Nao Magoe um Alguem

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Que no dia trinta e um
O ruim fique pra trás
A tristeza dê adeus
E a dor não volte mais
Que no ano que virá
Nosso Deus possa nos dar
Mais amor, saúde e paz

Quando entregas teu corpo sem razão, por que não te perguntas como ao entregar teu carro a um estranho?

“Monólogo do Inescolhido”


Há um cansaço que não se explica.
Não é físico, nem moral, é um cansaço que nasce no meio do peito. Um peso que o tempo não alivia.
Eu o carrego como quem carrega um corpo morto dentro de si e finjo que ainda é um coração.
Estou cansado.
Cansado de existir para os outros apenas nas horas em que falta alguém.
Cansado de ser o consolo fácil, o “você é incrível” dito com pena, o número esquecido em agendas que só tocam em dias de vazio.
Cansado de ser o quase.
De estar sempre à beira de ser amado, mas nunca atravessar a fronteira do afeto.
De oferecer abrigo a quem só veio se esconder da chuva e depois me deixar encharcado na porta da própria casa.
Eu sei o nome da solidão.
Ela me chama todas as noites, me fala baixinho e lembra que ninguém vem.
E eu obedeço, acendo a luz fraca, arrumo a cama e deixo espaço ao lado.
Ela deita comigo, fria e paciente, logo sussurra: “é só você e eu, outra vez.”
E eu rio... Um riso rouco, cansado, meio incrédulo, porque sei que ela tem razão.
O mundo gira em volta de amores, de laços, de mãos dadas… E eu sigo solto, orbitando fora de todos os abraços.
Há dias em que penso que não fui feito para o amor.
Talvez tenha sido moldado para ser abrigo de ausências, refúgio de despedidas.
Talvez exista só para que outros entendam o que é não ficar.
Mas o que mais me destrói é essa esperança que não morre.
Essa centelha absurda que insiste em acreditar que um dia alguém vai me olhar e ficar.
Um olhar que não desvie, uma presença que não se dissolva.
Até lá, sigo cansado.
Tragicamente, vivo esperando o impossível com a teimosia dos que já perderam tudo, mas ainda pedem mais uma chance.

E mesmo aqueles que dizem deter a caneta na mão um dia verão a tinta secar, pois o poder não é escrito por quem diz possuí-lo, mas pelas intenções daqueles que, invisíveis, o direcionam.No fim, a história sempre revela que o verdadeiro domínio está na influência silenciosa que molda cada decisão, sutil e imperceptível aos olhos de quem acredita comandar.

Há dias em que eu penso que viver é um ofício delicado.
Não um trabalho de esforço, mas de escuta.
A vida não se revela no barulho das conquistas, mas nas frestas pequenas do tempo —
num olhar demorado, no cheiro do café, num pôr do sol que insiste em ser bonito,
mesmo depois que tudo parece cansado demais.


A existência é uma travessia.
Nascemos com o coração limpo, e ao longo do caminho vamos colecionando memórias,
feridas, amores, ausências e fé.
É assim que a alma aprende a ter forma —
como um vaso moldado por tudo o que nos toca e, ao mesmo tempo, nos parte.


Há quem diga que o tempo cura.
Eu acho que ele apenas ensina.
Ensina que crescer é se despedir com mais ternura,
que envelhecer é aprender a deixar os dias passarem sem tanto medo de perdê-los,
porque o que realmente fica não é o que vivemos,
mas o modo como fomos tocados pelas coisas simples.


A efemeridade é uma professora exigente.
Ela sussurra, com voz mansa e firme: “Nada é para sempre, e é justamente por isso que vale.”
E então percebemos que o amor, a dor e a saudade são da mesma família —
todos nascem daquilo que um dia foi vivo e, por isso mesmo, nos deixou marcas.


Viver, no fundo, é aceitar ser passagem.
É entender que o corpo se cansa, mas a alma não.
A alma é o que sobra quando o tempo se recolhe —
é o que permanece quando tudo o que é visível já partiu.


Talvez o sentido da vida não esteja em buscá-lo,
mas em permitir que a vida nos encontre
nos instantes em que deixamos de correr atrás dela.

Se amar fosse um erro, eu estaria a errar, pois quando te encontrei era impossível não se apaixonar
Teve um tempo que achava que o amor não era pra mim, sempre vivia na solidão, achando que sempre seria assim
Mas aí, sem previsão, vc chegou e no meio dos meus monstros vc me encontrou
E naquele exato dia o seu amor
Me salvou

O HOMEM NÃO PODE FUGIR DOS FENÔMENOS DO SEU ORGANISMO!

‎Assim como,

‎Um Peixe no oceano não pode fugir da agitação da água causada pelo vento, mas deve abrigar-se em atenção até o fim da agitação!

‎Também,

‎Um Homem não pode fugir dos Fenômenos que estão a ocorrer no seu Organismo, mas deve abrigar-se em contemplação dos Fenômenos até desaparecerem!

‎Os Fenômenos que ocorrem no Organismo Humano são as Sensações, os Pensamentos, as Emoções, os Sentimentos e as Intuições!

‎O consumo de droga é uma das principais formas adoptadas pelo Homem para fugir das suas Emoções e Sentimentos que categoriza como negativas!

Rotinas me entediam.
Chico Buarque, eu não sigo um Cotidiano!

Ode a CL

Antes que o mapa encurte,
antes que a próxima “viagem”
imponha um itinerário
que não ultrapasse
a rua paralela
à minha antessala…

A vida é um sopro então viva com diversão para não se arrepender

⁠tiana:tu não podes pedir um desejo a uma estrela e esperar que ele se realize

A vida não é um problema a ser resolvido, nem um sentido a ser descoberto — é o espelho onde cada escolha esculpe a alma, e cada dúvida revela quem ousamos ser, mesmo sem saber por quê.

Marieci
1

Ali tão pertinho, onde não podemos ver, há um segundo de distancia, está ele, o futuro.

O futuro que você tanto esperou e sonhou, o futuro onde só voce sabe como se imaginava, acredite você está vivendo o futuro sonhado por você um dia, agora.

Neste exato momento.

Aproveite!

Seja Feliz!

Perfeição em um mundo imperfeito, não acharás! Então, pare com esse egocentrismo utópico de querer ser melhor que os outros em tudo.

Um homem de verdade não faz o que é fácil ou conveniente. Um homem de verdade faz o que deve ser feito!

Quando entenderes que o monstro não precisa dar sequer um passo para te alcançar, ali serás um homem.

“Princípios não se negociam. É melhor morrer com honra do que viver como um covarde. Não há mérito nem orgulho em viver uma vida que não lhe pertence.”

⁠O Canto da Alma em Solitude
No vasto palco da existência, um véu,
Solidão, não vazio, mas um céu
De pensamentos, onde a alma se refaz,
Em silêncio, encontra a própria paz.

Não a dor do isolamento, o frio chão,
Mas a escolha de um doce reclusão.
Onde o eu se encontra, sem disfarce ou pressa,
E a voz interior, enfim, se expressa.

Não é um castelo de sonhos, nem uma fortaleza da solidão.
É apenas um muro, sem fim, sem destino aparente.
Um simples muro que prova que sou capaz de persistir, de seguir firme com constância e determinação.

“Hoje foi um dia de cansaço e
decepção. Amanhã será um dia
de novas energias.
Você não perdeu, só teve um dia diferente.”
— Aurora Interior