.
Guardei tantas vezes a minha dor no bolso para cuidar da dor dos outros que agora ela já não cabe mais.
E mesmo assim, sigo tentando.
Tentando conter o transbordar, tentando ser funcional, tentando dar conta de tudo, mesmo quando não já não tenho dado conta de mim.
E é aí que percebo: não é que eu tenha desistido do mundo.
É que o mundo desistiu de ouvir o silêncio.
Então me desfaço em partículas.
Perdão pelas Ausências
Peço perdão a todos que eu não consegui responder, nem me conectar.
Perdão àqueles a quem eu disse que estava tudo bem — só para não preocupar, só para não precisar explicar o que nem eu sabia dizer.
E peço perdão também a quem um dia recebeu um “oi” meu, um pedido simples de atenção, de conversa, de oito minutos de presença…
Mas que talvez também estivesse travando suas próprias batalhas, e não percebeu que aquele gesto era um pedido de socorro disfarçado.
Hoje eu entendo: a ausência não é só minha.
Vivemos todos cercados por presenças que não estão de fato aqui.
As redes sociais estão cheias de gente, e, ao mesmo tempo, tão vazias de encontro.
Ninguém parece realmente preocupado com o “eu” verdadeiro de mais ninguém.
E os poucos que ainda se preocupam, se afundam, como eu, no excesso de sentir.
Sentem por todos, carregam o mundo nos ombros e, aos poucos, se afogam na própria empatia.
Talvez o silêncio não seja falta de amor, mas o peso de sentir demais num mundo que sente de menos.
Às vezes, não é falta de amor, é falta de fôlego.
De vontade de responder, de sorrir, de fingir que está tudo bem.
É cansaço de corresponder, de se explicar, de esconder o óbvio — que por dentro, o silêncio grita.
As notificações se acumulam, mas o desejo é de desaparecer.
Não por indiferença, mas por não saber mais como existir para tantos, quando mal consigo existir pra mim.
Não sou de muitos contatos, embora haja muitos que me amem.
Só não sei, agora, como retribuir.
E talvez isso precise ser entendido como amor também.
Sábio é direcionar a sua raiva para os problemas, não às pessoas. Focar as suas energias nas respostas, não em desculpas.
O homem que sabe que está em silêncio, o homem que sabe que ama, não sabe o que é o amor ou o que é o silêncio.
