Nao Magoe uma Mulher
Veja, o rio não é apenas água que corre — é memória em movimento. Ele arrasta lembranças como troncos partidos, mas não as guarda para contemplação. O rio sabe que recordar é prender-se, e sua essência é seguir.
Adiante, o mar do esquecimento se abre vasto, sem cais para lágrimas derramadas. Lá, não há repouso para a dor, porque o mar dissolve tudo em sua imensidão. O navegante, cansado de buscar direção, aprendeu a não olhar a bússola. Vai sem rumo, mas não sem coragem.
As ondas, que parecem formar imagens efêmeras, desfazem-se ao tocar o casco do barco. É o confronto inevitável entre o que se sonha e o que se vive. O navegante entende: não há permanência nas formas que a água inventa. Há apenas o fluxo, o instante, o agora.
O rio ensina a desapegar. O mar ensina a esquecer. E o barco, frágil mas resistente, ensina que viver é atravessar — mesmo sem destino certo.
Quem brinca com o pecado não governa o novo.
Quem se alimenta do passado não entra no futuro.
Quem quer promessa sem renúncia, ficará só com expectativa.
Deus não unge desculpas.
Deus unge obediência.
O relógio vai virar,
mas Deus só se manifesta onde há quebrantamento. miriamleal
"O infinito não começa depois da última estrela; ele floresce no centro do abraço que não tem pressa de terminar."
"Deus não escreveu o cosmos em números, mas em ritmos de saudade, para que o coração humano pudesse sempre encontrar o caminho de volta para o eterno."
Não me preocupa um erro "gramaticau" se o raciocínio é inteligente. Um tempo verbal pode ser sempre corrigido, um idiota não.
O problema dos arrogantes é a "síndrome da abelha", querem ser rainhas, mas não passam de meros insetos.
O pior cego já não é aquele que não quer ver, mas aquele que acha que vê. Não querer ver é opcional, achar que vê é estupidez.
É deveras surreal, a sociedade insistir em condenar as mulheres que não querem ter filhos, mas tolerar descaradamente os homens que mesmo tendo, escolhem não serem pais.
Saibamos aproveitar o primeiro domingo do ano para não termos a insolência de culpar a primeira segunda-feira pelo cansaço das comemorações.
Não me incomodo com os que fingem bondade ou maldade, os que me inquietam a alma são os que tentam fingir alegria.
