Nao Magoe um Alguem

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Ela e o Jardim
Ela tinha mãos de cuidado
e um sorriso que abraçava sem dizer palavra.
Amava o jardim
como quem conversa com a vida,
entre ervas, frutos e silêncio.
Faltava uma rosa vermelha…
e mesmo com o corpo cansado,
foi com coragem que ela plantou esperança na terra.
O tempo levou sua presença,
mas não levou seu amor.
Porque um ano depois,
a rosa floresceu —
como ela sempre foi:
forte, bonita
e impossível de esquecer.
O nome dela era Irma.

Observar com carinho,
entender sem julgar,
cada gesto é um caminho
que a gente pode escutar.
Passo a passo, bem de perto,
com cuidado e atenção,
o comportamento fala…
mesmo sem explicação.
Com ciência e com afeto,
vamos juntos aprender:
todo avanço, por menor,
já é um lindo crescer.

O Peso da Solidão e a Leveza da Solitude
A vida, às vezes, nos leva a um lugar silencioso.
E é nesse silêncio que descobrimos duas experiências muito diferentes:
Solidão (a falta)
É o sentimento de exclusão.
É como estar em um deserto onde o eco da própria voz assusta, porque não há ninguém para responder.
Na solidão, a desconexão dói — porque o ser humano nasceu para a troca.
Solitude (o encontro)
É quando a solidão é atravessada pelo acolhimento.
É deixar de ser sua própria carrasca… para se tornar sua própria companhia.
A solitude não é sobre viver isolada, mas sobre saber que, mesmo quando o mundo silencia, você ainda tem a si mesma como um lugar seguro.
O equilíbrio necessário
Viver é aprender a transitar entre esses dois estados:
Cultivar a solitude, para que o silêncio não seja um peso, mas uma base de paz.
E buscar o movimento, para que essa paz não se transforme em estagnação — permitindo que a troca, o encontro e o pertencimento tragam o brilho da felicidade.
A geografia dos sentimentos: Paz e Felicidade
A paz é o alicerce.
É o mar calmo. A ausência de ruídos. O descanso.
A felicidade é movimento.
Ela acontece no “entre”:
entre você e um propósito,
entre você e alguém,
entre você e a vida acontecendo.
Se a paz é o solo,
a felicidade é a planta que cresce, se movimenta e floresce.
Resumo da vida em dois ritmos
A paz recarrega.
A felicidade expande.
Sem a paz da solitude, a busca pela felicidade se torna cansativa.
Sem o movimento da felicidade, a paz corre o risco de virar vazio.
A solitude é o porto.
A felicidade é o mar.
E viver é saber quando ancorar…
e quando partir.
Uma imagem para guardar
A paz é como um cavalo parado no pasto.
Ele não espera nada — apenas existe, inteiro, presente, suficiente.
A felicidade é o galope.
É quando essa força encontra direção e se transforma em vida, em movimento, em liberdade.
O equilíbrio está na sabedoria de sentir:
quando é hora de recolher…
e quando é hora de se permitir viver.


"Talvez a vida não esteja pedindo que você deixe de estar só…
mas que você aprenda a não se abandonar —
e, aos poucos, volte a caminhar em direção ao que te faz sentir viva."

— Olhar de Vidro: Uma Jornada de Descoberta no Jardim Botânico
Rafa é um menino que enxerga a natureza de forma técnica e distante, como algo a ser estudado e analisado. Durante um passeio escolar, ele conhece Raione, um menino indígena que o convida a olhar o mundo com mais sensibilidade. Ao observar pequenos detalhes da vida natural, Rafa aprende que a verdadeira riqueza da natureza não está em dominá-la, mas em respeitá-la e cuidar dela. Essa experiência transforma seu jeito de ver o mundo, despertando nele empatia e conexão com a vida ao seu redor.
Essência da história: aprender a sentir a natureza é tão importante quanto entendê-la. 🌿

Entre raízes antigas e o silêncio das folhas, encontrei um lugar para respirar.
Ali, meus pensamentos não precisavam correr, nem minhas decisões tinham prazo.
A vida, como aquela árvore, me ensinava em silêncio:
tudo cresce no seu tempo, tudo se sustenta naquilo que cria raízes.
E talvez, naquele instante, eu não precisasse escolher…
apenas confiar que, como a natureza, eu também saberia o caminho.

O Mundo de Petico ( Samuel)
Dentro do peito do Petico mora um passarinho bem pequenininho.
Na maioria dos dias, ele fica quietinho… dormindo no ninho.
E aí o peito do Petico fica calmo… como um lago parado.
Mas às vezes… vem um barulho.
Uma mudança. Um susto.
E o passarinho acha que é perigo.
E então…
flap, flap, flap…
Ele bate as asas rápido.
E o peito faz tum-tum-tum.
A barriga fica fria.
A respiração corre.
Não é birra.
Não é desobediência.
É um passarinho assustado… tentando fugir.


“E sabe o que muda tudo?
É quando o adulto para de mandar o passarinho calar…
e começa a acolher"
“A gente não briga com o passarinho.
A gente ensina ele a pousar.”


“Filho… parece que o passarinho acordou aí dentro.
Vamos ajudar ele a dormir?”
🍿 Pipoca na barriga → ansiedade
🧸 Alarme do ursinho → sistema de alerta sensível
“Crianças como o Petico não precisam que o mundo fique em silêncio.
Elas precisam que alguém as ajude a entender o barulho.
Porque, no fundo…
todo passarinho assustado só quer ter certeza de uma coisa:
que está seguro.”

"Saudades de um Colo"
​Quando a mãe se vai,
a casa fica grande demais.
O silêncio ocupa o lugar do: "filha, comeu direito?"
E a gente entende: o colo acabou.
​Agora eu sou o colo.
Sou eu quem mede febre de madrugada,
quem faz a sopinha sem receita — só reza e intuição.
Sou eu quem adivinha o choro antes que vire soluço.
​E dói perceber que o jogo virou.
Que ninguém vai largar o mundo para segurar minha mão
quando a gripe me derrubar na cama.
Ninguém vai sentar do meu lado só para eu não me sentir só.
​Filho ama, claro que ama.
Mas filho não desmarca a vida para cuidar da gente.
Filho tem pressa. Tem sonho. Tem voo.
E mãe… mãe é sempre porto. Nunca destino.
​A mãe que se foi levou junto o mimo.
Levou o "deixa que eu resolvo",
o "vem cá que passa",
o café na xícara certa, só porque ela sabia.
​Agora eu sou a mãe.
E entendo que mãe nunca muda:
mesmo cansada, mesmo doente, mesmo com saudade,
a gente abre os braços primeiro.
​Mas lá no fundo, bem fundo,
a menina que eu fui ainda espera.
Espera um colo que não volta mais.
Espera a sopa que só ela sabia fazer.
Espera ouvir: "fica tranquila, eu tô aqui".
​Mãe não tem mãe.
E quando a nossa se vai,
a gente vira órfã com filho no braço.

Perceber uma figura numa sombra, enxergar rapidamente um vulto pelo canto dos olhos ou sentir alguma presença não demonstra que exista um espírito ali. O cérebro humano é uma máquina extraordinariamente eficiente em encontrar padrões. Às vezes tão eficiente que encontra um rosto onde existe apenas uma cortina mal iluminada. O cérebro prefere inventar um significado a olhar para uma mancha e declarar: “não faço ideia do que é isso”. Pequeno dramático.

Nem sempre o milagre se parece com aquilo que imaginamos que um milagre deveria parecer.

A ideia de que “cada um acredita no que acha adequado” possui uma parte muito saudável, mas também precisa de uma pequena cautela.
Uma crença não se torna verdadeira simplesmente porque alguém acredita nela.
Uma pessoa pode acreditar sinceramente em algo falso.
Isso vale para religião, política, ciência, relacionamentos, dinheiro e até para aquela certeza maravilhosa que alguém tem de que sabe exatamente onde colocou a chave quando a chave está na geladeira.
Por isso, liberdade de crença e verdade são questões diferentes.
Você tem direito de acreditar.
Outra pessoa tem direito de discordar.
E nenhuma das duas deveria precisar destruir a dignidade da outra para defender sua posição.

A poesia tem utilidade? quem sabe que a linguagem é um antídoto para a mente... sabe que já se encontrou em muitos poemas vida afora... e já tá medicado pelo ser humano que cura-se no muito de si — que é o outro: que não precisa de um medicamento, mas falar coisas que se encontram sem frases... e essas substâncias sem frases; não incomodadas pelo encontro com o justo — era isso que eu sabia, sentia, pensava; mas não tinha palavras para olhar o eu, o seu ser que encontra-se em tratamento — de pensar — que o quê ainda não foi poetizado: leva o alto custo da sociedade com fármacos — agora com o susto que me dar a frase, que encontro no meu silêncio... essas palavras são pílulas de razão para o quê do outro... na cirurgia de um poema,
no corte preciso que palavras poetizadas fazem para o humano que se pega na frase do outro...
já sente melhoras do que antes não ter palavras. Assim: essas palavras —
poema de doze em doze horas e escutar o humano que não foge a regra.


Leonardo Mesquita

Abrir um verso entre as infinitas possibilidades...
é como cortar uma fruta ou abri-la com a mão
então, já com letras na boca saborear palavras narrando
um verso gostoso
entre outros maduro maduro que colho na ocasião...
o léxico da verso o ano todo, as margens da possibilidade com suas raízes profundas tem sempre contexto,
só cabe encontrar o jeito
de derrubar palavras sempre amadurecendo a imaginação...




Leonardo Mesquita

Raciocínio


Raciocínio é um pensamento virgem.






Leonardo Mesquita

Fica aqui o depois
Um raciocínio é pego na câmera do pensamento
E puxando as palavras
elas mostram a cereja da linguagem
Nessas linhas
Olhos na massa da poesia
Fazendo alegria
E limpando o paladar para o
gosto da imaginação
A próxima ideia enche os olhos
São imagens de um raciocínio curioso
encontrando poesia


Leonardo Mesquita

"O dinheiro é apenas um recurso passageiro; a verdadeira riqueza de uma pessoa é medida pelo seu caráter, pela sua fé e pelo bem que faz aos outros."

William Contraponto — Parágrafo 175


Um dos poemas mais políticos e historicamente situados de William Contraponto, Parágrafo 175 transforma a perseguição aos homens homossexuais na Alemanha em uma reflexão sobre os limites morais do poder.


O poema parte de duas vidas comuns e de um afeto vivido sob discrição. Aos poucos, a intimidade é invadida pela lei, pela classificação e pela violência institucional. O percurso é claro: o homem amado torna-se suspeito, o indivíduo torna-se número e a identidade torna-se marca.


O triângulo rosa é o principal símbolo histórico da composição. Mais do que representar a perseguição, ele evidencia a tentativa de reduzir pessoas inteiras a uma categoria imposta pelo Estado. O poema contrapõe essa desumanização à simplicidade do vínculo entre os dois homens.


A força de Parágrafo 175 está em não transformar seus personagens em figuras abstratas. Antes da norma, havia um quarto, uma janela, conversas, livros e dias partilhados. A violência histórica aparece, portanto, como aquilo que invade e destrói uma existência que poderia ser absolutamente comum.


No final, William Contraponto ultrapassa o episódio histórico. A crítica não é dirigida apenas ao nazismo ou à antiga legislação alemã, mas a qualquer poder que pretenda decidir quais afetos são legítimos e quais existências merecem reconhecimento.


“Parágrafo 175” é, assim, um poema de memória e resistência: uma defesa da ideia de que nenhuma instituição possui autoridade moral para transformar o amor em culpa.




nenommarques@gmail.com

"A vida ganha um novo propósito quando deixamos para trás o que nos rebaixava e assumimos o compromisso de viver com integridade, educação e bom valor."

Aquele que pratica a bondade ostenta um coração ilibado, constituindo-se, assim, em mensageiro da espiritualidade a trilhar a vereda da libertação.🕊

“Um abraço ou ato de cuidado genuíno pode comunicar cura e esperança à alma de quem recebe."


—By Coelhinha

Sabe, oque gostaria hoje é que você mudasse por nos, queria que houvesse certeza de um bom futuro pra gente. Queria que seu carinho fosse pra sempre. Mas não posso estar aqui sempre pra você, dessa vez não. O pior é quando você chega e deposita sonhos em mim, me alucina com fantasias e cria um mundo pra nos dois. Mas não dura muito pra você ir embora, e me deixar sozinha. Dessa vez eu aprendo, te digo que não volto, mas depois já estou com você de novo. É nos seus braços que desejaria chorar, já é setembro de novo, e te conheço bem. Outubro faríamos um ano, e sou tão apegada a essa ideia. Queria voltar para o começo, aquele inicio de flerte, conquista e primeiro beijo. Dessa vez, desejo me curar para quando lembrar, não sentir dor. Quero fechar as portas, cicatrizar as feridas, mudar os hábitos e sorrir para a vida. Não colocar mais todas as musicas em seu nome, não escrever frequentemente sobre você, não me adoecer por amor para depois ter que lidar sozinha. Eu só quero seguir minha vida, e deixar pesos, choros, magoas e tristezas para trás