Nao Magoe um Alguem

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Um pouco de tudo,
De tudo um pouco...
-gugAkash333-

Se o propósito desta "fase" da vida é aprender, então.... fico realizado com pouco que seja, funcional, prático, útil, ajude a todos, ganha-ganha...

O Amor que Permanece Além da Partida


A ausência física de quem amamos abre um vazio que nenhuma distração do mundo é capaz de preencher. É natural que o choro venha, que a casa pareça mais silenciosa e que a dor da despedida aperte o peito com força. Mas, para os meus amigos que hoje choram, eu gostaria de deixar um acalento: a morte tem o poder de interromper o toque, mas ela é completamente incapaz de apagar o amor. As pessoas queridas que partem deixam as suas marcas guardadas nos nossos sorrisos, nos nossos valores e nas memórias mais bonitas que construímos juntos. Elas continuam vivas em cada detalhe do afeto que plantaram em nós. Que a certeza desse amor eterno seja o farol a guiar os seus passos nos dias de maior saudade, e que o Criador cure, no tempo Dele, a ferida dessa ausência.

Por que as Lágrimas rolam?
Um cisco que caiu no olho,
O bocejo insistente,
A lembrança boa ou ruim,
A emoção que se faz presente,
A dor que não tem hora,
Elas incham os olhos.
Rolam primeiro por dentro, depois transbordam pra fora.
Cada uma delas carrega um sentimento, que só quem as têm por dentro, entende seu significado, seu peso e seu momento.

E a vida?
Uma catarse de pileque e ressaca curados com um abraço de mãe antes de dormir.

Escrevo umas linhas aí que saem de um cérebro pitoresco, desses que parecem estar do avesso. Um pouco controverso, inquieto, parecendo um menino travesso.


Espero que goste. Escrevo aqui e depois registro no Gov.

Um olhar sincero, uma escuta atenta e um feedback empático são capazes de silenciar uma mente caótica, mesmo que em um curto tempo. Mas talvez seja somente esse o tempo que ela tem para desligar de forma natural. Isso diz muito sobre pessoas raras e gentis.

O cara te quebra, volta com um tubo de cola, junta teus cacos, fazendo um restauro meia boca e tu insistes nesse erro que tu chamas de gostoso?'NÓIS' não é $imone Mende$, fia.

Do passado, a única coisa que me atrai e encanta é a história contada por um museu ou um livro. Tudo o mais é lenda. História pra boi dormir.

QUANDO O CENTRO ESPÍRITA DEIXA DE SER CENTRO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Um Centro Espírita não é propriedade de quem chegou primeiro, de quem permaneceu mais tempo, de quem ocupa determinado cargo ou de quem se acostumou a decidir tudo em seu interior. Não pertence a uma diretoria, a um médium, a um expositor, a uma família ou a um pequeno grupo que, com o passar dos anos, começa a confundir dedicação com posse.
O Centro Espírita é uma casa de estudo, educação moral, fraternidade, esclarecimento e serviço, organizada para que o Espiritismo seja conhecido, estudado, compreendido e vivido.
É justamente aí que começa uma das questões mais delicadas do movimento espírita: quando aqueles que deveriam servir à instituição passam a comportar-se como seus proprietários.
A obra de José Herculano Pires, O Centro Espírita, permanece especialmente provocadora nesse aspecto. Sua preocupação fundamental não estava apenas com a existência física da instituição, mas com aquilo que ela deveria representar como instrumento de cultura e transformação espiritual. O Centro não deveria ser reduzido a um lugar de hábitos religiosos, formalidades, dependências pessoais ou práticas realizadas sem compreensão.
A advertência de Herculano alcança, portanto, muito mais do que a organização externa.
Alcança a consciência de quem trabalha dentro dela.
O CENTRO NÃO É DE NINGUÉM.
Há uma diferença profunda entre amar uma instituição e sentir-se dono dela.
Quem ama serve.
Quem se sente dono controla.
Quem serve deseja que outros aprendam.
Quem controla teme perder espaço.
Quem serve prepara sucessores.
Quem controla impede a renovação.
Quem compreende o caráter coletivo da tarefa sabe que nenhum trabalhador é indispensável. Quem se deixa dominar pelo personalismo começa, pouco a pouco, a acreditar justamente no contrário.
E então aparecem comportamentos que, embora muitas vezes revestidos de boas intenções, contradizem frontalmente a finalidade espírita: o trabalhador novo não recebe oportunidade; aquele que pensa diferente é afastado; novas ideias são recebidas com desconfiança; determinados cargos tornam-se permanentes; grupos fechados passam a decidir o destino da instituição; e a experiência acumulada, que deveria ser instrumento de orientação, transforma-se em argumento para impedir qualquer renovação.
Não se trata de retirar dos mais experientes o respeito que merecem.
Experiência é patrimônio.
Mas experiência não é propriedade.
O trabalhador antigo deveria ser aquele que abre portas para os que chegam, transmite aquilo que aprendeu e prepara outras pessoas para continuar o serviço.
Quando acontece o contrário, algo precisa ser examinado.
Porque uma casa espírita que não consegue formar novos trabalhadores corre o risco de envelhecer não apenas em seus quadros, mas principalmente em sua mentalidade.
QUANDO A DEDICAÇÃO SE TRANSFORMA EM POSSE.
Existe uma espécie de personalismo particularmente perigosa no ambiente espírita: aquela que não se apresenta como vaidade evidente.
Ela pode aparecer disfarçada de zelo.
“Eu conheço esta casa.”
“Eu estou aqui há muitos anos.”
“Sempre fizemos assim.”
“Essa pessoa ainda não está preparada.”
“Não podemos entregar essa responsabilidade a qualquer um.”
Algumas dessas afirmações podem conter prudência legítima. O problema surge quando se transformam em mecanismos permanentes de exclusão.
Ninguém deve receber uma responsabilidade simplesmente por ser novo.
Mas ninguém deveria ser impedido de crescer simplesmente porque outros desejam conservar indefinidamente o espaço que ocupam.
O Centro Espírita necessita de disciplina, sim.
Necessita de organização.
Necessita de trabalhadores preparados.
Necessita de bom senso.
Mas disciplina não é imobilidade.
Organização não é domínio.
Experiência não é monopólio.
Autoridade não é propriedade.
E antiguidade não constitui superioridade espiritual.
POUCO ESTUDO; MENOR AINDA A CONVICÇÃO.
Talvez uma das maiores fragilidades do movimento espírita esteja justamente na distância entre frequentar o Espiritismo e conhecer o Espiritismo.
Há quem permaneça muitos anos dentro de uma instituição espírita sem jamais realizar um estudo realmente sério da Doutrina.
Conhece costumes.
Conhece horários.
Conhece pessoas.
Conhece funções.
Conhece a rotina da casa.
Mas não conhece suficientemente aquilo que a Doutrina propõe.
E existe uma diferença imensa entre conhecer o funcionamento de uma instituição e compreender o pensamento espírita.
O estudo não deveria ser um adorno da casa espírita.
É uma de suas bases.
Kardec jamais estabeleceu a fé espírita sobre a simples aceitação de pessoas, autoridades ou tradições. A Doutrina exige exame, observação, raciocínio, comparação, reflexão e coerência.
Por isso, quando o estudo desaparece, abre-se espaço para outra coisa ocupar o seu lugar.
O hábito.
A tradição.
O personalismo.
A opinião particular.
A autoridade informal.
O “sempre foi assim”.
E, quando essas coisas passam a valer mais do que o conhecimento doutrinário, o Centro pode continuar funcionando externamente, mas começa a perder sua finalidade interior.
A FALTA DE ESTUDO PRODUZ UMA ESTRANHA CERTEZA.
Há uma contradição que merece ser examinada com coragem.
Quanto menos se estuda, frequentemente maior se torna a segurança com que algumas pessoas defendem suas próprias convicções.
O estudo sério ensina humildade porque revela a extensão daquilo que ainda ignoramos.
A ignorância, quando não reconhecida, pode produzir justamente o contrário: certeza excessiva.
E isso é particularmente perigoso em uma instituição cuja finalidade deveria ser justamente a educação do espírito.
Não basta dizer-se espírita.
Não basta trabalhar durante anos em uma casa espírita.
Não basta conhecer algumas passagens de O Evangelho segundo o Espiritismo.
Não basta participar de reuniões.
É necessário perguntar:
O que realmente aprendemos?
O que modificamos em nós?
Nossa compreensão da Doutrina aumentou ou apenas nosso poder dentro da instituição?
Estamos formando trabalhadores ou formando dependentes?
Estamos ensinando a pensar ou ensinando a obedecer?
Estamos preparando a renovação ou defendendo posições pessoais?
Essas perguntas não deveriam provocar escândalo.
Deveriam provocar reflexão.
O NOVO TRABALHADOR NÃO É UMA AMEAÇA.
Há algo ainda mais grave quando a permanência de determinados trabalhadores começa a depender da exclusão dos novos.
O jovem trabalhador — ou simplesmente aquele que chega depois — não deveria ser visto como ameaça.
Ele é uma possibilidade.
Pode trazer disposição.
Pode trazer novas perguntas.
Pode apresentar talentos que ainda não tiveram oportunidade de florescer.
Pode cometer erros, evidentemente.
Mas os antigos também erraram.
A função dos mais experientes não é impedir que os novos aprendam porque podem falhar.
É ajudá-los a aprender sem transformar o erro em condenação.
Uma casa espírita verdadeiramente educativa deveria possuir mecanismos de acompanhamento, orientação e formação.
O trabalhador novo precisa de preparo.
Mas precisa também de oportunidade.
Se ninguém lhe concede oportunidade porque “ainda não sabe”, como poderá algum dia saber?
É preciso ensinar.
É preciso acompanhar.
É preciso corrigir.
É preciso confiar progressivamente.
É preciso permitir que o trabalhador cresça.
Do contrário, cria-se uma situação absurda: aqueles que controlam a instituição justificam sua permanência dizendo que não existem pessoas preparadas para substituí-los, enquanto simultaneamente impedem que novas pessoas sejam preparadas.
Isso não é renovação.
É perpetuação.
ORGULHO, CIÚME E VAIDADE DENTRO DA CASA ESPÍRITA.
É doloroso admitir, mas o fato de uma instituição possuir o nome “espírita” não significa que todos os sentimentos humanos tenham desaparecido de dentro dela.
O orgulho pode entrar pela porta.
O ciúme pode ocupar uma cadeira.
A vaidade pode assumir uma função.
A disputa por reconhecimento pode vestir-se de zelo doutrinário.
A necessidade de poder pode apresentar-se como preocupação com a disciplina.
É justamente por isso que o Centro Espírita precisa ser lugar de reforma íntima, e não um território onde cada pessoa possa ocultar suas imperfeições atrás da função que desempenha.
O problema não está em exercer uma responsabilidade.
O problema está em transformar a responsabilidade em identidade de poder.
Não é errado coordenar.
É errado acreditar que ninguém mais poderia coordenar.
Não é errado orientar.
É errado não permitir que outros aprendam.
Não é errado preservar aquilo que funciona.
É errado utilizar a tradição como argumento para impedir aquilo que precisa ser renovado.
Não é errado respeitar os trabalhadores antigos.
É errado exigir que o respeito lhes conceda uma espécie de soberania permanente.
PARA QUE, AFINAL, SERVE UM CENTRO ESPÍRITA?
Serve para estudar.
Serve para esclarecer.
Serve para acolher.
Serve para educar.
Serve para estimular a transformação moral.
Serve para aproximar pessoas do conhecimento espírita sem lhes retirar a liberdade de pensar.
Serve para desenvolver trabalhadores conscientes de que o serviço é maior do que o servidor.
Serve para estabelecer um ambiente em que a fraternidade não seja apenas palavra pronunciada em reuniões, mas princípio efetivamente praticado.
Serve para colocar o conhecimento a serviço do aperfeiçoamento humano.
E, justamente por isso, o Centro Espírita não pode ser compreendido como uma espécie de extensão da personalidade de seus dirigentes.
A casa deve servir à Doutrina; a Doutrina não deve servir às conveniências da casa.
Quando acontece a inversão, começa o desvio.
O CENTRO ESPÍRITA PRECISA DE RENOVAÇÃO.
Renovar não significa destruir.
Não significa desprezar os antigos.
Não significa abandonar princípios.
Não significa substituir estudo por novidades.
Renovação significa permitir que a instituição continue viva.
Uma árvore saudável conserva suas raízes, mas produz folhas novas.
Da mesma maneira, o Centro Espírita precisa preservar seus fundamentos doutrinários e, ao mesmo tempo, permitir que novas gerações de trabalhadores encontrem espaço para servir, estudar, aprender e desenvolver suas capacidades.
Quem realmente compreende a continuidade da obra não teme a chegada de novos trabalhadores.
Ao contrário.
Trabalha para que eles cheguem.
Prepara-os.
Orienta-os.
Confia-lhes responsabilidades progressivamente.
E, quando chega o momento de afastar-se de determinada função, não sente que perdeu alguma coisa.
Sente que cumpriu uma etapa.
O VEXAME NÃO ESTÁ EM RECONHECER O ERRO.
Se uma casa espírita percebe que se afastou de sua finalidade, não deveria sentir vergonha de reconhecer isso.
Vergonha maior seria perceber e nada fazer.
É possível que uma instituição, formada por pessoas imperfeitas, incorra em equívocos. Isso faz parte da condição humana.
O verdadeiro problema está em transformar o equívoco em tradição.
Herculano Pires enxergava no Centro Espírita energias capazes de reconstrução. Essa esperança é fundamental.
A crítica ao movimento espírita não precisa nascer de hostilidade ao Espiritismo.
Pode nascer justamente do amor pela Doutrina.
Pode nascer da fidelidade ao propósito de uma casa que deveria ser centro de estudo, fraternidade e esclarecimento.
Por isso, talvez seja necessário dizer com toda a serenidade, mas também com toda a firmeza:
alguns Centros Espíritas precisam menos de discursos sobre humildade e mais de oportunidades concretas para que a humildade seja praticada.
Precisam menos de pessoas defendendo seus lugares e mais de trabalhadores preparando outros trabalhadores.
Precisam menos de certezas pessoais e mais de estudo.
Precisam menos de personalidades indispensáveis e mais de princípios.
Precisam menos de disputas silenciosas e mais de fraternidade.
Precisam menos de medo da renovação e mais de confiança na continuidade do trabalho.
Porque o Centro Espírita não existe para perpetuar homens.
Existe para servir ao ideal espírita.
E quando alguém passa a acreditar que a casa não pode funcionar sem sua presença, talvez seja justamente nesse momento que precise recordar uma das mais elementares lições da Doutrina: ninguém possui a obra; todos somos apenas trabalhadores temporários diante de uma tarefa que nos ultrapassa.
Se isso for verdadeiramente compreendido, o trabalhador antigo não fechará a porta ao novo.
Abrirá.
O dirigente não concentrará tudo em suas mãos.
Ensinará.
O médium não procurará domínio.
Servirá.
O estudioso não utilizará conhecimento para humilhar.
Esclarecerá.
E aquele que um dia deixar determinada função não sairá da casa sentindo que perdeu um território.
Sairá sabendo que ajudou a construir uma obra capaz de continuar sem ele.
E talvez seja essa uma das provas mais silenciosas da verdadeira humildade dentro de um Centro Espírita: conseguir preparar alguém para fazer, amanhã, aquilo que hoje fazemos — e alegrar-nos quando essa pessoa estiver pronta para fazê-lo melhor.
FONTES PARA ESTUDO.
José Herculano Pires — O Centro Espírita.
Allan Kardec — O Livro dos Espíritos.
Allan Kardec — O Evangelho segundo o Espiritismo.
Allan Kardec — O Livro dos Médiuns.
Allan Kardec — Obras Póstumas.

O tempo é veloz, cada vez mais. Cada segundo longe de você é um desperdício. É como me jogar de um precipício. Quero ter você comigo, ser muito mais que um amigo. Trazer você pra perto de mim, não dá pra ser feliz assim. Cabelos lindos, boca vermelha, pele suave que incendeia. Atitude e certeza, sua maior beleza.

PAZ É UM SENTIMENTO,
SILENCIOSO.




Gleice KELLY ss.

Legado de um homem, meu pai



Um porto seguro ele nos ofereceu
Dedicou sua vida à família e ao trabalho
Teve na vida o respeito que mereceu
Homem de caráter firme como um carvalho


Seus ensinamentos foram fundamentais
Para inspirar caráter e honestidade
Que para nós são essenciais
E hoje para todos há oportunidade.


Ele estava sempre lá presente
De boa vontade e disponibilidade
Pronto pra ajudar a gente
Pois essa era a sua habilidade.


A quem pergunte quem era esse?
Me refiro a meu pai já falecido
Dedicou toda vida sem interesse
E jamais irá passar por esquecido.


Foi nossa bússola, dos Ferreiras.
Nos ensinando diariamente.
Hoje somos o que somos
E a ele devemos imensamente.


Gostava mesmo era de um sítio.
Para onde fugia diariamente
Não importava se de carro ou a pé
O fazia naturalmente.


Seu legado hoje é bem presente
Pois todos se lembram com saudades
E não há nada que possa ser dito
Que o desabone pela metade.


No trabalho, tinha um apelido engraçado
O chamavam de “prosa ruim”
Mas ruim não é conceituado
Pra quem nunca foi assim.


O outro apelido era mais estiloso
O chamavam de “tilova”
Esse apelido tinha cunho religioso,
Era o mesmo que dizer: louvado!


Um fato muito curioso:
Sr Gercino água não bebia
Adorava um café gostoso.
Isso era o que ele dizia.


Adorava bater uma prosa
Esquecia até das horas
Não importava com quem falava
Falava de tudo sem demora.


Nos criou com humildade
Não mediu nenhum esforço
Hoje temos a felicidade
De falar dele sem nenhum remorso.


Homens deixam heranças.
Meu pai deixou legado
Isso se compara às lembranças
É o melhor e mais sagrado.


Fica hoje toda a saudade dele,
Do Sr. Gercino Manoel Ferreira,
Que nos deixa esse legado
De um homem comparado à figueira.


Raimundo Nonato Ferreira
Dezembro/25

Os temperamentos


Somos dotadas de diferentes temperamentos
E na maioria com traços de cada um deles
Todavia com predominância em um sentimento,
Por isso é importante conhecer todos eles.


A compreensão se torna uma ferramenta
Para o autoconhecimento e o desenvolvimento
Que irá permitir aprimorar a mente
E equilibrar fraquezas nesses sentimentos.


Iniciamos falando do sanguíneo:
Esse, geralmente, é impulsivo e otimista,
E precisa ser contido sempre,
No entanto, sua simpatia nos conquista.


O outro deles é o colérico
Conhecido pela forte liderança
E às vezes se mostra histérico
No entanto, predomina a confiança.


Falando agora do melancólico
Esse é mais introspectivo
Além de muito sensível e analítico
Valoriza a autenticidade e é reflexivo.


E por último o temperamento fleumático
Tem características calmas e estáveis
Se mostra também muito metódico
Pois são reservados além de responsáveis.


E são esses os temperamentos
Que descrevem atributos na psicologia
Você já deve ter entendido
Como se dão os comportamentos
Descritos em sua metodologia


Na verdade, são apenas algumas características,
São muitas outras qualidades e defeitos.
Todavia, não entram nas estatísticas,
Pois são apenas alguns conceitos.


Raimundo Nonato Ferreira
Novembro/25

O medo


O medo é um estado biológico,
Uma reação emocional de defesa
Gerada pelo cérebro, isso é fisiológico
É mecanismo de proteção, com certeza.


O medo também nos aprisiona.
Decisões ora deixam de ser tomadas,
Pelas consequências que acarretam,
Às quais ficamos sujeitos e amarrados.


O medo prepara nosso corpo para lutar.
Isso é essencial para a sobrevivência
E se torna um problema quando libera
Adrenalina em excesso e sem eficiência.


O medo também prepara o corpo para fuga.
E é necessário para se manter inteiro.
A coragem nos leva para a luta
Nos faz ter um passo mais ordeiro.


A coragem nos torna prudentes
Diante de perigos concretos,
Nos prepara para situações urgentes
Libera a adrenalina de forma completa.


Medo e coragem agem juntos num instante.
O medo enfrenta o desafio estruturado.
A coragem transforma o medo paralisante.
Ambos são necessários e com cuidado.


Por fim, o medo pode ser um desvio.
Ao se tornar um controle excessivo,
Tira a nossa liberdade em meio ao vazio;
Por isso, evite a manipulação intensiva.


Raimundo Nonato Ferreira
Março/2026

Ao resolveres um exercício de regressão linear, de um modelo de potência ou exponencial, lembra-te: por detrás dos números existem fenómenos e realidades em movimento. A Estatística procura compreendê-los, e cada cálculo pode representar uma decisão, um processo ou uma vida. Furucuto, 2026.

Com tantos Apaixonados disputando uma Eleição, só um eleitorado igualmente Apaixonado para suportar tanta confusão.


Talvez o maior espetáculo de uma eleição não esteja nos palanques, nos discursos inflamados ou nas promessas meticulosamente embaladas para conquistar votos.


Está quase sempre no modo como nós, eleitores, transformamos políticos em personagens de uma paixão quase pessoal.


De repente, discordar de um candidato passa a ser interpretado como ofensa a quem o apoia.


Questionar uma proposta parece traição.


Admitir um acerto do adversário soa como fraqueza.


E, assim, a política deixa de ser um espaço de ideias para se transformar em uma disputa de identidades, afetos e certezas fabricadas.


O problema é que paixão, quando ocupa o lugar da reflexão, nos faz enxergar apenas aquilo que confirma o nosso viés.


O candidato de nossa preferência ganha justificativas para seus erros; o adversário, condenações até para seus acertos.


E talvez seja justamente aí que esteja a maior confusão: não são apenas os candidatos que disputam uma eleição.


Nós também disputamos narrativas, brigamos por versões variadas da realidade e, muitas vezes, esquecemos que nenhum político merece de nós uma devoção que deveria ser reservada aos nossos próprios princípios.


Eleição não deveria exigir apaixonados.


Deveria exigir cidadãos atentos.


Porque políticos passam, mandatos terminam, partidos mudam e promessas se perdem no tempo.


O que permanece é a responsabilidade de cada eleitor pelas escolhas que faz — e, principalmente, pela capacidade de continuar pensando depois que a paixão termina.


No fim, talvez a pergunta mais importante não seja “de que lado você está?”, mas “o que você consegue enxergar quando deixa o seu lado de fora por alguns instantes?”


Talvez seja nesse ínterim entre a paixão e a reflexão que comece, de fato, a Liberdade de Escolher.

Somos todos um rabisco impresso numa folha em branco. À medida que o tempo passa, o contraste lentamente se perde e, no final, o que de fato predomina são apenas lembranças.

AUGUSTÃO


Augustão, foi um comerciante de Simplício Mendes. Ele era proprietário de um bar e de uma farmácia, mas gostava de ficar mesmo era no bar. Tinha uma alma tão pura que muitas vezes beirava a ingenuidade, assemelhando-se a um Dom Quixote da vida.


Pois bem, em um certo dia, ele estava em seu bar e as horas passavam sem que entrasse um único freguês no estabelecimento. Entediado com aquilo e já com umas duas na cabeça, resolveu, então, vender a bebida para si mesmo. Batia no balcão com as mãos e pedia uma dose. Depois rodeava o balcão, colocava a bebida no copo, em seguida retornava ao lugar de atendimento para cliente, bebia a dose e pagava. Depois de várias vendas e de vários recebimentos, ele , meteu a mão no bolso, puxou o dinheiro, contou e então disse:
— Não dá para entender. Eu vendo e vendo, e esse dinheiro não aumenta!


Em outra situação, ele estava em uma localidade do interior que pertencia à sua família. Nesse dia, o padre da cidade iria rezar uma missa numa pequena capela existente naquele lugar. O padre, sabendo que Augustão estava lá e sabendo, também, que havia uma casinha que vendia bebida, tentou evitar que o comerciante e outras pessoas do lugar bebessem na hora da missa. Então, o pároco foi até esse bar e derramou toda a bebida.
Quando Augustão chegou ao barzinho, contaram-lhe o acontecido. Ele correu para a capela chamando pelo padre. Quando entrou no santuário, o religioso estava confessando algumas pessoas. Augustão recuou envergonhado, pois pensava que o sacerdote estava sozinho. O padre saiu e perguntou o que era. Então, Augustão falou:
— Seu padre, proibir até que o senhor pode, mas derramar a bebida o senhor não pode não!

O passado tem um sabor diferente, é como beber um bom vinho e soltar um belo sorriso, sem proporções matemáticas.

Tente ser ao menos um pedacinho daquilo que a vida tem de mais charmoso, uma pessoa surpreendente. Não faça promessa, faça surpresa!⁠