Nao Magoe um Alguem

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Não seja aquele bobo que onde há uma festa, quer sempre um lugar; seja paciente, deixe ver quem são seus amigos, pois ninguém sustenta duas caras.

Não preciso de muito: a lua e um céu estrelado já me deixam feliz; o resto são os beijos dela.

Não importa se te tomaram a escada, improvisa um degrau e vai.

Não tente ser a todo tempo a flor, seja um pouco saudade.

Não quero muito; quero só o que cabe no meu coração. Pode ser um sorriso.

Não importa que te achem um bobo, vai, ela já sabe que roubaram as flores.

Não deixes que um olhar debochado te pare, vai, levanta o voo.

Se você nunca subiu num pé de manga, não tente consertar um telhado, altura é para quem sabe voar.

Se você não tiver a coragem, e a ousadia de enfrentar seus medos, você será mais um, a dizer depois, eu podia ter tentado mais.

Não conheço ninguém que durma menos que um poeta, pois, às três da manhã, estamos ainda acordados, admirando a lua.

O bom de ganhar dinheiro é que, se você não tiver o bolso na sola do pé, você faz um estrago danado e consegue fazer muita gente feliz.

Sinto pena daquele que finge riqueza; não poderá, nunca mais, comer um pastelzinho de feira.

Não realizar um sonho é menos doloroso do que sonhar um sonho que não depende somente de você para realizá-lo.⁠

Felicidade não é algo a ser adquirido,
para ser buscado,
mas um sentimento a ser experimentado,
logo exige atitude para ser vivenciado.

⁠Infeliz do homem que luta por um ideal cuja conquista não lhe será benéfica, portanto, quando fores tremular uma bandeira partidária, procure certificar se seus esforços encontram motivos para existirem, na pessoa que você busca se espelhar.

Experiência do cliente não é responsabilidade de um departamento. É consequência da cultura inteira.

Visualizado não significa perdido. Muitas vendas começam depois de um bom follow-up.

Eu quero um amor que não seja covarde. E não falo de guerras, heróis ou moinhos, falo do amor que não foge do cotidiano. O que lava a louça, compartilha o silêncio, segura a mão sem medo do tédio. O amor corajoso não é o que promete eternidade, mas o que se faz presente nas miudezas, nas falhas, nos dias em que o afeto parece coisa rara. É o amor que sabe ficar, mas também partir com dignidade, sem transformar distância em castigo. O que confia, mesmo quando não entende. O que não precisa vigiar para acreditar. Amar, afinal, é permitir que o outro seja casa — mesmo quando a vida muda o endereço.

Nem que eu tente, não sei ser minimalista. Minha história é um relicário, uma loja de móveis usados, onde tudo guarda um sentido, uma memória, uma cicatriz bonita do tempo. Cada coisa em mim já teve função, já foi abrigo, já pertenceu a outro instante. E talvez seja isso que me faz inteiro: não o espaço vazio, mas o excesso de vida guardada nas gavetas da alma.

Não vou mais lutar comigo mesmo. Essa guerra íntima sempre foi injusta: eu de um lado, tentando caber; o mundo do outro, oferecendo moldes apertados demais. Passei tempo suficiente tentando negociar minha existência, arredondar arestas, suavizar excessos, traduzir quem sou para ver se assim eu era aceito. Não funcionou. Nunca funcionou.

Nunca coube nas expectativas porque elas nascem pequenas demais para o que pulsa em mim. Nunca me ajustei para pertencer porque pertença, quando exige mutilação, vira cárcere elegante. Aprendi isso do jeito mais cansativo: insistindo. E só agora entendo que insistir contra si é uma forma sofisticada de abandono.

Sou o que sou. Não por rebeldia, nem como defesa. Sou o que sou como quem finalmente pousa as armas no chão e senta. Há uma paz estranha nisso. Não a paz da acomodação, mas a paz de quem para de se ferir tentando ser outra coisa. Sustentar-se dá trabalho, mas lutar contra si cobra um preço alto demais.

Escolho, então, essa trégua radical comigo. Não para me tornar imutável, mas para mudar sem me violentar. Não para agradar, mas para existir com decência. Sou o que sou — e isso, hoje, não é sentença. É abrigo.