Nao Magoe um Alguem

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A maior marca de um pai é como ele prepara os seus filhos para a vida!
Como um mestre que ensina o seu aluno.


_KANGAL

O Preço do Erro


Eu cometo erros e sou julgado,
A minha reputação está na lama;
Vivo um dia de cada vez, calado,
Sem esperar de ninguém o que me ama.


Os meus dias me pertencem, mas e agora? Será que pertencem só a mim? Respiro devagar vendo ir embora o vento deste espaço até o fim.


Não há perdão para o que foi ferido,
Menti pra sustentar um ar marrento.
Tolero a dor de ser um mal-entendido, E chamo de solitude este tormento.


Já não me importa andar pelo caminho sem amor, sem esperança e sem abrigo;


Só me restou aprender a ser sozinho,
Levando a minha sombra comigo.


— KANGAL


Aviso de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual
Todos os direitos reservados.


Esta obra literária é de autoria e propriedade exclusiva de James Richard Ferreira Pantoja, protegido pelo uso do pseudônimo Kangal, nos termos da Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/1998) e das normativas internacionais de proteção à propriedade intelectual.


Nenhuma parte desta criação pode ser reproduzida, distribuída, comercializada ou utilizada de qualquer forma, por qualquer meio eletrônico ou mecânico, sem a prévia e expressa autorização por escrito do autor, ressalvados os casos de citação permitidos por lei.

Tanjuro Kamado: O Guardião da Hinokami Kagura


Na neve fria onde o vento canta,
Um homem frágil de alma forte e pura, mantém a dança do sol que o perigo espanta, buscando a paz na noite escura, enquanto o tempo silencioso sempre avança.




Não há pressa em seus passos, nem temor,pois o fôlego da vida ele tem domínio e compreende;A dança do fogo, sagrada e do amor,na ponta da espada e no peito acende, obrilho eterno de um protetor.


Do pai para o filho a chama vai passar,com brincos de Hanafuda balançando ao vento,um fardo pesado que aprendeu a carregar
Com um sorriso calmo em cada momento,pronto para o destino enfrentar.


Mesmo fraco e cansado pela dor,
Sua mente alcança o mundo transparente, Um exemplo vivo de força interior, seu espírito firme reluzente,Guia os passos daquela gente Com a luz serena do verdadeiro amor.




Autor: James Richard Ferreira Pantoja (KANGAL)
© Todos os direitos reservados

A justiça jamais caminhou ao meu lado; observou-me de longe,
como um velho escriba que registra cada afronta
sem desperdiçar tinta antes da hora exata.


Chamaram-me de pequeno
porque confundiram silêncio com escassez,
e serenidade com rendição.
Mediram meu destino
pela estreiteza dos próprios horizontes.


O tempo, porém, não discute.
Lapida.


Quando seus ponteiros encerraram o julgamento,
não encontrei ruínas diante de mim,
mas espelhos.
E neles, cada sentença precipitada
retornava ao seu verdadeiro autor.


Não saboreio derrotas.
Saboreio a precisão.
Há um deleite quase sagrado
em assistir a arrogância descobrir,
tarde demais,
que a altura de um homem
jamais se mede pelo lugar
onde os outros insistiram em colocá-lo.


A justiça não me coroou.
Apenas removeu as sombras
que escondiam aquilo que eu sempre fui.


E esse veredito,
gravado pelo próprio tempo,
não admite recurso,
nem revisão.

O tempo é imutável, pois, é consistente no seu trabalho. Nunca vi um sujeito tão deficado

As redes sociais são um mecanismo de aprisionamento. Para um autor de verdade, bastam apenas uma caneta, um papel e muita inspiração!

Um poema é uma composição literária, puro pragmatismo e, profissionalismo.

O Ídolo de Argila


Ergui um altar onde havia apenas barro.
Julguei encontrar um farol,
mas era uma chama alimentada pelo próprio ego.


Emprestei meses ao aço,
à disciplina,
ao silêncio que antecede o combate.
Cada golpe moldava meu corpo,
enquanto a admiração moldava minha cegueira.


Venci o ringue,
mas fui derrotado pela verdade.


Descobri que a força dos punhos
não redime a fraqueza da alma;
que cinturões não acorrentam demônios,
nem medalhas curam o vazio de quem vive escravo de si.


Há homens que tombam diante de um adversário;
outros desmoronam diante do espelho.


Aquele que eu chamava de mestre
era apenas um peregrino perdido,
vestido com a armadura da vaidade,
incapaz de sustentar o próprio espírito.


Então compreendi:


Minha vitória nunca pertenceu ao altar que construí.
Pertenceu ao sangue que derramei em cada treino,
à dor que suportei em silêncio,
à vontade que permaneceu de pé
quando a ilusão caiu de joelhos.


Os ídolos apodrecem.
A disciplina permanece.


E, quando a máscara finalmente se rompe,
não morre o discípulo —
morre apenas a mentira.

O ódio é um caminho amargo. Deixe a paz reinar em seu coração; assim, encontrará libertação, amor pela própria vida e apreço pela vida dos outros. Nunca se esqueça de que toda ação gera consequências.

Amor Latente


Houve um amor tão imenso
que fez do meu peito um santuário
e dos meus olhos, devotos cegos da tua luz.
Amei-te com a força que antecede a criação,
com a fé insensata de quem acredita
que um único abraço pode ressuscitar a alma.


Entreguei-te tudo.
Até aquilo que eu jamais soube nomear.


Mas a verdade não anuncia sua chegada.
Ela rompe o silêncio como uma lâmina,
e o primeiro golpe sempre é nos olhos.


Quando enfim despertei,
o paraíso que eu jurava habitar
não passava de um templo erguido sobre ilusões.
Toquei tuas lembranças
e elas se desfizeram como cinzas entre meus dedos.


Então compreendi:


o amor e o ódio jamais foram inimigos.
São a mesma chama
condenada a mudar de cor.


O amor que um dia me deu fôlego,
que devolveu vida ao que havia morrido em mim,
foi o mesmo que, ao revelar seu verdadeiro rosto,
ensinou meu coração a sangrar sem morrer.


Hoje carrego apenas o silêncio.
Porque não existe escuridão mais cruel
do que a luz que revela
que todo o infinito vivido por dois
existiu apenas dentro de um.

O Último Quarto da Casa


Toda casa possui um quarto
que nunca aparece nas fotografias.


Foi nele que cresci.


Não faltou teto.
Não faltou alimento.


Mas faltava aquilo
que nenhum objeto consegue oferecer:
a certeza de ser visto.


Passei anos esperando
que aqueles que me deram a vida
também me mostrassem
como viver.


Esperei uma palavra.
Um conselho.
Uma direção.


Esperei que alguém segurasse minha mão
e dissesse:


"Não tenha medo.
Existe um caminho para você."


Mas algumas esperanças
não morrem de uma vez.


Elas desaparecem lentamente,
como uma luz esquecida
em um quarto vazio.


Então veio a pandemia.


O mundo fechou suas portas,
e eu também fiquei preso.


Dois anos entre paredes,
lutando contra o medo,
a solidão
e a sensação de que o futuro
estava distante demais.


Eu tinha apenas 17 anos.


Era um garoto tentando compreender
uma vida que já parecia pesada.


Estudei.


Acreditei que o conhecimento
seria uma ponte para outro destino.


Passei um ano preparando minha mente
para uma oportunidade.


Mas a dor, o medo e a incerteza
foram maiores que meus planos.


O ENEM passou.


E com ele,
uma parte dos sonhos
que eu ainda carregava.


Depois vieram os dias de trabalho.


O corpo aprendeu o significado
da exaustão.


As pernas carregaram pesos
que ninguém viu.


As mãos perderam a juventude.


E, enquanto muitos construíam memórias,
eu construía resistência.


Nunca pedi riqueza.


Nunca pedi uma vida fácil.


Tudo o que eu queria
era um lugar no mundo.


Um propósito.


Uma profissão.


Uma razão para olhar para o amanhã
e acreditar que eu também tinha destino.


Mas o tempo revelou
uma das dores mais silenciosas:


o amor de uma família
nem sempre alcança todos
da mesma forma.


Na mesma casa,
existiam diferentes medidas de cuidado.


O afeto que não encontrou meus caminhos,
a consideração que nunca repousou sobre mim,
foi entregue em abundância
à minha irmã.


A ela,
os braços abertos.


A ela,
a proteção antes mesmo da queda.


A ela,
a certeza de que haveria alguém
para enfrentar o mundo por ela.


E eu não invejo o amor que ela recebeu.


Nenhum irmão deveria desejar
menos amor para outro.


Mas existe uma tristeza profunda
em perceber que aquilo que foi dado em dobro a alguém
nunca encontrou espaço
nem uma única vez
para florescer em você.


Eu os amo.


E reconheço:
eles não me devem nada,
além da vida que me deram.


Mas a vida,
quando não é acompanhada de presença,
às vezes parece apenas uma existência.


Por isso temo o dia da despedida.


Não porque não exista amor.


Mas porque algumas lágrimas
nascem das histórias que vivemos.


E outras não conseguem nascer
pelas histórias que nunca tivemos.


Talvez eu não chore pelas lembranças.


Não por crueldade.


Não por falta de gratidão.


Mas porque passamos pela vida
sem construir aquilo que o tempo não consegue apagar.


Fotografias envelhecem.


Casas desmoronam.


Pessoas partem.


Mas as memórias permanecem.


E essa talvez seja a nossa maior tragédia:


não fomos uma família destruída pelo ódio.


Fomos uma família separada pelo silêncio.


Vivemos sob o mesmo teto,
mas em mundos diferentes.


E o mais triste de tudo
é descobrir que uma pessoa pode passar a vida inteira
procurando um lar,


mesmo estando dentro de uma casa.

Onde o Silêncio Reza


Havia um templo feito de pedra,
mas era o silêncio que sustentava suas paredes.
As velas queimavam lentamente,
como se soubessem que nem toda escuridão nasce da noite.


Os bancos antigos carregavam cicatrizes,
marcas de joelhos cansados e mãos unidas em oração.
Pediam apenas cuidado,
enquanto outros olhos enxergavam apenas cifras.


O ouro nunca brilhou mais que a fé.
Ainda assim, há quem troque a luz do altar
pelo reflexo frio das moedas,
esquecendo que toda riqueza roubada da esperança
cobra um preço que o tempo jamais perdoa.


Os sinos continuam a tocar,
mas seu som já não desperta apenas os fiéis.
Também desperta as consciências,
porque nenhuma sombra permanece escondida para sempre.


E quando a última vela se apagar,
não será a madeira, nem a pedra, que serão julgadas.
Serão os corações que confundiram o sagrado com interesse,
e fizeram do silêncio um cúmplice.


No fim, resta apenas a verdade:
ela caminha devagar, veste luto,
e sempre encontra o caminho de volta ao altar.

Onde a Sombra Faz Morada




Há vidas que parecem atravessar o mundo sob um céu que nunca amanheceu.


O destino lhes rouba nomes, abraços e futuros, e lhes da remédios para ser um Porto seguro ,
até que a memória se torne um cemitério onde o vento aprende a sussurrar.


Quem contempla tantas despedidas deveria entender
que toda existência é apenas um sopro, passa tão rapido,
uma chama vacilante que com o menor descuido o tempo se apaga.


Mas nem toda dor gera luz.


Há sofrimentos que, quando alimentados pelo vaidade,
deixam de ser cicatrizes e se tornam correntes;
aprisionam a alma, endurecem a voz
e transformam o julgamento em um altar de esquizofrenia.


É um paradoxo cruel.


Quanto mais a morte revela o valor da vida,
mais alguns insistem em desperdiçá-la medindo as falhas alheias dos outros, para Camuflarem às suas.


Esquecem que nenhum tribunal humano resiste ao relógio,
que toda sentença pronunciada hoje
amanhã será apenas poeira, palavras ao vento repousando sobre o cemitério de silêncio.


A maior tragédia nunca foi aquilo que o destino levou.


Foi permitir que cada perda apagasse, pouco a pouco,
a última centelha de lembranças de amor e, misericórdia vividas


Porque há um abismo mais profundo que o luto:


é sobreviver a tantas apocalipses
e, ainda assim, não aprender a ser guarda-chuva para quem também caminha sob a chuva.

O que é a imortalidade ?
Torne-me um imortal!

Quanto mais tenho que escrever para ter prestígio e um nome ? Faça o suficiente para ver os seus dedos sangrarem

Dentro de mim moram dois sussurros:
um busca a luz, outro abraça a sombra.
Entre a razão e a loucura,
caminho sendo o próprio conflito que me habita.

O herói carrega as maiores lapadas porque o fardo de reescrever o destino quebra qualquer um. A dor é o pedágio inescapável de quem ousa alterar a sua realidade

Às vezes precisamos ser esperança para eles que estão começando a trilhar um caminho diferente da sua própria sina.

A morte perguntou: _Quantas almas irei ceifar para poder trocar de Cargo ?


Cronos disse: _Um ano apenas depois aumentamos seu salário!

Esperar algo além da dádiva da vida é vaidade. Assim como um filho espera algo do pai, ou uma mãe que cria expectativas em relação à filha. Um filho simplesmente não pode visitar ouse despedir de quem ama ? Mesmo que sua própria família não compartilhe desse amor