Nao Magoe um Alguem

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Os estudos tornam alguém perigoso , mas sem colocar ninguém em perigo . 🪄📚

"Quando alguém confiar uma amizade a você, agarre, pois há poucas pessoas que têm esse privilégio."


07/05/26

O Santuário do Acolhimento


Acolher alguém em seu momento de maior fragilidade é transformar o próprio coração em um santuário de proteção e paz. Esse ato vai muito além de abrir as portas de uma casa; significa abrir os espaços da alma para receber uma vida que, naquele instante, encontra-se sem rumo e despedaçada. Quando decidimos ser o abrigo de alguém, oferecemos o respeito de uma escuta que não julga e a segurança de um teto emocional onde a dor pode finalmente chorar sem medo. Esse acolhimento puro é a expressão máxima da nossa humanidade, pois entende que a maior caridade é estender a mão justamente para quem não tem forças para se leva

Você se acostumou tanto a ser o alvo que, quando alguém te trata com decência, você acha que é armadilha e prefere voltar para o chicote de quem te usa.

"Nunca ou jamais subestime alguém, porque você pode
ser surpreendido, afinal é preciso tomar certos cuidados, antes de perceber grandes equívocos..."

Você veste as correntes que te prendem a quem te diminui e rejeita a chave da liberdade que alguém tenta te entregar com tanto carinho.

Para mim, o maior tédio do amor é quando você está ao lado de alguém especial e sente uma paz enorme, gigantesca... Aquela paz que vem de Deus, sabe? Você só quer ficar ali o resto do dia, deixando as horas passarem, porque do lado dela o mundo para!


Raphael Denizart

Se eu tivesse que explicar você


Se alguém me perguntasse
o que exatamente aconteceu comigo
depois que conheci você,
eu provavelmente não saberia responder.


Porque não foi uma coisa.
Não foi uma palavra, um gesto,
um momento específico.


Foi um conjunto de detalhes
que, separados, talvez não significassem nada...


mas que, juntos,
fizeram você se tornar você para mim.


E talvez seja isso que torna tudo tão difícil de explicar.


Como explicar que uma pessoa
pode se tornar importante sem pedir para ser?


Como explicar que, em algum momento,
a gente percebe que já não está apenas conhecendo alguém...
está conhecendo um mundo.


Um mundo com histórias que eu ainda não conheço,
com cicatrizes que não vi,
com sonhos que talvez ainda nem tenham nome,
com medos que você talvez esconda,
com desejos que ainda vou descobrir.


E eu não quero conhecer esse mundo de uma vez.


Quero descobrir aos poucos.
Quero conhecer a mulher que você é
quando está feliz,
a que aparece quando está cansada,
a que ri das próprias bobagens,
a que fica teimosa,
a que muda de ideia,
a que se irrita,
a que sonha,
a que às vezes duvida de si mesma...


Quero conhecer até as versões suas
que você talvez ache difíceis de amar.


Porque gostar de alguém
pelas partes bonitas é fácil.


O que me interessa é conhecer o conjunto.
A pessoa inteira. Sem recortes.


Sem precisar transformar você
em uma versão perfeita
para caber no que eu sinto.


E talvez seja essa a minha maior declaração:
eu não quero uma personagem sua. Quero você!


Com suas certezas e contradições.
Com aquilo que mostra
e aquilo que ainda não conseguiu mostrar.


Com os dias em que tudo parece simples
e aqueles em que nem você consegue
entender o que está acontecendo aí dentro.


Quero continuar descobrindo.
Porque quanto mais eu conheço você,
menos vontade tenho de encontrar uma definição.


E talvez eu finalmente tenha entendido:
algumas pessoas não foram feitas
para serem explicadas.


Foram feitas para serem conhecidas.


E você...


eu quero passar muito tempo,
mais 1000 anos fazendo exatamente isso.

O Homem que Sobrou de Todos os Homens

Antes de mim
já havia o silêncio.

Depois,
alguém acendeu uma luz
e chamou aquilo de nascimento.

Não me perguntaram
se eu queria estar aqui.

Deram-me um corpo,
um nome,
um punhado de ossos
e uma consciência inquieta
demais para caber dentro deles.

Passei a infância
aprendendo o tamanho das coisas.

O quintal parecia infinito.
O céu não terminava.
O tempo não tinha pressa.

Eu ainda não sabia
que um dia os relógios
começariam a devorar pessoas.

Nem que homens adultos
acordariam cedo
para vender seus dias
em troca de dinheiro
com o qual comprariam
mais alguns dias.

Eu ainda não sabia
que crescer seria
descobrir lentamente
que quase tudo aquilo
que chamávamos de escolha
já vinha com preço.

Então cresci.

E o corpo cresceu comigo.

Mas dentro dele
continuava aquele menino
batendo nas paredes
de uma casa que não sabia
ser sua.

Foi quando comecei
a desmontar o universo.

Procurei Deus
atrás das estrelas.

Depois procurei estrelas
dentro dos átomos.

Procurei respostas
na matéria,

e encontrei vazio.

Procurei vazio,

e encontrei movimento.

Procurei movimento,

e encontrei caos.

Procurei o caos,

e encontrei a mim.

Talvez tenha sido aí
que tudo começou a dar errado.

Porque descobrir a própria consciência
é uma forma sofisticada
de perder a inocência.

Depois que percebemos
que estamos vivos,

não conseguimos mais
fingir que não estamos.

E eu pensei demais.

Pensei até o pensamento
ficar pesado.

Pensei até transformar
a própria cabeça
em um quarto sem janela.

Houve noites
em que o silêncio
tinha mais presença
que qualquer pessoa.

O mundo dormia.

Eu não.

Eu contava as rachaduras
do teto
como quem procura
uma saída no mapa de uma prisão.

Às vezes queria desaparecer.

Não como quem deseja um fim,

mas como quem deseja
que alguém apague
uma palavra escrita errada
antes que a página inteira
seja condenada por ela.

Queria ser menos eu.

Depois descobri
que era impossível.

Então tentei ser outra coisa.

Fui raiva.

Fui veneno.

Fui punho.

Fui grito.

Fui a palavra que ninguém queria ouvir
na mesa onde todos fingiam
que estava tudo bem.

Olhei para o mundo
e achei que ele merecia
ser destruído.

Depois olhei melhor
e percebi:

eu também fazia parte dele.

Essa foi uma descoberta pior.

Porque é fácil odiar monstros
quando acreditamos não possuir dentes.

Mais difícil é perceber
que às vezes o monstro
mora no espelho
e paga suas próprias contas.

Ainda assim, lutei.

Contra homens.

Contra ideias.

Contra sistemas.

Contra deuses.

Contra o destino.

Contra mim.

E por algum tempo
confundi liberdade
com não pertencer a nada.

Que erro.

A liberdade não é ausência de correntes.

É saber quais delas
você aceita carregar.

Então veio o amor.

E eu, que desconfiava
de quase tudo,

acreditei.

Que ironia.

Passei anos procurando
uma prova de que a vida tinha sentido

e bastou alguém
olhar para mim
como se eu tivesse.

O amor não me salvou.

Nenhum amor salva.

Ele apenas mostrou
que havia coisas
pelas quais valia a pena
continuar lutando.

E isso foi suficiente.

Depois vieram as perdas.

Porque toda coisa que amamos
carrega consigo
a possibilidade de nos ferir.

Aprendi tarde
que algumas pessoas
não ficam.

Algumas são passagem.

Algumas são cicatriz.

Algumas são casa
e algumas são incêndio.

E algumas conseguem ser
as duas coisas.

Continuei andando.

Não por coragem.

Por insistência.

Há uma diferença.

Coragem olha para o abismo
e decide saltar ou não.

Insistência simplesmente
acorda no dia seguinte.

Eu acordei muitas vezes.

Algumas sem vontade.

Algumas sem esperança.

Algumas sem saber
o que fazer comigo.

Mas acordei.

E um dia percebi
que havia outras pessoas
acordando por minha causa.

Foi então que o homem
que queria desaparecer
começou a compreender
o peso de permanecer.

Já não era apenas meu corpo.

Já não era apenas minha vida.

Havia mãos pequenas
que ainda não entendiam
a palavra futuro,

mas já eram capazes
de mudar o meu.

Foi nesse instante
que o tempo deixou de ser inimigo.

Ele passou a ser herança.

E compreendi algo
que nenhuma equação
havia conseguido me ensinar:

nós não somos apenas
aquilo que lembramos.

Somos também
aquilo que ensinamos
sem perceber.

Somos a frase que alguém repete
anos depois.

O gesto que alguém reproduz.

A coragem que alguém encontra
porque um dia viu a nossa.

Somos aquilo que permanece
quando o nome já não está
na boca de ninguém.

Talvez seja essa
a única forma humana
de eternidade.

Não durar.

Continuar.

Hoje ainda tenho perguntas.

Muitas.

Algumas envelheceram comigo.

Outras nasceram ontem.

Ainda desconfio de Deus.

Ainda desconfio dos homens.

Ainda desconfio de mim.

A diferença é que já não preciso
resolver todos os mistérios
para apreciar o fato
de estar dentro deles.

Já não preciso compreender
o universo inteiro
para amar alguém
nesta pequena parte dele.

Já não preciso vencer
todas as batalhas
para reconhecer
que sobrevivi a algumas.

E já não quero apagar
nenhuma versão de mim.

O menino.

O revoltado.

O apaixonado.

O bêbado de pensamentos.

O homem perdido.

O homem arrogante.

O homem quebrado.

O homem que achou
que não haveria amanhã.

Todos eles continuam aqui.

Não como fantasmas.

Como fundação.

Eu sou o erro
que aprendeu com o erro.

A ferida
que aprendeu a fechar
sem esquecer onde doeu.

A pergunta
que desistiu de exigir resposta.

O caos
que encontrou uma maneira
de não destruir tudo.

A matéria
que, por algum acidente absurdo,
aprendeu a amar.

E talvez seja isso
que mais me assuste:

depois de passar tanto tempo
querendo descobrir
o que existe depois da vida,

eu finalmente comecei
a prestar atenção
no que existe dentro dela.

Um café quente.

Uma madrugada.

Uma discussão.

Um abraço.

Uma criança dormindo.

Uma fotografia antiga.

Um erro que ainda dói.

Uma gargalhada inesperada.

Uma pessoa dizendo
“fica”.

O sol entrando pela janela
sem pedir licença.

A vida.

Essa coisa estranha
que nunca explicou
por que me escolheu.

E que, ainda assim,
eu escolhi de volta.

Quando meu corpo finalmente cansar,

quando a matéria
voltar a ser matéria,

quando meu nome for apenas
uma palavra antiga
em alguma boca distante,

não quero que digam
que fui um homem sem respostas.

Eu fui pior.

Fui um homem cheio delas.

Tive respostas demais
para perguntas erradas.

Passei metade da vida
tentando descobrir
como escapar do labirinto.

A outra metade
aprendendo a construir
janelas dentro dele.

E se algum dia
alguém encontrar minhas palavras,

não procure nelas
um homem pronto.

Não existe.

Procure um homem
tentando.

Porque foi isso
que eu fiz.

Tentei.

Tentei entender.

Tentei amar.

Tentei odiar.

Tentei fugir.

Tentei ficar.

Tentei ser pai.

Tentei ser filho.

Tentei ser homem
antes mesmo de descobrir
o que isso significava.

Tentei transformar dor
em alguma coisa que não fosse desperdício.

Às vezes consegui.

Às vezes não.

Mas escrevi.

E talvez escrever tenha sido
a maneira mais honesta
que encontrei
de deixar sangue no papel
sem precisar morrer por ele.

Agora olho para trás.

Há muitos homens
espalhados pela estrada.

Todos têm meu rosto.

Nenhum é exatamente eu.

Eu sou o intervalo
entre eles.

O espaço invisível
onde um termina
e outro começa.

Sou o menino
que ainda olha para o céu.

O homem
que ainda pergunta.

O pai
que já sabe que amanhã chegará.

E o velho
que ainda não conheço.

Talvez um dia
eu finalmente compreenda
por que nasci.

Talvez não.

Mas já não tenho tanta pressa.

Tenho coisas para fazer.

Tenho pessoas para amar.

Tenho erros para corrigir.

Tenho histórias para contar.

Tenho amanhã.

E, pela primeira vez,

isso não parece pouco.

Parece infinito.

Porque agora eu sei:

não é preciso vencer a morte.

Basta não deixar
que ela seja a última coisa
a dizer quem fomos.

Então, quando chegar minha vez,

que o universo faça comigo
o que sempre fez com tudo:

me desmonte.

Quebre meus átomos.

Espalhe minha matéria.

Devolva meu corpo
ao chão.

Não me importo.

Porque antes disso
eu terei sido muitas coisas.

E algumas delas
terão ficado.

Num filho.

Num abraço.

Numa lembrança.

Numa cicatriz.

Num riso.

Numa página.

E talvez,
em algum lugar,

um homem que nunca conhecerei
leia estas palavras
e perceba que não está sozinho.

Então tudo terá valido a pena.

Não porque eu descobri
o sentido da vida.

Mas porque, no fim,

eu finalmente descobri
que o sentido não estava esperando
por mim em lugar algum.

Eu estava construindo.

Enquanto caía.

Enquanto amava.

Enquanto errava.

Enquanto envelhecia.

Enquanto escrevia.

E entre todos os homens
que eu fui,

entre todos os homens
que ainda posso ser,

há somente um
que permanece.

Não o primeiro.

Não o último.

Mas aquele que escolheu
continuar.

Eu.

Atenção! Muitas vezes quando falamos mal de alguém, é a consciência preterida falando de nós ao subconsciente ativo, tentando nos despertar.

A dor do alheio viver
(Mauro A Evaristo)

Se alguém atingiu o conhecimento
Que liberta das mazelas do tempo,
Mas defende aos outros o sofrer
O que de bom valeu esse aprender?

Se alguém "perceptou" a verdade
Que liberta das maldades,
Mas defende aos outros o sofrer
Qual a validade desse perceber?

Se alguém assimilou a compreensão
Que tudo se resolve via educação,
Mas defende aos outros o sofrer

Como pode toda uma nação
Aplaudir, ovacionar esse Ser
Que ignora a dor do alheio viver?

feradapoesia.blogspot.com

Orar por alguém é apertar as mãos dessa pessoa em espírito e dizer: 'Eu te ajudo.'

Antes de alguém cair no pecado do adultério, primeiro cede ao pecado da vaidade.

" Sua felicidade
é a infelicidade
de alguém.


Continue. "

Existe uma diferença notável entre ser alguém muito querido ou ser apenas tolerado, querer tê-lo é por perto representa algo recíproco, a sua presença é valorizada, não é vista como um fardo, as desavenças no convívio ocorrem, óbvio, mas não são frequentes, a afinidade permanece forte, as conversas fluem naturalmente

É bastante evidente que a consideração quando é de verdade faz com que a atenção seja prestada com vontade e não somente por educação, de forma apressada ou para suprir alguma necessidade, aliviar a consciência pesada, tirar vantagem sem pensar duas vezes, demonstrando uma clara falsidade

Os laços são construídos com naturalidade, levam um tempo e não carecem de exigências, não é algo forçado, caso contrário, nem valeriam a pena, portanto, seja alguém mais seletivo, claro que todos erram, todavia, não aceite a fragilidade do que é falso ou um contato danoso somente para ter uma companhia.

⁠"Alguém saberia dizer se a Ucrânia ainda existe? É que, desde que a guerra por lá deixou de vender jornais, o mundo se esqueceu de perguntar."

Por que alguém iria querer roubar meus pensamentos?

Prender-se desesperadamente a alguém — ou permitir que alguém se acorrente a nós — é uma das maiores ilusões do coração. Quando insistimos em manter por perto quem já não vibra na mesma afinidade, transformamos o amor em uma prisão invisível que impede ambos os lados de caminhar. Ninguém cresce na sombra do outro, e nenhum propósito se realiza sem liberdade. Aceitar a separação em um determinado espaço da vida não é abandono, mas sim um ato de caridade espiritual que devolve a cada um o direito sagrado de evoluir. É preciso coragem para abrir as mãos, pois só quem liberta o outro encontra o espaço necessário para reencontrar a si mesmo.

Se punir na esperança de punir alguém é uma a aventura perigosa.

Abrir mão da paz que você tem vivendo sozinho, tem que ser por alguém que lhe faça ter algo surreal.


Viva aquilo que lhe trás leveza... 🤍