Nao Magoe uma Mulher
Casamento é para pessoas que tem maturidade suficiente para não largar o barco no primeiro sinal de naufrágio.
Não haveria criatividade sem a curiosidade que nos move e que nos põe pacientemente impacientes diante do mundo que não fizemos, acrescentando a ele algo que fazemos.
Enquanto você paga de gatinha, eu me garanto como felina, porque não basta só miar, tem que saber arranhar.
Não sei o que tenho mas me sinto bem. Meus ferimentos não doem agora... e não estou nem um pouco preocupado em perder pra você.
Sem dor, como poderíamos reconhecer o prazer?
A existência do brócolis não afeta em nada o gosto do chocolate.
Eu não sou bom com todos e nem quero ser. Costumo desprezar quem não me traz nada de bom, e amar os que me fazem sentir especial.
Não vi o seu rosto
_ ele estava mergulhado entre as minhas coxas_
Não beijei sua boca
_ ela estava ocupada me beijando os lábios...
Acha que me conhece realmente? Eu não me conheço! Como é que sabe que eu não sou diferente com outra pessoa?
Foi por sorrisos, troca de olhares, conversas jogadas fora, que eu me apaixonei. Eu não tenho mais tempo pra lembrar de quem me deixou triste, estou ocupada vivendo com quem me faz feliz.
Amor virtual é bom pra robô, que não sente nada. Pessoas precisam de laços, abraços, olhos nos olhos o toque das mãos.
Não saber.
Não há nada mais irritante do que respostas não-respostas.
Engarrafamento irrita, trânsito de sexta-feira, buzina ignorante, gente contraditória, fila que não anda, vizinho com rádio potente e nenhum bom gosto irrita.
Falta de educação, respostas atravessadas, atitude desnecessária, tudo isso. Mas nada mais desconcertante que um "não sei".
"Não sei" é termo que não vale, "não sei" não é resposta, "não sei" não é cabível. Falo daquele "não sei" inteligente e esperto não o desprovido de informação.
Aquele que é parente próximo do "talvez", vizinho do "pode ser", amigo fiel do "quem sabe".
"Não sei" não rende assunto, não dá chance nem esperança. Não dá audiência. É preguiça, provocação.
"Não sei" é arrancar as páginas de possibilidades e reflexões de um livro bom, é posição de impedimento, é tirar o corpo fora. Puro descaso, covardia. O boicote das justificativas. A alergia dos práticos. A úlcera dos ansiosos.
É ter todas as respostas guardadas, preparadas, apontadas e ainda assim se esquivar. Ter a mancha de um crime nas mãos e negá-lo.
"Não sei" é a fuga dos que não se comprometem. É vazio de sentido, tentativa frustrada de absolvição. Inconveniente, conservador, teste e tortura da paciência.
"Não sei", piada mal contada. Cretina, infundada. Se esconde atrás da sombra e do suposto respaldo das abstenções.
"Não sei" compactua com o "porque sim" e o "porque não" como escape de continuação do asssunto. Simbióticos e injustos. Tenta parar o trânsito da prosa, mas é atropelado pelas interrogações.
É a pressa e o pecado da língua insana, o tormento das personalidades combativas, o desespero dos descordantes.
"Não sei" é a negação do recurso. Não remete ao passado e não liga ao futuro, é a pedra no caminho da decisão, a pedra no sapato dos objetivos.
"Não sei" como comodismo, escolha mais conveniente.
Nada bobo o "não sei", bastante sábio. Um perigo, um abuso. Deveria ser censurado, abolido, abortado. Ahhh o "não sei"... descabido e desnecessário!
Responda "não sei" pra mim e prepare-se para o show de questionamento. Tenha certeza de sua resposta, de sua falta de posição. Esteja seguro e armado. Armado de argumentação.
